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22.11.09
No futebol, “paulistinha” é outro nome para “tostão”, uma pancada na lateral da coxa que, mesmo sem muita força, dói para caramba. O cidadão paulistano leva “paulistinhas” o tempo todo, em especial do poder público. A mais recente é o projeto do prefeito Gilberto Kassab de aumentar o IPTU em até 40% para imóveis residenciais e 60% para comerciais. Alega que é para acompanhar a valorização deles, mas na cracolândia o aumento será muito maior que na avenida Paulista. E por que diachos o imposto tem de acompanhar súbita e exatamente a valorização? Não sofrer um confisco desses, tão acima da inflação, é o direito prioritário do contribuinte. Na realidade, o objetivo é arrecadar mais R$ 744 milhões no ano que vem, assim como o governo Lula quer recriar a CPMF com o nome de CSS, afinal a economia passou por marolinha... O assunto nada tem de paroquial: reflete a mentalidade brasileira de que a sociedade deve servir ao Estado, não o contrário. A máquina pública não pode perder jamais.
No caso de São Paulo, uma cidade que deveria lutar para mostrar que as vantagens do desenvolvimento (geração de empregos, vitalidade cultural, liberdades individuais) são maiores que as desvantagens (trânsito lento, custo de vida, desgaste físico), essa máquina tem particularidades. Para não ir mais atrás, a nomes como Adhemar de Barros, eu diria que seus piores exemplos se exprimiram em alcaides como Jânio Quadros e Paulo Maluf. Jânio era o prefeito-bedel, que acha que deve não apenas cuidar da administração, mas sobretudo do estado moral da cidade, com aparições corretivas, de dedo em riste. Maluf era o prefeito-empreiteiro, que se vendia por meio de obras tão vistosas quanto superfaturadas (“rouba mas faz”), incluindo iniciativas “sociais” como Projeto Cingapura e Leve Leite. Esse “janufismo” está de tal modo impregnado em São Paulo que até supostos opositores como Martaxa Suplicy o praticaram com poucas diferenças. E Gilberto Kassab, com respaldo do governador José Serra, é mais um de seus herdeiros.
O aspecto bedel se manifestou algumas vezes de forma explícita, como no esbregue que deu num coitado num posto de saúde, no fechamento de boates de prostituição, no apagamento do mural de osgemeos perto do Minhocão. (Hoje a prefeitura acordou para a explosão dos grafites paulistanos e consta que até prepara um guia para visitantes.) Mas ele também aparece na radicalidade de algumas medidas que, em princípio, são benéficas. Desse ponto de vista, não basta, por exemplo, proibir fumo em lugares públicos; é preciso extinguir os fumódromos das empresas. Não basta fiscalizar e punir os que dirigem alcoolizados; é preciso impor uma lei que não tolera nem sequer dois chopps no sangue e impor ao cidadão que se submeta ao bafômetro. E não basta organizar a linguagem visual da cidade, coibindo excessos; é preciso eliminar todos e quaisquer outdoors, como se não fossem uma forma interessante de linguagem urbana.
A segurança, no entanto, dispensa explicações, embora os tucanos sempre exaltem a queda no número total de homicídios, que tem muito a ver com operações localizadas em regiões antes muito violentas como Diadema. A criminalidade da cracolândia, como se sabe, foi empurrada para outros bairros, como Santa Cecília e Higienópolis. Moro neste e não passo dois dias sem saber de algum furto de celular, bolsa, loja e/ou prédio nos arredores, mesmo que os guardas particulares com seus guarda-sóis tenham se multiplicado pelas ruas. Fui assaltado com arma à luz das 10 horas na Paulista e tenho vários colegas que tiveram o vidro do carro arrebentado em cruzamentos que todos sabem quais são. Agora imagine o que é viver num bairro abandonado, sem estrutura e sem dinheiro para pagar o que o Estado não provê.
Quanto ao aspecto empreiteiro, primeiro é preciso dizer que ninguém sadio deixa de comemorar novas linhas de metrô integradas com ferrovias, desassoreamento do rio Tietê, rodoanel e reformas da Luz e do Largo da Batata, para citar obras em curso, ou da Praça das Artes (entre São João e Anhangabaú), a caminho. Há problemas nelas, por sinal: muitos trechos locais do Tietê ainda têm 0% de oxigênio; obras no metrô e no rodoanel causaram acidentes sérios e ainda por ser punidos; as reformas não podem se bastar na montagem de equipamentos culturais. Mas o que predomina ainda é o pensamento que dá preferência ao automóvel. As obras da marginal, por exemplo, seguem a toque de caixa eleitoral, sem respeito nenhum pelo pedestre e pela vegetação (que só voltam depois de prontas), e o trânsito está cada vez pior, com ruas esburacadas, sujas e escuras (e custa muito iluminar os pontos de ônibus?). Há inúmeros problemas de fluência, como corredores que terminam em X, avenidas que não têm conexão direta com outras, semáforos inteligentes desligados, falta de informação nas bifurcações importantes (como os cronômetros regressivos e os painéis luminosos que antecipam congestionamentos). Vamos ter de chamar os chineses?
Mais importante ainda, a cidade carece de uma reflexão mais estratégica. Daqui da redação vemos que a Barra Funda, no outro lado do rio, cresce rapidamente, desde a inauguração do “fórum do Lalau” (boa arquitetura de Décio Tozzi): há pelo menos uma dúzia de prédios em ascensão. Qualquer pessoa percebe, portanto, que alternativas à marginal – ainda que tão descontínuas –, como a Marquês de São Vicente, em breve deixarão de ser. Mais gente por rua significa mais trânsito, até porque muitos espaços coletivos são construídos sem o devido tamanho de estacionamento. Uma tendência boa se converte, assim, em fonte de problemas. Essa reflexão estratégica, comum em metrópoles como Paris ou Barcelona, valeria também para recuperar bairros que perderam identidade, como Bixiga (que poderia ter sido uma pequena Broadway, com outdoors e tudo), ou endossar movimentos que o mercado cria em outros, como Vila Hamburguesa (onde produtoras audiovisuais e agências de publicidade formam o que poderia ser um “media district”) – tudo com participação de instituições e empresas. Mas no Brasil, como se sabe, o progresso é quase sempre para poucos.
("Sinopse")
Comentários:
Comentário de: GUILHERME CIMINO [Visitante]
22.11.09 @ 10:44Reflexão estratégica?!
Veja o exemplo da Marginal Tietê. Há alguns anos, foram plantadas árvores e colocadas inúmeras placas informando que haveria uma espécie de parque entre as pistas e o "rio". Frases como "o maior replantio jamais feito" ou "a nova área verde da cidade" ilustravam a ESTRATÉGIA ecológica.
Agora, devido ao trânsito, tiraram todas as árvores para construir mais 3 pistas. Acabou o tal parque.
Isto é REFLEXÃO.
Comentário de: Luís Filipe Trois Bueno e Silva [Visitante] · http://www.mangibre.blogspot.com
22.11.09 @ 11:17Piza,
a entropia social cresce a passos largos enquanto a propaganda do governo - sustentada pela mídia chapa branca e classe média sempre à venda - sacramenta o deserto de ideias em nosso triste país.
Embora tenha nascido em 77, e portanto só me lembre do regime militar quando este já estava exangue, vejo a nossa época como uma ditadura disfarçada.
É claro que não podemos explicar questões do nosso tempo apenas dentro dos limites nacionais. Mesmo assim vejo o crescimento de uma burguesia de rebanho que rechaça qualquer forma pensamento crítico que possa vir a ameaçar seu ideal de estabilidade material.
Mesmo dentro das universidades é perceptível a queda do pensamento crítico em favor de posturas no qual o produtivismo artiguista se torna a única fonte de valorização acadêmica.
E a subserviência do STF frente ao cada vez mais déspota Lula?????
Comentário de: Fey [Visitante]
22.11.09 @ 11:36Não me importaria com contribuição maior se ela realmente trouxer proporcional retorno em forma de limpeza, saúde, eficiência, educação, segurança etc.
Apesar de tudo, os prefeitos de São Paulo, especialmente o Kassab, tem pelo menos mostrado algum tipo de serviço. Não adoto a filosofia Malufista. É claro que poderia se fazer melhor, mas comparado a prefeitos de algumas outras cidades brasileiras, São Paulo tem uma administração 'menos pior'. Uma das características que acho que deve-se desenvolver ainda no Palácio dos Bandeirantes e no Anhangabaú, é a priorização dos problemas.
O eleitor paulista já não pode esperar que seus líderes resolvam todos os problemas dessa cidade e estado em meros quatro ou oito anos. Mas ele pode exigir uma priorização de certos problemas cruciais:
É mais sensato contruir uma nova faixa na marginal antes de melhorar as sinalizações de trânsito, e reorganização urbanística de certos bairros para evitar congestionamentos?
É mais importante aterrar os fios elétricos da Rebouças, doque padronizar as calçadas de toda cidade?
É mais prático criar pistas para motos, e não formalizar e melhorar a condição de trabalho dos catadores de latinhas pra não ficar empurrando carretas no meio da rua?
É mais urgente fiscalizar quatro quadras da Oscar Freire, doque agilizar o processo de habitações para favelados como os de Paraisópolis?
É mais interessante construir uma ponte estaiada doque trabalhar com outras prefeituras e o estado para se fazer o saneamento básico e evitar esgoto no rio Pinheiros onde a mesma ponte se ergue?
Nas épocas de Marta não foram diferentes, era a priorização dos corredores de ônibus, túneis como os da Av. Cidade Jardim que só serve para atravessar a Faria Lima, plantação de palmeiras imperiais pra enfeitar a cidade, etc.
E há muitas outras discrepâncias de ordem. Não é o mais importante, urgente, interessante, prático ou sensato, mas o mais fácil e daí se criou esse legado da microadministração.
Comentário de: Ronald [Visitante]
22.11.09 @ 15:03Sr. Piza,
É com pesar que concordo com seu post. Para mim tem um efeito devastador vez que Santa Cecília e Higienópolis foram os bairros por onde comecei frequentando SP nos idos de 1981 e, anos depois, escolhendo o bairro para viver enquanto trabalhando aqui.
Achei um absurdo o aumento do IPTU com a atual contra-partida que a Prefeitura oferece aos moradores da maior cidade brasileira.
Oa anos Jãnio e Maluf são para esquecer, nada de bom foi deixado pelas referidas administrações.
Mas com todos os problemas que a cidade de SP possui, ainda tenho certo prazer em viver e trabalhar aqui, estímulo que não tenho no balneário-favela.
Parte dessa mulambização da cidade e do país deve-se também aos programas federais de distribuição de esmolas. Hoje em dia não estamos livres dessa mulamabada nem em supermercados considerados caros. Tenho certa ojeriza desse povinho que vai ao supermercado como se estivesse chegando da guerra ou se preparando para a última ceia de suas vidas. Bate uma saudade grande da mega-inflação que mantinha essa gente com a barriga vazia por 20 dias do mês...E os supermercados eram mais tranquilos, vazios. Hoje qualquer ninguém entra num supermercado de cidadãos para furtar além de comprar algumas poucas porcarias de qualidade duvidosa.
Eu já cheguei a triste conclusão de que pobre não poderia ou deveria existir, afinal são eles que incham as grandes cidades, são eles que aumentam as favelas e cortiços espalhados pelo Bananão, são eles que fornicam indiscriminadamente transformando o mundo num lugar pior vez que seus rebentos se tornarão ladrões, vagabundos, traficantes, mendigos, pedintes, pivetes e etc...Eu nada tenho contra os pobres mas sim o que eles trazem de negativo e pernicioso para a sociedade em geral. A pobreza só existe para justificar as políticas populistas de governos escrotos como o nosso.
Essa fornicação endoidada é que fez do Brasil todo uma imensa favela fedorenta. E agora com o energúmeno-mór na presidência deste puteiro que conhecemos como Brasil, a situação só pode mesmo piorar.
O aquecimento global, a falta de comida e água para todos é o castigo bem merecido para esses mercadores (povo pobre e políticos pilantras e patifes) da desgraça humana .
Sds
Comentário de: Alex [Visitante]
22.11.09 @ 19:08Uma informacao fundamental para quem quer entender SP e' o numero de pessoas nesta aldeia. Sao 11 milhoes de cabecas e 20 milhoes na regiao metropolitana. Sem contar que varias pessoas de cidades "vizinhas" como Jundiai, Santos e ate' Campinas; comutam para o trabalhar em SP. Muita gente. Some isto ao transporte publico insuficiente, falta de manutencao da frota e etc. O resultado disso so' pode ser catastrofico. Se chover entao...
SP e' o centro financeiro do pais. Virou um centro de servicos de excelencia, em nivel nacional diga-se de passagem. Os Sarneys que o digam, estudam nas nossas universidades usam nossos hospitais, e ate' censuram nossos jornais. Mas a cidade corre o risco de se degredar ainda mais se nada for feito.
Outro problema grave alem do transito e da violencia e' a poluicao. Pessoas nao sentem, mas estao se entoxicando com a fumaca dos carros e caminhoes diariamente. Quem sofre de problemas respiratorios sabem como e'.
Deveria haver um grupo suprapartidario ligado a prefeitura que faca o planejamento para estes problemas coisa daqui ha' 10, 15 anos. Para melhorar precisa muito trabalho e dinheiro, mas para piorar basta deixar como esta'.
Comentário de: Luís Filipe Trois Bueno e Silva [Visitante] · http://www.mangibre.blogspot.com
22.11.09 @ 21:14Não posso deixar de manifestar a minha discordância radical aos argumentos de Ronald. Esse discurso elitista vinculado à frequentação de lugares à prova de pobres pra mim é de uma perversão injustificável. Não há lucidez alguma na projeção do ódio em quem supostamente é inferior. Falando desse reacionarismo burguês lembrei-me de um episódio ocorrido ontem. Fui ao Carrefour em Porto Alegre e ao me dirigir à fila do caixa percebi que havia um carrinho cheio porém sem ninguém ao lado. Prontamente retirei o obstáculo para ser atendido pela moça do caixa. Neste mesmo instante chega uma mulher esbaforida dizendo que ela já estava ali. Respondi: "a senhora não, mas o seu carrinho". Qual foi a resposta da infeliz? "Neste supermercado só vem gentalha!". É claro que eu apenas fingi que não ouvi. Afinal, não valia a pena estragar meu dia por conta de uma pessoa destrambelhada. O problema é que este episódio não tem nada de isolado...
Comentário de: Marcelo Granizo [Visitante]
23.11.09 @ 00:00Piza, olha que interessante, outro dia, me disse que eu me opunha a "tout court", mas veja que belo texto que escreveu hoje...
Como já disse em tempos anteriores, não sou tucano, não sou petralha e não sou do Demo. Sou brasileiro, residente em São Paulo, com um sentimento de que migramos para um estado policialesco, pagamos os maiores impostos do mundo e temos os piores serviços.
Me indigno com pessoas que dizem aceitar pagar mais impostos quando sabemos das roubalheiras que são sempre nas casas dos milhões de reais.
Me indigno com um prefeito que diz que a burocrácia deixou sem repavimentação a cidade por um semestre e nos pune com multas pesadas quando nós sofremos com essas burocrácias.(Demo)
Me indigno com um governador que tem um senso que chega a ser imoral, como forma de ditar como arrumar as finanças públicas.(PSDB)
Me indigno com um Presidente com um que foi por tanto tempo manifestante, cerceando a imprensa e mandando os repórteres lá presente a escrever o que ele diz, pois ele sabe o que a imprensa deve dizer...(PT)
Me indigno com um ministro que mente de forma descarada sobre a causa Dívina de um apagão e determina que paremos de discutir o assunto(PMDB).
Aos que apoiam a lei anti fumo, esquecem que se o legislativo regulamentasse e o executivo fiscalize, já havia lei que previa o fumódromo, não causando incomodo aos não fumantes, como eu, mas não inviabilizando-me de receber fumantes em minha própria casa, como a lei atual determina.
Aos que apoiam a lei anti bebida e volante, se esquece que já havia uma lei em vigor, mas que não era fiscalizada como a atual também não é e que não alimentava a industria da multa, afinal, elevaram o valor da multa e lá se foi o jantar romantico para pessoas romanticas que como eu, que comem em uma cantina e bebericam uma taça de vinho(- de 0,06 ml/l).
Aos que apoiam a lei do cinto de segurança, digo que há estudos sérios que comprovam que nas cidades, mais de 70% dos acidentes ocorrem em vias secundárias, em cruzamentos, aonde a colisão é lateral e o cinto de segurança é um fator de risco.
Sabe o que não falam? Não falam que as estradas nunca antes na história deste país(sic) estiveram tão ruins e são as principais causas da alta mortalidade, não falam que o governo não faz politicas sérias contra o fumo pois foi um dos setores que mais cresceu nos últimos anos, não falam que os carros na Europa são mais baratos que os nossos e dispões de equipamentos de seguranças que de fato impedem a morte, inclusive será lançado um Volvo no ano que vem com previsão de taxa Zero de morte por atropelamento.
Sabem o por que não falam isso?? Por que é mais fácil onerar o contribuínte e atribuir a este a responsabilidade pertinente ao Estado. Não falam por que os carros não tem equipamentos, por que ficariam absurdamente ainda mais caro, sucateando a frota, gerando desemprego, em razão do Estado não abrir mão de impostos de mais de 50% do valor do veículo.
Não falam que há dispositivos que facilitam a implantação de mais de 20 radares nas marginais do dia para a noite, mas não tem como iluminarem e colocarem sinalizações(verticais e horizontais) nas vias.
Não serei mais profundo nas análises pois já estou a ser prolixo, mas precisamos de mais reações contundentes a desassistência do Estado e desta forma, parabenizo a ti(DP) por está matéria que sintetiza muito do sentimento do que é ser Paulista...Aí como dói essas paulistinhas!!!
Comentário de: Caio [Visitante]
23.11.09 @ 10:05Daniel, costumo não gostar de seus textos, mas sei reconhecer algo bom quando vejo. Parabéns pelas reflexões.
Ronald: infelizmente você não é fato isolado; que pena, que pena. Os pobres são o problema, realmente. Não contestarei os conceitos utilizados - vou lá eu discutir método com alguém que, certamente, não entenderia qualquer ponderação a respeito? São, mesmo, pessoas de baixa renda que dirigem alucinadamente por aí (mesmo sem beber!) causando acidentes graves que envolvem vítimas que não somente eles. São, de fato, os seus "pobres" que têm uma libido incontrolável e abusam sexualmente de mulheres em consultórios. São, incontestavelmente, os depauperados que furam filas em aeroportos e dão show de má educação e arrogãncia porque, além de tudo!, orgulham-se de sua categoria de pobre.
Comentário que posso dirigir a você: poupe-me disso! Se falta cérebro a você, não compartilhe conosco seus pensamentos vomitados!
Comentário de: GUILHERME CIMINO [Visitante]
23.11.09 @ 10:49Fey,
o túnel da Cidade Jardim, bem como o da Rebouças, foram construídos com verbas que, por lei, deveriam obrigatoriamente ser investidas na região por derivarem do IPTU recolhido na mesma.
Já sobre as palmeiras imperiais, é injusto não comentar que, à época, foram plantadas 80 mil árvores em São Paulo. Realmente as coitadinhas não se adaptaram, até porque a avenida estava toda em obras, mas o programa de arvorização foi fantástico, de todo modo.
Comentário de: marcelo granizo [Visitante]
23.11.09 @ 13:13Fey, invariavelmente não consigo concordar com sua lógica e suas posições, mas as respeito.
Mas o Guilherme C. que me desculpe, mas os túneis não derivam de IPTU, mas sim de dinheiro arrecada pela prefeita junto as empresas privadas para investimento na região, só que a diferença entre um bom administrador se mostra neste momento, onde há opções e se faz um serviço desses, que congestiona o veículo de transporte público privilegiando mal e porcamente o veículo individual. Além de as obras serem mal feitas e terem sido totalmente refeitas pela gestão do Vampiro Anêmico e o Kastaxa. Bom gestor, prima por um bom aproveitamento do recurso.
Sabem aonde a Marta morava na época???? Entre os dois tuneis.... Palmeiras imperiais??? Por que não privilegiam arvores da nossa flora e principalmente, árvores frutiferas que atrairão passaros e serviram de alimentos aos que ali transitam????
abrs
Comentário de: Marcos Bandeira [Visitante] · http://De bem com a vida!
23.11.09 @ 13:53São Paulo não merece! Mais o paulistano sim.
Sabem porque?
Porque são passíveis. Aceitar é o seu lema. É isso que define o CAPITALISMO.
Aumento do IPTU. Rodízio de automóveis. Reurbanização de favélas. Subfaturamentos em obras. Congestionamento de trânsito. Obras sem necessidade na Marginal (Isso porque o Rodoanel esta quase concluído). Ah! São tantas emoções.
Depois elegem Lula... Depois elegem Serra... Depois elegem Kassab... E dizer que são os "outros" que não sabem votar....
E dizerem aínda que isso aqui parece "Paraíso". Sim! Pode ser... O Paraíso Perdido.
Assim mesmo... Eu amo isso aqui.
Comentário de: Bueno [Visitante]
23.11.09 @ 15:02Piza,
Muito bom texto.
Sap Paulo para mim e' algo, que eu acho, quase impossivel de resolver.
Desde crianca me lmebro das drags do rio tiete. Faz tempo pra' caramba! Eu nao consigo lembrar o rio tiete sem as dragas. Hoje chamam de "desassoreamento do rio Tietê". A sensacao que da' e' que Sao Paulo e' um "loop" sem fim.
Concretamente falando, eu penso, que sao paulo nunca melhorou. As obras, metros etc..so' serviram para manter a coisa funiconanod mais ou menos. Hoje tem shoppings antes tinha o Mappin, mas o resto e' tudo igual. Nao converge.
Comentário de: GUILHERME CIMINO [Visitante]
23.11.09 @ 15:09Marcelo, qual era sua idéia para o... Jardim Europa?!
Os túneis foram, sim, feitos às pressas mas estão lá funcionando e têm inegável utilidade. A Faria Lima melhorou muito depois da construção.
Quanto às árvores, repito, restringir-se às palmeiras imperiais é fechar os olhos para as milhares de árvores que foram plantadas em Sampa à época. Coisa de quem só vive nos Jardins.
Comentário de: Fey [Visitante]
23.11.09 @ 18:38Guilherme Cimino,
A pergunta não é se os túneis como os do Cidade Jardim funciona ou não. A pergunta é: Será que não tinha coisas mais importantes pra se fazer antes dela ?
Daqui a mais alguns anos, sem o investimento e ampliação do metrô, oque aconteceria com esses túneis? A mesma coisa que acontece agora com os túneis da Kubichek, quando foi inaugurado foi a maravilha do trânsito paulistano, mas não demorou nem 5anos pra começar a acumular o trânsito que é agora. Enquanto isso, bairros como o da Cracolândia como o Piza apontou, não recebe nenhuma atenção.
Comentário de: Marcelo Granizo [Visitante]
23.11.09 @ 19:29Sempre é tempo de rever meus conceitos e aqui vai uma revisão: Fey, você capitou o ponto!
Não Guilherme, o transito não funciona, pois após os túneis, primeiro por que forma uma fila de mais de dois kilometros de ônibus diariamente nos ditos cruzamentos, pois os ônibus não passam pelos túneis, segundo por que é uma obra capenga, não tem pé nem cabeça, antes de entrar no túnel é uma desgraça e depois de sair é um martírio. Se ao invés de dois túneis, tivesse feito uma obra viária completa, om túneis amplos e que oferecessem cruzar o rio, seria uma obra interessante... esse é um exemplo. Quanto as árvores, já disse e repito, por que não as frutiferas????
Comentário de: Marcelo Granizo [Visitante]
23.11.09 @ 19:35... ia esquecendo de dizer, você passa pelas avenidas e para ouno Shopping ou no largo da batata...futuramente irá parar no farol em frente ao pirajá, para depois parar no acesso praça panamericana.
Os túneis deveriam eliminar o cruzamento inclusive de ônibus, aí sim, teriamos um sentido consíderavel para o túnel. Ele não elimina o cruzamento, afogou ainda mais os corredores e por fim piorou a cidade jardim e a Rebouças, isso por que já temos 6 anos sequenciais de obras para salvar aqueles tuneis dele mesmo, pois antes o passarinho mijava e os túneis alagavam... obra mal feita. Evaporaram com dinheiro...
Por que ninguém falou que SP é terceiro maior PIB e ainda assim o prefeito está aumentando os impostos????
Comentário de: GUILHERME CIMINO [Visitante]
24.11.09 @ 11:22Granizo,
infelizmente minha visão embaralhou-se após a palavra "pirajá", perdi toda a linha de raciocínio. Sobre o que falávamos, mesmo?!
Ps: a fila de dois kilometros de ônibus é outra questão, o ponto é pequeno e o semáforo acaba fechando enquanto os passageiros descem. Moral da história: passam 2 ou 3 ônibus por vez. É muita burrice!
Comentário de: Larissa [Visitante]
30.11.09 @ 09:51Oi Daniel! Excelente conteúdo, mas, por favor, justifique seus textos. Eles ficam com uma estética horrível, que aparenta desleixo - coisa que sei bem que você não tem.
abraço
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Daniel Piza é colunista de O Estado de S.Paulo. Site: www.danielpiza.com.br. Email: daniel.piza@ grupoestado.com.br
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