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24.06.08

por Deborah Bresser, Seção: Balanço 10:23:22.

Fim de festa. É sempre essa a sensação que a gente tem quando se acendem as luzes da sala de desfiles ao final da última coleção, com todo mundo cansado, mas feliz. Participar da SPFW é sempre bom, apesar das filas, dos atrasos nos desfiles, da correria para jogar no ar as notícias de cada apresentação, do frio, da caça às celebridades, aos estilistas, às modelos e, desta vez, à Gisele Bündchen. Muita gente se queixa, dá piti, bufa, mas, de minhha parte, assumo sem reclamar: adoro isso. Gosto de moda de verdade, assim como toda equipe que participa da cobertura pelo Grupo Estado: Flavia Guerra, Renata Cafardo, Valéria França, Eduardo Diório, Marcio Oyama e Letícia Santos. Até desse povo que nos escaneia em toda porta de desfile, na platéia, nos lounges e nos corredores a gente tira uma. Fomos trabalhar, não fazer carão. Bem... então é hora de fazer aquele balanço geral. Bjs a todos os que acompanharam a cobertura aqui com a gente e até janeiro de 2009.

Quem brilhou mais: Gisele Bündchen. Quando ela vem, não tem para ninguém.


A modelo Gisele Bündchen. Foto: JF Diório/AE

Quem roubou a cena: O estilista Kenzo, principal convidado do evento, que já andava lépido pela Bienal, totalmente integrado

Ousadia da temporada: as dobrinhas da Karolina Kurkova

Karolina Kurkova

Desfile emoção: o jardim rococó de Samuel Cirnansck

Melhor abertura: a levitação da Cavalera

Melhor cenário : o aquário da Ellus


Modelos no aquário montado pela grife Ellus. Foto: Robson Fernandjes/AE

Melhor encerramento: OEstúdio, com os caras tirando som de joysticks

Modelo da vez: Ana Cláudia Michels

New face da hora: Paulo Zago, da Ford Models

Fina estampa: os florais de Erika Ikezili

Troféu você nunca vai me ver na arara: a coleção de fantasias Do Estilista, de Marcelo Sommer

Troféu heróis da resistência: Fause Haten, que fez seu desfile, apesar do bafon com a I'M

Taça labirintite: as estampas gráficas de Mario Queiroz


Desfile do estilista Mario Queiroz. Foto: JF Diório/AE

Taça miçanga: bordados de Alexandre Herchcovitch masculino

Troféu mimeográfo: os tops da Iódice com perfume de Lanvin

Troféu lexotan: para a platéia da Rosa Chá

Troféu depilação: para as micro sungas da Rosa Chá

Troféu malhação: para os micro shorts de Mario Queiroz

Melhor plissado: a salopete de jeans da Huis Clos

Melhor babado: os looks de Alexandre Herchcovitch feminina

Troféu alta gastronomia: Reinaldo Lourenço, que fez banquete com seu chá das cinco e suas bonecas de porcelana

Troféu cozinha brasileira:Maria Bonita e sua visão sem esteriótipos de ícones nacionais

Look eu quero um: macacão da Maria Bonita

O que tinha de sobra: biquínis, biquínis, biquínis que não dizem nada

Topa tudo: Rodrigo Rothem, o modelo que ficou nu e tomou uma chuverada na Rosa Chá

Troféu grilo falante: as casacas verdes da Cavalera


Desfile da Cavalera. Foto: Nilton Fukuda/AE

Acessório necessário: as maxi bijus da Cori e da Neon

Melhor trilha sonora: Dorival Caymmi para Maria Bonita

Troféu tanquinho: para o casting da Rosa Chá

Trofé bolsa escândalo: para as micro bolsas da Simone Nunes

Troféu Eu sei o que vocês fizeram no verão passado: Cia. Marítima. Aquela imagem da loira,bronzeada, cabelão ao vento , já deu, hein?

Taça primeira fila: Adriane Galisteu e Alexandre Iódice, assumindo romance para deleite dos fotógrafos

Troféu BNDES: Wilson Ranieri. Alguém arruma um investidos para esse moço talentoso, por favor?

Momento ninguém merece: o carão de Pedro Lourenço ao final do seu desfile. O menino tem só 18 anos, já pensou o que vem por aí?

Senha fashion da temporada: Delicadeza

Cabeça desfeita: as tranças moicano da Animale

Cabeça feita: as belas tranças de Alexandre Herchcovitch feminino

Taça I'll be back: Paulo Zulu, 45 anos de muita saúde

Melhor pisante: os sapatos estilo masculino, de palha, da Huis Clos

Troféu cadê: Zoomp

Taça volte sempre: Cauã Reymond (Blue Man) e Rodrigo Hilbert (Colcci)

 


23.06.08

por Letícia Santos, Seção: Paralelas 23:43:27.

A top Carolina Ribeiro esteve mais uma vez na Bienal - ela já tinha desfilado para Neon, Alexandre Herchcovitch e Rosa Chá -, desta vez para a apresentar o concurso OI Cara Nova, que premiou três modelos "new face": Igor Monteiro, Guilherme Mosmann e Nathalia Haveroth. "Esse concurso é muito importante, eles já começam no melhor evento de moda do país", disse ela, ressaltando que também foi descoberta num concurso.

Embora não tenha acompanhado outros desfiles, Carol disse que no próximo verão vai continuar usando cintura alta. "Gosto desse visual mais fechado, menos nu", explicou. "Estou feliz por que acho que essa é uma das tendências do próximo verão."

A top gerou algum tumulto durante sua passagem pela SPFW, mas não causou como Gisele Bündchen.

 


por Letícia Santos, Seção: Carlota Joakina 23:34:08.

Marilia Biasi é uma das quatro novas criadoras da Carlota Joakina, que desfilou neste última dia de SPFW. Ela falou sobre o processo criativo e as apostas da marca para a próxima estação.

Como é criar com oito mãos femininas?

É muita loucura, são muitas mulheres juntas. Mas dá certo, não temos problemas. Temos sorte por que as TPMs coincidem.

No que você acredita em termos de silhueta para a próxima estação?

Em volumes, shape mais largo, trapézios e evasês.

E o que será tendência?

Nossos bodys, que podem ser usados tanto na praia como no dia-a-dia, e o comprimento micro, com shorts tão curtos que até aparece um pouquinho do bumbum - claro que usado com estilo, de repente com uma legging por baixo.

 


por Deborah Bresser, Seção: Lino Villaventura 22:21:09.

Foto: Clayton de Souza/AE

Acabou. Fechando a maratona de desfiles, Lino Villaventura colocou em cena, novamente, seu teatro fashion. Com um colorido intenso, os modelos pareciam robos de brinquedo, lembranças do Castelo Rá-Tim-Bum. O clima é retrô futurista. As formas vêm mais soltas e menos estruturadas. Os geométricos se unem em patchworks que só ele consegue fazer.

Confira as fotos do desfile

Em tecidos finos, como a seda pura, a palha de seda e o xantungue, o estilista constrói vestidos rodados, ricamente bordados."Minha intenção foi subverter a costura tradicional, que seria feita em um tecido plano. Em vez de fazê-la reta, criamos nervuras que deram uma cara geométrica aos looks", explicou o estilista. No masculino, destaque para as camisetas com aplicações de bordados nas costas e no peito, que parecem quadros. "O masculino é mais estruturado e tem mais alfaiataria do que o feminino, mas, ainda assim, são modelos que acompanham a geometria da forma do corpo humano", diz Lino. Se não são comerciais, pouco importa. Lino encerra o show com a competência de sempre, e ajuda a fazer mais um verão repleto de boas imagens.

 


por Márcio Oyama, Seção: Reserva 21:19:16.


Foto: André Lessa/AE

A carioca Reserva estreou na SPFW enchendo o verão paulistano de flores e pássaros. Os dois ícones da temporada quente surgiram mesclados ao xadrez e a uma berrante cartela flúor, que incluía o amarelo, o rosa e o azul, em pólos, bermudas, calças, cardigãs e cache-coeurs (aqueles cardigãs com a frente trespassada). Cinzas e marrons procuravam neutralizar tantos reflexos, mas ainda assim a vista se cansou.

Confira as fotos do desfile

O shape veio solto, com calças mais folgadas, tipo saruel (soltas em cima, ajustadas nas canelas e de cavalo baixo), camisetas largas (boa a com gola de zíper colorida nas costas) e até jaquetas volumosas. A marca apostou ainda na malharia de fio pima peruano, bem leve, e no tricô com fios de aço inox, ultratecnológico, usado nos cardigãs. Tafetá e nylon também tiveram vez.

Os cache-coeurs em jacquard finalizados por faixas à quimono e os jeans clarinhos - hits da estação -, inclusive em macaquinhos, puxaram a fila das melhores peças. Ponto ainda para a bermuda cinza com faixa frontal.

"A idéia foi tropicalizar o dândi, desenhar um tipicamente brasileiro", contou Rony Meiser, um dos três sócios da grife e responsável pela área de criação. "Mas a coleção não levanta nenhuma bandeira", completou, explicando que a estréia na semana de moda paulistana não mira um público específico - fashionistas, machões ou intermediários.

Quanto à vinda da marca a São Paulo, Meiser disse que se trata de estratégia comercial. "Já temos 180 pontos de venda no Estado, mas agora queremos abrir uma loja própria."

 


por Flávia Guerra, Seção: Vide Bula 19:29:37.

A Vide Bula foi buscar na obra de David Hamilton a inspiração para criar seu verão que esbanja suavidade. A beleza velada do trabalho do fotógrafo britânico deu o tom a looks suaves e azuis. Se o DNA da Vide Bula é azul, o verão, claro, também. Muito algodão, piquet, tecidos orgânicos e transparências predominaram em uma coleção que, assim como os clicks de Hamilton, não escancaram a sensualizade nem tão pouco a escondem. Muitos decotes, jeans lavados e uma bem-vinda novidade: o tingimento orgânico.

Confira as fotos do desfile

As peças em algodão foram literalmente mergulhadas no café, torcidas e secadas. As camisetas desfiladas pelas tops (com muitos babadinhos nas golas e barras) cheiravam a novo e a café. Uma coleção que cheia a frescor e jovialidade para um verão em que, como bem disseram seus criadores, ‘pode-se tudo’. Do bege ao marron, do xadrezinho ‘toalha de mesa’ às rendas, com direito as coroas de margaridas no melhor espírito ‘flower power’ na cabeça e no pescoço dos moços e moças prontos para curtir o verão fresquinhos, fresquinhos.

 


por Márcio Oyama, Seção: ALFINETE 18:48:11.

Foi uma tarefa hercúlea para os nossos colegas fotógrafos distinguir Vivi Orth de Raquel Zimmermann. Você sabe quem é quem?

 


por Flávia Guerra, Seção: Carlota Joakina 18:10:24.

Foto: André Lessa/AE

Heterogêneo como sua inspiração, o desfile de verão 2009 da Carlota Joakina buscou inspiração em fontes mais do que variadas para criar sua 'aristocracia sintética'.

Confira as fotos do desfile

E o que vem a ser uma aristocracia sintética? A julgar pelos diversos materiais, cores, texturas, volumes e comprimentos criados pelas estilistas Camila Bertolote, Juliana Pazzuti, Marília Biasi e Regina Zanardi para a segunda grife de Glória Coelho, é a aristocracia que não abre mão da nobreza do bom corte, mas não esquece de se 'atualizar' e usar e abusar dos novos tecisos, cores, combinações e shapes.

Na coleção com cara de 'children's style', ou seja, 'feita sob medida para 'meninas grandes', não faltaram vestidos minis, babados, laços, cintos bem sacados (confeccionados com as fivelas de plástico de mochilas)...

A garota Carlota Joakina vai à praia esbajando looks despojados com cara de 'vou para a natação' de havianas nos pés, passeia num estilo 'montaria' e vai à festas 'embrulhada' em vinil, curtinhos com texturas e volumes. E não desce dos mega saltos (destaque da coleção) ora com cara de 'embotinados' ora mais leves em versões pérola.

Para 'arrematar', Carlota aposta em tons como o azul royal, coral (definitivamente duas cores que entraram para o verão 2009), cinza, chumbo e, porque não?, preto.

 


por Flávia Guerra, Seção: Paralelas 14:49:20.

Desfile da grife Rosa Chá, de Amir Slama. Foto: André Lessa/AE

Compradores e investidores internacionais vêm a SPFW à procura de algo “fresco, jovem e diferente” que não se encontra mais nas tradicionais moda Européia e Americana

Entra ano, sai ano e a pergunta persiste: Afinal, o que o mundo quer da moda brasileira? Se depender de Armand Hadida, quer algo novo, fresco e jovem que não se pode mais encontrar na moda dos já tradicionais mercados Europeu e norte-americano. “De Paris, Londres e Nova York todo mundo já sabe o que vem. A novidade do mundo da moda hoje em dia vem de quatro lugares: Brasil, Rússia, Índia, China e Japão. E o Brasil está muito bem colocado neste mapa”, dizia Hadida em reunião com Amir Slama e Valdemar Iódice na tarde de ontem no hotel Grand Mercure.

Mas, afinal, quem é Hadida e o que eles faziam no hotel enquanto a Fashion Week corria a toda na Bienal? Hadida é o poderoso empresário francês que está à frente de uma das grandes (e mais badaladas) redes de moda de seu país, a L’Eclaireur. Está no Brasil para acompanhar a SPFW, para conhecer melhor as grifes brasileiras, visitar showrooms, ver desfiles e, claro, fechar negócios. Hadida era um dos mais de 30 empresários convidados pela Abest (Associação Brasileira de Estilistas) para SPFW. Mais que mordomia, o convite da Abest significa uma investida a longo prazo para pôr em prática o que fashionistas e especialistas de plantão sempre apontam como a atual principal meta da indústria da moda brasileira: a profissionalização. Além do convite para vir à SPFW, conhecer a indústria da moda na cidade, os compradores estrangeiros têm um showroom especial montado no hall do hotel, com uma pequena amostra de várias grifes. “O investidor literalmente vê cada arara em exposição. Das que mais gosta, vai conhecer o showroom ou já faz encomendas”, explica Slama, que além de ser criador e hoje diretor da Rosa Chá, é presidente da Abest.

Desfile da Iódice na São Paulo Fashion Week. Foto: Robson Fernandjes/AE

“Discordo um pouco da opinião da Glória Kalil sobre a moda brasileira, quando ela diz que ‘os italianos têm design, os franceses têm marca, os americanos têm mercado interno, os chineses têm preço e nós, temos o que?’? Acho que nós temos o lifestyle”, comenta Slama. “É a mistura brasileira, que combina despojamento, alegria, sofisticação e qualidade que o mundo quer da nossa moda. Quando criamos, mesmo que de olho nas vendas internacionais, é com o brasileiro que queremos dialogar. No mercado externo, é com o comprador que se identifica com o nosso estilo de vida que nos comunicamos. Em Nova York , por exemplo, ainda que seja adaptado, vejo muitas garotas que, durante o verão, reproduzem o estilo de se vestir da brasileira. Muitas camisetinhas de alcinha, chinelinhos. É claro que é preciso sofisticar e profissionalizar sempre, mas isso vem com o tempo. É um plano a longo prazo”, completa Slama foi um dos pioneiros a desfilar em uma semana de moda internacional. No sábado, Slama desfilou pela primeira vez sua coleção masculina na SPFW. E em setembro, desfila sua coleção feminina em Nova York e abre sua loja conceito na cidade, a quarta no mundo (já possui lojas próprias em Lisboa, Miami e Istambul).

Ao lado de Slama, Oskar Metsavaht (da Osklen), Alexandre Herchcovitch, Carlos Miele também estão na lista dos que pertencem à linha de frente. “Mas este avanço, apesar de muito importante, foi muito mais por esforço próprio que por uma ação pensada e organizada. A partir de agora, é questão de trabalhar a construção de marca tanto aqui como no exterior. Os empresários brasileiros querem se firmar no mercado interno e exportar cada vez mais. E quem já possuiu o know-how, como o Slama, que já está me ‘apresentando’ a semana de Nova York ao, repassa esta experiência adiante”, completa Iódice, que, além de estilista da marca que leva o seu nome, é vice-presidente da Abest.

“Eles têm razão. E esta iniciativa está dando resultado. Quando eu comecei a exportar, principalmente para o Japão, claro que foi difícil. Mas, depois que se pega o jeito, exportar é como vender para o interior paulista. Qualidade nós temos. Falta só organizar”, acrescentou Serpui Marie, uma das mais famosas, e bem sucedidas, designers brasileiras. Suas bolsas e acessórios são disputados por nomes como Jennifer Aniston, Gisele Bündchen e Madonna,

Para comprovar por ‘a+b’ que a iniciativa da Abest (que conta com o apoio da Apex – Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) dá resultado, eis alguns números: “Desde que começamos esta ação de trazer investidores internacionais, em 2006, as exportações das grifes associadas à Abest cresceram 19%. Em 2006, isso significou 21milhões; em 2007, U$26 milhões. Para este ano, a cifra deve crescer cerca de 18%”, arrematou Slama.

 


por Deborah Bresser, Seção: Erika Ikezili 13:40:07.

Foto: Clayton de Souza/AE

O cenário escolhido pela estilista Erika Ikezili para a apresentação de sua coleção para o verão 2009 não poderia ter sido mais apropriado: o Pavilhão Japonês, no Parque do Ibirapuera. Ela só não contava com a frente fria que derrubou a temperatura nesta manhã de segunda-feira (23/6) em São Paulo. Deu sorte a Erika de não chover na hora da apresentação. Só as modelos é que entraram roxinhas e arrepiadas para desfilar. Ainda bem que a coleção compensou todo o frio que a gente teve de passar. Mais uma vez inspirada no centenário da imigração japonesa ao Brasil (na última edição ela celebrou a primeira nikey nascida no país), a estilista - única representante da comunidade nipônica na SPFW - apostou nas misturas provocadas pela fusão das duas culturas. Essa mescla surge traduzida nas estampas, em profusão de cores que geram belas imagens. As formas arredondadas, inspiradas na obra de Tomie Otake, segundo a estilista, se sucedem nos shorts. Lembranças de quimonos surgem na modelagem, mas não espere a obviedade dos transpasses. A influência está mais em uma gola seca, nos tecidos molengos - que ganham volume com rendas e tules sob as saias -, nas texturas de jacquard. O floral vem ora miúdo, ora médio. Especial a paisagem de um jardim, as flores ficam na saia, o céu com nuvens fica nas costas. Rendas largas simulam alças. Até onças e zebras aparecem, mas desfiguradas no meio do mix de imagens. Laços de trajes de gueixas enfeitam as cinturas, mas a japonesa de Erika é como as descendentes brasileiras, multiculturais, donas de uma beleza miscigenada, como a da dentista Karina Nakahara, eleita miss centenário, que fechou o desfile.

Confira as fotos do desfile

 


22.06.08

por Deborah Bresser, Seção: Colcci 23:41:58.

Foto: Robson Fernandjes/AE

Mais magra do que ela costumava ser, loira como sempre foi e causando como nunca, Gisele Bündchen abriu o desfile da Colcci, na estréia da marca na SPFW, na noite deste domingo (22/6). Com uma calça jeans bem clarinha, quase branca (que é tendência), e um top curtinho de tie dye, Gisele fez a platéia vir abaixo, gritaram até 'gostosa'. Rodrigo Hilbert (o pai dos filhos da Fernanda Lima) entrou em seguida, arrancando ainda mais gritos das 'arquibancadas' montadas pela marca na sala de desfiles. Também ele veio com calça jeans clarinha e camiseta manchada. A Colcci trouxe uma coleção comercial, mas sem sustos desta vez. Há um excesso de anos 70, nos manchados de batik, que aparecem nas camisetas masculinas, femininas, tops e vestidinhos. O aspecto das t-shirts é de usado, gasto. Para as meninas, há tops bem curtinhos de babado. Os vestidos com saias de tutu ganham volume. As calças e bermudas de jeans vêm com cintura bem alta e marcada, e ganham a companhia de boa linha de camisaria feminina. A meninada também é capaz de gostar dos vestidinhos manchados, feitos com tecidos iguais aos daquelas batinhas indianas, com bordadinhos de flores e aplicações de pingentes (iguais aos de cortina), recurso usado no top que Gisele usou em sua segunda e última entrada. A top voltou em seguida para os aplausos ao lado da diretora criativa da marca, Jéssica Lengyel. Quando estava voltando para o camarim, um fã a chamou e entregou a ela um presentinho. Vale registar uma reclamação dos fotógrafos: Gisele andou olhando para o chão, e deu trabalho para a galera do pit. E quando voltou para o backstage, depois da sua segunda passagem, deu uma bufada daquelas que dá para ouvir de longe.

Confira as fotos do desfile

 


por Valéria França, Seção: Colcci 23:33:12.

Foto: Robson Fernandjes/AE

Gisele passou como um furacão pelo prédio da Bienal, que em nenhum dia da temporada esteve tão concorrido. Muita gente ficou para fora do desfile, que ganhou proporção de evento. Teve de tudo, de empurra-empurra na porta até gritos de gostosa na passarela. Modelo pode ser elegante e até mesmo linda, mas gostosa é impossível. A platéia se levantou quando a top entrou na passarela, assobiou e bateu palma. Muitas modelos ficaram na Bienal até mais tarde para tentar ao menos encontrar com ela nos corredores. Foi o caso da new face Janaina Santos,de 17 anos, que desfilou na Poko Pano no meio da tarde. "Se conseguir ficar ao lado dela já vai ser o máximo. Vou ter a impressão de que pertencemos ao mesmo mundo ou pelo menos que vou chegar lá."

Confira as fotos do desfile

 


por Flávia Guerra, Seção: Colcci 22:30:57.

O que é mais exclusivo que um backstage do primeiro desfile de Gisele Bündchen depois de quatro anos em São Paulo? O backstage do backstage exclusivo para a diva. Esperando a primeira da fila estavam só poucos privilegiados: dez fotógrafos da marca, produtores, as demais modelos, Paulo Borges, o organizador do desfile e a reportagem do Estado. "Quem é você? Pode ficar, mas nenhuma pergunta. Gisele só fala exclusivamente hoje com a GNT", disse um dos produtores da marca. Vinte minutos se passaram e Gisele contou ao GNT o quão feliz estava por voltar à São Paulo e coisas do tipo. "Você vai ver tudo do backstage, mas em compensação não vai poder assistir ao desfile", disse Paulo Borges à repórter do Estado. Mas nem precisou: desfile mesmo foi ver as tops formando a fila indiana para entrar na passarela. "Moça, abaixa um pouquinho. Você está no ângulo da minha foto", "Que foto?", "Gisele no meio de dois seguranças".
E para que esta pose? "Para mostrar o quanto ela é poderosa, oras!", respondeu ele, que esperava uma das três entradas (ou saídas) que a top iria fazer antes de abrir, e fechar, o desfile da Colcci.
21h45, Gisele entra vestindo calça branca e top vermelho e branco tie-dye. Antes, entre uma brincadeira e outra com as 'amigas tops', um círculo energético. "É o primeiro desfile que faço para a Colcci. Eu amo todos vocês. Força. Vamos arrasar esta passarela", gritou o stylist Giovanni Frasson. Gisele puxou o coro e agradeceu: "Vamos lá! Agora é a hora!" antes de fazer poses para os fotógrafos. Estica de cá, chama as amigas de lá para tirar foto junto e brinca: "Aquela que se estica mais que todas para aparecer mais na foto." Como se precisasse.
A reportagem de microfone na mão escuta do segurança: "Você não vai me entrevistar a Gisele aqui, né?". Nem precisou de resposta, a top ouviu e 'socorreu': "Deixa a menina! O que você quer saber? Se eu adoro estar aqui de volta? Sim. Adoro! Estou muito feliz!"
Desfile terminado, saiu ' batido', fazendo sinal de 'paz e amor' e mandando beijinhos para todos.

Assista ao vídeo

Confira as fotos do desfile

 


por Letícia Santos, Seção: Colcci 20:45:33.

Para receber a top para o desfile da Colcci, logo mais às 21h30 (se não atrasar), há um esquema especial de segurança na entrada da sala 1 da Bienal. Grades de metal já estão enfileiradas e seguranças estão a postos para organizar a passagem de Gisele, que promete ser tumultuada.

 


por Valéria França, Seção: Samuel Cirnansck 20:41:15.

Samuel Cirnansck transformou a passarela num jardim francês e suas modelos, em mademouselles do século 18. Com faces esbranquiçadas com panqueique, cabelos presos arrematados por flores, elas desfilaram em vestidos românticos de mousseline, seda, renda chantilly e gazar no tom pérola. A cor era garantida pelos detalhes como faixas de oncinha, rosa pálido e azul acinzentado. Os vestidos mais curtos tinham saias balonês, às vezes drapeadas ou rodadas, acompanhadas de corpetes também muito trabalhados. Mas foram os longos que reinaram na passarela, com saias volumosas, como as de princesa, mas sempre muito leves. Foi um desfile impecável.

Confira as fotos do desfile

 


por Deborah Bresser, Seção: ALFINETE 20:00:39.

Tem estilista que adora entrar na passarela ao final do desfile, mandar beijinho para o pit de fotógrafos, abraçar a modelo principal e degustar cada segundo do apreço do público. Outros vão até a ponta da pasarela, mas voltam correndo (né Tufi?). Há os tímidos, os que dão um oi contido, os que quase nem saem do camarim e os que, só pela saudação, demonstram o excesso de confiança. Como fez Pedro Lourenço hoje de manhã. Em vez de usar a juventude e o talento para quebrar esteriótipos, como o do 'estilista estrela mau humorado afetado', sua entrada relâmpago, quase petulante, faz com que perca uma ótima chance de alterar um dos útlimos ranços da moda. Renovar é preciso. Aceitar os aplausos com carinho também.

 


por Eduardo Diório, Seção: Simone Nunes 19:05:56.

Simone Nunes foi outra estilista que buscou inspiração na praia para criar sua coleção de verão 2009. Com estampas de elementos da natureza (ela buscou referência no trabalho da botânica Anna Maria Sibylla Merian, que estudava e ilustrava plantas e insetos no século XVII), o vestido funcional foi a peça-chave de Simone. "Foi a partir dele que desenvolvi o restante das roupas", confessa a criadora. Além dos vestidos, a calça de cintura alta e bem marcada fez par com o cinto de nó naval, forte aposta da profissional. O maiô, o biquíni fluor por baixo das roupas e o tomara-que-caia reforçaram o tema da coleção, que passou pelas tons preto, pele e verde. Destaque para as bolsinhas de mão, que surgiu na contramão da era maxibolsas.

Confira as fotos do desfile

 


por Renata Cafardo, Seção: Paola Robba para Poko Pano 18:33:01.

Foto: Robson Fernandjes/AE

A grife Paola Robba para Poko Pano apresentou, como se tornou comum nesta SPFW, mais uma coleção de biquínis para quem quer desfilar nas areias da praia e não para as que gostam de tomar sol. Partes de cima e de baixo grandes, com alças e laterais largas marcaram a coleção que foi inspirada nos 50 anos da bossa nova.

As músicas de Tom Jobim e João Gilberto foram cantadas por intérpretes em inglês, num desfile que teve a presença da ex-modelo Luiza Brunet. Em dia de Gisele Bundchen, ela arrancou assobios e palmas. Na segunda aparição, deu até voltinhas na passarela e piscou para a platéia. Aos 45 anos, brozeadíssima, Luiza ainda tem pernas admiráveis. Para esconder gordurinhas na barriga e nas laterais da cintura, no entanto, apareceu sempre com biquinis acoplados a vestidos ou usando shorts.

Bem românticas, muitas peças da Poko Pano apresentavam amarrações e laços. A maioria dos biquínis e maiôs tinha busto tomara-que-caia ou meia-taça, com frente única. Outra tendência dessa estação, as partes de baixo dos biquínis eram retas e baixas.

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por Eduardo Diório, Seção: Mario Queiroz 17:23:10.

Estampas geométricas, com linhas, espirais e outras formas que se misturam e, juntas,criam outras imagens, dessas que quanto mais a gente olha mais zonzo fica, deram o tom da coleção de verão do estilista Mario Queiroz. Inspirado na obra do artista venezuelano Jesus Rafael Soto, craque da arte cinética e considerado o pai da Optical Art, o estilista usou o recurso como destaque principal da estamparia. Funciona em peças isoladas, como nas jaquetas, camisetas e camisaria. Nos looks inteiros, como ternos, confunde a vista. Na silhueta, o investimento é no short curto de alfaiataria, usado com blazer, como um terno de verão tropical. Difícil de pegar na vida real. Mario vai do look esportivo dourado de tactel, que abriu a cena, ao traje a rigor, com debrun branco sobre paletó preto e pala de smoking na camisa, pronto para cobrir o homem em qualquer situação. Entre um e outro, dá direito a camisa transparente sobre camiseta preta, e looks com paetês e canutilhos. Para fechar, um trenchcoat branco de deixar qualquer cidadão elegante. Basta querer.

Confira as fotos do desfile

 


por Eduardo Diório, Seção: Maria Garcia 16:08:37.

Pela primeira vez na SPFW, a Maria Garcia - segunda marca da conceituada Huis Clos - apresentou uma coleção serena, no climão de um passeio vespertino na praia. A estilista Camila Cutolo acredita que esse é o momento ideal para a grife ser reconhecida nacionalmente. "Toda vez que uma marca desfila na SPFW, ela toma outra rumo e passa a ser conhecida pelo público em geral." A profissional acredita que, até hoje, a Maria Garcia só é popular entre os fashionistas.

A coleção, inspirada na música Coney Island, de Lou Reed, foi dividida em três partes. A primeira é o paraíso, que surgiu com tons pastel e estamparia de escama-de-sereia e xadrez pintado à mão, aplicados, principalmente, na organza de algodão e viscose. A segunda parte da apresentação representava a praia, com cores vivas, como o laranja, amarelo e vermelho e estampas de barcos. Nos pés, surgiram os decksides da Samello (resgatados pela estilista). A última parte da apresentação significava o declínio, com cores melancólicas e tecidos tecnológicos, como a sarja pesada que contava com aplicações. Destaque para os recortes das peças.

Confira as fotos do desfile

 


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