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25.09.07

por Luiz Zanin, Seção: Personagens, Atualidades 15:44:00.

Foto: Jair Bertolucci
mano

Haveria muito o que dizer da participação de Mano Brown no Roda Vida de segunda-feira. Valeria até uma análise, digamos, imagética, do contraste entre aquele entrevistado – um negro forte, vestido de preto, boné preto -e os entrevistadores, em sua maioria brancos (com exceção de Paulo Lins), alguns de terno e gravata, com seus conceitos bem estabilizados do que seja cidadania, política, moralidade pública, etc.

Brown, no fundo, seria a desconstrução de tudo isso e o foi, em alguns pontos precisos. Ao chamar os traficantes de comerciantes como outros. Ao dizer que criminosos podem ter o seu código de honra e ética entre eles, como as outras pessoas. Ao dizer, com todas as letras, que a polícia é vista como intrusa ao entrar na comunidade, seja ela uma favela ou um bairro pobre. Ao dizer que não conheceu o pai, e contra todas as expectativas compensatórias dos debatedores, que era, ele também, um pai ausente. Ao dizer sem rodeios que apoiava Lula ("ele veio de baixo") e não esperava nenhuma recompensa por esse apoio.

Não estou dizendo que estou de acordo com tudo isso, nem que dou razão a ele. Essa é outra história e cada um que forme e mantenha a sua opinião pessoal a respeito.

Apenas constato que Mano Brown apareceu, no programa, tal como é - um desconstrutor de consensos, em especial dos consensos de classe média. Um exemplo de como determinadas camadas da população pensam por conta própria, sem o amparo do saber universitário e constituído, da mídia e dos bons costumes, aceitos e pregados por todos. Aliás, conceitos que nós julgamos partilhados pela coletividade, num universalismo aceito sem maiores críticas, como dogma de fé.

Eles pensam e agem amparados na sabedoria que conhecem e com a qual podem contar na hora do aperto: a sabedoria da dificuldade e do sofrimento. A experiência da vida difícil, na qual sobreviver é já um privilégio. Por isso, ninguém deveria ficar espantado que Mano Brown tenha sido reticente e desconfiado em ambiente ao qual não está acostumado e diante de gente que não conhece. Ele estava diante do Outro social, para quem acredita nisso. E os entrevistadores, idem.

Mesmo seu silêncio, suas reticências e evasivas espelham uma concepção de vida para nós estranha e em relação à qual deveríamos ter mais respeito. Talvez, aprender alguma coisa com ela. Isso, caso pudéssemos abdicar de nossas caras certezas e ouvir o outro, mesmo que por um momento.

 

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Comentários:

Comentário de: Thiago Barbosa [Visitante] · http://jornaldobarbosa.blogspot.com
25.09.07 @ 16:38
Sem dúvida, Brown representa o oposto da opinião pré formulada e desgastada, o oposto do senso comum. Pode-se não concordar com o que ele diz, mas ele deve ser ouvido, pois ele vivencia a realidade que apenas é maquiada na TV.
Comentário de: Cláudia [Visitante]
25.09.07 @ 17:17
Hoje mesmo comentava com uma colega que o personagem Zé Pequeno de Cidade de Deus, se tivesse nascido em Ipanema ou nos Jardins, seria empreiteiro, banqueiros, empresário, isto é, muito provavelmente exerceria uma atividade lícita.
Ela, por sua vez, me surprendeu ao dizer qual a diferença que via entre Renan Calheiros e um ladrão de galinhas: este tem que agir para conseguir o que quer, aquele tem as coisas prontas e ao alcance das mãos.
Comentário de: Adair [Visitante]
25.09.07 @ 17:26
Cláudia,

Não acredito que o Zé Pequeno viesse a exercer uma atividade lícita. Ele certamente exerceria uma outra atividade. Mais lucrativa, com características legais, mas ilícita.
Comentário de: Cláudia [Visitante]
25.09.07 @ 17:31
Por que, Adair?
Comentário de: Antonio Bezerra Neto [Visitante]
25.09.07 @ 17:37

A "desconstrução" em demasia costuma levar as pessoas para o niilismo. Não advogo esse excesso de caminhos. Não gostei da entrevista, posição compartilhada por muitos amigos do dia-a-dia. O entrevistado mostrou-se pouco articulado, afundado em conceitos capazes de fazer chorar o grande pensador do Direito Rudolf Von Hering. Desconfio de atalhos.
Comentário de: Emerson Lopes da Silva [Visitante]
25.09.07 @ 18:12
Sempre prezado Zanin, veja que pérola pesquei de um leitor do blog do Reinaldo de Azevedo...

Isso faz pensar que realmente vivemos em um ambiente de livre expressão:

"(...) Mano Brown é uma demonstração eloqüente de que a tese defendida em "A Cabeça do Brasileiro" está correta.
Evidentemente, ao contrário do que se imagina, a aquisição dos bens culturais não é concomitante à conquista do dinheiro. Como se pode ver, tanto em Mano Brown quanto em Lula, o dinheiro não é capaz de transformar um selvagem num cidadão. (...)"

URL: http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2007/09/espetculo-grotesco-na-tv-cultura.html
Comentário de: Jayme Otacilio [Visitante]
25.09.07 @ 18:42
É uma ética muito particular. Ele concorda com falcatruas, desde que seja beneficiado. Defendeu Lula por não ter dedurado os companheiros que foram pegos com a mão na botija no mensalão. Pelo menos, serviu para desmistificar a imagem de negro, pobre e revoltado. Mostrou-se como um sujeito de caráter, no mínimo, duvidoso e reconheceu sua indolência ao admitir que teve oportunidades para estudar e preferiu outros runos.
Comentário de: Adair [Visitante]
25.09.07 @ 20:44
Cláudia,

Por que tornar-se criminoso não é falta de opção. É exatamente uma opção.
O filme mostra isso inclusive. Afinal, o garoto fotógrafo vivia nas mesmas condições do Zé Pequeno e optou por não seguir carreira no crime.
Comentário de: Cláudia [Visitante]
25.09.07 @ 21:51
Adair

O garoto fotógrafo não era um empreendedor. Zé Pequeno era.
Comentário de: Adair [Visitante]
25.09.07 @ 22:18
Cláudia,

Não. O garoto fotógrafo tinha boa índole. Respeitava o próximo. Se fosse empreendedor abriria uma produtora.
Zé Pequeno, ao contrário, seguiu o caminho do crime porque não respeitava nada. Era egoísta ao extremo. Optou pelo caminho “fácil”.
Comentário de: Cláudia [Visitante]
25.09.07 @ 22:24
Adair

Boa índole? Hum...não sei se existe comprovação científica para isso, mas não importa. Você acha que empreiteiro e banqueiro são pessoas de boa índole?
Comentário de: Adair [Visitante]
25.09.07 @ 22:51
Cláudia,

E você acha que empreiteiro e banqueiro, esses de má índole, exercem atividade lícita?
A menos que você esteja se referindo a tida como atividade lícita, ainda que pautada por negócios não tão lícitos assim, sou obrigado a discordar. Por outro lado, se o contexto é o de atividade lícita, mas nem tanto, concordo plenamen tanto, concordo plenamente.
Comentário de: Cláudia [Visitante]
25.09.07 @ 23:25
Adair

Empreiteiro e banqueiro só agem dentro da lei por um único motivo: são eles próprios que fazem as leis que regram os seus negócios.
Comentário de: Leandro [Visitante]
26.09.07 @ 07:36
A entrevista do Mano Brown foi uma decepção. E não por culpa do entrevistado, que estava ali, a disposição. Mas por culpa dos entrevistadores, que em sua maioria estavam ali para "babar" pela figura quase mística que o Mano Brown se transformou.

Jornalismo de quinta categoria na TV que se diz pública (paga com nosso dinheirinho).
Comentário de: jamil d fernandes [Visitante]
26.09.07 @ 11:09
o pior roda viva de todosos tempos,entrevistado e entrevistadores sem conteúdo,banais. o apresentador com cara de paisagem;deu dó do único jornalista ,josé neumane, que desistiu das perguntas rapidinho ao notar a roubada que tinha caido.isso é ser mano.isso é ser vagabundo,ladrão,usuário e trafica/e e outros adjetivos, em favela o herói acorda cedo ,trabalha,cria seus filhos com resp e educ,participa de sua comunidade e torna seu futuro de sua familia melhor, não esses vagaba que vivem em quinas de becos ouvindo rap,fumando e azarando o dia inteiro,antes de fazer apologia a esses bostas,alguns de voces deveriam pelo menos da uma passada onde vivem os manos da vida e as pessoas que moram ou em favelas ou outros bairros pobres ,mas que tentam melhorar suas vidas.
Comentário de: jamil d fernandes [Visitante]
26.09.07 @ 11:10
o pior roda viva de todosos tempos,entrevistado e entrevistadores sem conteúdo,banais. o apresentador com cara de paisagem;deu dó do único jornalista ,josé neumane, que desistiu das perguntas rapidinho ao notar a roubada que tinha caido.isso é ser mano.isso é ser vagabundo,ladrão,usuário e trafica/e e outros adjetivos, em favela o herói acorda cedo ,trabalha,cria seus filhos com resp e educ,participa de sua comunidade e torna seu futuro de sua familia melhor, não esses vagaba que vivem em quinas de becos ouvindo rap,fumando e azarando o dia inteiro,antes de fazer apologia a esses bostas,alguns de voces deveriam pelo menos da uma passada onde vivem os manos da vida e as pessoas que moram ou em favelas ou outros bairros pobres ,mas que tentam melhorar suas vidas.
Comentário de: Dinho [Visitante]
26.09.07 @ 11:28
Para quem desconhece, ÍNDOLE tem referência ao caráter e de origem natural, ou seja, nasce com a pessoa.
Não podemos afirmar que TODAS as pessoas que são pobres e vivem em favelas são portadoras de MÁ ÍNDOLE, e nem quem mora muito bem, é rico e bem sucedido.
Como disse alguém, o dinheiro ou a falta dele, não transforma ninguém de BOA ÍNDOLE em selvagem, bem como a MÁ ÍNDOLE não transforma em cidadão.
Se esse rapaz diz tudo isso na TV, imaginem nos seus shows (??????). Apologia ao crime é crime.
Comparar comerciantes e/ou empresários de bem com traficantes é no mínimo se rotular de burro, além do que o traficante é o elemento da pior espécie de criminosos.
Não sei porque as TV dão tanta atenção para gente que parece odiar a sociedade racional, e td fazem para desmerecê-la.
Comentário de: Vinícius Piedade [Visitante]
26.09.07 @ 11:40
fiquei feliz de ler o que escreveu sobre a entrevista de segunda. Um artigo muito vivo. Lendo os comentários dos seus leitores, veja a importância do seu blog pra eles. Você mostra uma outra perspectiva, já que 90% dos comentários, seguem uma linha de raciocínio absolutamente óbvia, aquele pensamento travado do intelectual (mesmo que pseudo), que olha o mundo através da sua perspectiva de vida sempre embasada em algum pensador genial.
Mal sabem eles, que o mano Brown é um pensador genial!
um abração
vinícius
Comentário de: Jayme Otacilio [Visitante]
26.09.07 @ 14:34
Vinicius, tenha piedade de nós.....Pensador Genial???? Mano Brown é limitadíssimo e só sobrevive profissionalmente graças a críticos que endeusam a sua pseudo-arte. Fiquei decepcionado, confesso, esperava que ele tivesse mais articulação verbal, mais agilidade mental e fosse menos egoísta em suas propostas. Mas, foi bom para que se quebre o mito.
Brown por Brown, sou mais o Carlinhos.
Comentário de: Thiago Barbosa [Visitante] · http://jornaldobarbosa.blogspot.com
26.09.07 @ 15:15

Jamil,
É lamentável ver aqui comentários tão preconceituosos como o seu. É duro notar a realidade nua e crua que é trazida nas letras do rapper que você intitula vagabundo, é um murro no estômago de quem não quer enxergar a realidade que a novela das 8 não mostra, ou mostra de forma mágica, cenica e pouco representativa. Triste também ver aquele senhor (que você intitula "único jornalista", sempre tentando o entrevistado com perguntas que demonstrava o desapreço dele em relação ao entrevistado, aquele jornalista que todos os dias faz no SBT os comentários mais triviais e do senso-comum possiveis!
Comentário de: SILVA [Visitante]
26.09.07 @ 15:48
Independentemente do gosto de cada um a personalidade de mano brown, todos deveriam estar agradecidos por ele ter nos dado o prazer de sua entrevista. Talvez nem tando o prazer mas de qualquer modo… para aqueles que discordam de seus pontos de vista otimo, agora tem razao maior ainda para continuar discordando, para aqueles que concordam otimo tambem, agora tem mais razao para concordar e podem tambem fazer uma analize melhor. Agora um coisa e’ certa, uma pessoa como Mano Brown que influencia tantos jovens da cidade de Sao Paulo (periferia ou nao periferia) e do Brasil como um todo nao pode em momento algum ser ignorada pela sociedade como um todo. Ignorar ou tentar afogar figures como Mano Brown e’ um erro muito grande que a midia e a populacao de classe media no Brasil vem cometendo a muito tempo. A ignorancia nao e’ uma rua de uma via, e sim duas vias. O pobre nao pode ignorar o rico e vice versa. E digo mais, um grande PROBLEMA DO MANO BROWN , FOI REALMENTE NAO TER ESTUDADO, e’ realmente tentar ignorar a perspectiva dos outros que estao do outro lado. E isso e’ sempre um erro.
Comentário de: Daniel Bernardo [Visitante] · http://www.sargentopimenta.zip.net
26.09.07 @ 16:51
SRS JAMIL, JAYME E PRINCIPALMENTE O SR. EMERSON LOPES
POR ACASO O SRS SABEM O QUE É UM BAIRRO COMO CAPÃO REDONDO? O SRS SABEM COMO É UMA ESCOLA PÚBLICA DA PERIFERIA? PELAS EXDRÚXULAS OPINIÕES DOS SENHORES FICA EVIDENTE O NÃO CONHECIMENTO DE CAUSA DE VOSSAS SENHORIAS. QUANTO PRECONCEITO E IGNORÂNCIA EM TÃO POUCAS PALAVRAS.
EU FUI RECENCEADOR DO IBGE EM UMA FAVELA, NO ANO DE 2000, ESTE ANO FIZ ESTÁGIO (DENTRO) EM 3 PENITENCIÁRIAS, TRABALHO HA 6 ANOS EM COMUNIDADE POBRE E ESSE ANO COMECEI A LECIONAR LÍNGUA PORTUGUESA EM ESCOLAS PÚBLICAS BEM DISTANTES DO CENTRO. COM ESSA BAGAGEM EU AFIRMO QUE MANO BROWN É AO MESMO TEMPO UM PRODUTO DO MEIO DEGRADADO EM QUE VIVEU E SEU ALGOZ EM MOSTRAR COM UMA RECONHECIDA ARTE, EM SUAS PALAVRAS, QUE TUDO AQUILO ESTÁ ERRADO E PORQUE ESTÁ ERRADO, PARA PESSOAS QUE NÃO TEM ACESSO À INFORMAÇÃO E NEM A UM BOM ESTUDO.
MANO BROWN RARAMENTE DÁ ENTREVISTAS. ESTAVA EM UM AMBIENTE ESTRANHO E EU QUE ACOMPANHO O RACIONAIS MCs DESDE 1993 COMPREENDO BEM A DINÂMICA DE SUA ENTREVISTA.
NÃO FIQUEM OS SRS, MORADORES DE BONS BAIRROS, QUE OBSERVAM O MUNDO DE DENTRO DE SEUS AUTOMÓVEIS, TVS 29 POLEGADAS A CABO E DA INTERNET COMERCIAL FAZENDO AFIRMAÇÕES TOTALITÁRIAS E SOBRETUDO IGNORANTES DE ASSUNTOS QUE VOCÊS SÓ CONHECEM DA IMPRENSA. UTILIZEM MAIS OS OLHOS E OS OUVIDOS E MENOS A REVISTA VEJA SP. ISSO VAI FAZER UM BEM ENORME AOS SRS.
Comentário de: Adair [Visitante]
26.09.07 @ 20:00
Cláudia,

Consegui captar agora o contexto que você está utilizando para lícito. Sinônimo de legal, ou seja, previsto em lei.
Nesse contexto concordo que empreiteiros e banqueiros são pessoas de índole duvidosa.
Já para empresários, considero muito generalizada essa classificação. Proprietários de pequenas empresas também são empresresas também são empresários e, na maioria dos casos, são pessoas de boa índole.
Comentário de: J. C. [Visitante]
26.09.07 @ 21:11
Algumas pequenas considerações:
1º - "Racionais" é muito ruim. Estéticamente falando não acrescentam nada à música brasileira. Seu discurso, apologista ou não, da violência social da periferia é medonho e não tem nada a ver com RAP (ritmo e poesia em inglês). A figura dos integrantes da banda, e em especial do sr. "Mano Brown" é triste pois revela a miséria cultural e social a que o Brasil está exposto.
2º - Não gosto de "Racionais" ou do "Mano Brown" mas, ainda assim, defendo que ele tenha o direito de dizer o que quer dizer, mesmo que seja um monte de bobagens, afinal os políticos de Brasília são eximíos nessa área e não são censurados.
3º - Toda censura é burra, mas a educação que devemos dar aos nossos filhos deve, e isso vai da consciência de cada pai, mantê-los longe desse tipo de "cultura da violência".
Comentário de: J. C. [Visitante]
26.09.07 @ 21:13
Algumas pequenas considerações:
1º - "Racionais" é muito ruim. Estéticamente falando não acrescentam nada à música brasileira. Seu discurso, apologista ou não, da violência social da periferia é medonho e não tem nada a ver com RAP (ritmo e poesia em inglês). A figura dos integrantes da banda, e em especial do sr. "Mano Brown" é triste pois revela a miséria cultural e social a que o Brasil está exposto.
2º - Não gosto de "Racionais" ou do "Mano Brown" mas, ainda assim, defendo que ele tenha o direito de dizer o que quer dizer, mesmo que seja um monte de bobagens, afinal os políticos de Brasília são eximíos nessa área e não são censurados.
3º - Toda censura é burra, mas a educação que devemos dar aos nossos filhos deve, e isso vai da consciência de cada pai, mantê-los longe desse tipo de "cultura da violência".
Comentário de: Leandro [Visitante]
27.09.07 @ 07:56
Traficante é comerciante?
Apologia ao crime é crime?
Polícia é bandido?
Não entregar os "companheiros do PT" é ético?

Pra mim, as declarações do "Mano" Brown não são um soco no estômago. Não me estranham em nada. Tem o mesmo desvio ético dos nossos representantes no Congresso Nacional.
Comentário de: Emerson K [Visitante]
27.09.07 @ 11:34
Gostei do Roda Viva. Não pela (des)articulação do Mano Brown, nem das opiniões dele (muitas das quais discordo). Gostei porque esta é uma das pouquíssimas oportunidades de ver um "pária" (com mil aspas, mas um pária) sendo entrevistado num bom programa de TV.

O legal é que ele foi autêntico (pelo menos para mim), não repetindo o discurso que esperaríamos de qualquer outro entrevistado "educado" e "articulado". Conhecemos uma pessoa que não compartilha os mesmos pensamentos e certezas.

O primeiro passo para o entendimento é ouvir o outro. É isso que falta à polícia e às favelas: diálogo. O que acontece hoje é uma guerra de surdos.
Comentário de: Natalia [Visitante]
27.09.07 @ 13:44
A grande verdade é que os entrevistadores do programa naum souberam explorar tudo aquilo que poderiam de um convidado como Mano Browm, passaram a nítida imagem de que estavam com MEDO de questioná-lo sobre assuntos importante e fazer muitas perguntas que nós telespectadores gastaríamos de saber sua opinião.
"o que é o amor?" - Francamente acho q eles poderiam ter elaborado questões melhores e não ficarem temerosos com as respostas dele fazendo uma entrevista tão pobre quanto fizeram.
Esperava mais.
Comentário de: Luciano [Visitante]
27.09.07 @ 15:48
É absuro achar que uma periferia tão grande e cheia de cultura como a nossa se restringe a bossais que acreditam que vender drogas e roubar é lícito devido a difícil situação.
Moro lá, sempre morei.
Poderia sair correndo do meu mundo, afundando-me em milhares de prestrações do novo apartamento, mas sinto-me bem no bairro antigo e cheio de conhecidos. Pedreiros, enfermeiros, garçons, botoboys, advogados, professores, motoristas...

Meus amigos são graduados, meu irmão é graduado. Conheço empresários, conheço senhoras que colocam essas "madames" no bolso quando o assunto é lição de vida. Velhos que nos dão uma lição de vida, trabalhando até seus últimos dias, sendo produtivos.

Jovens que acordam às 5 horas e dormem prá lá de meia noite em busca de um diploma.

Muitos deles permanecerão lá, mesmo que tenham dinheiro, pois existe respeito entre as pessoas.

Por favor, não façam dos criminosos o padrão da nossa periferia.
Os maiores criminosos que conheço nunca moraram (ou mesmo foram vistos) por lá.

Luciano - Itaquera -ZL SP
Comentário de: diogo-df [Visitante]
27.09.07 @ 16:18
Também fiquei muito descepcionado com a entrevista, o som dos Racionais fez parte da minha adolescência, apesar de há muito tempo não acompanhar nem ouvir seu último álbum, a imagem que eu tinha da "pessoa" do mano browm estava totalmente ligada às músicas que escutei no passado, e confesso que aquele entrevistado estava longe de tudo que eu imaginei que pudesse ser o browm.
Comentário de: Daniel [Visitante]
28.09.07 @ 15:34
Pra mim, ÍNDOLE não existe, pra existir tenho que acreditar que o mundo está do jeito que está por causa da maldade dos homens, daí preciso tentar fazer os homens bonzinhos, então eu preciso de religião, ideologia dominante e valor social ou ecológico para os produtos das empresas. Acho mais simples ver o homem (e cada homem) como resultado das relações sociais históricamente construídas pelos próprios homens, ou seja, um homem que determina e é determinado pelo meio.
Das mesma forma, ESTÉTICA é uma construção histórica, não pode ser absoluta ou ruím a priori.
Comentário de: Elenice [Visitante] · http://nice@ig.com.br
30.09.07 @ 14:09
A Roda não rodou, Luiz Zanin foi primoroso em sua análise, aquilo foi uma armadilha e Brown se enroscou, talvez não tenha facilidade em fazer midia televisiva, que é muito rápida. Queríamos que ele afirmasse o que todos nós sabemos e está apontado em todos os indices de institutos de pesquisa oficiais, e na imprensa a desigualdade social e racial no Brasil atinge brutalmente a população negra.A questão do MST tem como causa a abolição sem indenização fundiária.O que ele não respondeu, nós em casa respondemos, a resposta está nas ruas, e isto Brown denunciou há 20 anos. O que ocorreu é que entrevistadores e entrevistado se estranharam. Por incríevl que pareça se o entrevistador fosse João Gordo, o resultado seria melhor, porque ele é oriundo da periferia , perguntaria sobre o que ele vivenciou e conhece.
Comentário de: Elenice [Visitante]
30.09.07 @ 14:20
Brown demonstrou como é o modo de falar de grande parte da população, chocou. Mas o que realmente chocou foi ver ali na mesma arena os burgueses de terno e gravata e a periferia, que não se entendem é esta realidade que chocou e muitos estão escolhendo de que lado ficar. As opiniões são carregadas de preconceitos e de desrespeito à diversidade.A escola que ele frequentou é o padraão do ensino público, onde os alunos se diplomam, mas não sabem falar, não sabem interpretar, não tem o direito de aprender Cidadania, Direitos Humanos, a história do povo negro, e saem da escola dizendo que não gostam de política.Portanto se não gostaram da entrevista olhem ao seu redor e verão a realidade. Candidatem-se a entrevistado do programa, para melhor falar sobre os assuntos que foi pauta do programa.A entrevista de Brow transcende a análise sómente das respostas de Brown.
Comentário de: J E [Visitante]
30.09.07 @ 14:25
Luiz Zanin, lendo vosso artigo entendo porque voce não era um dos entrevistadores, do Roda. E quem perdeu com aquela entrevista foi Brown, os poderosos ficam com a polêmica, justificam que tentaram diversicar e continuarão com o programa e sua imagem intelectual para todos.
Comentário de: J E [Visitante]
30.09.07 @ 14:51
Quem ler o artigo do jornalista Luiz Zanin, que faz parte de um dos mais importantes jornal de São Paulo e do Brasil, que democraticamente cede este espaço para debate de idéias, tem que a partir do alto nível desta análise, debater o que ocorreu. Tem pessoas criticando Brown, mas também merecem críticas porque não entenderam o que escreveu Luiz Zanin.Democracia contempla debater idéias não julgar pessoas.A injustiça social é a grande característica do país é este dragão que temos que enfrentar, se queremos paz e justiça social. A entrevista de Brown está sendo a mais polêmica, portanto, é uma verdade.O programa teve altos indices de audiencia, outra verdade. Brown é a face de milhões de brasileiros esta é a grande verdade que temos de encarar. Ele nos deu a oportunidade de entender que há dois Brasis.Mano Brown é sim um artista, sobreviu da exclusão.Esta é a grande verdade. Ele voltará estudar esta é a verdade que virá.
Comentário de: J E [Visitante]
30.09.07 @ 15:16
Houve naquele programa o encontro de dois Brasis, esta é uma verdade.Esteve em rede nacional a face de milhões de brasileiros.O convidado foi recebido com um implicito: "não nos interessa este assunto".A audiência foi grande, o programa está causando polêmica e debates.E Mano Brown é um artista porque faz música protesto e realidade, sobreviveu à exclusão, pulou o abismo da humilhação esteve no palco de um programa de televisão.
Comentário de: walace [Visitante] · http://2020
13.03.08 @ 19:54
mano brown é noissss quem deija um relativo´pra voca
Comentário de: rogério gonçalves freitas [Visitante]
21.03.08 @ 21:39
as maioria das pessoas não etende as letras ou o mordo do grupo racionais de se espresa as maioria das pessoas q ouvem as musicas pensa em rouba e mata !!!!!! não tenta coprende a forma de se espresa do grupo q é q vc fassa de tudo para fica longe das drogas do asalos e de todas medas q venha aparece seja esperto pense tente entede o q acontece antes de pegar uma amar em sua mão
Comentário de: thiago [Visitante]
04.06.08 @ 22:08
É uma boa o Pedro Paulo ir no Roda viva.PARABÉNS A ELE POR REPRESENTAR A POPULAÇÃO POBRE.
Comentário de: Thiago [Visitante]
23.06.08 @ 05:52
Parem de querer falar um mais bonito que o outro.A entrevista foi boa do ponto de vista em que o entrevistado expõe suas ideias, sua vivência em uma comunidade pobre, a visão dos pobres com relação a tudo.Se ele está certo no que ele defende, não somos nós que devemos julga-lo,ele deve falar o que quer , pensar como queira.
A reflexão sobre o que ele fala deve ser feita a nós mesmos,o preconceito que existe em nosso pensamento.
Comentário de: thiago [Visitante]
27.06.08 @ 14:34
sou super fa do mano brawn,
Comentário de: Carol_Foz Do Iguaçu,Paraná [Visitante]
26.11.09 @ 17:23
-
Concerteza Mano Brown Representa
Elle é a Voz Do Povo !
Um Verdadeiro Guerreiro De Fé !

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Crítico de cinema, colunista e repórter especial do jornal O Estado de S. Paulo





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