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18.06.09
Exigência de diploma para jornalista - esta já vai tarde. Leia aqui. Os desafios do jornalista são muito maiores do que os de obter um canudo. Envolvem formação permanente, senso ético, boa cultura geral,trato amigável com o idioma, atualização diária de competência. Ler ajuda e muito.
Hegel já dizia que ler jornais era sua oração matinal. Ora, conheço muitos "jornalistas", diplomados e tudo, que não praticam jamais esse ato de contrição; nem pela manhã, nem ao longo do dia. Não leem nem o jornal que escrevem, não veem filmes, não vão ao teatro, não ouvem música. Só vivem em seu mundinho, como se a realidade tivesse, por si só, poder de penetrar entre as paredes de uma redação, via TV ou computador.
Acredito que um curso superior bem-feito possa fazer muito bem a um profissional, de qualquer área, aliás. Pode ser um curso de Filosofia, de História, de Ciências Sociais, de Direito, de Literatura ou de Comunicação. Mas convém lembrar que alguns dos nossos melhores colegas, como Paulo Francis e Claudio Abramo, eram autodidatas. Aprender sozinho, ler, refletir, contextualizar, discutir ainda é o melhor caminho para quem precisa se formar de maneira contínua. Exigências burocráticas servem apenas para camuflar uma formação que está longe de ser a ideal.
A formação do jornalista exige dedicação integral. Não acaba nunca. Já o aprendizado da técnica jornalística se aprende em dois meses de redação - se a pessoa não for muito tapada.
Comentários:
Comentário de: Eduardo [Visitante]
18.06.09 @ 10:14Zanin, acho que a questão é mais complexa. Sou jornalista formado, tenho boa formação cultural, tenho mestrado e, no entanto, não consigo emprego porque me falta a tal 'experiência'. Sem emprego, embora cultivando de modo alternativo meus gostos por literatura, história, filosofia, ciências sociais e artes, não posso ver uma exposição de artes mais cara, não posso ir ao cinema que cobra 18 reais e tampouco posso ir ao teatro que cobra 50. Quando busco emprego, alguns têm a coragem de oferecer salário de 700 reais. E se eu não pego, o outro vai querer. Agora, então, sem perder a piada do ministro, e com o perdão do cozinheiro, o cozinheiro também vai poder pegar o emprego que eu dispenso, porque me valorizo como profissional e tento, na medida do possível, não aceitar nem acinte nem açoite. Sei que são muitos os tais "jornalistas", mas vamos combinar que nunca houve cerceamento da opinião de profissionais de outras áreas dentro dos jornais. Eu tenho a absoluta certeza de que a coisa vai daí para pior, com a classe ainda mais desunida e com salários ainda mais vergonhosos. Pode escrever.
Comentário de: Thiago Dias [Visitante]
18.06.09 @ 10:27Luiz, sou estudante de jornalismo cursando o 3º ano. E venho aqui respeitosamente discordar de sua opinião.
O primeiro motivo são as obvias implicações práticas que esta decisão acarretará, como uma diminuição no salário, que já não é alto, de jornalistas que ainda vão entrar no mercado. Não acredito que isso afetará que já está nele. Não acredito no outro cenário possível, que é a de uma valorização do profissional que tem o diploma, em virtude da pobre situação economica da maioria das empresas de comunicação.
No entanto, como vc mesmo disse, existem muitos "jornalistas" por aí, formados e não formados. A falta de uma orientação durante o período de um curso, fará com que cada vez mais tenhamos mais "jornalistas" e menos Jornalistas. Confesso que existem sim deficiencias graves nos cursos atualmente, mas é um problema que deve ser solucionado diretamente nas faculdades.
Enfim, não vejo nenhum beneficio direto desta decisão.
Abraços,
Thiago Dias
Comentário de: Emerson K [Visitante]
18.06.09 @ 12:25A legislação e os empregadores exigem diploma para assegurar que profissionais competentes preencham as vagas *ou* garantir reserva de mercado e fazer respirar aliviados os graduados semi-analfabetos e as faculdades tabajara?
Me formei em biblioteconomia, sou obrigado a pagar o conselho regional e o sindicato para ter o "privilégio" de preencher vagas de bibliotecário em qualquer instituição ou empresa. Mas quem garante que serei melhor do que um não formado, em determinada função?
Lixeiros precisam ter o ensino fundamental, operadores de telemarketing precisam ter o ensino médio (e ainda têm de fazer treinamento sobre gerundismo), engenheiros trabalham como taxistas...
Também não é hora de pensar sobre a relevância da escola como formadora de cidadãos e não como fábrica de robôs?
Abaixo a burocratização da vida.
Comentário de: PAULO ASCENÇÃO [Visitante]
18.06.09 @ 12:34CARO ZANIN,
ESTÁ TUDO BEM PARA VOCÊ QUE É EDITOR, MAS PARA MIM QUE SOU ESTUDANTE DE JORNALISMO, O SUPREMO COLOCOU "KY", AGORA FICA FÁCIL PARA AS EMPRESAS JORNALISTICAS FAZEREM O RESTO. MAS JÁ QUE É ASSIM PORQUE NÃO COLOCAR O FERNANDINHO BEIRA-MAR NO LUGAR DO EXCELENTE PERCIVAL DE SOUSA, O FERNANDINHO ENTENDE MAIS DE CRIMES DO QUE QUALQUER JORNALISTA, E PORQUE NÃO COLOCAR UMAS GOSTOSONAS DA SÉRIE MALHAÇÃO NO LUGAR DAS BRILHANTES JORNALISTAS SÔNIA RACY E DORA KRAMER, TUDO PELO IBOPE, OPS! TUDO PELA TIRAGEM. JÁ NÃO TEMOS PODER JUDICIARIO, NÃO TEMOS PODER EXECUTIVO, NÃO TEMOS PODER LEGISLATIVO E AGORA NÃO TEMOS IMPRENSA. QUER DIZER QUE QUALQUER UM PODE SER JORNALISTA ENTÃO PORQUE VOCÊS NÃO ME CONTRATAM. A ANARQUIA COMEÇOU, PONHA AI NO SISTEMA DE SOM DO ESTADÃO O CD DOS SEXY PISTOLS.
PAULO ASCENÇÃO
Comentário de: frasi celebri [Visitante] · http://www.frasi-celebri.net
18.06.09 @ 13:13Excellent Post. Thanks
Comentário de: Zanin [Membro]
18.06.09 @ 14:21Reserva de mercado nunca ajudou nada nessa matéria. Apenas alimentou a indústria dos diplomas. As boas escolas vão ficar e continuarão a qualificar os formados para os empregos, como aliás acontece em todos os países que não exigem diplomas e nem por isso deixam de ter escolas de jornalismo. Paulo, seus argumentos ilustram bem o que eu escrevi no post.
Comentário de: André Felipe [Visitante]
18.06.09 @ 15:10Caro Luiz Zanin,
concordo amplamente com sua opinião. Era insustentável, por exemplo, o fato de um jornalista com apenas uma especialização em economia ter direito de escrever sobre o assunto e um economista com Phd e tudo não ter este mesmo direito. O correto seria o contrário: o economista fazer uma especialização em jornalismo. Até mesmo porque todos os jornalistas reconhecem que é nas redações que eles de fato aprendem a profissão.
Comentário de: Paraná [Visitante]
18.06.09 @ 15:48É uma pena Zanin, ver você do outro lado. É claro que o canuda nada faz, mas ajuda sim.
Meu amigo, vendo o lado profissional e não reserva de mercado como muitos estão dizendo, nós profissionais bem sucedidos na profissão que ocupamos corremos o risco de ter de disputar mercado com um, "peço desculpas pelo que vou falar" um João ninguém você não acha?
Se o diploma não vale nada, e não tem o caracter que precisa ter, porque então não se abre o mercado da medicina, farmácia, direito, magistratura.´
Não é assim não, tem haver respeito e bom senso.
Só faz jornalismo quem realmente tem uma formação pra tanto, e não qualquer zé mané.
Sendo jornalista já estão sujeito a todo tipo de atropelo, imagina um zé mané.
Abra todas as profissões, porque tem gente que entende mais de direito penal que qualquer juiz de qualquer corte.
Tem pessoas sem formação que sabe mais legislação trabalhista que qualquer advogado com escritório na avenida paulista etc.
Tem pessoas sem formação nenhuma mas com prática que sabe mais de farmácia que qualquer farmaceutico.
Só se faz um recurso ou uma petição quem tem inscrição na OAB, assim teria que ser os jornalistas.
Estou defendendo uma classe que não faço parte, mas estimo que abriu brexas enormes para a minha classe também ser jogada na lama, como foi a sua Zanin.
Comentário de: Zanin [Membro]
18.06.09 @ 16:06Paraná, não estou do lado de cá nem do lado de lá. Procuro evitar o pensamento binário. Apenas acho que diploma era uma exigência descabida. Os problemas do jornalismo são outros, bem outros, e muito mais complicados. Quanto a essa decisão do Supremo, acho que só deve preocupar a uma categoria de gente: donos dessas fábricas de diplomas que pululam por aí. O resto segue igual. Mesmo porque as empresas jornalísticas, que pertencem à iniciativa privada, contratam quem bem entendem há muito tempo. abraços.
Comentário de: Paula Christina [Visitante]
18.06.09 @ 16:37Concordo e acho seus argumentos muito pertinentes! Como jornalista (hoje assessora de imprensa) e nada aprendi durante os anos de faculdade. Tenho meu emprego graças ao estágio que fiz questão de fazer desde o primeiro dia de aula. Meus colegas de sala que esperaram o diploma para entrar no "mercado" de trabalho jornalistico hoje são bancários ou administradores. Nossa profissão se aprende na prática e no estudo, seja ele como for.
Comentário de: Paraná [Visitante]
18.06.09 @ 18:05Nesse ponto você tem razão amigo. Também polemizar porque né!.
Comentário de: josé antonio carniel [Visitante]
18.06.09 @ 18:44não sou jornalista diplomado, trabalho nesse mercado desde o final da década de 70, tenho conhecimentos da história da minha cidade, da sua cultura, do seu povo e de tudo aquilo que acompanhei nesse tempo todo e, muitas vezes, tenho vergonha dos textos que leio de jovens que estudam jornalismo. Não tive oportunidade de fazer a faculdade, mas tenho orgulho de ser procurado por muita gente que precisa escrever alguma coisa para os jornais. Dificilmente vou conseguir fazer uma faculdade, mas nunca vou deixar de escrever o que sinto, o que penso e o que me pedem.
Comentário de: Antonio Cesar [Visitante]
18.06.09 @ 18:57Estive até pensando em estudar jornalismo, gosto muito de escrever e sem o título não poderia atuar como jornalista. De qualquer forma não entendo ser este o caminho mais lógico. Sou economista e para ser economista é preciso ter o diploma de Bacharel em Economia? Porque jornalista não. Se assim entendi vamos estudar qualquer coisa nos formar em qualquer coisa e ser profissional em qualquer coisa uma vez que nosso conhecimento geral é bem razoável.
Não estou aqui, defendendo ninguém, por favor, mas tão somente a lógica dos fatos.
Comentário de: Fabio de Castro [Visitante]
18.06.09 @ 19:08Zanin, fiz algumas mudanças no seu texto, mas acho que dá na mesma. A chamada na capa do site pode ser "EXIGÊNCIA PARA DIPLOMA DE MÉDICO JÁ VAI TARDE":
Exigência de diploma para médico - esta já vai tarde. Leia aqui. Os desafios do médico são muito maiores do que os de obter um canudo. Envolvem formação permanente, senso ético, boa cultura geral, trato amigável com o paciente, atualização diária de competência. Ler ajuda e muito.
Kant já dizia que os estudos científicos eram sua oração matinal. Ora, conheço muitos "médicos", diplomados e tudo, que não praticam jamais esse ato de contrição; nem pela manhã, nem ao longo do dia. Não leem nem os laudos que escrevem, não veem cursos, não vão aos congressos, não leem revistas científicas. Só vivem em seu mundinho, como se a realidade tivesse, por si só, poder de penetrar entre as paredes de um consultório, via TV ou computador.
Acredito que um curso superior bem-feito possa fazer muito bem a um profissional, de qualquer área, aliás. Pode ser um curso de Filosofia, de História, de Ciências Sociais, de Direito, de Literatura ou de Comunicação. Mas convém lembrar que alguns dos nossos melhores médicos, como Hipócrates e Galeno, eram autodidatas. Aprender sozinho, ler, refletir, contextualizar, discutir ainda é o melhor caminho para quem precisa se formar de maneira contínua. Exigências burocráticas servem apenas para camuflar uma formação que está longe de ser a ideal.
A formação do médico exige dedicação integral. Não acaba nunca. Já o aprendizado da técnica médica se aprende em dois meses de hospital - se a pessoa não for muito tapada.
Comentário de: Danielli [Visitante]
18.06.09 @ 19:08A decisão do STF é lamentável! Decisão simplória e descompromissada, pondo por água abaixo a tão perseguida regulamentação da profissão.
O voto vencido do Ministro Marco Auélio, através de opinião cautelosa e sensata é prova cabal da falta de comprometimento do Judiciário pela Imprensa.
Enquanto o Exame da Ordem dos Advogados do Brasil peca por excessos, deixando de anular em sua prova questões dúbias, incontroversas e até mesmo em desacordo com a legislação vigente, desatualizadas, decide-se pôr fim à obrigatoriedade dos bancos universitários aos pretensos jornalistas, sob pretexto constitucional da liberdade de expressão! Decisão deplorável, mas infelizmente isso é o Brasil...Pagará a sociedade, mais uma vez e pelo andar da carruagem, precisamos igualmente nos preparar para a aprovação do 3º mandato do Presidente Lula. Pesar a nós, cidadãos!
Comentário de: paulo cesar galvao [Visitante]
18.06.09 @ 19:30Ate que emfim fui reporter esportivo por mais de deiz anos , achava um absurdo nao coseguir o registro,logo vao exigir curso superior p/ cortar cana.
Comentário de: Isa Musa de oronha [Visitante]
18.06.09 @ 19:33Uai gente, pra que o espanto? Quem sabe? Talvez mudem o resto das Leis. Quem sabe? Qualquer um pode vir a clinicar sem ser médico, consruir sem ser engenheiro, aconselhar sem ser psicólogo, projetar sem ser arquiteto, administrar sem ser Economista, mas tá certo. Aqui no Brasil um torneiro mecânico semi analfabeto pode ser até Presidente... Pra que curso superior?
Comentário de: Danielli [Visitante]
18.06.09 @ 19:34A decisão do STF é lamentável! Decisão simplória e descompromissada, pondo por água abaixo a tão perseguida regulamentação da profissão.
O voto vencido do Ministro Marco Auélio, através de opinião cautelosa e sensata é prova cabal da falta de comprometimento do Judiciário pela Imprensa.
Enquanto o Exame da Ordem dos Advogados do Brasil peca por excessos, deixando de anular em sua prova questões dúbias, controversas e até mesmo em desacordo com a legislação vigente, desatualizadas, decide-se pôr fim à obrigatoriedade dos bancos universitários aos pretensos jornalistas, sob pretexto constitucional da liberdade de expressão! Decisão deplorável, mas infelizmente isso é o Brasil...Pagará a sociedade, mais uma vez e pelo andar da carruagem, precisamos igualmente nos preparar para a aprovação do 3º mandato do Presidente Lula. Pesar a nós, cidadãos!
Comentário de: Mara [Visitante]
18.06.09 @ 19:42Zanin
Já vai tarde o mofino diploma para jornalismo. No máximo, deveriam haver cursos técnicos, para especializar quem pretende se dedicar à área. Isso basta.
Manter reserva de mercado para jornalismo é como (querer) criar diplomas na área de Informática, outro campo no qual os corporativistas estão de olho, a fim de criar sindicatos e mais algumas 'boquinhas' para seus apaniguados.
Qual o nível de risco que o exercício da profissão de jornalista traz à vida ou à sociedade? O de se transmitir uma informação errada à comunidade? Ora, isso é uma questão Ética. E desde quando (a falta de) Ética impede o exercício da profissão a alguns canalhas à solta? Ou desde quando um jornalista é preso por divulgar um produto ou serviço mentiroso? Ou punido por escrever errado?
A liberdade de expressão hoje é praticamente ilimitada. E quando erros graves são cometidos pela imprensa, como no famoso caso da Escola Base, fica tudo por isso mesmo.
Ser analfabeto também não é justificativa, haja vista a imensa quantidade de azêmolas que escrevem a torto e a direito sobre tudo, sem conhecimento de nada, a começar da língua portuguesa.
Outra coisa: depois que o Estadão e a Folha, há mais de vinte anos, lançaram seus manuais de redação, só desconhece a técnica da escrita jornalística quem é muito preguiçoso ou quem vive em busca do status que um eventual diploma na área possa trazer. Ou quem é burro mesmo.
Também confundir diploma de jornalismo com imprensa é dar prova de burrice explícita e de desconhecimento da história do segmento. A obrigatoriedade do diploma de jornalismo tem 40 anos, ou seja, surgiu DENTRO da ditadura militar. Era uma excrescência do regime. Perguntinha: Quantos jornalistas de formação acadêmica surgiram desde então, e que superam gente como Paulo Francis, Claudio Abramo, Otto Maria Carpeaux, Carlos Heitor Cony e um escritor mulato e autodidata chamado Machado de Assis?
As ferramentas do verdadeiro jornalista são o discernimento, a capacidade investigativa -e não a
preguiça atual das redações, que não correm mais atrás das informações e de checar suas fontes, alimentadas que são pelas assessorias de imprensa-, a visão aberta e o prazer de conhecer e transformar a informação em conhecimento.
Comentário de: Fernanda [Visitante]
18.06.09 @ 20:03Se o Lula é Presidente, diploma de Jornalista pra que?
Zanin, me admira você um Jornalista de alta afirmando um coisa dessas. Então quer dizer que qualquer um agora pode ser Jornalista, Hum!
Essa é uma lei (mais uma das) Ridicula!
Já que qualquer um é Jornalista lá na FENAJ agora vai formar filas de povinho querendo a credencial de Jornalista, aquela que todos nós Jornalistas sabemos que nos dá acesso a lugares inóspitos. Jornalista por formação terá sim mais créditos do que o zé da padaria que quer passar informações sobre econômia. Mas não podemos nos esquecer nunca que aqui é o Brasil. E o Brasil é o Brasil né?
Comentário de: Moacir Assunção [Visitante]
18.06.09 @ 20:30Caro colega e amigo Zanin. Peço licença para discordar de sua opinião que, de resto, respeito. Também conheço muitos bons jornalistas autodidatas, como conheço péssimos jornalistas sem diploma. Essa realidade que vivemos em São Paulo é bem diferente da vivida no Interior, onde qualquer semi-analfabeto se arroga o "direito sagrado" de ser jornalista. Conheço casos de achacadores que estão batendo palmas para a decisão do STF.Não vejo em que ter diploma cria algum problema para o profissional. Não há reserva de mercado, ao contrário, esta é uma das profissões mais abertas que existem. Sou formado, com muita honra, em uma universiade do Interior e, como tantos outros, o diploma significou ascenção profissional. Como os bons jornalistas, faço diariamente a lição de casa de ler tudo o que nos cai às mãos e procurar manter uma vida cultural ativa. Em que o diploma de jornalismo prejudica, afinal de contas? o jornalista, o médico, o biólogo, o sociólogo, o historiador, ou qualquer outro profissional precisa se manter estudando sempre. A nossa profissão tem sua regulamentação centrada no diploma. Agora, sem ele, graças aos iluminados do STF, jornalistas de verdade, como nós, vão concorrer, principalmente na TV, com ex-jogadores de futebol, ex-BBS e modelos profissionais. Será que valerá a pena?
Comentário de: Mara [Visitante]
18.06.09 @ 20:31Fernanda
Você é a prova viva de que diploma de jornalismo não confere qualidade aos seus portadores. No fundamento básico da profissão, uso e manejo da língua portuguesa, você peca em tudo: sintaxe, concordância verbal, ortografia e nos vocábulos.
Para defender uma profissão cujo instrumento primário é a língua portuguesa, você não acha que deveria aprender, antes, a escrever corretamente? Ou então, é melhor dar razão ao Zanin, quando ele diz que só faculdades caça-níqueis, fazedoras de diplomas, é que perderão com o fim do diploma de jornalismo.
Comentário de: Boppe [Visitante]
18.06.09 @ 20:47Caro Zanin, Que bom que os empregados dessas grandes empresas de publicidade, que em espaços que sobram os recheiam com notícias – as ditas empresas de comunicação – TODAS elas ligadas a políticos - e que arrogantemente se denominam de jornalistas, perderam essa aura de Quarto Phoder.
Espero que doravante aprendam algo mais para o exercício desse trabalho.
Já estou absolutamente farto desses bacharéis de comunicação social, advindos de escolas duvidosas, sem conhecimento de História, Geografia, Língua Portuguesa (todos com letra maiúscula), a deturpar, sem qualquer punição além de um minúsculo “erramos” (quando ocorre) fatos e, pior, afirmações de entrevistados.
Quantas vezes lemos afirmações inteiramente equivocadas, que demonstram apenas que o autor daquele texto não tem conhecimento do assunto que pretende abordar? Quantas vezes ouvimos repórteres ou locutores dizer palavras totalmente erradas ou sem significado, porque não tiveram o bom senso de se preparar para a matéria que estão a cobrir?
Senhores jornalistas: lembrem-se de que já estão com suas pautas definidas pelas respectivas editorias, e que suas opiniões não podem diferir do pensamento de seus patrões, os empresários donos das companhias de anúncios.
Vocês não são formadores de opinão, mas muitas vezes são petulantes deformadores. Acanhem-se.
Enfim, nós brasileiros, sem o monopólio de um mero canudo do diploma concedido por questionáveis escolas superiores, poderemos voltar ao bom jornalismo que já foi um dia praticado anteriormente no país.
Comentário de: marcos mauricio [Visitante] · http://marcosmauricio.blogspot.com
18.06.09 @ 21:08Zanin, parabéns pelo texto claro e inteligente.
Nota-se que alguns ficaram irados com você. Os jornalista que receberam o diploma de ética, cidadania, conhecimento etc na faculdade de Comunicação.
A anta que escreveu citando o exemplo do médico, é na verdade um "jornalista" frustrado, é tão bem formado, que conseguiu ser barrado numa redação por alguém que não possui o tal super-mega-hiper diploma. Pergunto a esse indigitado: Um médico é capaz de escrever algo com clareza para ser entendido pela população leiga? Claro que não, mas se for um MÉDICO DE FORMAÇÃO E JORNALISTA DE PROFISSÃO, com certeza terá bom êxito. Aliás, uma Assessoria de Comunicação de uma grande universidade trata de todos os campos da ciência, convertendo o linguajar técnico e uma linguagem "jornalistica", sem que, necessariamente, esses sejam CIENTISTAS... São jornalistas, mas não precisam de canudo para isso. Parabém ao nosso TS.
Comentário de: Elma do Nascimento [Visitante] · http://recantodasletras.uol.com.br/autores/ballerinne
18.06.09 @ 21:31Meu diploma é uma patente
na parede pendurada
prá mostrar a toda a "gente"
que agora estou formada!
O diploma é um comprovante
que confere ao portador
uma imagem confiante
e um futuro promissor!
Jornalista dplomado
compromete muito mais.
Tem que estar sempre "ligado"
nas notícias atuais!
Diploma de jornalista
honorável conquista
de um grupo finalista
muito pouco otimista
que começa a se formar...
Mas o papel não importa,
o estudo é que comporta
mais saber, erudição.
Jornalista diplomado
deve estar muito afinado
com a sua profissão:
Informar com precisão,
interpretar com a razão,
opinar com decisão
Isto é: COMUNICAR
Comentário de: Adam [Visitante]
18.06.09 @ 21:44Que valor tem uma faculdade se qualquer um pode exercer ? Não que eu seja a favor do diploma, isso somente prova que trata-se de uma formação inútil que não forma profissional útil para nada pois sempre será buscada a opinião de um especialista.
Comentário de: Daniela Degaki [Visitante]
18.06.09 @ 21:45EU DISCORDO.
Para quem já tem um emprego, falar é fácil.
O diploma de jornalismo deixa esta carreira tão bonita e brilhante mais valorizada. Faz com que o aluno, que quer esta realmente a carreira estudar. E estudar nunca é demais, ter conhecimentos nunca é demais, ler nunca é demais. E a faculdade faz isso, faz você refletir, ler, pensar, se relacionar, pensar, técnicas também óbvio, pensar.
Por isso acho correto o diploma nesta profissão. Você sai da faculdade com as técnicas-claro. Mas também sai com a convivência, com o aprendizado que os outros professores e até mesmo seus colegas te passam.
sem mais.
Comentário de: Marcio [Visitante]
18.06.09 @ 21:52Pelamordedeus!!!!!!!! a decisão do STF é de um anacronismo sem tamanho, o pior é jornalista defendendo a idéia!!!!!!! Fico imagianndo os estudantes de jornalismo que, agora, irão concorrer de igual pra igual com quem não formaçao superior....num país onde jornais passam de pai pra filho e se mantém com anunciantes e propaganda do governo é um absurdo a decisão....engraçado que jornalista quando faz alguma reportagem, aponta o dedo das outras profissões que não tem regulamentação, reclama da falta de fiscalização, enquanto isso, nos jornais e revistas do pais, jornalistas escrevem o que querem, o editor tenta dar uma controlada, mas quando causam danos as pessoas, o jornalista da matéria some, o editor poe a culpa no jornalista, e o jornal ou revista no editor. Se já caiu a Lei de Imprensa, que era anacronica, a necessidade de formação superior pra jornalismo é essencial.....a maior parte dos jornais brasileiros não sao bons e os jornalistas não ficam longe disso...aliás, isso só pode ser humorista, aliás pra fazer a gente rir, não precisa de diploma, que diga o personagem Bozó, do Chico Anysio, mas com essa decisão a juizada do STF conseguiu, todos com diploma e fazendo humor, todos amigos do Bozo.......como diz o lider...."nunca, na história desse país"!
É de chorar.......e nóis escrevi por que samo do jornal......e viva a patuscada!
Abraço
Comentário de: Vinicius Pinho [Visitante]
18.06.09 @ 21:53Senhores, depois de ler o comentário de todos os colegas e que na sua quase unanimidade se inconformaram com a posição que adotou o colunista Zanin. Não vou me manifestar pois me sinto representado por cada um de vocês. O Brasil é realmente uma vergonha e a cada dia que passa fica mais evidente que estudar é para aqueles que não tem capacidade, capacidade de enganar o povo e sair presidente, capacidade de jogar bola e ganhar um absurdo por isso, capacidade de tocar um bom pagodinho e fazer propaganda de cerveja, enfim estudar e trabalhar no Brasil, apenas os idiotas.
Comentário de: Yoko [Visitante]
18.06.09 @ 22:20É a primeira vez que participo do seu blog.
Concordo com o seu post, pois há muito tempo as empresa já vinham contratando profissionais com capacidade, mas sem diploma de jornalismo.
É uma contradição a exigência, pois em muitos países nem há curso de jornalismo. A pessoa tem o diploma de sua especialidade, e as empresas se encarregam de torna-lo jornalista.
A necessidade de contratar diplomados vinha criando contratempo nas redações, pois necessitam de outras pessoas com habilidades que um graduado em jornalismo nem sempre tem: conhecimento profundo em uma área específica, segunda ou terceira língua etc.
Quanto ao temor de muitos de que serão substituídos por um "Zé Ninguém", quem realmente á capaz pode ficar tranquilo: as redações não deixarão de contratar quem se formou em jornalismo. Mas terão que mostrar capacidade e lutar com pessoas que têm competência (mas não necessariamente um diploma em jornalismo). Da mesma forma que em muitas profissões.
Comentário de: Maria [Visitante] · http://visitante
18.06.09 @ 22:21Concordo com Paulo Ascenção. E mais, vou processar o Estado, pedir indenização pelo que investi na faculdade de Josrnalismo, com currículo do MEC, e ainda o tempo investido... E ainda, já que é assim, porque o Judiciário não acaba com a exigência de diploma para advogados? Quer coisa mais ratazana do que essa raça? A começar por um tal de Gilmar Mendes... Ah, isso que não foi jornalista quem denunciou o mau-caratismo de GM, né? Taí, que jornalismo é esse? Foi um colega tão juiz quanto ele. Então, vou começar a medicar todo mundo. Afinal, pra que diploma nessa pocilga de país?
Comentário de: Adam [Visitante]
18.06.09 @ 22:22E para o ser brilhante que escreveu que diploma para a área de informática é inútil, concordo. São os caras que escrevem os programas que controlam o saldo da sua conta, que gerenciam o piloto automático dos aviões que você voa. Oh, desculpe, você só anda de carro, que são projetados por softwares desenvolvidos por macacos albinos da Malásia com curso técnico.
Comentário de: Valloy [Visitante]
18.06.09 @ 22:31Gostaria que os diplomados exibissem algo similar ao registro do CREA ao assinarem (quando assinam) as reportagens.
Eu daria maior credibilidade a eles.
Sim, apenas por isso que daria maior credibilidade a eles, o problema seria meu e eu acredito que seria um modo de valorizar os graduados.
Comentário de: Rogerio [Visitante]
18.06.09 @ 22:34Enfin voltaremos a ter jornalismo nesta nossa terra. Ja vai tarde quem não deveria ter vindo!
Comentário de: Veridiana Rhuana Tavares [Visitante]
18.06.09 @ 23:37Concordo com a decisão do STF sobre a não exigência de diploma para exercício do Jornalismo, sou estudante de Direito,
porém, já trabalho com jornalismo há mais de dez anos e posso assegurar que, dentre tantos jornalistas formados que tive por colegas,
me decepcionei com o nível apresentado, seja em relação à língua portuguesa, em relação aos seus conhecimentos
gerais e discernimento.
Posso garantir que, o Direito tem me acrescentado os conhecimentos jurídicos, no entanto, para me expressar ou
repassar informações com ética e responsabilidade para os meus leitores, nunca necessitei de um canudo.
Não significa que quem exerce a profissão sem a conclusão do curso superior seja necessariamente um "João Ninguém",
muito menos um "Zé Mané" (conforme citou Paraná), até porque, como disse, já tive oportunidade de trabalhar com vários jornalistas formados e,
que me desculpe os bons profissionais, mas daqueles que dão BRECHAS e não "Brexas" para muitos Zé Manés ganhar
espaço. Trata-se de competência, poder da palavra, da escrita, da busca de informação em fontes ilibadas, determinação e,
acima de tudo, Ética e Respeito.
Vivemos em um "Estado Democrático de Direito", cuja Carta Magna garante aos seus cidadãos a liberdade de expressão.
Exigência de diploma para jornalista - esta já vai tarde.
Comentário de: Roberto [Visitante]
18.06.09 @ 23:53Concordo 100% com o Zanin. Tem gente por aí mordida e já querendo acabar com tudo, dizendo que não temos mais os tres poderes e a anarquia vai tomar conta. Calma aí pessoal, quando o nosso time perde não podemos colocar fogo no estádio.
Fiz durante 8 anos um programa de música instrumental e Jazz numa rádio, porque sou especialista e não jornalista. Se um jornalista fizesse o programa,certamente não duraria 8 minutos.
Comentário de: Alezinha [Visitante]
19.06.09 @ 00:04Eu sou jornalista, fiz faculdade federal e adorei o "enterro" do diplominha para jornalistas...
Sinceramente foram os 4 anos mais inúteis da minha vida. Não aprendi absolutamente nada que fosse útil na faculdade. Como disse alguém ai em cima que eu não lembro o nome, nunca me faltou emprego porque, ao contrário dos encostados, no primeiro ano eu já estava estagiando e fazia um jornalzinho praticamente sozinha. Dava duro, ganhava mal a beça, mas aprendi um monte e valeu muitíssimo a pena. Esse jornalzinho foi minha faculdade.
Escrever é dom, é estudo próprio, é dedicação, é aprender, é ter ética e correr atrás da exclusividade sem passar pro cima de ninguém.
Apoiadíssimo pelo seu excelente texto!
Mara:
Me dá um autógrafo? Virei sua fã! Vc é tudo! rsrsrrs! Bjs e tudo de bom porque vc me fez rir até cair! Seja feliz! : )
Comentário de: Cris [Visitante]
19.06.09 @ 00:09Sinceramente, não considero ter sido a atitude mais prudente, entretanto, reconheço que assim como existem péssimos profissionais em todas as áreas, do mesmo modo, também existem diplomados jornalistas. Mas, duvido muito que as empresas, os meios de comunicação queiram dar preferência aos sem diploma, a não ser que seja um formador de opinião, diplomado em outra área, como advogado, biólogo, economista para comentar sobre algo no telejornal, ou escrever uma coluna no jornal impresso, referente ao assunto do conhecimento deles. Os cursos de jornalismo vão continuar existindo, até porque não é gato e cachorro que poderão ser jornalistas, pelo contrário, apenas os formadores de opinião, com formações em outras áreas terão esse direto à liberdade de expressão, em alguns meios de comunicação. O que pode acontecer com os profissionais dessa área, ou seja, os jornalistas é terem seus salários diminuidos ou equiparados aos profissionais de outras áreas, mas doce ilusão é pensar que uma empregada doméstica vai se tonar uma jornalista sem diploma, com todo respeito as profissionais domésticas. Apesar de ter espaço de desabafo para elas e todos os cidadãos, no espaço do leitor, por exemplo.
Comentário de: Emerson [Visitante]
19.06.09 @ 00:24A minha preocupação é que essa decisão se estenda às outras profissões mais tarde. Quem sabe, os nobres juízes não estão pensando em nos igualar ao nosso grande Presidente da República?
Comentário de: Vicente Alessi Filho [Visitante]
19.06.09 @ 00:29Claudio Abramo e Ricardinho Kotscho, para citar só os dois, começaram nesta profissão bem antes da lei que instituiu a obrigatoriedade do diploma, em 1969. Lei que foi promulgada depois de mais de vinte anos de brigas dos sindicatos dos jornalistas de todo o País. E sabem por que? Para tentar encerrar de vez esta profissão encarada como bico de funcionários públicos. E para tratar de acabar com filosofia muito em voga: o chateaubrianismo: "Meu filho: você não tem a certeira dos Associados? Então use".
Comentário de: Adhemar [Visitante]
19.06.09 @ 00:57Já vai tarde mesmo Zanin. Parabéns por colocar boa parte dos pingos nos is. A exigência do diploma é um limitador da liberdade de expressão, especialmente em um país onde muitos não tem acesso e jamais terão o seu diploma. É uma elitização explícita de uma atividade que obrigatoriamente deve refletir a sociedade que pretende informar. É uma pena que tantos que hoje estudam jornalismo se achem "prejudicados" pelo fim da exigência - mostra apenas que muitos optam por esse curso exatamente porque há (ou havia) uma reserva de mercado e uma suposta "garantia de emprego", ou de menos concorrência por empregos, e não porque desejam exercer essa profissão. Sem exigência, haverá sim uma depuração no ensino do jornalismo, e se tudo correr como deve, muitas supostas faculdades de comunicação vão desaparecer. As que levam o ensino do jornalismo a sério vão continuar aí, e quem encará-las será valorizado, e não o contrário, que é uma visão completamente absurda. Nos Estados Unidos, onde a Constituição não permite que se exija diploma de quem quer ser jornalista, está um ótimo exemplo do que espero que aconteça por aqui. Lá não há e nunca houve exigência de diploma. Mas é lá que estão, de longe, as melhores faculdades de jornalismo do mundo. E é lá que as empresas jornalisticas, quando anunciam vagas, afirmam claramente que dão preferência a quem tenha diploma de jornalista. O que a turma que está choramingando o fim da exigência precisa entender é que não dá mais para tapar sol com peneira. Diploma de escola que não ensina nada vale exatamente isso - nada. Mas se as escolas são reconhecidas por sua qualidade, esse diploma valerá alguma coisa sim, e não é preciso que haja exigência alguma. O fato é que nos EUA, sem exigência de diploma, onde é impossível contemplar tal exigência, mais de 80% dos jornalistas na ativa TEM DIPLOMA DE JORNALISMO. Será que entenderam agora? Vamos parar de querer reinventar a roda - não existe lugar no mundo onde se pratique bom jornalismo e exista exigência de diploma específico - esse exemplo NÃO EXISTE meus caros... Vamos levar a sério ser bons jornalistas e não gastar os tubos para conseguir um canudo e se achar um privilegiado - vamos aprender e praticar o bom jornalismo, que o resto acontecerá naturalmente.
Comentário de: clara [Visitante]
19.06.09 @ 00:59Não sou jornalista, mas sim leitora de jornais e blogs. Fico feliz em saber que pessoas com ou sem diploma são lidas, comentadas, elogiadas, criticadas, avaliadas, lidas e deletadas ...por isso mesmo, melhoradas no oficio de escrever e pensar...
Comentário de: Guilherme Correa [Visitante]
19.06.09 @ 01:11Concordo plenamente com a sua opinião , para termos liberdade de imprensa tem que ser assim e como diz o ditado quem não tem competencia não se estabelece.
Conheço "n" diplomados em várias areas que não sabem nada inclusive pasmem em medicina , basta ver reportagens sobre Fac de Vassouras.
Comentário de: Adams [Visitante]
19.06.09 @ 01:20Reitero: se um torneiro mecânico pode ser o Presidente do nosso país, por que um simples cidadão, sem nenhuma formação superior, não pode ser jornalista? Fiquem calmos, caros jornalistas graduados. Na próxima eleição, farei a cabeça do zé da padaria a se candidatar ao cargo de Presidente, está certo?
Deixemos as ironias de lado: ridícula essa decisão do STF. Se continuar assim, qualquer pessoa que queira ensinar vai querer ser professor. Bom, se a moda pega, será ai que nossas escolas vão, com toda a certeza, para o bréjo.
E o povo ainda quer votar no Serra para Presidente ou na Dilma.
O problema não é as decisões dos "capas-pretas" e sim, o que o povo não reclama e não levanta uma palha se quer, para mudar a forma como determinadas "coisas" funcionam no Brasil.
Em minha opinião, a sociedade brasileira é a mais passaiva do mundo.
Parodiando Drummond: "Eita, povo passivo, meu deus".
Comentário de: Marcio [Visitante]
19.06.09 @ 01:28Caro LUIZ ZANIN, mui respeitosamente quero te falar o seguinte: só de alguém fazer um curso já está lendo ou melhorando seus conhecimentos, é bem verdade que se aprende mais na prática do que na teoria, contudo, a teoria nos leva ao caminho certo.
Eu não tenho nível superior, mas sou técnico em carpintaria e se não fosse os oitos meses de curso que fiz não saberia nem se quer fazer um esboço para construir um móvel (guarda roupa, armário etc).
Não teria conhecimento do que é uma perspectiva cônica ou cavaleira (traçados no papel falando de uma maneira simples) que são coisas que nos ajuda e muito para se fazer uma boa obra, e assim por diante.
Agora recentemente fiz um curso de náutica por um período de dois anos e quero te garantir que aprendi muito até mesmo para entender o porque do desaparecimento do avião 447 da AIR FRANCE tão repentino que só se desconfiou do desaparecimento porque ele tinha hora certa para chegar ao seu destino, no entanto se um equipamento que todas as aeronaves possuem (EPIRB SATÉLITE) tivesse funcionado ele teria sido logo localizado em frações de minutos via satélite COSPAS-SARSAT e talvez tivesse dado tempo para salvar alguém.
Todo esse esclarecimento para mostrar que um curso, seja ele a nível técnico ou superior é importante para a formação profissional.
Comentário de: Rafael Bortoleto [Visitante] · http://Rafael Bortoleto
19.06.09 @ 01:37Olha Zanin, respeito a sua opinião mas não concordo com ela. Na verdade fica um sentimento de revolta, sou estudante de jornalismo e ralo bastante para pagar meu curso que não é barato. Tudo bem, sei que era uma lei que vinha da época da ditadura, mas deixar sem nenhuma regulamentação, fica complicado. Acredito que o diploma deveria valer e que além disto deveria haver uma espécie de prova da MTB, tipo o da OAB.
Mas como meu professor Riba sempre diz:
"é minha opinião".
Comentário de: Marcio Moises da Silva [Visitante]
19.06.09 @ 01:39Caro LUIZ ZANIN, mui respeitosamente quero te falar o seguinte: só de alguém fazer um curso já está lendo ou melhorando seus conhecimentos, é bem verdade que se aprende mais na prática do que na teoria, contudo, a teoria nos leva ao caminho certo.
Eu não tenho nível superior, mas sou técnico em carpintaria e se não fosse os oitos meses de curso que fiz não saberia nem se quer fazer um esboço para construir um móvel (guarda roupa, armário etc).
Não teria conhecimento do que é uma perspectiva cônica ou cavaleira (traçados no papel falando de uma maneira simples) que são coisas que nos ajuda e muito para se fazer uma boa obra, e assim por diante.
Agora recentemente fiz um curso de náutica por um período de dois anos e quero te garantir que aprendi muito até mesmo para entender o porque do desaparecimento do avião 447 da AIR FRANCE tão repentino que só se desconfiou do desaparecimento porque ele tinha hora certa para chegar ao seu destino, no entanto se um equipamento que todas as aeronaves possuem (EPIRB SATÉLITE) tivesse funcionado ele teria sido logo localizado em frações de minutos via satélite COSPAS-SARSAT e talvez tivesse dado tempo para salvar alguém.
Todo esse esclarecimento para mostrar que um curso, seja ele a nível técnico ou superior é importante para a formação profissional.
Comentário de: Anônimo [Visitante]
19.06.09 @ 01:40Com a decisão do Supremo PERDE o jornalista. GANHA o Jornalismo?
Comentário de: Joao (Canada) [Visitante]
19.06.09 @ 01:42Caro Zanin, discordo totalmente do seu comentário. A decisão do STF demonstra que o Brasil é um País que não tem a mínima preocupação com a educação do povo. Que tipo de mensagem estamos passando? Para que estudar se você pode trabalhar sem estar formado? Para que trabalhar se posso ganhar o bolsa família?
Só para comparar um pouco, não que o Canadá seja melhor que o Brasil, mas, por exemplo, um engenheiro para ser diplomado, tem que, após terminar a faculdade, trabalhar por três anos com supervisão direta de outro engenheiro e então receber o seu diploma.
Ao invés de eliminar a necessidade do diploma, porque não melhoramos o sistema de ensino? Deve ser porque não gera voto?
Comentário de: Luciana [Visitante]
19.06.09 @ 02:14Diploma de Jornalista não é garantia de ética, imparcialidade nem honestidade. Isso se aprende desde o nascimento, e faculdade nenhuma é formadora de caráter.
Diploma de Jornalismo não é garantia nem de conhecimento da língua: este problema é bem anterior ao Ensino Superior. Está lá na escola primária, que deveria, mas não dá nem a base para que o aluno se interesse e aprenda. Infelizmente, ensina-se e cobra-se cada vez menos que a criança leia e escreva corretamente – o mínimo necessário para qualquer profissão de nível mediano, aliás. E não é raro ver os tais jornalistas que tem preguiça de ler, não conseguem compreender um texto, não possuem vocabulário, não sabem formar uma sentença simples e coerente, não fazem idéia do que fazer com a vírgula e por aí vai.
Será que eles são os mais indicados para apurar e divulgar notícias?
São inúmeros os exemplos de grandes Jornalistas – estes, sim, com J maiúsculo e que honram a profissão – e que jamais cursaram uma faculdade ou são diplomados em outras profissões.
Por outro lado, esta decisão abre caminho para que aqueles jornalistas com diploma e mente vazios e qualquer outra pessoa assumam cargos para os quais não estão preparados. Empresas de comunicação que não se importam tanto assim com a credibilidade, aceitam o famigerado “gilete-press” e preferem pagar menos aos funcionários, mesmo que isso comprometa a qualidade, vão fazer a festa! E com isso, a lei de mercado diz que os salários, já baixos, devem diminuir.
Acredito que faria mais sentido primeiro corrigir o ensino básico, e subir a partir daí. Quanto ao diploma de Jornalismo, na minha opinião deveria ser dado a quem se interessar, independente da formação acadêmica, após uma especialização bastante rigorosa, e não por pseudo-faculdades mais voltadas ao lucro que ao ensino.
Comentário de: Bueno de Taubaté [Visitante]
19.06.09 @ 02:49Prezado Zanin,
Como disse um comentarista acima, excelente seu post. E, na verdade, os argumentos de cada parágrafo podem ser aplicados, com as qualificações pertinentes, a quase todas as áreas das Ciências Sociais.
A exigência de diplomas para desempenhar certas atividades é uma maneira de proteger grupos encastelados em privilêgios de tipo cartorário. À exceção de profissões como a de advogado, que exige conhecimento de técnicas e ritos do processo legal, em outros campos não há sentido algum em impedir que alguém exerça sua competência adquirida fora de cursos específicos. Talvez em alguns casos, porém, um exame para aferir o preparo do candidato pudesse ser institucionalizado. Se não me engano, isso é feito nos EUA, com a certificação para contabilistas.
Ainda assim, se para medicina e engenharia, por exemplo, compreende-se que haja restrições, para jornalismo não.
Comentário de: Natália [Visitante]
19.06.09 @ 03:46Eu não entendo a manisfestação do pessoal em afirmar que qualquer "Zé" poderá ser um Jornalista, ou aspirante a tal. Até anteontem, Zé "Alguém" com diploma de faculdades tidas como boas, não conseguiam ser absorvidos pelo mercado. Esses Zés citados sequer vão conseguir chegar à porta de um jornal que se preze. Vai acontecer o que sempre aconteceu, quem pode mais chora menos. Quem vc conhece? Network mais do que nunca.
E nada a ver comparar ciências biológicas com comunicação, né!?!
Ainda não sei se é bom ou ruim a decisão do STF. Sou uma turismóloga que sempre quis ser jornalista. Tentei vários contatos com revistas e cadernos desse segmento, mas precisava de MTB, me indignei em saber que em revistas de turismo não existe bacharel em turismo. Decidida a cursar a tal graduação em jornalismo pro registro. Agora não sei o que é pior. Antes poderia tentar pelo "mérito" do diploma, agora só pelos contatos. Ainda não os tenho. Puff!
Zanin, como chegar a um jornal?
Comentário de: Manoella [Visitante]
19.06.09 @ 06:23Oi, Luiz
sou da tua opiniao. Só o que me consterna um pouco é que o jornal, para o qual você trabalha, só aceita jornalistas graduados. Sou bacharel em comunicacao social com habilitacao em publicidade e propaganda e faco um mestrado em comunicacao social e teoria jornalística na universidade de Hamburgo, Alemanha. Tenho fluência em alemao e e m inglês e durante o meu mestrado já fiz vários estágios, em renomados veículos de comunicacao alema. Ainda assim, quando quis me inscrever para um programa de estágio no Estadao, recebi como resposta uma única frase, sem boa tarde, sem prezada senhora, sem nada além de: "Somente graduados em jornalismo podem participar do Curso Intensivo de Jornalismo Aplicado"
E aí? frustrante, né....ou seja, pode até ser uma vitória para a liberdade de expressao, que nao graduados em jornalismo possam exercer a profissao, mas parece que a realidade do mercado de trabalho é outra...
p.s.: perdoe-me a falta de acentuacao, mas o teclado é alemao.
Comentário de: Bueno [Visitante]
19.06.09 @ 06:42O bom jornalismo já foi praticado neste páis por grandes estilistas nas redações. Há 40 anos com a lei da exigência do diploma, o que temos hoje? Medianos, isso mesmo, medianos. Escrevem sem paixão, nenhum ponto de exclamação, textos lisos e aguados. Meus Deus onde estão os grandes jornalistas como os de outrora, não existem mais. Talves o jornalismo brasileiro venha a ganhar nova força com a não exigência do diploma. Votaremos a ter princípes nas redações. Amém!
Comentário de: Cláudia [Visitante]
19.06.09 @ 09:55Li tanta coisa a respeito desse fato, a derrubada da exigência do diploma, e ainda não consegui identificar o que enfim está sendo comemorado. Não faço, evidentemente, uma defesa do diploma, apenas quero saber o que enfim representava essa exigência do diploma para que sua derrubada tenha sido tão festejada. É mais fácil entender aqueles que defendem o diploma, cujos argumentos não se reduzem ao mero corporativismo como dizem alguns. Há belos textos como o de Leandro Fortes pelo qual perpassa uma preocupação sincera com a organização da atividade da imprensa.
Enfim, me parece que os argumentos de quem defende a exigência do diploma apresentam algo de mais palpável que os dos contrários, cuja motivação ainda não consegui apreender.
Comentário de: Veridiana Rhuana Tavares [Visitante]
19.06.09 @ 13:43Resposta para Claúdia
Sobre a sua falta de compreensão sobre os argumentos apresentados por aqueles que não são jornalistas formados, e que, porém, comemoram a decisão do STF, buscarei sanar a sua dificuldade, que talvez não seja somente sua, mas também de alguns diplomados que "passaram" pela faculdade. Entenda assim: existem profissionais natos e autodidatas que, com uma visão mais ampla e menos medíocre conseguem atingir com suas habilidades, busca constante de conhecimentos, ética, discernimento e princípios, desenvolverem um trabalho jornalístico de primada qualidade.
Entretanto, alguns profissionais que, de posse de um diploma, se julgam assegurados por tal instrumento para criticar e menosprezar o trabalho daqueles que não o sustenta. É sabido, conforme já me posicionei, que alguns profissionais analfabetos ou semi-analfabetos (não só da língua portuguesa, mas de tantas outras áreas do conhecimento), saídos destas instituições de ensino que visam somente lucro, se prendem a esta visão limitada. O universo jornalístico é amplo e, para o profissional do jornalismo que faz jus a sua capacidade, este não terá jamais o seu espaço preenchido por alguém de menor capacidade, principalmente por empresas que realmente preze por este diferencial.
Gostaria de aproveitar para parabenizar o jornalista Luiz Zanin pela inteligência e discernimento da verdadeira profissão de um jornalista e da visitante Mara, pela postura assumida diante dos demais, com inteligência invejável. Parabéns!!
Comentário de: Cláudia [Visitante]
19.06.09 @ 14:29Problemas de português são terríveis mesmo, Veridiana. Em relação ao que você escreveu fiquei em dúvida em relação a esta frase. "Entretanto, alguns profissionais que, de posse de um diploma, se julgam assegurados por tal instrumento para criticar e menosprezar o trabalho daqueles que não o sustenta." Daqueles que não sustentaM o diploma, é isso que você quis dizer? E, então, é esse o cerne dos argumentos de quem apoia o fim da obrigatoriedade do diploma, a crítica e o menosprezo dos que possuem o diploma sobre os que não possuem?
Comentário de: Mara [Visitante]
19.06.09 @ 15:20Veridiana, grata pelas gentis palavras e pelo excelente comentário, junto com o do sr. Adhemar. Repletos de argumentações lógicas e de informações pertinentes, como a citação ao jornalismo nos EUA (feita pelo sr. Adhemar), referência geral para profissionais de todas as partes.
A partir de agora, ter diploma de jornalista deverá ser um 'plus', e não pré-condição. Ou seja: quem realmente tiver cultura, domínio da língua, rapidez intelectual, caráter e postura deverá sobressair. E se tiver um diploma ou algum curso que comprove que procurou tornar-se um exímio técnico da área, melhor ainda. Agora, excetuando essa opção, só há dois caminhos: buscar um 'pistolão' e ter um elevado QI ('quem indique') e submeter-se às baixarias comuns a esse tipo de subterfúgio. Ou ficar chorando.
Sugestão para os que estudam jornalismo? Vão rapidinho buscar conhecimentos em áreas correlatas, nas Humanas, como Letras, Filosofia, História etc.
Quanto aos que citam o fato do presidente Lula ser semi-analfabeto, não passam de um bando de preconceituosos(as). Não votei no PT, mas é preciso ser ignorante ou burro mesmo para usar um argumento desses, e esquecer, por exemplo, que o mais importante presidente da História dos EUA era autodidata: Abraham Lincoln. E que um ex-sindicalista, também, liderou a Polônia contra o poderio da ex-URSS, tornando-se depois presidente: Lech Walesa.
Comentário de: Mara [Visitante]
19.06.09 @ 17:58Pois é, Claudia. Problemas de português são terríveis, haja vista (é assim mesmo que se escreve, viu?) os seus. Quer que os elenque para você? Ao invés de criticar os comentários alheios ou de só conseguir parasitar aqueles com os quais você concorda, você deveria (tentar, ao menos) emitir sua própria opinião. Mas é típico de medíocres buscar brechas nas idéias alheias, justamente por serem incapazes de formular raciocínio próprio. Este é justamente o seu caso, por isso é incapaz de "apreender" o que tantos aqui disseram, ao celebrar o fim dessa excrescência da ditadura militar. Quem sabe você faça parte dessa turma de viúvas; ou, quem sabe ainda, seja mais uma vítima da melancolia corporativa, sentimento que aflige funcionários públicos, sindicalistas e similares, que morrem de medo ao ver um privilégio de classe cair por terra.
Comentário de: Danielli [Visitante]
19.06.09 @ 19:08Em suma, comemoram os sem profissão, os desempregados, as donas de casa, o título de jornalistas, isso é o que se pode chamar de democracia!
Os EUA não possuem a necessidade de leis escritas, tampouco de jornalistas portadores de diplomas, porque diferentemente do Brasil, existe consciência política, ensino educacional de qualidade e cidadãos sobremaneira mais conscientes de seu papel. No Brasil distintamente, infelizmente ainda precisamos de leis, de muitos papéis que as regulamentem, para que diuturnamente nos façam lembrar que devamos ter ética, comprometimento social, responsabilidade e lembrança! Ai de nós não houvesse todos esses aparatos! Um carnaval e uma copa do mundo e toda a nossa história por água abaixo..
O regime militar trouxe a obrigatoriedade do diploma, o que demonstra a relativização do "mal" e não obsta o perseguido respeito à categoria, o que significa dizer que o diploma no Brasil deve significar algo sim.
Respeitemos as opiniões divergentes e a nosso ver com menos valia, sem agressões, afinal, nos ínfimos comportamentos, detectamos a nossa verdadeira educação, moral, caráter e o cidadão que nos tornamos!
Quando já tivermos nos aprimorado política, socialmente, educacionalmente "lato sensu" podemos sim, minimizar a importância das leis nos papéis, porque elas já estarão moldadas em nossa consciência! Nesse estágio, e apenas nele, poderíamos pensar em abolir o diploma!
Na situação em que nos encontramos, os esforços deveriam ser empregados em qualificar o ensino fundamental, superior e não empegar de maneira simplória o aparato estatal em discussões pouco de tal ordem.
Os esforços deveriam ser empregados à criação do Exame da Ordem de forma aprimorada, lógica, a todas as profissões, principalmente aos Jornalistas e não cogitar em retirar-lhes a obrigatoriedade do ensino superior.
Comentário de: Cláudia [Visitante]
20.06.09 @ 00:10Ninguém merece...
Comentário de: Ernesto Rodrigues [Visitante]
22.06.09 @ 13:46Gostaria de parabenizar Daniella pelo comentário , com muita coerencia e lucides e total noção de nossa realidade brasileira......Quanto ao texto do nobre colega Zanin , só lamento , mas ok pois se estamos na democracia ele tem o direito de falar e escrever o que quiser mesmo não sendo na direção da real situação do pais.
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Crítico de cinema, colunista e repórter especial do jornal O Estado de S. Paulo
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