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25.07.08

Link permanente Como era bom de ver, o Chacrinha
por Cristina Padiglione, Seção: Biscoito fino s 00:40:18.


O anônimo Hélio Vernier, que viveu Chacrinha no tributo da Globo

Taí um dos raros acertos da Globo entre as invenções lançadas pela emissora na programação do ano passado para cá. Criado para homenagear mortos "há" long time ago, o "Por Toda a Minha Vida" começou assim meio tímido, tendo Elis Regina na edição inaugural, e patinou na inconstância de edições - em 2007, foi testado só em quatro programas.

Agora experimentado nas noites de quinta-feira, o "Por Toda a Minha Vida" encontrou rumo na edição e na produção, com a busca de bons depoimentos e a redução do espaço para as enfadonhas reconstituições. Resultado? Com os Mamonas Assassinas, o título dobrou a audiência do horário ao registrar 26 pontos de média. E agora há pouco, ao fim do tributo a Chacrinha, de novo veio aquela sensação de quem libera serotonina diante da TV.

O chato de rever aquele Cassino do Velho Gerreiro é constatar como os programas de auditório são entediantes hoje em dia. Cercados de normas, de ângulos tecnicamente adequados, de politicagem correta e toda espécie de chatice, os shows da temporada se excedem na tentativa de reinventar a roda e pecam pela ausência de emoção. E a pieguice que me dê licença. Eu quero mais é ver a Rita Cadilac, a Elke Maravilha e a Sandra Rosa Madalena do Magal.


E o Chacrinha original, profeta: "quem não se comunica, se estrumbica"

 


23.07.08

Link permanente O sobe-desce no Ibope
por Cristina Padiglione, Seção: Audiência s 16:37:03.

Balanço apoiado no relatório nacional de audiência do Ibope do mês de junho, em relação a maio:

_ Domingo Legal (SBT) cresceu 3 pontos porcentuais

_ Domingão do Faustão (Globo) caiu 2 pontos

_ A Turma do Didi (Globo) cresceu 3 pontos

_ Casseta & Planeta (Globo) caiu 5 pontos

_ Novela 2 da Record, na troca de horário de "Amor e Intrigas" para "Os Mutantes", cresceu 5 pontos

_ Em compensação, a Record perdeu 1 ponto no horário da novela 3 após a troca mencionada acima

_ Caldeirão do Huck (Globo) caiu 3 pontos

_ Esporte Espetacular (Globo) cresceu 2 pontos

_ Repórter Record caiu 2 pontos

_ Globo Repórter caiu 3 pontos

_ Jornal Nacional caiu 2 pontos

_ Jornal da Record cresceu 2 pontos

_ Fantástico (Globo) caiu 4 pontos

 


19.07.08

Link permanente Record compra direitos de "Betty, a Feia"
por Cristina Padiglione, Seção: Folhetinesco s 18:25:29.

Sucesso mundial, "Betty, a Feia", foi vendida para uma centena de países como produto pronto, ou seja, aquele produzido originalmente na Colômbia. Depois teve seu formato patenteado e vendido para outro tanto de interessados em produzir a mesma história com adaptação local, de acordo com a identidade do país onde seria exibida.
A versão mais bem-sucedida dessa Betty à moda da casa é o seriado made in USA, "Ugly Betty", aliás recém-chegado à nossa TV aberta, via SBT, com boa aceitação da audiência.
A versão colombiana vista aqui pela RedeTV!, há três anos, significou o primeiro título a levar aquela emissora ao patamar constante de 5 pontos de média no Ibope.

Dito tudo isso, cabe a pergunta: por que ninguém havia pensado antes em produzir aqui uma versão de Betty? Porque o Brasil se acha muito auto-suficiente em telenovela, claro, quem se renderia a um formato colombiano?

Pois a Record se rendeu. Pagou pelo direito de fazer sua Betty e já escalou Margareth Boury para adaptar o texto. A previsão é botar a cena no ar na faixa das 7 da noite. E, a julgar pelo histórico de Betty around the world, é bom que a concorrência se prepare para o embate.

 


14.07.08

Link permanente Caso Dantas x PF:Equipe da Globo cavou as imagens que outros queriam de bandeja
por Cristina Padiglione, Seção: Telejornal s 17:51:41.

Não tenho procuração para defender a Globo, mas, na esteira da choradeira que apontou suposto favorecimento da Polícia Federal aos jornalistas da emissora no episódio da prisão de Daniel Dantas, Naji Nahas e Celso Pitta, é preciso que se revele ao telespectador o que ele não vê na tela: há uma gigantesca diferença entre a estrutura que a TV dos Marinho coloca à disposição de uma grande cobertura e a infra apresentada por outras emissoras nessas mesmas ocasiões.

Produtor da Globo, Robson Cerântula já estava plantado na porta da PF às 3 horas da madrugada daquele dia. Não, ele não tem bola de cristal, longe disso. O sujeito só faz parte de uma turma bem paga para correr atrás de informações quentes. E é evidente que esse time traz resultados. Fosse tudo apenas fruto de imagem autorizada, como disse o ministro da Justiça, Tarso Genro, por que a Globo pagaria melhor aos profissionais que ali se estabelecem?

É óbvio que há profissionais excelentes nos outros canais, mas, ao contrário do que a concorrência grita, um César Tralli não faz verão. Não adianta gastar os tubos para contratar grifes de microfone e ignorar os Tim Lopes do backstage, gente que não bota a cara na tela, mas faz toda a diferença na hora de carregar o piano.

Como nem sempre estou de acordo com as argumentações do plim-plim, fico à vontade para dizer que o diretor-executivo do Jornalismo da Globo, Ali Kamel, tem razão nesse episódio. Ele refuta a acusação de que a Globo "obteve acesso" às cenas. Defende que o feito é furo de reportagem, conseguido "depois de meses de trabalho, e graças à credibilidade de que (a Globo) dispõe na sociedade e em múltiplas fontes de informação nas três esferas do Poder Público." Sobre o pedido de desculpas de Tarso Genro às demais emissoras (por não terem sido "avisadas" da operação), Kamel entende que o ministro foi injusto com todos. “Com a TV Globo, por confundir um furo, conseguido graças a um minucioso trabalho de reportagem, com um aviso. Com as demais emissoras, por acreditar que elas só sejam capazes de dar furos se, antes, forem avisadas.”

 


09.07.08

Link permanente "Chamas da Vida" estréia bem
por Cristina Padiglione, Seção: Audiência s 20:55:19.

A Record pode rufar tambores.

A nova novela da casa, "Chamas da Vida", bateu nos 20 pontos de média na estréia. A emissora endossa bom patamar para suas três telenovelas e inaugura um quadro inédito na TV brasileira, desde a ascenção da Globo, no início dos anos 70.

Como diria nosso presidente, "nunca antes na história desse país" uma outra emissora, além da Globo, teve três novelas de produção própria no ar, simultaneamente, em exibição inédita, com esse nível de audiência.

A extinta TV Manchete fez estrago no ibope da Globo com "Pantanal", em 1990. O SBT ultrapassou os 20 pontos de média com "Éramos Seis", em 1993. Houve lá episódios quase isolados, mas nada como a Record desenha agora.

Sei que ao postar essa informação aqui, uma saraivada de leitores há de pensar nas relações entre Igreja Universal e os gigantescos investimentos de Edir Macedo na sua rede de TV. O caso é que a Record, após muitos equívocos na realização de um projeto televisivo, permitiu-se planejar a longo prazo para começar a colher frutos. E planejamento a longo prazo, mais do que dinheiro, foi paciência que faltou a outras emissoras nas estratégias de competição com a Globo.

 


Link permanente Comissão aprova proibição de propaganda dirigida a criança
por Cristina Padiglione, Seção: Outdoor s 19:06:34.

MAS...
Projeto de lei ainda seguirá para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e para o Senado. Será que passa?

Reproduzo a seguir as informações a respeito, enviadas pela Andi, Agência de Notícias dos Direitos Infantis, favorável a restrições quando o assunto une criança e propaganda. Eis o relato da Andi:

"A Comissão de Defesa do Consumidor aprovou nesta quarta-feira (09/07) o Projeto de Lei 5921/01, do deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), que faz uma série de restrições à publicidade de produtos destinados a crianças. A proposta foi aprovada na forma do substitutivo apresentado pela relatora, deputada Maria do Carmo Lara (PT-MG). O texto proíbe qualquer tipo de publicidade e de comunicação mercadológica dirigida à criança, em qualquer horário e por meio de qualquer suporte ou mídia, seja de produtos ou serviços relacionados à infância ou relacionados ao público adolescente e adulto. Ou seja, a publicidade de qualquer produto ou serviço deve sempre ser dirigida ao público adulto.

O projeto, que tramita em caráter conclusivo, segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Se aprovado, vai direto para apreciação do Senado. Se rejeitado na CCJ, vai para votação no plenário da Câmara.

Conforme o texto aprovado, a publicidade e a comunicação mercadológica dirigida à criança são aquelas que se valem, dentre outros, de algum dos seguintes atributos:
linguagem infantil, efeitos especiais e excesso de cores; trilhas sonoras de músicas infantis ou cantadas por vozes de criança; representação de criança; pessoas ou celebridades com apelo ao público infantil; personagens ou apresentadores infantis; desenho animado ou de animação; bonecos ou similares; promoção com distribuição de prêmios ou de brindes colecionáveis ou com apelos ao público infantil; e promoção com competições ou jogos com apelo a crianças.

Conforme o projeto, a comunicação mercadológica abrange, dentre outros, a própria publicidade, anúncios impressos, comerciais televisivos, "spots" de rádio, "banners" e "sites" na internet, embalagens, promoções, "merchandising" e disposição dos produtos nos pontos de vendas.

O texto aprovado também proíbe qualquer tipo de publicidade ou de comunicação mercadológica na televisão, na internet ou no rádio 15 minutos antes, 15 minutos depois e durante a programação infantil ou a programação cuja audiência seja na sua maioria constituída pela criança.

(*)O projeto proíbe ainda a participação da criança em qualquer tipo de publicidade ou de comunicação mercadológica, exceto campanhas de utilidade pública referentes a informações sobre boa alimentação, segurança, educação, saúde, entre outros itens relativos ao melhor desenvolvimento da criança no meio social.
(...)
O substitutivo também proíbe, entre outros itens, a veiculação de "merchandising" durante programa de entretenimento dirigido ao adolescente e o uso das palavras "somente" e "apenas" junto aos preços dos produtos e serviços.

As infrações dessas normas ficam sujeitas a multas, cujo valor dependerá da gravidade e da condição econômica do infrator, além da imposição de contrapropaganda. A multa será em montante não inferior a 1 mil e não superior a 3 milhões de Ufirs, ou seja, de R$ 1.064 a R$ 3.192.300 (com informações da Agência Câmara)."

(*) O veto à participação de crianças é regra vigente em alguns países europeus há alguns anos, em especial no que diz respeito a propaganda de produtos para consumo adulto, onde os niños são usados meramente como iscas de grande apelo.

E aí? Que tal?

 


08.07.08

Link permanente Band rompe parceria com a GameCorp e retoma Canal 21
por Cristina Padiglione, Seção: Contratual s 20:50:55.

A Bandeirantes ainda não se pronunciou sobre o fim da parceria com a GameCorp, produtora que colocou a emissora no alvo do noticiário político por ter Fábio Lula da Silva, filho do presidente Lula, entre seus sócios.

Nas últimas semanas, a GameCorp, que criou a Play TV no espaço do 21, informava que suas produções cumpriam cronograma normal, sem qualquer menção da Band ao fim das operações da produtora para o canal.

Segundo reportagem do "Meio & Mensagem", a Rede 21 virou a página da Play TV desde ontem, quando nova programação já aparecia na tela. A semana, diz o M&M, começou "com nova home no portal que antes abrigava o conteúdo do Play TV." Um grande logotipo da Rede 21 acompanhava o aviso: 'Aguarde. Nosso novo site está quase pronto'.

A Play TV nasceu há dois anos e buscava paralelos na MTV. Gostava de bater bumbo sobre dados de audiência, quantitativa e qualitativa, que apresentassem prestígio de sua programação entre o público jovem.

Seja lá qual for a razão da Band, essa parceria termina quase da mesma forma como começou: de um dia para o outro, a Band derrubou todo um projeto implantado no 21, relativamente recente (incluindo o ótimo talk show Saca-Rolha, com Marcelo Tas, Lobão e Mariana Weickert), para abrir espaço ao projeto da Play TV. Agora, a emissora da GameCorp sai de cena com a mesma instantaneidade.

 


04.07.08

Link permanente SBT se dá bem com séries pós-Pantanal
por Cristina Padiglione, Seção: Seriemaníacos s 19:14:17.

O SBT vinha escondendo boas séries na sua madrugada. Com "Greys's Anatomy" e "Ugly Betty", amém, Silvio Santos permitiu-se alguma inspiração na boa audiência de "Pantanal" e na mais recente de uma série de reformas na grade de seus programas.

Exibidas logo após a novela da Manchete, as duas séries estrearam bem na TV aberta. A bem-feitinha versão americana de "Betty, a Feia" começou com 9 pontos de média, anteontem. "Grey's" debutou com placar de 10, ontem, dia em que "Pantanal" bateu seu recorde, com 14 pontos de média na Grande São Paulo.

 


02.07.08

Link permanente A hipocrisia da pegadinha
por Cristina Padiglione, Seção: Telepiada s 17:24:53.

Hipocrisia foi palavra do Vesgo, vou logo dizendo, mas digo também já, o que é um antimarketing para o "Pânico", que ele tem razão.

Em breve conversa entre o dito repórter do "Pânico", o âncora Emílio Surita, eu e Keila Jimenez, também jornalista deste Estado, travamos um bom debate. A questão: o que leva artistas, jornalistas e afins ("afins" é tudo, não?) a tomar ou não as dores das vítimas do "Pânico"?

O pomo da discórdia foi a mágoa proferida por Wagner Moura, em carta ao jornal "O Globo", depois que um integrante da trupe melecou seus cabelos com uma gosma de gel. Uma série de pessoas, eu e Keila inclusas, tomamos as dores de Moura e batemos bumbo contra brincadeirinha de mau gosto.
Pois o Vesgo, e nem foi ele o algoz do Capitão Nascimento, perguntou-nos: por que ninguém protestou quando ele, Vesgo, abriu um extintor de incêndio na cabeça da Sula Miranda? "Isso é hipocrisia", argumentou ele.
Silêncio.
Não é que o Vesgo tem razão? Por que faríamos distinção entre a Sula e o Wagner? Brincadeira de mau gosto é para todos. A classe (e nós, imprensa, fazemos eco nem sempre com senso crítico), em geral só se solidariza com quem está bem na fita.

"O objetivo dessas brincadeiras é tirar a máscara dos artistas, só isso", argumenta Vesgo.
"E, como já aconteceu tantas vezes com outras pessoas que se viram em situação constrangedora com alguma brincadeira nossa, era só ligar e pedir que (a cena) não fosse ao ar", completou Surita. "Mas ele preferiu escrever uma carta ao jornal, era um direito dele, tudo bem."

Os meninos do "Pânico" adoram aquele discurso Antonio Maria (... ninguém me ama, Ninguém me quer...) Acham que só são bem tratados pelos stars da Globo, quando são, porque essa turma teme as chacotas da trupe.
Vesgo acrescenta outra referência para a defesa do humorístico: quando é pegadinha da Angélica ou de algum programa da própria emissora, o cara termina com sorrisinho e ainda manda beijo para a Angélica, isso é hipocrisia", repete.

Tem razão, o Vesgo.

 


18.06.08

Link permanente Pantanal chega aos 12 de média no SBT
por Cristina Padiglione, Seção: Biscoito fino s 16:48:02.

A reprise de "Pantanal" rendeu sua melhor média de audiência no SBT ontem, terça-feira: 12 pontos significam, na Grande São Paulo,672 mil domicílios, e tem sido resultado raro para a emissora em dias de semana.

O ponto alto do capítulo não foi a nudez de Paulo Gorgulho e Ingra Liberato, como hão de pregar os mais conservadores.

A grande comoção esteve na seqüência do parto de Juma Marruá, Cássia Kiss à frente: deitou-se numa canoa, fez o próprio parto, afagou a menina nascida e consumou seu plano de abandonar a criança numa canoa que já seguia rio abaixo, quando o bebê chorou e ela, arrependida, pôs-se a nadar para resgatar sua "mulherzinha".
Brinquei de estátua diante da TV. Não consegui desgrudar os olhos da tela e, ao relatar minha reação hoje, entre os colegas de redação, constatei que o mesmo se deu em outros lares.
O que era aquilo? Show de interpretação, texto, direção e edição. E, como nas novelas, eu me vi falando sozinha: "genial, genial!".
Veja no que dá ver muita novela...

E os olhos marejados de José Dumont? Juro que vi e não acreditei, como diz a música.
Acompanhei "Pantanal" pela exibição original na TV Manchete, em 1990 e, como metade do País, claro, curti muito a novela. Mas, ao rever uma seqüência como a de ontem, 18 anos depois, penso que a telenovela não se permitiu tanto como parecia se permitir à época do efeito "Pantanal".
A Globo, embalada pela receita, recontratou o autor Benedito Ruy Barbosa e lhe deu espaço nobre (até emplacar na Manchete, ele só fazia novela das 6). Vieram "Renascer" (1993), que foi genial, e "O Rei do Gado" (1996), já mais pasteurizadinha (apesar dos fantásticos 4 primeiros capítulos).

Vendo agora, de trás para diante, a telenovela brasileira já dava marcha ré uma década depois do susto "Pantanal", recolhendo-se à mesmice.
Revista hoje, "Pantanal" soa de novo como revolucionária. E a audiência, como da primeira vez, segue em curva crescente no SBT.

 


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Cristina Padiglione gosta de ver TV, é chegada a uma novela, tem ainda alguma dificuldade em acompanhar séries (é um defeito, reconhece, mas é atraída por poucos títulos do gênero) e tem o péssimo hábito de se interessar pelos bastidores administrativos da televisão. Há cinco anos edita o suplemento de TV do Estadão, que circula aos domingos, e a seção diária de TV do Caderno 2. Responde ainda pelo Estadinho, nosso infantil, que circula aos sábados no mesmo Estado de S.Paulo.





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