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18.11.09
O Brasil é o campeão, entre os países emergentes, na emissão de CO2 per capita. Cada brasileiro é responsável pela emissão de 10 toneladas de gás carbônico (CO2) por ano, em média. O número é duas vezes maior do que a média mundial. Os dados são da Rede-Clima, ligada ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
"Somos o país em desenvolvimento com a maior média mundial", afirmou Carlos Nobre, um dos coordenadores da Rede-Clima, ao participar de comissão geral na Câmara para discutir a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15).
A meta é de que a média mundial de emissão de CO2 seja de 1,2 tonelada por ano até 2050, para que a temperatura global não aumente 2 graus Celsius. "Ela já subiu 0,8°C nos últimos 100 anos. Falta 1,2°C. Já chegamos muito próximo do limite", disse Nobre.
Concentração de CO2 é a maior em 2 milhões de anos
O balanço anual de emissões feito por cientistas ligados ao Global Carbon Project aponta que as concentrações de gás carbônico (CO2) na atmosfera são as maiores em pelo menos 2 milhões de anos. O estudo, divulgado esta semana pela prestigiada revista científica Nature Geoscience, tem entre seus autores Jean P. Ometto, do Centro de Ciência do Sistema Terrestre do Inpe.
Com repercussões diretas no clima, as variações do CO2 na atmosfera terrestre são em grande parte determinadas pelo homem, devido a atividade industrial, queima de combustíveis fósseis, desmatamento e mudanças no uso da terra.
Comentários:
Comentário de: 12! [Visitante] · http://www.blogdo12.blogspot.com
19.11.09 @ 08:01O Brasil como um dos maiores emissores de co2? Eu sincertamente acho meio estranho.....,mesmo com tantas queimadas! E a China que tem a matriz energética a base de carvão?
E mesmo que for, será que também não sequestramos o dobro dos demais? Meio estranho esses dados.......
Comentário de: Edu [Visitante] · http://www.ateamargemdogranderio.blogspot.com
19.11.09 @ 23:05Fica meio difícil avisar isso à molecada, Andrea, porque estão ocupados protestando contra ou a favor do vestido da Geisy.
Isto quer dizer o seguinte: que o limite será ultrapassado e com folga.
Comentário de: Antonio Augusto da Costa Carvalho [Visitante]
22.11.09 @ 21:55Concordo com o comentário de 12!, como pode um país que tem mais de 50% do seu território sequestrando carbono, um programa de combustíveis da biomassa que nos supre 15% da energia consumida. Interessante saber quais os dados usados para compor essa afirmação "Cada brasileiro é responsável pela emissão de 10 toneladas de gás carbônico (CO2) por ano, em média."
A intuição diz que essa afirmação não é confiável.
Comentário de: Val Reis [Visitante] · http://midiams.org.br
23.11.09 @ 16:19Andrea, preciso te enviar um release sobre sustentabilidade, que está acontecendo em minha cidade. Qual o seu e-mail? Aguardo!
Comentário de: leonardo saboia de azevedo [Visitante]
25.11.09 @ 09:19Sendo fidedignos ou não esses números da Rede Brasileira de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas Globais (Rede CLIMA), só nos resta colaborar com a redução dos gases do efeito estufa a partir da revisão de nossos valores, revisão de nossos valores na hora da compra. Mas vale aqui não só o ato de consumir especificamente, mas também o de escolher aquele produto cujo fabricante esteja comprometido com Responsabilidade Social Corporativa.
Comentário de: carlos hein [Visitante]
26.11.09 @ 00:33O levantamento estatístico pode estar correto sim , amigo 12.
O brasileiro produz muito lixo orgânico, qual é altamente gerador de gás metano.
Porém, o problema maior é a falta de política ambiental e, quando a temos muitas vezes não são respeitadas. Vou citar um dos fatos atuais como exemplo.
Está sendo construída uma usina siderúrgica no Rio , a CSA ( Cia Siderúrgica do Atlântico) é a maior usina do atlântico sul.
O impacto ambiental promovido pela construção deste empreendimento é de proporção gigantesca, haja vista o aterro de 7,5 km2 de mangue, área de preservação permanente, responsável pelo criatório natural da fauna marinha.
Além deste fato, esta indústria irá produzir aproximadamente 14% de todo dióxido de carbono gerado pelo Estado do Rio de Janeiro.
Não bastasse o impacto ambiental, existe ainda o impacto econômico, pois para gerar 3500 empregos 8050 famílias de pescadores artesanais foram sacrificadas, além da quase extinção do pólo turístico da baía de Sepetiba.
Como tiro de misericórdia, não existe autorização federal para construção do empreendimento, apenas estadual, ferindo os preceitos legais da Constituição.
Vale lembrar que o Sr Lula realizou diversas visitas a fabrica, transportado pelo helicóptero da base militar de Santa Cruz.
Detalhe, ..... o BNDES financiou parte do empreendimento e o governo do Rio isentou a indústria por 10 anos do ICMS.
É bom nem pensar muito pra não ficar nervoso, isso aumenta a acidez do estômago que por sua vez gera gases, pior ainda, gás metano.
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Andrea Vialli é jornalista com especialização em sustentabilidade pela Schumacher College, do Reino Unido. Desde 2004 escreve uma coluna voltada para o tema no caderno de Economia&Negócios do Estadão.
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