25.01.09
Quem brilhou mais: Agyness Deyn, a top inglesa que promete substituir a conterrânea Kate Moss. Veio com a Ellus e arrebatou os fashionistas
Quem roubou a cena: A garota da bola, a vendedora de loja infantil Sarah dos Santos Pinto, de 21 anos, que veio de Careaçu, no sul de Minas Gerais, entrou na SPFW, nos desfiles, e encheu sua bola amarela de autógrafos de famosos
Mico da temporada: A gazela loira de terno branco cruzando a passarela no desfile da Animale. O que foi aquilo, criatura?
Melhor pó-de-arroz: A maquiagem do desfile da Isabela Capeto
Cabeça feita: Os penteados escultura de André Lima
Arroz de festa: Xuxa, o ex-nadador, e Ricardo Mansur, o patrocinado, dividem um honroso primeiro lugar de maiores frequentadores da fila A, B, C, D... onde couber, tá valendo
Taça fui e ninguém viu: Mariana Kupfer, que chegou ao desfile da Iódice na mesma hora em que Adriane Galisteu...
Melhor abertura: Fause Haten, com a Orquestra Sinfônica Heliópolis tocando ao vivo
Melhor encerramento: As bolas coloridas da São Paulo Fashion Week, transformando o fim do evento numa festa
Melhor cenário: Ronaldo Fraga, imbatível com os bonecos do grupo Giramundo
Maior ousadia: A transparência da Raquel Zimmermann na Animale. Primeira do mundo, peitinhos à mostra, e a fofa nem piscou
Fina estampa: Reserva, com uma moda masculina colorida e, digamos, masculina mesmo
A modelo da vez: Claudia Seiler, que gastou o salto em 23 desfiles
Desfile emoção: Ronaldo Fraga, com seus idosos e crianças na passarela, moda não tem idade, ok?
Modelito tem de ter: Uma calça larga, como as da Huis Clos. E um casaco-capa da Gloria Coelho
Modelito não sei quem vai usar: O macacão de Arrelia da Maria Bonita, com suspensório e tudo. Se inspirar no circo tudo bem, mas não precisava exagerar
Dica fashion da temporada: Compre um chapéu. Você vai precisar dele se quiser estar na moda no inverno
Troféu borracharia: Para os looks de vinil da Colcci, pareciam feitos de borracha de pneu. Será que eram?
Troféu Natália Guimarães: Neon. O adeus de miss das modelos no encerramento do desfile foi ó-t-e-m-o. Beijinhos para Rita Comparato e Dudu Bertholini. Mó responsa encerrar o Fashion Week, mas eles seguraram bem o rojão
Melhor trilha sonora: Amapô, com trilha de rádio popular
Melhor coleção feminina: A metrópole de Reinaldo Lourenço.Luxo puro
Melhor coleção masculina: Reserva, e sua mistura de judaísmo ortodoxo com cultura africana. Alexandre Herchcovitch foi outro que mandou bem para os rapazes
Bolsa escândalo: A bolsa de vestir da Osklen
Bofe escândalo: Ele nem veio desfilar, ficou só na primeira fila da V-Rom. Mas o cara é um D-E-U-S. Bendito seja Reynaldo Gianecchini
Troféu água na boca: Os moletons da Osklen. Dá vontade de vestir na hora
Taça Eu sei o que vocês fizeram no verão passado, ops, no inverno: Samuel Cirnansck, que manteve, digamos, a mesma inspiração, e desta vez fez até nevar na passarela
Troféu o mundo mudou, mudei também: Animale. Tarzan vai ter de comprar roupa para a Jane em outro fornecedor. A grife das felinas ficou muito mais contida e chique
No verão tem mais... A gente se vê lá.
23.01.09
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Crédito: Sergio Neves/AE
Foi com tchauzinho de miss dado pelas modelos que participaram do desfile da Neon que chegou ao fim a 26ª edição da São Paulo Fashion Week. O desfile da dupla Dudu Bertholini e Rita Comparato sempre gera grande expectativa e não decepcionou. Especialistas em estamparia, criadas sempre por artistas convidados, os estilistas trouxeram novamente imagens feitas por Vanessa da Silva (a estampa Música), Fabio Gurjão (estampa Disco), Fernando Vilella (estampa Dança) e Andres Sandoval (estampa Pedras). A silhueta ficou um pouco mais contida do que de costume. Normalmente, o que se vê na passarela da dupla são vestidões amplos. Agora, vieram mais sequinhos, ainda que longos. As franjas surgem obrigatórias, até na forma de canutilhos. Os tricôs metalizados são um caso à parte, luxuosos da gola alta à barra. A dupla encerra a apresentação brincando com a imagem da 'mulher brigadeiro', com saia de metal e top preto bordado, a verdadeira gostosa da temporada.

Crédito: Valéria Gonçalvez/AE
Pendurada no vão da Bienal, uma rede imensa, com milhares de bolas coloridas passou a semana inteira enfeitando o evento. Hoje, pontualmente às 21h30, Paulo Borges cortou a rede e a São Paulo Fashion Week terminou numa grande festa colorida, com as bolas formando uma gigantesca 'piscina de bolinhas', Caetano Veloso cantando 'Sem Lenço, Sem Documento', em um encerramento nunca visto por aqui. Uma festa de cores, energia positiva, e alegria. Maravilha!

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Crédito: Valéria Gonçalvez/AE
O masculino de Alexandre Herchcovitch apareceu colorido, com predominância do vermelho. O tricot e um tecido que lembra um nailon fininho foram os que mais apareceram. Do pullover ao capuz.
As calças eram retas, muitas em xadrez. O brilho dourado – que não agrada muitos os homens – também surgiu em calças e luvas. Alexandre propõs ainda outra ousadia ao guarda roupa masculino: legging por baixo de bermudas.

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Crédito: André Penner/AP
Em uma cartinha escrita à mão, deixada nas cadeiras para os convidados, a diretora de criação da Maria Garcia, Camila Cutolo, explicou que sua inspiração vinha da música dos Smiths, que estava na trilha e na cabeça dela quando fez a moda para a segunda marca de Clô Orozco, da Huis Clos. Ela diz que trabalhou as formas sem referências retrô, mas na passarela o que se viu foram silhuetas largas nos vestidos e justas nas calças. Rendas davam, sim, um perfume de antigamente à proposta. Camisa-vestido com pala trabalhada, terninhos ajustados, em diferentes materiais,como lã e tecidos empapelados, tricôs nas calças e nos vestidos, algumas transparências - até em shorts - e casacos pontuaram a coleção. Atenção para o casaco laranja e para o casaqueto-casaca azul, luzes de cor em um inverno até aqui muito escuro. Camila preferiu ir na contramão da maioria e fez uma coleção em off whites, cores de lingerie, e até alguns brilhos, como na malha de metal.

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Crédito: Valéria Gonçalvez/AE
A coleção outono/inverno de Jefferson Kulig têm silhuetas com recortes, transpassados e volumes estruturados. A cintura é, mais uma vez, marcada, e as modelagens, democráticas: das mais próximas ao corpo às soltinhas. A cartela de cores tem preto, cinza, branco, azul e rosa. Só há uma estampa, colorida. O estilista abusou dos detalhes e investiu em pregas, franzidos, brilhos, nervuras, fios de silicone e muitas franjas, além de zíperes aparentes, um hit desta estação.

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Crédito: Sergio Neves/AE
A grife carioca Amapô abriu seu desfile com a atriz e apresentadora Fernanda Lima vestindo bata e legging coloridas e brilhantes, bem ao estilo new wave dos anos 80. Para se ter uma idéia da importância da cor, seu batom era lajanja. As cores da Amapô chamaram a atenção nessa fashion week em que o preto predomina. Fernanda fez só uma entrada no desfile e voltou apenas para os agradecimentos finais.
Além das leggings, havia muitas calças largas, principalmente para homens. A sobreposição também reinou – calças sob shorts e casaquetes sobre batas.
Os chapéus também voltaram a aparecer nessa coleção, algo que já é tendência nessa edição de inverno.

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Crédito: Valéria Gonçalvez/AE
O que esperar de uma coleção batizada de "O ET abduziu a duquesa"? Se essa proposta tiver Gloria Coelho como estilista, o que poderia parecer muito esquisito ganha tradução requintada na passarela. Para o outono-inverno da G, Gloria fez um intenso exercício de modelagem, em que as mangas ganham destaque. A abertura é baixa, o que faz as costas virarem capas.
A proposta aparece em casacos e vestidos. Os volumes estão nas costas e também nas golas, que escondem o pescoço. As calças são colantes, cobertas por malhas vazadas. Na estamparia, o cetim de seda com imagem de papel de parede e de tapeçaria enfeitam algumas peças. Entre os materiais, há pele de búfalo sintética, veludos e belíssimos trabalhos de organza bordada com fitas de cetim e gorgurão.
Os bordados de pedras e metais ganham espaço na coleção e grudam em casacos, capuzes e malhas. Intercalando com peças pesadonas, Gloria mostra vestidinhos levíssimos, que dão a pitada de cor da proposta, com azuis turqueza e vermelhos. O estilo G não muda, só evolui.
22.01.09

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Crédito: Ernesto Rodrigues/AE
André Lima foi de gala ao seu baile de luxo. Ele entrou para os aplausos em trajes refinados, adequados para acompanhar o extremo rigor visual de sua coleção de outono-inverno 2009. Depois de andar zanzando pelos vestidos curtos e pela alfaiataria, André retorna com força total ao território no qual transita com mais desenvoltura: o dos vestidos longos, com quilômetros de tecidos, e acabamento primoroso. A escolha fica a critério da freguesa... uma freguesa chique, rica e poderosa, certamente. Há um perfume de orientalismo no ar, com tecidos que lembram sedas chinesas e golas fechadas, com os decotes desvendando as costas. Babados nas mangas e nas barras são um ensaio para os volumes que aparecem na sequência. Drapeados ganham forma de flores, o tomara-que-caia tem bolso deslocado, a capa plissada cobre o tubinho estampado. A cintura é marcada, as transparências são sutis. Os cortes geométricos se encaixam em pedaços, formando frentes trabalhadas. E o tule ganha status, em detalhes de ombros, saias, ou em modelos exageradamente amplos. Roupa de rainha, sabe como? O figurino das festas está garantido.

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Crédito: JF Diório/AE
Samuel Cirnansck levou o inverno russo para a Bienal. A nobreza das czarinas foi traduzida em vestidos de luxo, com volumes, transparências e ricos detalhes, desfilados numa passarela coberta de sal e neve artificial.
O estilista viajou para ver de perto as características da Rússia e também de outros países, como Alemanha e Áustria. Na bagagem, além de ideias, trouxe também tecidos.
Samuel deu destaque ao período entre 1890 a 1920, incluindo referências a Chanel e Paul Poiret, com vestidos de tecidos leves cobertos por pesados casacões. "Eles libertaram as mulheres do corselet. A coleção tem momentos de mulheres czarinas, em roupas mais estruturadas, e outros de mulheres lânguidas, uma coisa nova no meu trabalho."
A coleção levou três meses para ser desenvolvida - uma peça, no ateliê, leva até dois meses para ficar pronta. O desfile foi fechado por uma modelo vestida de noiva, de preto. "Os senhores feudais dormiam com a mulher antes do casamento e elas se casavam de preto, como forma de luto", explicou. Ele usou também bege, vermelho e verde militar, além de estampa em referência à realeza russa.
Foto: Ernesto Rodrigues/AE

A top desfilou pela Animale na última quarta-feira
Na terceira fila da platéia da grife Reserva, a top model Ana Claudia Michels, de 27 anos, esperava quietinha pela apresentação ao lado de um amigo. O tricô estava rolando solto até que uma dupla de fotógrafos a descobriu. A moça abriu um sorriso, levantou e fez pose para os cliques, extremamente simpática. Mas, Ana não esperava pelo batalhão de profissionais que viriam a seguir e soltou para o companheiro de desfile: "Ai, agora vai, eles me viram. Não tem mais jeito."

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Crédito: Ernesto Rodrigues/AE
A grife carioca Reserva misturou parte da cultura africana com elementos do judaísmo ortodoxo para desenvolver a coleção de inverno, tudo com supervisão do diretor criativo Rony Meisler. "Nossa coleção pode ser considerada um manifesto a favor das diferenças", explica o estilista. Talvez seja por isso que os modelos terminaram a apresentação segurando bandeiras brancas, a favor da paz.
Os acessórios trabalhados artesanalmente são ricos em detalhes e foram desenvolvidos por meio da técnica macramê, originalmente utilizada pela cultura hippie. E vem daí a inspiração para a estamparia que divulgava respeito e amor ao próximo. Se depender dos estilistas que desenvolvem peças para a garotada, a calça saruel será hit no inverno. Na coleção da Reserva, ela surgiu em diversas padronagens, reforçando a silhueta confortável e utilitária (na maioria das calças há bolsos espalhados por todos os lados).
Moletom estampado também apareceu no desfile e fez par com bermudões nos tons preto, branco e vermelho. Algumas peças da coleção - que ainda está sendo vendida nas lojas - foram customizadas. Na platéia, diversos convidados prestigiaram a grife usando peças da edição passada. Teve até a versão antiga de um tricô (originalmente colorido) na platéia e a novidade na passarela (totalmente dark).

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Crédito: JF Diório/AE
Para a temporada outono/inverno, a estilista Raquel Davidowicz quis mostrar como manter a tradição num mundo tecnológico. "Isso funciona muito bem. O resultado foi étnico, romântico e esportivo ao mesmo tempo", explica. O resultado é uma coleção esportiva e elegante ao mesmo tempo.
Para isso, Raquel fez uma verdadeira experiência com tecidos: usou dos materiais esportivos, como o poliéster, aos refinados, como a seda, passando pelo algodão e pela lã. Também usou materiais alcochoados e fez colagens com um rendado industrializado sobre alfaiataria.
A cartela de cores é pequena: preto, branco, oliva e vermelho. Raquel também criou um xadrez estilizado, feito em estamparia manual, com um carimbo. As modelagens são, acima de qualquer outra coisa, confortáveis: há calças com cavalo baixo, amplas, e outras bem secas. Vestidos e saias vêm casados com meias-calças.
Maxigolas e maxilapelas aparecem em muitas peças. Para aquecer o pescoço, Raquel apostou no crochê em vez do tricô. "Escolhi o crochê pelo artesanato, pela rusticidade." Para os acessórios, a estilista aposta nos colares grandes, que dão toque étnico. Nos pés, botas e tênis All-Star com tachas.
Há diálogos que só a semana de moda proporciona...
Editora de moda: "Por favor, vamos para a Bienal do Ibirapuera."
Taxista: "A senhora tá indo para a festa?"
Editora de moda: "Festa? Que festa?"
Taxista: "A Festa Uíque."
A vendedora de loja infantil Sarah dos Santos Pinto, de 21 anos, que veio de Careaçu, no sul de Minas Gerais, para conferir o que se passa na SPFW arranjou uma maneira de chamar a atenção dos convidados. Como não tem convite nem para entrar na Bienal, providenciou uma cartolina com os dizeres: “Vim de MG. Por favor, preciso entrar no SPFW. Atenciosamente, Sarah”. Assim, a moça tem conseguido passear por todos os lounges da atração e assistir aos desfiles. “Acho tudo muito lindo.”

No entanto, Sarah virou figurinha carimbada no evento, já que não desgruda de uma bola amarela repleta de autógrafos dos famosos que passaram pelos desfiles. “Já peguei mais de 20 autógrafos e os mais importantes são da Deborah Secco, Rodrigo Hilbert e Ellen Jabour, que é uma fofa e quando cruza comigo me dá oi.” Sarah, que teve de abandonar o emprego para realizar o sonho de conhecer o evento, trouxe na mala (guardada na pensão em que está hospedada) diversos currículos. “Acabando o evento, vou passar pelos shoppings e procurar emprego”, revela.

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Crédito: Ernesto Rodrigues/AE
O inverno da criadora Simone Nunes é tropical. "Resolvi criar uma coleção de inverno com cara de verão", explica a estilista. Na passarela, peças pesadas surgiram em looks leves, nos tons cinza, marinho e preto. Com estamparia colorida servindo de base, coqueiros, tucanos, araras e cajus davam o toque final nas roupas, todos bordados com algodão ou paetês (que, por sinal, puderam ser vistos nas saias, nos shorts e nas mangas dos vestidinhos).
Fibra natural e sintética, como nylon, malha de garrafa pet e veludo sintético foram materiais escolhidos pelo baixo impacto que causam ao meio ambiente. O shape quadrado das peças, largo e reto são a cara de Simone. O maxi tricô, que já foi visto em outras edições que a estilista desfilou na SPFW, apareceu menos trabalhado, com cores fortes, porém lisas e tímidos botões.

Crédito: Ernesto Rodrigues/AE
Enquanto os desfiles acontecem nas quatro salas da Bienal, a artista plástica Catarina Gushiken passa oito horas por dia pintando o painel da rampa de acesso do prédio. Ela se inspirou nos "brasileirismos", tema desta semana de moda, para fazer o trabalho. "Misturei referências femininas e delicadas, principalmente da Carmen Miranda."
O painel tem 26 m x 4 m. A técnica usada é como a da aquarela, mas, em vez de usar a aquarela, o nanquim e o bico de pena, Catarina faz todo o traçado em grafite para depois pintar com tinta acrílica aquarelada, pastel seco e pastel aquarelado. Alguns pontos levam, ainda, gliter. "É bem mais difícil fazer no painel que no papel, mas estou adorando", diz ela, que já havia participado da SPFW como estilista. O destino do painel ainda não foi definido.

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Crédito: J.F. Diorio/AE
Danielle Jensen tirou a lona, deixou só as luzinhas e armou seu circo na passarela da SPFW nesta tarde de quinta, com a exibição de um outono-inverno inspirado na geometria dos palhaços. O resultado foi o uso do macacão como peça de resistência da coleção, todos muitos soltos, com silhueta arredondada e larga. Os paletós são imensos, compridos, e dão a sensação de estarem sobrando sobre o corpo. O visual balão é arriscado. Pode ser muito confortável, mas deixa a feminilidade longe da vitrine, e não é muito vendável nesse momento de crise. Danielle, que no inverno passado fez experiências com o cardigã, agora brinca de montar camisas-vestido, calças-camisa, camisa-macacão e vestido-bermuda. O casaco volta à cena, na forma de macacão-cardigã. Os tricôs de renda vêm na forma de bolas vazadas, descontruídos. Nas cores, beges e marinhos, cinzas em vários tons, marrons com pele. "Troquei o preto pelo azul marinho da noite do circo", explicou, timidamente, a estilista, que ficou fugindo de entrevistas no backstage. O melhor momento ficou para a calça com volume nas pernas, com grandes bolsos.
21.01.09

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Crédito: Filipe Araújo/AE
Figurinha fácil dos desfiles da São Paulo Fashion Week, Ricardo Mansur foi ao desfile da Animale. E, como de costume, sentou-se na primeira fila ao lado de três amigos.
Quando Raquel Zimmenmann abriu o desfile, com uma blusa bege transparente, que deixava seus peitos a mostra, Mansur não se conteve e perdeu a compostura.
Soltou piadinhas entre os amigos, que riram tanto, que a top ficou brava. Raquel que já é séria, fechou a cara. Ficou feio.

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Crédito: Filipe Araújo/AE
Em um dos melhores (se não o melhor) desfiles da noite, a Animale chegou ao futuro, mas sem perder a ternura. Com muita transparência, mas sem perder a compostura, a grife carioca trouxe uma mulher feminina, mas forte o suficiente para expor sua intimidade em peças que ora jogavam com o romântico das cores 'lingerie antigo' e ora traziam o tom futurista de tecidos que mudam de cor conforme o calor do corpo.
Para abrir esta nova era (da moda e da grife, que surge muito mais madura), Raquel Zimmermann entrou na passarela em um look totalmente transparente. Arrancou aplausos, fez cara feia de quem não gostou da animação exagerada da plateia masculina que estava mais preocupada com sua beleza que com as inovações das peças.
Para o inverno 2009, Marta Ciribelli e Priscilla Darolt propõem o jogo de desconstrução das formas da alfaiataria para brincar com as formas femininas. Isso se traduz em jaquetas futuristas 'com cara de costuradas a vácuo', vestidos fluidos que quase caem sobre a pele, corsets que revelam as curvas das tops sob as transparências... A textura dos tecidos esbarra no tom 'andróide' sem perder um 'quê' de artesanal. Looks que trazem o tecido termodinâmico (o que muda de cor) moldado em decotes criativos e assimétricos. Para não perder o conforto e a ternura, o eterno tricô, que chega em malhas nada óbvias e que fazem morrer de ´desejo de moda'.
Para completar, Zimmermann voltou à passarela e encerrou o desfile em um look calça de couro 'bege-rosado antigo' e jaquetinha bem sequinhos, com zíperes imensos e dourados. Saiu, desta vez, aplaudida. Palmas também para a Animale!
Confira a cobertura da equipe do Grupo Estado, como notícias, fofocas, bastidores, análise dos desfiles, vídeos, áudios e galerias de fotos, para que você não perca nenhum detalhe da temporada de Inverno 2009
- Janeiro 2009 (59)
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