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26.07.08

Esqueça a figura do bicho-grilo em roupas puídas e com aversão ao banho. Também enterre o conceito do 'ecochato' panfletário. Os novos 'verdes' são jovens profissionais bem-sucedidos e antenados nas últimas novidades do consumo - socialmente responsável, é claro.
Eles são os scuppies, a última palavra em comportamento de consumo e mais nova tribo que começa a ganhar espaço nas grandes cidades. Scuppie é a sigla para Socially Conscious Upwardly-mobile Person", algo como "pessoa socialmente consciente e em ascensão social" - (a tradução aqui pode variar, e agradeço aos leitores pelas colaborações!).
Quem inventou a expressão foi o americano Chuck Failla, um executivo do mercado financeiro que já está capitalizando em cima da nova "filosofia" - além de um site onde conta tudo sobre a tendência, Failla está prestes a lançar um "Manual do Scuppie", que ao que parece, tem tudo para virar best-seller.
O scuppie é o cara que não abre mão do conforto e das facilidades tecnológicas, desde que o rótulo 'ecofriendly' esteja embutido em suas compras. Dirigem carros híbridos, fazem compras na Whole Foods (rede de varejo especializada em orgânicos e produtos naturais em geral), só vestem roupas de fibras naturais - cânhamo vale - e trocam as fraldas descartáveis dos filhos pelas de pano (humm, será?). A mesa do escritório é de mogno certificado e o café - da Starbucks - é de programas de comércio justo. São consumistas sim, mas é tudo - ou quase tudo - "pelo bem do planeta"...
Business as usual
Essas tipificações auxiliam um bocado o trabalho dos publicitários, e não poderiam ter nascido em outra pátria senão os EUA - quem não se lembra dos hippies e yuppies? Mas estereótipos à parte, o chamando consumo verde (green consumerism)ganha espaço e críticas na mesma proporção mundo afora. "O consumo verde é uma contradição", diz Paul Hawken, um dos mais renomados pensadores da sustentabilidade, autor dos livros "Capitalismo Natural" e "A Ecologia do Comércio". Apesar das vantagens das lâmpadas fluorescentes e da comida orgânica, o que se vê é o mesmo estímulo ao consumo 'business as usual', mas com aquela maquiagem ecologicamente correta.
Ao mesmo tempo, já começam a ganhar espaço grupos que estão se engajando em movimentos anti-consumo. Assunto para o próximo post, aguardem!
Comentários:
Comentário de: Fey [Visitante]
27.07.08 @ 01:44Se um indivíduo realmente pensa em ecologia, é preciso ir além dos rótulos com símbolos "Grüne Punkt", ou do fato de colocar a palavra "Hybrid" na conversa.
É preciso observar o processo de produção dessas mercadorias. Nem sempre o marketing eco-friendly conta toda história de como certos produtos ditos "verdes" chegam nas prateleiras.
Se ser um "Scuppie" se resume em comprar produtos apenas olhando rótulos verdes, então estes serão os "falsos ecochatos". Não serão chatos como extremistas, mas serão esnobes pra mostrar que são mais "civilizados" doque os outros enquanto não se dão conta que na verdade podem estar tomando escolhas piores.
Um Scuppie pode comprar por exemplo um ipod mas será que ele vai realmente recilá-lo ao final do seu uso? Ele compra chá-verdes em lojas de conveniência achando ser mais saudável, mas esquece que ela foi engarrafada pela Coca-cola e nela contém tanto açucar quanto um refrigerante comum.
Interessante mencionar a Starbucks no seu post. As lojas Starbucks no Japão por exemplo reforçam o programa de reciclagem fazendo o consumidor separar o copo de plástico, canudo, papel e gelo na hora que for descartar, em 4 diferentes contâiners. Já nas lojas Starbucks americanas não encontro isso, incoerência Scuppie?
Enfim, nesse ponto ainda penso que os brasileiros entendem melhor que os americanos, que ser ecologicamente correto, significa mudar mais os hábitos doque os produtos. Espero que não esteja enganado.
Comentário de: Jakob Ibrahim [Visitante]
27.07.08 @ 15:07Simplesmente ridículo. Mais uma prova de que o capitalismo predatório de tipo americano não tem o menor interesse em sustentabilidade. Deseja apenas auferir lucros, seguindo as tendências do momento.
O consumismo é a antítese da sustentabilidade, portanto, jamais pode ser "pelo bem do planeta". Pode até ser para uma pretensa sensação de bem-estar e de conforto psicológico de sentir-se "bonzinho" e "do bem", mas, na prática, não é mais do que outra forma de ostentação que reflete a mesma mentalidade destruidora que leva a Terra à atual condição de risco de falecimento global. Apenas maquiagem da mesma mentalidade, que tenta vender a idéia que, trocando artigos convencionais por ecológicos, salvaremos o planeta.
Para quem conhece os problemas ambientais do planeta -os quais já vêm sendo denunciados desde os anos 70, há mais de trinta anos, portanto, que os relatórios do IPCC-, só há uma solução para o planeta: os níveis de produção e consumo terão que cair vertiginosamente. As pessoas terão que viver com menos e ganharem menos. Simples assim. As margens de lucro terão que ser reduzidas e/ou controladas. O capitalismo monopolista, o ogro-mor da globalização, com as corporações que se fundem dia a dia para controlarem mais e mais mercados, nada tem a ver com equilíbrio de nenhum tipo.
Andrea Vialli, seria interessante você se antenar nas tendências e exemplos de sustentabilidade européias (Alemanha, Holanda, Inglaterra e Áustria), australianas e mesmo da América Latina, casos de Colômbia, Equador, Brasil, Argentina, ou vai terminar reproduzindo apenas as mesmas bobagens que o Império tenta nos empurrar. E vai perder credibilidade. A última coisa que os norte-americanos podem servir, hoje, é de referência em matéria de sustentabilidade.
Sugestão para você: procure conhecer comunidades que realmente trabalham pela sustentabilidade; pessoas que optaram por viver com menos e que, quando começam a ganhar mais do que precisam, usam o dinheiro para gerar novos negócios e inserir outras pessoas na sociedade. Isso sim é sustentabilidade. Dica para você: pesquise sobre ECONOMIA DE COMUNHÃO. Há centenas de empresas em todo o mundo que já são adeptas deste sistema, que nada tem de "bicho-grilo", capitalista predatório ou comunistóide.
Comentário de: Carlos [Visitante]
27.07.08 @ 15:36Qual será o adjetivo ou rótulo apropriado para os atuais "desencanados" quando tardiamente começarem a sentir as consequências da destruição do planeta? Retardanados?
Comentário de: Ally [Visitante]
28.07.08 @ 02:51Trop c'est trop (demais é demais,traduzindo),dizem os franceses.
Não se aguenta mais tanto blablá em torno da ecologia,do ecossistema,da natureza.
É preciso que façam uma triagem do que é sério e do que é somente papo-furado.
Comentário de: Levi Neto [Visitante] · http://none
29.07.08 @ 00:46Acho bacana a ideia do consumismo verde. Os EUA e um pais consumista, que vive do consumo, sem consumo o pais morre. Entao ja que tem que se consumir, porque nao consumir produtos verdes? Talvez nao seja suficiente, mas ja e um passo na direcao correta.
Nos EUA existe uma pressao muito grande para o uso de moveis verdes, o que ja vem acontecendo em hoteis e restaurantes, algo bastante complexo e interessante onde apenas recebem o selo de VERDE os moveis que forem feitos com madeira de reflorestamento de procedencia determinada, e ainda sim, o aumento do uso do bambu chines esta sendo feito em todos os setores do mercado moveleiro. O bambu e uma praga na China, que cresce ate 2 metros por dia..isso mesmo 2 metros. Isso sim e sustentabilidade comprovada. Podemos ter moveis, pisos e decoracoes feitas apenas com o bambu que cresce, sem nem afetar a mata de bambu atual.
Mas o mais importante e parar de reclamar e colocar a culpa nos outros, enquanto nao enxergamos nossos proprios narizes. Falar e facil, dificil e levar a propria sacola para o supermercado todos os dias e fazer um esforco muito maior e trazer menos produtos apenas para nao se usar sacolas de plastico, como meu vizinho americano aqui faz todos os dias.
Alias, enquanto deixava a minha mensagem, acabei de mudar toda a energia fornecida para a minha residencia para energia solar e por vento. Aqui nos EUA, em 15 minutos voce pode mudar a sua escolha e por lei, o fornecedor de energia e obrigado a mudar a sua energia de regular para energia solar ou eolica, eles recebem subsidios do governo para fazer esta alteracao. Voces ai no Brasil se ligarem para a sua companhia de energia e pedirem para mudar a energia da sua casa para energia eolica, o que acham que eles vao fazer ou dizer para voce?
A mudanca esta em nos! Cidadaos! Vamos parar de reclamar e agir.
Comentário de: Wilson [Visitante]
29.07.08 @ 03:17Concordo plenamente com o Jakob.
Só a reduçao do consumo pode reduzir a degradaçao do planeta.
E nisso, cada um pode fazer a sua parte.
Comentário de: Samarkand [Visitante]
29.07.08 @ 03:48Andrea,
Upwardly-mobile person significa "A person likely to advance in economic or social standing " e não "ligada em inovações tecnológicas".
Comentário de: Paulo [Visitante]
29.07.08 @ 07:23Quer ser ecologista de verdade? faça como eu, não procrie, não coloque mais gente neste planeta, pois talvez seja a única maneira de frear todo o processo...
O resto sim é tudo "blá-blá-blá" !...
Comentário de: Julio [Visitante]
29.07.08 @ 07:41É Jakob... Os problemas ambientais vem sendo denunciados desde os anos 70. Porém como você deve bem se lembrar, nos anos 70, a grande vedete do ambientalismo era o resfriamentos global.... hehehehehehehe... Isso mesmo, resfriamente global... Agora falam aquecimento global, e vejam só... O inverno passado no hemisfério norte foi o mais frio de "não sei quantas décadas"...
É por isso que prefiro continuar cético. E não dar bola para o tal "conceso ciêntifico" de que a terra esta se aquecendo.
Afinal se o "concenso" fosse a regra da ciência estariamos vivendo nas cavernas ainda.
E mais uma coisa... Relamente o capitalismo predatório é ruim, pois se ele nunca tivesse existido, eu não teria que ler essas bobagens que você escreveu... A não ser que eu encontra-se uma garrafa no mar com essa sua mensagem...
Comentário de: Bolívar Ibargoyen [Visitante]
29.07.08 @ 08:26Tudo o que puder ser objeto de exploração publicitária, é ecologicamente nocivo.
Comentário de: adriano [Visitante]
29.07.08 @ 09:20Os modismos são fantásticos...quer coisa mais fantástica do que convencer um "Urbanóide" a consumir "alimentos orgânicos". E os pobres coitados são levados na conversa e pagam mais caro... é muito triste.
Ps: Ally uma triagem...não sobrara nada...
Comentário de: eloisa miguez [Visitante] · http://granviacomunicacao@terra.com.br
29.07.08 @ 09:30a imprensa assumiria a responsabilidade que lhe toca e também os jornalistas se ao invés de desperdiçar espaço divulgando conceitos bobos, como o ecochato, usasse o mesmo espaço para falar do esforço de alguns para que outros ainda tenham ar para respirar, água para beber e comida para comer. Os scuppies não são ecochatos, não são nada. A imprensa e também os jornalistas deveriam, sim, é agradecer pela existência dos ecochatos. Só eles superam bobagens como essa matéria e outras de modo a não perderem o foco de suas ações, que é nada mais nada menos do que a defesa da vida!
Comentário de: Felipe Thai [Visitante] · http://felipe-thai.blogspot.com
29.07.08 @ 09:50Veja sobre os freegans também...
creio ter feito algo sobre, se quiser consultar:
http://felipe-thai.blogspot.com/2008/01/freegans.html
É interessante, porque enqto esses são os capitalistas verdes, os freegans são chamados de "anarquistas verdes".
Comentário de: Lana [Visitante] · http://Parabéns Sr. Jakob
29.07.08 @ 09:51
Penso que o sr. Jakob Ibrahim falou tudo com muita propriedade. Assino embaixo.
Lana Kairuz20
Comentário de: Luis Felipe [Visitante]
29.07.08 @ 10:06Em resumo, continuam chatos.
Comentário de: GALVÃO BUENO [Visitante]
29.07.08 @ 10:15pode até ser, mas continuam sendo os SCUPPIE CHATOS
Comentário de: Lsimi [Visitante]
29.07.08 @ 11:42O comentário do Jackob Ibrahim mostra claramente o perfil de um tipo de sujeito perigoso: o famoso ecologista "melancia" - verde por fora, vermelho por dentro. No fim, a suposta defesa do meio ambiente é só um disfarce para o velho discurso anti-capitalista e anti-ocidente.
Os níveis de consumo e produção terão de cair vertiginosamente? As pessoas terão que viver com menos? É mesmo? E aquelas que hojem não vivem com quase nada, que estão à margem do capitalismo moderno e presas a modelos sociais e econômicos arcaicos, que não permitem que os benefícios do avanço tecnológico e da expansão do comércio internacional as beneficiem? Na visão do ecologista melancia, devem provavelmente morrer para que o planeta seja salvo.
Sim, morrer, porque o discurso ecológico anti-capitalista tem uma face feia, podre, que ninguém tem coragem de mostrar: que se o caminho for abandonar a sociedade industrial estaremos condenando bilhões de pessoas à morte. Ou será que conseguimos manter 6 bilhões de pessoas sem a infra-estrutura industrial que hoje temos? Alguém realmente acha que gente como nós, nascidos e crescidos nas cidades, vai conseguir sobreviver com uma enxada trabalhando na agricultura orgânica? O único lugar que tentou uma desurbanização/desindustrialização como estratégia foi o Camboja sob o Kmer Vermelho. Resultado: 2 milhões de mortes em menos de 2 anos, em um país de 7 milhões. Mas certamente o regime do Kmer era mais ecologicamente correto que o "ogro capitalista"...
A saída para preservar o meio ambiente está no investimento em tecnologia, educação, e regulação. Preservar tem que dar lucro também, senão nunca vai funcionar. Ou então a saída é a proposta veladamente pelo sr. Jackob: o genocídio em escala nunca antes vista.
Comentário de: tales marins [Visitante]
29.07.08 @ 12:01Fico incorformado , mas não chocado, pois esse termo "pegando", nada mais é, do que afirmar mais uma vez para toda uma humanidade esse conformismo ignorante de pessoas sem opnião própria e ditadas pela mídia de como deve se portar frente a outras iguais a elas.
Sinceramente, não espero muito da classe média (ou da forma de pensar "classe média".
Comentário de: Natália [Visitante] · http://www.recicle.blog.br
29.07.08 @ 12:02É o famoso ecomodismo... Muito mais cômodo consumir com a desculpa de que os produtos são verdes.
Por que será que o R de reciclagem é muito mais atrativo que o R de Reduzir? Porque assim não precisamos mudar nossos hábitos de verdade?
Comentário de: Leandro Santos [Visitante]
29.07.08 @ 12:09o ser humano vive mesmo de rótulos!
tira conclusões profundas a partir de idéias superficiais.
estão preocupados com a natureza?
ou com seu próprio rótulo de ecologicamente correto?
porém, continuam desrespeitando no trânsito,
passando os outros para trás, entre outras macaquices....
não estou generalizando, graças e esse tipo de gente as fábricas de antidepressivos continuam faturando!
pobres almas...
Comentário de: Fabio Ribeiro [Visitante]
29.07.08 @ 12:11Coisa de fresco! Fala sério, é o comportamento típico de quem foi criado pela avó...Rssss
Quer saber mesmo? Um povo tão burro, tão idiota que pra poder se encaixar na boiada e receber os aplausos dos seus pares, repete as macaquices criadas estratégicamente pelos barões da informação, isso é uma maravilha, afinal como diz a sabedoria popular: "Enquanto existir otário o mundo é dos espertos!"
Não sei como a turma de Wall Street não criou um índice verde, ou uma bolsa verde, já é tempo de tirar proveito da idiotice do ser humano mediano, pra não dizer medíocre, que travestido de verde continua cagando pro real destino do planeta.
Comentário de: maluco [Visitante]
29.07.08 @ 12:38na verdade esse pobres ricos querem é mostrar que com dinheiro vão salvar o planeta...
e vão consumindo o que aparecer pela frente.
venda merda com rotulo de "verde" que eles compram
Comentário de: Fey [Visitante]
29.07.08 @ 13:03Senhores (as),
Conheço os comentários do Sr. Jakob já a um considerável tempo -des dos blogs do Guterman.
Na minha opinião pessoal, tem certas vezes que no seu modo de interpretar, ele parece ser um extremista verde anti-capitalista.
Mas asseguro que ele não é assim. De fato, já lí vários comentários bem coerentes e fundados vindo dessa pessoa. Diria hoje que ele é apenas motivado (demais) na questão ambiental pois parece que é do seu ramo. Estou enganado Jakob?
Já sobre o aquecimento global, é realmente inegável, mas ainda há muitos equívocos. Hoje se sabe que o aquecimento global derrete gelerias no polo norte (a algumas semanas atrás foi registrado pela primeira vez, uma rachadura de um extremo ao outro do polo), e isso desestabelece as correntes marítimas que por sí desestabiliza a distribuição de calor no mundo inteiro. E daí a razão de haver regiões com invernos mais rigorosos que o comum em algumas partes do planeta, ao passo que há verões escaldantes demais em outras.
Mesmo que todo esse papo seja "ladainha" (oque não é), é fato científico provado que o CO2 e outros poluentes que emitimos faz o ar aquecer. E isso pode estar ligado intimamente com o mau clima que afeta a produção de alimentos no mundo inteiro.
Concordo em boa parte com o Sr. Jakob, apenas discordo do fato de ele etiquetar os americanos sendo apenas consumistas. Morei durante vários anos nos EUA, e noto que é impossível catalogar toda a população americana sendo assim ou assado, ou mesmo até dizer "a maioria é...". É um país semelhante ao nosso no aspecto de cada estado, região, e grupos dentro desses estados possuírem características e modos de pensamento próprios e distintos. Enquanto há uma Califórnia progressista em questões ambientais e sociais por exemplo, há um Texas onde o pessoal não larga mão de seus SUVs.
É preciso tomar cuidado em dizer que o consumismo e os níveis de produção deve diminuir também. Chegamos num ponto em que é impossível separar a economia da questão ambiental pois os empregos de milhares de pessoas dependem exatamente da produção e do consumo. Existem defeitos nesse sistema sim como a má distribuição, e falta de oportunidade para todos, poluição, etc. Mas são rugas que devem ser esticados exatamente com o tema deste post: sustentabilidade.
O problema não está no consumismo mas no "pensamento consumista" e até onde isso leva para danificar a natureza. As pessoas podem ter, e ainda serem humildes pra pensar no bem estar alheio. Aliás temos nossas ambições que incluem tanto o material como o espiritual. Não precisamos e nem devemos jogar nenhuma delas pela janela, o desejo material nos traz avanços tecnológicos e o espiritual nos mantém concientes de que pessoas e o meio em que vivemos devem também ser protegidos.
Comentário de: victor [Visitante]
29.07.08 @ 13:19Bobo é o Brasileiro que não faz nada para salvar o país da corrupção e do desmatamento, se acha super esperto mas é um dos povos mais ignorantes da galaxia... Parabens Brasileiros, voces são a causa do inferno que esse país vive, continuem assim...
Comentário de: Brasileiro [Visitante]
29.07.08 @ 13:26Eu não entendo por que tem brasileiros opinando aqui sobre esse tema. O Brasileiro é o indivíduo mais irresponsável do planeta, você quer dar palpite de que? Que exemplo você é para dar palpite? Nesse momento milhares de arvores e animais silvestres estão sendo assassinados na amazonia e você escrevendo aqui.... Bando de ignorantes, O Brasileiro deu o tiro de misericordia no próprio futuro....
Comentário de: Leonardo [Visitante]
29.07.08 @ 13:36Lsimi, perfeito.
Por favor, se forem falar de sustentabilidade, não esqueçam da parte do tripé - FINANCEIRA. Portanto, não adianta nada não dar lucro e ser socioambientalmente correta, pois isso não é sustentável.
Essa esquerda é muito chata mesmo.
Comentário de: Fabio Amaral Di Fini [Visitante]
29.07.08 @ 13:38A sua tradução de "Socially Conscious Upwardly-mobile Person" como sendo "pessoa socialmente consciente e um passo à frente nas inovações" não me parece correta. Eu diria que a tradução mais correta seria "Pessoa Socialmente Consciente e Melhor Situada", já que a expressão "upwardly-mobile" denota alguém que já alcançou, ou que almeja, uma situação social melhor. O inglês tem certas sutilezas cuja compreensão requer uma leitura muito atenta!...
Comentário de: Ítalo [Visitante]
29.07.08 @ 13:50Muita conversa, pouca ação...
Comentário de: Sandra Lemos [Visitante]
29.07.08 @ 13:53Andrea, eu traduziria como "Emergente" socialmente consciente.
Um abç
Comentário de: Lsimi [Visitante]
29.07.08 @ 15:11Fey,
combater o consumismo é uma coisa, combater o consumo é outra. Não misturemos alhos com bugalhos.
Quanto a reduzir os níveis de produção, discordo completamente. Não é aí que está o problema. Precisamos isso sim é aumentá-la, pois temos ainda metade da população do planeta vivendo à margem da sociedade moderna, sem acesso aos mais elementares confortos e benefícios. Pregar a redução da produção é a mesma coisa que pregar condenar os pobres à morte, à miséria, à indigência, o que eu considero inaceitável.
O problema real é como aumentar a produção e o consumo de modo a incluir esses bilhões de excluídos e ao mesmo tempo conciliar isso com a preservação do ambiente. Criar um confronto entre produção e preservação, ao meu ver, não é apenas inútil, mas contraproducente: ninguém vai topar trocar mais conforto por menos, ou morrer de fome para salvar as baleias. Esquece. E aí o meio ambiente perde a briga.
A chave continua sendo a mesma que impediu que, mesmo com os níveis de produção crescendo vertiginosamente desde a revolução industrial, não tenhamos ainda transformado o planeta em um deserto: tecnologia, ciência, educação, e incentivos econômicos à preservação. Poluir tem que passar a ser economicamente inviável. Desmatar tem que se tornar socialmente repugnante. Caçar tem que virar algo horrivelmente caro e olhado com desconfiança. Só assim vai se conseguir alguma coisa.
Atacar a sociedade de consumo ou o capitalismo apenas dá mais combustível para aqueles que querem pintar a preocupação com o meio-ambiente como bobagem. Temos que sair do idealismo bocó e inconsequente (e é isso mesmo, defender redução dos níveis de conforto humanos é inconsequente e ingênuo ao extremo) e caminhar para algo mais concreto.
Defender o meio-ambiente de verdade e conciliar essa defesa com as necessidades humanas (que para mim são e sempre serão prioridade) não é, definitivamente, coisa para amadores.
Comentário de: PAtriota [Visitante]
29.07.08 @ 15:29Bla BLa Bla, Brasileiros falam, falam mas NUNCA agem, voces são uns manés!
Comentário de: Roberto Godoy [Visitante] · http://Azulejista
29.07.08 @ 15:50?
Comentário de: icaro razuk [Visitante]
29.07.08 @ 16:44Os comentários do Sr.Jakob Ibrahim, ao que parecem, são os mais 'antenados" com a realidade. Alias, o conselho que ele dá a Andrea Vialli serve a todos nos, vamos nos inteirar mais, já é um bom começo.
Comentário de: Paulo [Visitante]
29.07.08 @ 17:41melhor do que nada....
Comentário de: Henrique [Visitante]
29.07.08 @ 17:45Concordo com o Paulo, a segunda melhor coisa que um ecologista pode fazer é não procriar. Não vai adiantar diminuir o consumo se aumentar o número de pessoas no mundo.
Os Indianos e Chineses são os seres menos consumistas do Planeta, mas mesmo assim, consomem 25% da água que cai no planeta. Um americano consome 3 vezes mais agua que um indiano, só que são muito menos pessoas.
Então, não adianta diminuir em 15% ou 20% o consumo se a população continuar a crescer.
Para termos um mundo minimamente justo, com pessoas bem alimentadas e tratadas com um mínimo de dignidade, teremos que aumentar muito o consumo médio do mundo.
Se pararmos de crescer, poderemos desenvolver tecnologias para atender a população e reduzir o impacto ambiental. Caso contrário...
Comentário de: maluco [Visitante]
29.07.08 @ 17:46o cara come comida "verde", "organica"...
o cara veste uma roupa de fibra natural...
o cara separa o lixo...
o cara...
ai pega um carrão, daquelas SUV, a diesel, altamente poluidora e vai pro transito da marginal...
esse novos eco-chatos são uns pulhas...falam em natureza, em sustentabilidade, em way-of-life...mas não dispensam suas SUVs nem pra ir na padaria da esquina, comprar pão integral, claro !
Comentário de: J.Adolfo [Visitante]
29.07.08 @ 17:54Mais um modismo está aparecendo, que certamente a nada levará de positivo, apenas encherá o saco de pessoas sérias.
Temas relativos à ecologia e meio ambiente causam excessivo frisson, principalmente por serem tratados por pessoas possuidoras de boa retórica mas que nada conhecem sobre o assunto e consideram-se salvadoras do planeta.
Parabens ao Lsimi pelos comentários. Está na hora de desmascarar os ecochatos & cia.
Comentário de: Jonas [Visitante]
29.07.08 @ 17:58Na minha opinião, não basta ser ecologista "da boca para a fora". É preciso sê-lo "da boca para dentro", eliminando (ou ao menos reduzindo) o consumo de carne, que é altamente prejudicial à saúde e, também, ao meio ambiente.
Comentário de: luiz [Visitante]
29.07.08 @ 19:03È uma boa pancada no ECOCHATO ESTILO MELANCIA, verde por fora vermelho por dentro.
Usaram e abusaram da causa ambiental como desculpa esfarrapada para destruir o capitalismo
Agora o próprio capitalismo revida, se vc quer ser um ecologista de verdade precisa consumir produtos conscientes que por sinal são muito mais caros que seu correspondente sem o selo verde.
Os comunistas agora, além de pobres fracassados, são porcos e inimigos do ambiente. Nada que a própria União soviética já não tinha provado e comprovado (lembram de Chernobyl?)
Comentário de: Fey [Visitante]
29.07.08 @ 19:23Lsimi,
Por favor releia o meu último post. É o máximo que posso lhe dizer.
Comentário de: Belinha [Visitante]
29.07.08 @ 19:23MInha sugestão para a tradução de Scuppie:
Pessoa Socialmente Consciente e em Ascenção Social
Comentário de: carolina [Visitante]
30.07.08 @ 14:10Concordo com muitas coisas aqui...uma delas é o que disseram sobre comer carne. Se fosse mais divulgado à massa os danos que a criação de gado, os matadouros etc causam ao meio ambiente, à saúde, à consciência humana...com certeza teríamos mais vegetarianos, ou ao menos gente maneirando no consumo de carne vermelha, a mais prejudicial em todos os termos e quesitos.
Agora, não vejo tanto problema em mudar os hábitos e costumes alimentares, de vestuário e atitude por auto-afirmação ou para se sentir melhor consigo mesmo e com o Planeta...aliás, se isso for assim tão eficiente, acabou de ser criada a terapia com melhor custo-benefício que eu conheço! E serei adepta, com mais afinco, quero dizer.
Comentário de: Jakob Ibrahim [Visitante]
30.07.08 @ 14:11Vejo que meus comentários acirraram alguns ânimos, principalmente de alguns semi-analfabetos e ignorantes como os tais Júlio e Lsimi. Vamos lá então:
Resposta ao "comentarista" Júlio.
1- Mostre as referências literárias e científicas que comprovem que o problema nos anos 70 era o "resfriamento global". Cite autores e obras, ou vou pensar que você não passa de um picareta que cita qualquer coisa apenas para tentar aparecer. Ao contrário do que você diz, os principais problemas dos anos 70 combatidos pelos ambientalistas foram: chuvas ácidas, poluição dos oceanos e os perigos no uso da energia nuclear (este sim, o único tema que ainda gera controvérsia no movimento ambientalista internacional, pois há quem creia que, de forma controlada, pode reduzir em muito o consumo de recursos energéticos finitos. É o caso do grande James Lovelock, autor de "Gaia").
2- O IPCC, ou Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), existe desde 1988, um ano, portanto, depois que o termo "sustentabilidade" foi cunhado no Informe Bruntland ("Nosso futuro comum"). Trata-se de um órgão formado por cientistas de mais de 130 países, para discutirem problemas ambientais e buscarem soluções para o aquecimento global, detectado desde aquela época, junto com o buraco da camada de ozônio. Há, sim, consenso na comunidade científica com relação ao aquecimento global. Exceto entre Bush e camarilha de assassinos envolvidos com o cartel do petróleo.
Júlio, apenas para seu governo -porque está mais do que evidente que você não é da área, nem cientista ou pesquisador, mas apenas mais um orelhudo que agride gratuitamente para tentar aparecer-, a única discordância hoje com relação ao aquecimento global vem de duas fontes: dos "cientistas" pagos pelas grandes petroleiras para discordarem do IPCC (e que não têm qualquer credibilidade) e das chamadas tempestades solares, que também estariam contribuindo para o aquecimento global. A última referência documentada de aquecimento global antes da Revolução Industrial ocorreu em 1491, sendo que considera-se aquela ocorrência como efeito das chamadas tempestades solares.
3- Julio, você não sabe ler nem escrever. Seu texto é repleto de erros de português. Sua capacidade de interpretação é abaixo de zero, já que foi incapaz de entender o termo "capitalismo predatório". Você, como o tal Lsimi, é tão intelectualmente inepto, que não compreende que a própria frase, em sua antinomia, deixa entrever que pode haver -como há- um capitalismo não-predatório.
O capitalismo predatório é justamente o das grandes corporações e Estados altamente militarizados, que tentam monopolizar os recursos planetários e os mercados, impondo seus padrões de produção e consumo para todos. Quando algo dá errado ou foge de seus interesses, apela para a guerra, a mentira e a intervenção. Alguém saberia me dizer de que país(países) estou falando?
Tais países arrasam as nações pobres e levam a miséria a milhões de seres humanos, com suas decisões econômicas e políticas absolutamente espúrias e desumanas. Ninguém falou contra o capitalismo, mas sim contra suas desigualdades absurdas e descontroladas. Agora, se você não tem cultura nenhuma e chuta a partir daquilo que lê nos jornais e vê na TV, o que posso fazer? Seja massa de manobra, é problema seu.
Volte a estudar, antes de tentar atacar gratuitamente a quem você desconhece. Agora, não venha aqui discutir um tema que requer um nível de cultura e conhecimento mínimos para ser abordado. Para isso é preciso ser alfabetizado, e não semi.
Agora, ao ridículo Lsimi.
1- Dizer que qualquer crítica ao processo de industrialização capitaneado pelo Ocidente -e que vem devastando os recursos planetários de forma exponencial desde a Revolução Industrial- é ser "anti-ocidental" e "anticapitalista" é, no mínimo, prova de ignorância e de desconhecimento da História e da Ciência.
Desde a Revolução Industrial, que é historicamente datada do ano de 1791, na Inglaterra, o ser humano criou meios para explorar a Natureza como até então se desconhecia. Data do período -que vai de fins do século 18 até meados do século 19- o uso industrial dos recursos fósseis (como carvão mineral e petróleo), a descoberta dos adubos químicos solúveis (a famosa fórmula N,P,K), a descoberta dos princípios do eletromagnetismo (que é a origem dos processos de funcionamento do motor) e da indução eletromagnética por Faraday. Foi um período de grandes descobertas e inventos, que levou a humanidade e o planeta a um salto quantitativo (em número de habitantes e na própria capacidade de exploração de recursos e mobilidade entre países e continentes) e qualitativo (com melhorias diversas em muitos segmentos). Contudo, isso ocorreu sem uma visão de todo e de longo prazo, sem se imaginar eventuais danos ou efeitos colatareis.
No entanto, foi isso o que aconteceu, até porque o capitalismo não é um sistema que planeje suas ações, mas que faz e acontece em função das demandas da sociedade e também das demandas de oportunidades. Se algo pode virar negócio (e dinheiro), então, acontece. Este é, inclusive, o lado bom e dinâmico do capitalismo. Mas não quando longe de mecanismos de regulação social e legal e quando tais mecanismos encontram-se nas mãos de governos e empresas inescrupulosas. E é isso o que está acontecendo agora, quando, após os relatórios do IPCC e a criação de diversos commodities ambientais (como créditos de carbono e vários outros), todos viram que sustentabilidade dá dinheiro. Ótimo que dê dinheiro, mas que dê dinheiro com ética e com ações palpáveis para o máximo de pessoas, e não para 15% da população mundial.
2- Em 1993, no primeiro simpósio internacional sobre sustentabilidade, um dos participantes era um grande executivo da Nissan. Na ocasião, o alto dirigente fez a seguinte pergunta: "Como posso falar em sustentabilidade se meu negócio é vender automóveis e vender cada vez mais e se minha atividade é contrária ao equilíbrio do meio ambiente?"
Veja, há 15 anos, quando o assunto começou a ser debatido, um alto dirigente de uma grande indústria automobilística teve a coragem de encarar o problema de frente e assumir sua própria responsabilidade e quinhão frente aos problemas ambientais gerados pelo seu próprio segmento. Ora, por que então, ao invés de tentarem enganar e mentir à comunidade, fazendo maquiagem ecológica e dizendo que são "sustentáveis", determinados setores não assumem compromissos por reduzir emissões em suas próprias atividades? Ou alguém consegue levar a sério a indústria de alumínio, que consome mais de 5.400 vezes mais energia do que qualquer outra atividade industrial conhecida, se autoproclamando "sustentável"? Alguém aqui já foi ao Pará e conhece a devastação que tais empresas provocaram naquele Estado? Sabem que para reciclar o alumínio -no qual o Brasil é campeão mundial em reciclagem de latinhas- se consome quase 90 vezes mais energia do que para uma série de outros materiais? Sabem por que os países industrizalizados produzem seu alumínio nos países do Terceiro Mundo?
Ao contrário do Brasil, na Europa, a população sabe muito bem do papel das grandes corporações para a devastação ambiental. Lá, o discurso de "sustentável" de cimenteiras, fabricantes de alumínio, agrotóxicos, PVCs e outros materiais não cola. Já aqui, onde -infelizmente- ainda há desconhecimento, tais empresas gastam milhões em marketing para tentar mostrar que são sustentáveis. Querem legislar em causa própria, literalmente.
3- Agora, vamos mostrar como devemos "aumentar a produção", conforme diz o semi-analfabeto Lsimi:
a) Em São Paulo, hoje, há cerca de 6 milhões de veículos para 33 mil vagas públicas. Não é interessante esta proporção?
b) Sabem como Nova Iorque resolveu o problema dos automóveis na cidade? Ao contrário de SP, que vive engarrafada e não pára de construir pontes e elevados para atender à indústria automobilística e à demanda de mercado, Nova Iorque adotou política de tolerância zero para com os automóveis. Não construiu mais qualquer tipo de via de acesso. Procurem se informar sobre o resultado dessa ação, se não trouxe benefícios à comunidade e à própria economia da cidade.
c) Ao contrário do que ignorantes como Lsimi afirmam, um dos motivos do impasse no Protocolo de Kyoto é que as nações industrializadas -justamente as que mais poluem e que, juntas, respondem por mais de 80% do consumo dos recursos planetários- não aceitam ter que reduzir suas emissões e seu consumo de recursos naturais. Ou seja: elas não aceitam que elas devam diminuir suas emissões e que os países pobres -que querem crescer e se industrializar mais- possam poluir 5% do que elas já poluíram.
d) Os EUA consomem 60% de toda energia do planeta e 25% de todos os bens produzidos. Isso, com 2% da população do planeta. Se isso não é consumismo, o que é então? Os EUA são, também, os maiores emissores de gases do efeito estufa -e não apenas de C02, mas também CH4 (metano), SO2, NO2. Em segundo lugar, vem a China.
e) Hoje, se todos quiserem ter o padrão de vida norte-americano, precisaremos de mais quatro planetas Terra. Alguém acha que é possível a todas as nações crescerem a 10% ao ano -como a China e no rastro a Índia-, sem consequências devastadoras para a economia mundial, as sociedades e o meio ambiente? De onde tiraremos recursos para todos?
E então, Lsimi, até que níveis devemos "produzir mais"? Você sabe quanto lixo produz um cidadão americano per capita e quanto produz um brasileiro e um cidadão de Botsuana, por exemplo? Responda, se for capaz. A pergunta -e desafio- valem para você, Fey e qualquer outro que se ache capaz de provar que os EUA não estão na vanguarda da devastação ambiental.
f) É preciso produzir mais, sim. Mas os países pobres, que vivem na miséria e sem perspectivas. Eles, sim, devem produzir mais e, se possível, já dentro de uma visão sustentável. Mas há uma solução muito melhor e IMEDIATA: distribuir um pouco da renda e dos bens acumulados pelas nações industrializadas, que já têm muito mais do que precisam para viver.
g) Para quem não sabe, a reciclagem não salvará o planeta. Reciclagem é uma atividade exclusivamente industrlal, na qual se usa e consome energia para transformar e recuperar aquilo que a Natureza, por si mesma, não absorve ou demora muito tempo, casos de plástico, vidro, metais etc. O gasto em reciclagem com alguns materiais -como alguns tipos de plástico- não compensa, pelo elevadíssimo consumo energético. Reciclagem não é panacéia. É uma atividade para se tentar corrigir um mal maior, que seriam montanhas e montanhas de lixo ocupando espaços, contaminando solo, água e ar. É fundamental (a reciclagem), mas que não se aposte que só ela garantirá que possamos produzir nos mesmos níveis que os atuais, pois isso é uma utopia, melhor dito, uma distopia.
h) A questão é: como conciliar os problemas econômicos com os ambientais? Como atender as necessidades das pessoas, sem exaurir os recursos finitos? Ao mesmo tempo, como isso é possível, se o capitalismo globalizado só tem como meta crescer, de forma ilimitada, vendendo a falsa ilusão para as pessoas de que todos poderão ter o padrão de vida norte-americano?
Uma das soluções é aplicar metodologias de planejamento sustentável, para prever problemas e impactos ambientais no maior número possível de esferas e interfaces, quais sejam: econômicas, sociais, ecológicas, históricas, culturais etc. etc. Para quem não sabe, a ISO - Organização Internacional para Normalização (mais importante entidade normalizadora do planeta) vem trabalhando por uma nova definição de sustentabilidade, que inclui também patrimônio histórico, a proteção à infância, mostrando que sustentabilidade é, basicamente, o cuidado que o ser humano deve ter com os ecossistemas e com seu entorno, mesmo quando esse é artificial e criado pela mão humana.
i) Falar de Pol Pot e do Camboja, de dizer que falei de desindustrialização é típico de um medíocre semi-analfabeto como você, Lsimi, que, incapaz de argumentar com dados e conhecimento, tenta desclassificar o que não lhe agrada e, principalmente, o que não entende, haja vista que distorceu o que eu disse.
Quem falou de tirar a população da cidade e levar para o campo, seu analfabeto? Copie e cole meu comentário. Falei de Justiça, de igualdade de oportunidades. E de dar nome aos bois. As grandes empresas não têm qualquer moral para falar de meio ambiente ou de querer determinar Leis.
Genocida é quem apóia a concentração de renda; genocida é quem apóia um capitalismo de mão única, que só favorece aqueles que tramam uma globalização que apenas lhes seja favorável. Genocida é quem devasta florestas tropicais e ecossistemas frágeis para plantar cana e milho e formar desertos verdes. Genocida é quem apóia a produção e o consumo desenfreados, sem perceber no que isso implica. Isso é típico de quem defende apenas os próprios interesses e é incapaz de ver que existem outras pessoas no mundo e que também devem ser assistidas. Isso sim é abrir caminho para o genocídio, seu analfabeto.
Meu comentário jamais foi contra a indústria, nem mesmo contra a globalização, mas contra os oligopólios e a globalização de mão única, a favor de quem levou o planeta à bancarrota.
Agora, para quem não gosta, vou repetir, e gravem aí bem direitinho: o mundo deve SIM reduzir a produção e o consumo, principalmente daqueles que têm muito mais do que precisam, leia-se PAÍSES DESENVOLVIDOS; o mundo deve SIM distribuir melhor sua renda e ter políticas de integração favoráveis aos países mais pobres.
Países como o Brasil têm centenas de empresas trabalhando pelo meio ambiente e o desenvolvimento sustentável. Em pé de igualdade e sem as barreiras comerciais protecionistas que alguns países desenvolvidos tentam impôr, vão botar no chinelo muito americano, disso podem ter certeza. Isso se chama SUSTENTABILIDADE.
"Global inequality
Currently, the policies of rich governments allow the poorest people in the world to be exploited. Big companies act in the interest of their shareholders, and tend to have an institutional indifference to the environmental and social impacts of their activities. Global wealth and power is concentrated in the hands of a very small number of people, in the richest countries, and the gap between rich and poor is widening."
O texto é de uma das entidades com maior credibilidade do planeta na área do meio ambiente desde 1975, o CAT britânico.
j) Há cerca de 20 dias, um novo relatório do IPCC revelou que, se em sete anos o mundo não reverter suas emissões, o planeta poderá não ter retorno em consequências absolutamente dramáticas.
k) A maior parte das plantas instaladas no planeta é à base de energias não-renováveis. Literalmente, não há tempo para substitui-las por renováveis em prazos muito curtos. Soluções em curtíssimo prazo? Biocombustíveis e energia nuclear. Ambas com problemas sérios: nuclear com risco de uso armamentista e vazamentos; biocombustíveis com devastação de ecossistemas e substituição de cultivos de alimentos para produção de combustíveis. Este, aliás, é um dos motivos do princípio de inflação global e do caos em 30 países pobres, que já contam com 80 milhões de novos miseráveis em decorrência dessa política.
********
Aos analfabetos que pegaram carona na opinião do acéfalo Lsimi, de forma acrítica e igualmente estúpida, minha recomendação é: vão estudar ou atuar na área, antes de vir aqui postar suas bobagens.
Se não querem mudar seus costumes e hábitos e contribuir para evitar o que está cada vez mais próximo de todos nós -um desastre de proporções jamais visto-, pelo menos não atrapalhem aqueles que estão lutando e trabalhando, inclusive, por vocês mesmos.
Comentário de: Lima [Visitante]
30.07.08 @ 14:51Lá vem outro "surfista" americano.... como tantas e tantas outras "ondas", mas o pior de tudo, é que os brasileiros adoram importar "rotulos" e tantos outros lixos.... e logo, logo, vair ser "fashion"..
Comentário de: Jakob Ibrahim [Visitante] · http://www.vista-se.com.br/terraqueos/
30.07.08 @ 15:22
Carolina,
o consumo de carne é uma das ações que mais impacto gera sobre o meio ambiente e saúde humana. Há centenas de dados e estatísticas a respeito. Uma delas, bem básica: 26% de todo o metano (CH4), um dos gases que contribuem para o aquecimento global, vem das fezes oriundas da criação do gado e de sua própria eructação (arroto), durante a ruminação. Outra: o motivo principal da destruição das florestas tropicais é para formação de pastagens para alimentação do gado e para plantio de soja, que servirá de comida para bovinos.
Portanto, realmente, TUDO ESTÁ INTERLIGADO. Só que é extremamente doloroso ver isso e perceber como o ser humano se colocou num beco sem saída. A verdade é que todos só querem espelhos que mostrem aquilo que é bonito.
Deixo aqui um link para um dos mais chocantes filmes sobre como o homem trata os animais e o que representa o consumo da carne: TERRÁQUEOS.
http://www.vista-se.com.br/terraqueos/
Antes que perguntem, sim, sou 100% vegetariano há muitos anos.
**********
Deixo aqui a bibliografia parcial de um curso que ministro na área de sustentabilidade, para os que estiverem interessados em informar-se sobre o tema, para além do que a mídia mostra.
IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo. Manual de preservação de madeiras. São Paulo: 1986 volume I.
Lutzenberger, José. GAIA – O planeta vivo (por um caminho suave). Porto Alegre: L&PM, 1990.
Soyka, Fred e Edmonds, Alan. El efecto de los IONES – Como la eletricidad del aire rige la vida y la salud. Madrid (España): EDAF, 1982.
Commoner, Barry. Energias Alternativas. Rio de Janeiro: Record, 1986.
Demillo, Rob. Como funciona o clima. São Paulo: Quark Books, 1998.
Gralla, Preston. Como funciona o meio ambiente. São Paulo: Quark Books, 1998.
E. Jovelock, J. GAIA – Um novo olhar sobre a vida na terra. Rio de Janeiro: Edições 70.
C.Kinlaw, Dennis. Empresa completa e ecológica. São Paulo: Makron Books, 1997.
Tanqueray, Rebecca. Eco Chic – organic living. Londres: Carlton, 2000.
B.Mors, Walter e Toledo Rizzin, Carlos. Botânica econômica brasileira. Rio de Janeiro: Âmbito Cultural, 1995.
Goldemberg, José. S.O.S. Planeta Terra. São Paulo: Brasiliense, 1990.
Murgel Branco, Samuel e Murgel, Eduardo. Poluição do ar. São Paulo: Moderna, 1995.
L.Carson, Rachel. Primavera silenciosa. Barcelona: Grijalbo, 1980.
Moral Sendin, Armando. Cerâmica artística – Técnicas de decoração. São Paulo: Folco Masucci, 1965.
A.Reed, R. Sustainable Sewerage – Guidelines for community schemes. Londres: It, 1995.
Rennó Gomes, Mario e Bresciani Filho, Ettore. Propriedades e usos de metais não-ferrosos. São Paulo: ABM,
T. McGee, Charles. Como sobreviver à tecnologia – Um guia para escapar dos poluentes da vida moderna. Porto Alegre: L&PM, 1986.
Moreira da Silva, Paulo. A poluição. São Paulo: Difel, 1975.
F.Lepsch, Igo. Solos – Formação e conservação. São Paulo: Prisma Brasil, 2ª edição, 1977
Comentário de: Jakob Ibrahim [Visitante] · http://www.ethos.org.br/DesktopDefault.aspx?TabID=3345&Lang=pt-B&Alias=Ethos&itemNotID=8660
30.07.08 @ 17:41Desta vez, não me dirijo a ignorantes como Lsimi, Julio e J. Adolfo -que se acham (hahaha) "profissionais"-, mas àqueles que têm interesse em simplesmente viver num mundo melhor e mais seguro para todos.
Excertos do artigo "SOCIEDADE PLANETÁRIA SUSTENTÁVEL", por Fritjof Capra e Ernest Callenbach*.
"A característica decisiva de uma economia sustentável será a rejeição da cega busca de crescimento. O produto interno bruto será reconhecido como um indicador falido. No lugar do PIB, as mudanças econômicas e sociais, tanto quanto as tecnológicas, serão medidas por sua contribuição à sustentabilidade. Em um mundo sustentável, os orçamentos militares serão uma pequena fração do que são hoje. Em vez de manter caras e poluidoras instituições de defesa, os governos poderão investir em uma fortalecida Organização das Nações Unidas para a manutenção da paz."
Texto completo:
http://www.ethos.org.br/DesktopDefault.aspx?TabID=3345&Lang=pt-B&Alias=Ethos&itemNotID=8660
* Artigo escrito a quatro mãos pelo físico Fritjof Capra, autor de Tao da Física e o ambientalista e escritor Ernest Callenbach, autor de Ecotopía (1975).
Comentário de: Jakob Ibrahim [Visitante] · http://www.ifoam.org/index.html
30.07.08 @ 19:07Li com mais atenção as besteiras do tal Lsimi, e o cara é tão ignorante e primitivo que tenta imputar ao meu comentário tolices como defender o "abandono da sociedade industrial" e "agricultura orgânica à base de enxada". Realmente, Lsimi, você não é analfabeto apenas com relação ao vernáculo, mas aos temas mais básicos vinculados à sustentabilidade. Duvido que saiba o que é a agricultura orgânica ou que conheça suas diferentes escolas. Sabe o que são agricultura natural, biológica, bioecológica, biodinâmica?
Sabia que o termo agricultura orgânica foi cunhado por um inglês, na década de 20, depois de observar que, com processos de manejo do solo e uso de resíduos locais, os solos agrícolas na Índia se mantinham intactos por mais de 1.000 anos de cultivos seguidos? E que ele descobriu isso ao comparar a produtividade desse tipo de sistema no médio prazo em comparação com os que usavam adubos químicos solúveis? Aliás, sabe lá você o que são adubos químicos solúveis?
Já entrou em alguma propriedade orgânica em sua vida? Conhece os sistemas de manejo de solo e preparados naturais tipo EM e EM2, cuja eficácia é muito superior a adubos químicos solúveis e que são utilizados em áreas de grande porte? Sabe que as propriedades orgânicas européias, hoje, são as mais eficientes, eco-eficientes e produtivas de todo o continente?
Eu deveria ficar chocado com a petulância desse 'mané', em tentar agredir gratuitamente os outros, sem ter nenhum conhecimento de causa. Mas já me acostumei a esse tipo de gente. O idiota sequer comentou o post da Andrea Vialli, mas apenas meu comentário, pois, como nanico que é, queria aparecer. Como provavelmente não teria nada de seu para dizer sobre o tema, resolveu me atacar. E só falou besteiras. Uma pior que a outra.
Quando vejo cretinos como esse à solta, sinto que a humanidade não tem jeito. E que mesmo com mais 200 anos de chance, não conseguiremos evitar que, como o rebanho de que falava Nietzsche, caminhemos para nossa própria extinção.
*********
Como imbecis como esse tal de Lsimi não devem jamais ser o foco, deixo aqui uma referência para quem quiser saber sobre o que é agricultura orgânica. Segue aqui o site da International Federation of Organic Agriculture Movements - IFOAM, entidade que congrega os movimentos de agricultura orgânica do mundo todo e que credencia (acredita) certificadoras, como IBD e Ecocert, no Brasil.
http://www.ifoam.org/index.html
Comentário de: Antonio [Visitante]
30.07.08 @ 21:51Esnobes. Nos primeiros comentários já mataram a charada.
O fazem para tentar esnobar as outras pessoas. Mas não são muito inteligentes não...
Trocam o processo industrial de fabricação de fraldas, que é absurdamente menos custoso para o meio ambiente que o processo de lavagem de uma fralda suja, pelo antigo e péssimo hábito de lavar fraldas. Consome água, gera litros de esgoto misturado a produtos químicos...
Burros e esnobes.
Comentário de: Lsimi [Visitante]
31.07.08 @ 18:10Bom, não vou nem perder tempo em responder ao sr. Jakob Ibrahim. Simples: apelou, perdeu. Argumentei e ele partiu para a ofensa pessoal. mas enfim, o que esperar de quem defende o genocídio como forma de salvar o planeta?
Querem um exemplo de estratégia, ao meu ver, inteligente de combater a mudança climática (que, acho eu, ninguém questiona mais)? Que tal, por exemplo, a proposta do Liberal Party do Canadá de mudar a matriz de impostos do país, migrando da taxação sobre produção e renda para a cobrança de impostos sobre poluição, lixo, e produção de lixo não-bio-degradável? Para quem lê inglês, dá para ver um pouco da proposta aqui:
http://www.thegreenshift.ca/default_e.aspx
Funciona? Não sei. Mas vale a pena tentar. Só sei do seguinte: independente de onde ela vier (esquerda, direita, centro, que seja), uma idéia desse tipo deve ser analisada com cuidado e, mais importante, tem que ser posta para funcionar. Isso sim é uma maneira inteligente de buscar alternativas sustentáveis de combater a mudança climática e proteger o meio-ambiente. O resto, como as propostas destrambelhadas e irresponsáveis (para não dizer horripilantes) do sr. Jakob Ibrahim, é só radicalismo de botequim que não ajuda em nada.
Aliás, Andrea, taí um tema para o seu blog. Que tal uma análise do projeto do Liberal Party do Canadá de mudança da matriz de impostos?
Comentário de: José Lima [Visitante]
31.07.08 @ 21:42Significa que não há motivos para se ver a preocupação ambiental e com a preservação da saúde como fatores anti-consumo e, via de conseqüência, contra o capitalismo. Dá impaciência abrir a seção de pequenos anúncios e ver oportunidades de emprego de salgadeiras, ou seja, quem saiba fritar coxinhas e todos aqueles acepipes de festa saborosos mas altamente gordurosos. Ou ver as redes de "fast food" manterem suas pautas de sanduíches que tornaram obesas as populações dos seus países de origem, em vez de orientarem suas poderosas máquinas de marketing em direção ao lançamento de produtos similares ou mais saborosos, cujas fórumulas se aproximem das recomendações feitas nos consultórios de nutricionistas. Se para uns motivos jactam-se de serem capazes de mudar tendências de consumo, por que para outras esperam que o consumidor se torne um "scuppie"?
Comentário de: Jakob Ibrahim [Visitante]
31.07.08 @ 23:28Lsimi,
se alguém começou as agressões, este alguém foi você. Basta reler o "conteúdo" de seus comentários. Aliás, você sequer comentou o post, mas apenas meus comentários.
De toda forma, percebo que você continua o mesmo analfabeto. Simplesmente, não sabe ler. Não há recursos suficientes para tornar o padrão de consumo norte-americano universal. Os números são incontestáveis e as citações, cujas fontes são de domínio público, estão aí. E você foi incapaz de responder a uma só delas.
Você acha que o discurso de quem tenta encarar a realidade tal como ela é, é político ou feito de "propostas". Não é. Ele está calcado em cima da agenda da comunidade científica e ambientalista do mundo. Só que como você não é nem de uma área, nem de outra, e como desconhece as ações de ambas, se autoproclama "vencedor" (vencedor do quê, seu tonto?) e, ainda por cima, fala de propostas "horripilantes". Que propostas? O que citei são fatos, nada mais. Não propus nada. Apenas constatei.
Os próprios norte-americanos sabem que devem mudar seus padrões de consumo. Até Bush já declarou publicamente isso. Mas você, como estúpido que é, não entende que a própria dinâmica da economia mundial está mudando e terá que mudar, para que o planeta continue a ser viável.
Você desconhece os conceitos de sustentabilidade e de consumo consciente. Desconhece, também, que os problemas ambientais do planeta não se restringem apenas ao aquecimento global. Essa é apenas a ponta do iceberg.
Não tenho a menor dúvida que sua cultura ambiental é zero à esquerda. Mas quebrarei seu galho: leia um livro chamado "Upsizing - Como gerar mais renda, criar mais postos de trabalho e eliminar a poluição", da Fundação Zeri Brasil (editora L&PM). Foi escrito por gente que conhece a área e não por diletantes que usam os mesmos chavões para tentar classificar aquilo que não está ao seu alcance. Não estamos falando mais de discussões políticas, de direita e esquerda, de papos de boteco ou de decisões de gabinete, mas de ações concretas que não podem mais ser evitadas.
Quanto a defender algum tipo de genocídio, bem, se tivesse que escolher entre 5,8 bilhões de seres humanos que consomem 15% dos recursos planetários e 200 milhões que ficam com os outros 85% e não se cansam de acumular, sei bem de que lado eu ficaria. E se você fosse um dos tais 200 milhões de consumistas, e não houvesse outra solução, após uma longa tentativa de sensibilização e negociação, tenha certeza, se eu tivesse um tal poder, eu não pestanejaria um segundo em eliminá-lo. Pois quem coloca seus próprios direitos acima dos da maioria da comunidade deve estar preparado para encarar as consequências por sua decisão.
Comentário de: Lourenço Jacob Sutter [Visitante]
01.08.08 @ 09:41É difícil negar-nos o direito do consumo seja por motivos ecológicos ou não, viver no mundo de hoje e não experimentar as maravilhas de nossa sociedade e difícil.
Bem fica a frase de Jesus - Mas, como insistissem em perguntar-lhe, ergueu-se e disse-lhes: Aquele dentre vós que está sem pecado seja o primeiro que lhe atire uma pedra - João 8.7.
Ou Maomé assim "An Nissa". 4º Surata 107 - Não advogues por aqueles que enganaram a si mesmos, porque Deus não aprecia o pérfido, pecador.
Enfim digito no computador agora e cheguei de carro e vou almoçar no restaurante então claro estou consumindo também, assim não sou nem pior ou melhor do que tais pessoas acima citados apenas por que consumiram e só querem algum consolo para seus atos, todos somos culpados por tudo neste mundo ativa ou passivamente.
Comentário de: Francisco [Visitante] · http://www.ajudandonatureza.blogspot.com
01.08.08 @ 15:38Ecochatos,scuppies, ou ser humano a verdade é que a humanidade caminha para o abismo
Há vezes que chego a pensar que a raça humana não deu certo!
Está destruindo seu habitat sem a menor cerimônia, encontrando os argumentos mais absurdos, para justificar seu suicídio!
É como um avião em rota de colisão com um rochedo e os comandantes discutindo que vinho vão escolher para o almoço, quando chegaram ao hotel!!
Comentário de: Gabriela Tonietti [Visitante]
01.08.08 @ 18:11Senhor Lsimi
O senhor não sabe a diferença entre consumo e consumismo. Consumismo é o abuso do direito de ser consumidor, de se achar no direito de usar e descartar, sem se preocupar com as consequências para os outros e a ecologia. O senhor Jakob Ibrahim errou em lhe ofender pessoalmente, mas todo o resto que ele escreveu é correto. Se o senhor não sabe, enquanto uma pessoa que mora numa grande cidade chega a consumir 200 litros de água num só banho, quem mora no sertão faz a mesma coisa com 7 litros. A questão não é aumentar o consumo desta pessoa que mora no sertão e sim equilibrar o consumo, tirando de quem tem muito além do que precisa. Dá vergonha ver uma pessoa como o senhor chamando os outros de genocida, quando genocidas são os que não percebem que seus privilégios é que poderão levar a espécie humana ao seu fim. Não dá pra discordar do senhor Jakob, o senhor fez um papelão e deu provas de ser um ignorante de marca maior.
Comentário de: maluco [Visitante]
04.08.08 @ 14:59deSCUPPIE minha ignorança...
Comentário de: Enrique Juan Loitey Gadea [Visitante]
05.08.08 @ 11:33Caro Jakob Ibrahim,
Parabens pela sua posição e conecimento. Em muito me esclareceu um assunto tão polêmico.
Comentário de: Heloise Guil [Visitante]
03.09.08 @ 15:02Consumistas vestidos de bandeira verde pq é a modinha do momento.
Comentário de: dgb [Visitante]
07.10.08 @ 11:56Por favor! Em primeiro lugar sustentabilidade esta relacionada à Educaçao Ambiental nao à Ecologia, os ecologistas ''estão meio que por fora ''de catástrofes, quem entende do assunto sao os ambientalistas ( vamos mudar alguns conceitos ultrapassados né!)
Em segundo lugar, por meio da sustentabilidade só podemos amenizar os problemas ambientais, esses já estao ocorrendo.
Terceiro lugar, as pessoas tem que parar de tentar tirar proveito(lucros) atraves do meio ambiente, pois hoje ganha-se mais falando em meio ambiente do que agindo para sua preservaçao.
Por ultimo, antes de criticar uma organizaçao tem que se informar mais, Andrea Vialli tem uma opiniao e isso hoje vale muito mais do que argumentos sem açoes...
Comentário de: Ricardo Gonzalez [Visitante] · http://ggbb64@hotmial.com
20.08.09 @ 03:57conincido con Juan Loitey gadea, me gustaria contactarme con el soy de PUNTA DEL ESTE
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Andrea Vialli é jornalista com especialização em sustentabilidade pela Schumacher College, do Reino Unido. Desde 2004 escreve uma coluna voltada para o tema no caderno de Economia&Negócios do Estadão.
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