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22.11.09
O jornal americano Washington Post publicou hoje uma entrevista com a pré-candidata do PV à presidência, a senadora Marina Silva. Com o título “A guerreira da Amazônia conquista o mundo”, a entrevista diz que Marina será a “filósofa-ativista” não-oficial da reunião climática de Copenhagen, no mês que vem, mas não menciona em nenhum momento a pré-candidatura da ex-ministra do Meio Ambiente. Marina se mostrou pessimista em relação às perspectivas de algum tipo de acordo em Copenhagen.”Não é muito promissor o que se conseguiu de consenso até agora, nos encontros que precederam Copenhagen”, disse a senadora. “O que os líderes concordaram em fazer não é suficiente.”
Marina se disse “entusiasmada” com a tramitação da lei climática no Congresso americano, apesar de a legislação ainda não ter sido votada pelo Senado. “O fato de mudança climática estar de novo na agenda dos EUA é tremendamente importante, depois de o país ter estado ausente das negociações internacionais por 10 anos”, ela disse. “Mas eu reconheço que não ter uma lei climática aprovada pelo Senado cria um problema.” O presidente Barack Obama, ao lado do chinês Hu Jintao. É um dos poucos líderes que não confirmou presença em Copenhagen, em parte proque se arrisca a chegar de mãos vazias.
Marina disse ao jornal americano que trabalhou e viveu com Chico Mendes, “dividimos amizade e parceria” “Se ele estivesse vivo, iria concordar que avançamos muito”, disse. “Mas ele também iria concluir que nossos esforços estão muito aquém do que o que o planeta necessita.”

Comentários:
Comentário de: Kanko [Visitante]
22.11.09 @ 23:15
Os desejos de Caetano e Gil começam a realizar-se,"politicamente e socialmente ,Marina é um Lula, é um Obama etc........É uma mestiça brasileira que emerge,é também uma mulher sensível e preparada,culta no sentido da vida e das coisas que circundam a periferia da política, é imersanisso tudo deste a adolescência" G.Gil hoje no Estadão ,suavizando o discurso de Caetano.
Aguardemos...
Comentário de: Anna H. [Visitante]
23.11.09 @ 05:51Marina é uma mulher sensível e muito inteligente, ao meu ver NÃO deveria se candidatar a Presidente da Respública. Ela está muito certa em dizer que o esforço da parte do Brasil ainda é pouco face à necessidade do planeta.Basta lermos revistas (sérias) científicas especializadas, as conclusões estão lá: mesmo com todas as medidas tomadas na boa direção, a humanidade ainda vai sofrer muito pelo 'pecado' da vida moderna, e as próximas gerações vao ter que suar um bocado para se adaptarem às mudanças. Mas é para isso que nascem os gênios, e graças a genialidade humana podemos sair, sim, do caos.Muitos inventores já começaram a trabalhar. Se nao podemos resolver tudo,podemos encontrar soluções provisórias.
Comentário de: Charlie [Visitante] · http://hotmail
24.11.09 @ 15:07Marina Silva seria um milagre na atual conjuntura da política brasileira e mundial. Praticamente impossivel imagina-la na presidencia mas quem diria que Barack Obama, aos 46 anos e sem nenhuma experiencia executiva pudesse ter sido eleito nos Estados Unidos? Marina é preparada, mulher de fibra e sensibilidade para lidar com o "emergente" Brasil.
Mas, ao que tudo indica, brasileiros serão "convencidos" que Dilma é a continuação do grande Lula. José Serra, entre prefeitura e governo do estado marcha celeremente para o status quo brasileiro: aceitando o cáos urbano que é São Paulo, criminalidade desenfreada e ainda achando que deve ser presidente.
Comentário de: jairo [Visitante]
26.11.09 @ 12:22O Brasil vive o dilema de desenvolver-se e preservar o máximo que for possível, o problema ambiental do Brasil está focado na Amazônia, onde a floresta milenar, vem sendo tombada, por grilleiros, sem terra, índios, Gaúchos(sojicultores), e que no fim acaba tudo em capim para alimentar os bois.
A Marina esteve lá no ministério, colaborou, e agora está o minc, mas todos os dias assistimos a corrosão do verde da floresta em imagens de satélite, uma grande perda para um País que não consegue executar um plano de ocupação desta floresta, e o que é pior, a Amazônia é uma terra com o Estado ausente, onde a pistolagem domina tudo, então concluindo. O Estado precisa de gente capaz como a Marina, mas neste momento o Estado necessita é de muita força, de muita gente, de muitas armas, helicópteros, satélites, todo tipo de vigilancia para preservar o que resta.
Comentário de: Fey [Visitante]
26.11.09 @ 13:43Marina Silva é uma ótima ativista na área do meio-ambiente, mas ela não irá mais longe doque isso (para presidência) se ela continuar a...
...achar que criacionismo deve ter o mesmo peso que o evolucionismo nas escolas.
...entrar em conflito com todo mundo pra defender apenas a causa do meio-ambiente.
...não apresentar uma agenda de planos a longo prazo harmonizando o progresso e a sustentabilidade do Brasil, resolvendo inúmeros problemas primários que ainda se encontra nesse país.
...ser ingênua com relação aos seus colegas partidários.
Ela tem o mérito de se manter coerente aos seus ideais pelo menos, e isso é raro no Brasil dos políticos vira-casacas. Mas não é o suficiente pra ser considerada uma 'salvadora da pátria'. O único ponto em que ela se assemelha a Obama, é na importância a pauta da sustentabilidade que ambos dão. Ela não se compara nas qualidades de visão global, ambição de planos, e astúcia pra utilizar vários meios pra empurrar a própria agenda como o presidente americano consegue fazer.
Comentário de: Tiago Ferreira da Silva [Visitante] · http://atemporalizando.blogspot.com/
26.11.09 @ 17:11Marina Silva certamente é uma referência mundial na questão do meio ambiente, mas a sua candidatura política certamente será ofuscada pelos feitos de Lula, pelos possíveis ataques da oposição e pela pressão do empresariado, que não gosta nada nada dessa ideia de conservar o meio ambiente e declinar sua produtividade.
Ela deve aproveitar sua virtude e apresentar modelos de desenvolvimento sustentável que ela disse ser possível, como informou em entrevista ao "Valor Econômico" na segunda-feira.
Mas nós, reles cidadãos mortais, temos que esperar pra ver. Tanto a campanha presidencial como a cúpula de Copenhague.
Sobre Marina, um texto interessante: http://atemporalizando.blogspot.com/2009/11/o-dilema-de-marina-silva-na-candidatura.html
Abs!
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Patrícia Campos Mello é correspondente do Estadão em Washington desde 2006. Ela cobriu toda a campanha que culminou na eleição de Barack Obama, em 2008, e passou um mês no Afeganistão "embedded" com as tropas americanas. Patrícia é formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo e tem mestrado em Economia e Jornalismo pela New York University. Ela é autora de dois livros: "O mundo tem medo da China", editora Mostarda, e "Índia - da Miséria à Potência", editora Planeta.
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