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08.04.09

por Ricardo Freire, Seção: Confessionário 10:41:31.

E foi, como eu esperava, um Big Brother ímpar.

Os personagens atravessaram a história cheios de qualidades e defeitos. Ninguém foi idealizado.

A edição tratou de desconstruir todos os candidatos a herói. (Mas ajudou a sujar a barra dos vilões.)

O mote, como eu disse lá atrás, não foi a luta do bem contra o mal, mas o embate entre a direção e o elenco. Tudo o que foi possível inventar para semear intrigas e divisões foi inventado.

E quem saiu vitorioso foi justamente o grupo que conseguiu resistir à intriga e à divisão.

A vitória de Max é boa para o futuro do programa. Porque derruba o último tabu: o de que o jogador assumido não vai até o fim.

Max foi leal e transparente o tempo todo. Jogou limpo. Foi também egoísta, prepotente e insensível. Mas se Max não tivesse esse monte de defeitos, seria ainda mais chato -- um Jean sem causa.

Max, Ton e Ana foram os únicos que agiram como protagonistas desde o primeiro instante. A eles se juntaram Naná e Flávio um pouco depois. Fran se tornou protagonista mais para o fim da história; e mesmo assim, ao deixar a casa, agiu como coadjuvante.

(A maior reviravolta, claro, foi a de Priscila, que entrou para ser figurante e saiu como estrela.)

O feito de Max e a historinha de Priscila devem servir para que menos gente entre no Big Brother com a estratégia de simplesmente não se comprometer.

E isso talvez até quem sabe possa fazer com que o BBB 10 não seja um mero BBB par :-)

(Obrigado pela companhia, pessoal. Vocês me acham nos meus dois outros reality shows: o blog Viaje na Viagem e o Twitter.)

 


06.04.09

por Ricardo Freire, Seção: Estalecas 07:26:16.

Todo Big Brother começa em busca de uma história. Alguns chegam ao fim sem ter encontrado nenhuma.

No antepenúltimo capítulo, o BBB9 ainda estava na dúvida entre três enredos.

Com a saída da favorita Ana, a trama se definiu.

O BBB9 é a história do Lado B. Cinco garotos que se encontraram do lado certo do muro e permaneceram juntos até o (a) final.

Eu falei cinco? É porque eu olho pros três e me lembro de Flávio e Milena.

Para os fãs do Lado B, o finzinho desse Big Brother vai ser como o último capítulo daquela novela em que não acontece nada no último capítulo -- só o elenco todo se divertindo numa festa de casamento.

Para os anti-Maxistas que ainda se derem ao trabaho de assistir, vai ser a oportunidade de ver seu desafeto engolir a empáfia e ser derrotado por uma das meninas.

Eu volto terça-feira com o resumo da ópera.

 


05.04.09

por Ricardo Freire, Seção: Estalecas 09:23:00.

Estou tentando lembrar de algum paredão mais importante do que esse, na reta final do programa.

Só me lembro de Alemão x Íris, que foi um pouquinho antes.

Mas Alemão x Íris envolvia uma torcida só.

Vamos ver se vai ser mantida a discrepância entre as prévias na internet e a votação final nos paredões importantes de Ana...

Tem post novo: Friends, últimos capítulos

 


04.04.09

por Ricardo Freire, Seção: Estalecas 08:28:46.

O personagem. Ana Carolina criou não apenas um, mas dois personagens. Um deles, o da menina doce/mimada/espontânea/geniosa/sem-noção/chata/adorável (escolha seus adjetivos) perseguida implacavelmente/com razão (escolha seu advérbio/locução adverbial) pelo Lado B, chega ao fim da novela com grande popularidade e pinta de campeão. O outro personagem, o da vovó protetora e boazinha, que ela criou para Naná, desintegrou-se no meio do caminho.

O diálogo. No início soava fresco, divertido e espontâneo. No decorrer do período foi ficando tão monocórdio quanto o de Max. Ainda assim seu texto sempre tem uma corzinha, graças ao sotaque catarina, que não se ouvia na TV desde os áureos tempos de Guga. Ouvisse?

A ação. A formação do casal com Naná foi um lance genial e surpreendente. O extermínio das formigas com sabão em pó vai ficar como cena-pastelão mais marcante da temporada. A estratégia de variar o alvo da votação e não combinar votos com Naná e outros (escassos) aliados garantiu-lhe a aura de não-jogadora. Desde a saída de Naiá está um pouco perdida, sobretudo porque o Lado B provou não ser a turma do Mal, mas somente a panelinha do Benhê. No entanto, o capital inicial de simpatia acumulado na primeira metade do programa deve ser suficiente para levar Ana à vitória.

Se ganhar o Big Brother, vai repetir o enredo mais comum, o do personagem perseguido/incompreendido/deslocado que enfrenta um calvário de paredões e vai ficando mais forte a cada volta, até ganhar. Caso Max seja eliminado no próximo paredão, porém, vamos esquecer disso, e a ganhadora -- Ana ou qualquer uma das outras -- terá vencido o "Big Brother das mulheres".

Leia também:
Quem quer ser um milionário? Parte I: Max
Quem quer ser um milionário? Parte II: Francine
Quem quer ser um miliónário? Parte III: Priscila

 


03.04.09

por Ricardo Freire, Seção: Estalecas 00:37:21.

O personagem. Entrou para o elenco na cota "bundas" -- boazudas e descamisados que têm como função manter a audiência ligada enquanto não se decora o nome de ninguém. Aos poucos, foi deixando de ser apenas curvas para virar de carne e osso. Hoje Priscila continua sensual, mas não é mais definida apenas pela sensualidade. Foi a trajetória mais bonita do programa: de clone da mulher melancia a amigona do peito (ops).

O diálogo. Raciocínio rápido, pensamento consequente -- perto de antecessoras como Sabrina e Gysele, Priscila é praticamente uma intelectual. Seu texto foi fundamental para que aspirasse a mais do que a capa da Playboy.

A ação. Cresceu bastante na história quando resolveu agir com uma certa autonomia em relação ao Lado B -- sem no entanto romper com os amigos. Protagoniza uma das tramas paralelas mais importantes da temporada: é a favorita do Bial, que identificou seu carisma nos capítulos iniciais. (O mérito é dele, e a campanha me parece justa.)

Se ganhar o Big Brother, vai causar: será a primeira gostosona a vencer o preconceito do eleitorado BBB. Se eu fosse ela, eu depositaria 10% na conta de uma caridade indicada pelo Bial :-)

Leia também:
Quem quer ser um milionário? Parte I: Max
Quem quer ser um milionário? Parte II: Francine
Quem quer ser um milionário? Parte IV: Ana

 


02.04.09

por Ricardo Freire, Seção: Estalecas 10:56:47.

O personagem. O mais complexo e multifacetado do elenco do BBB9. Que mistérios tem Francine? Contentou-se durante boa parte do programa a ser a escada de Max e a secretária do Lado B. Nas últimas semanas, porém, pôs as manguinhas de fora e já faz sombra a Max. Na reta final, é a única que parece ainda ter surpresas a revelar.

O diálogo. Se fosse multada em R$ 500 a cada plural engolido, Francine sairia devedora deste BBB mesmo se levasse o milhão. Mas sempre soou espontânea e divertida. Num BBB pobre de bordões ou frases marcantes, cunhou o único apelido que ficou: Benhê.

A ação. Protagonizou os dois episódios mais emocionantes da temporada: a leitura da carta de DJ (seu namorado na vida real) e a escolha de dois amigos para encarcerar no Quarto Branco. No seu relacionamento com Max, foi fria nas cenas de amor e quente nas de ciúme -- vai entender?

Se ganhar o Big Brother, será o personagem mais interessante desde Jean Wyllys a levar o prêmio. Será também a primeira vez que uma mulher que formou um casal ganha o programa.

Leia também:
Quem quer ser um milionário? Parte I: Max
Quem quer ser um miliónário? Parte III: Priscila
Quem quer ser um milionário? Parte IV: Ana

 


01.04.09

por Ricardo Freire, Seção: Estalecas 10:07:36.

O personagem. O jogador assumido. Quase todo Big Brother tem um, mas nenhum foi tão longe quanto Max. Soube temperar a ganância inerente ao personagem com uma doçura que nunca se viu nos intérpretes anteriores desse papel. Além disso, sua ambiguidade sexual provocou a imaginação do público e garantiu boa parte das conversas em torno deste Big Brother.

O diálogo. Bifes pensados, estudados e geralmente muito chatos. Está sempre melhor de boca fechada. Se tivesse tido menos falas, teria mais chance de ganhar.

A ação. A falta de espontaneidade (ou de tequila) não deixou que protagonizasse cenas marcantes. Brilhou, porém, no departamento micagens (sempre com claquete: agora vou ser palhacito -- 1, 2, 3, já!). Formou com Fran um casal sui generis -- isto é, esquisito demais para os padrões noveleiros. Mas mandou muitíssimo bem ao levar a brodagem com Flávio às penúltimas instâncias; nunca na TV brasileira se viu tanto carinho entre amigos homens.

Se ganhar o Big Brother, vai fazer história. (Ou acabar definitivamente com o BBB.) Jogar -- atuar -- não vai ser mais um pecado original de personagem de Big Brother.

Leia também:
Quem quer ser um milionário? Parte II: Francine
Quem quer ser um miliónário? Parte III: Priscila
Quem quer ser um milionário? Parte IV: Ana

 


30.03.09

por Ricardo Freire, Seção: Resistência 01:12:05.

A exemplo do que já tinha acontecido no paredão contra Ton Ralf, Ana ficou, graças uma votação bem diferente do que as prévias da internet apontavam.

Goste-se ou não dela, porém, é impossível não deixar de admitir que seria uma injustiça ela sair justamente contra a insossa da Josi.

Terça-feira o Brasil vai desopilar o fígado, eliminando Flávio com a maior porcentagem desta temporada.

Restarão na história quatro ótimos personagens. Nenhum anjinho. Nenhum vilão. Todos gostáveis, se você quiser gostar. Todos detestáveis, se você estiver a fim.

Ana e Max demonstraram ter torcidas atuantes e são os favoritos.

Francine, no entanto, cresceu muito nesta semana do Quarto Branco.

E Priscila não é fraca, não. Se der a sorte de haver um paredão precoce entre Ana e Max, pode somar sua base de votos à torcida que perder.

Boa reta final pra você também.

 


27.03.09

por Ricardo Freire, Seção: Resistência 22:49:50.

Grande momento dramático no capítulo de sexta.

Francine atende ao Big Fone e precisa escolher dois dos seus amigos para ir para o Quarto Branco.

Escolher Flávio foi fácil. Mas indicar Priscila doeu.

Foi bonito :-)

 


por Ricardo Freire, Seção: Mico 10:11:23.

Tá, eu sei, não deveria emendar DOIS trocadilhos na sequência (sem trema, hmpf). Mas você precisa entender que, se proibissem os trocadilhos, o jornalismo em língua inglesa ficaria inviabilizado. OK, eu sei que eu não faço propriamente jornalismo em língua inglesa, mas isso não vem tanto ao caso assim.

O que vem ao caso é que Flávio é um poço de atos-falhos instalado no quintal do BBB9.

Como assim, considerar votar em Francine e não em Josi?

Pode haver dúvidas se existe paixão entre Max e Fran, mas não há dúvidas de que Flávio é amarradão em Max de um jeito que ele não consegue entender.

Aí, povo brasileiro: quer um final diferente nesse Big Brother? Deixa o Flávio sozinho com Max, sem Fran por perto, na última semana, pra ver o que acontece...

 


24.03.09

por Ricardo Freire, Seção: Confessionário 23:40:57.

Não, eu não sei o que eu quis dizer com essa frase.

Mas eu precisava de um título -- se é que você me entende.

O que eu queria saber mesmo é se alguém tem a tabela do campeonato aí à mão.

Diz aí: já marcaram Ana x Max? Vai ser quando?

E o mando de campo -- é de quem?

 


23.03.09

por Ricardo Freire, Seção: Resistência 08:12:32.

Vai ser o terceiro julgamento deste BBB9.

Em questão de dias, Max foi destituído da liderança inconteste do grupo B e deixou de ser o personagem mais cool da casa para virar a laranja podre do saco.

Nos dois primeiros julgamentos da temporada -- os de Ton e do Caubói 3.0 -- os réus foram condenados.

Max vai responder, em júri popular, a acusações de frieza, falsidade, egoísmo, perseguição, traição, falta de companheirismo e formação de quadrilha*.

A única testemunha que exime Max de conduta imprópria é Flávio -- que, ainda assim, votou pela sua ida ao júri.

Os primeiros resultados da internet, porém, indicam que Max será absolvido. Mas o voto pelo telefone sempre pode mudar o cenário.

Palpite de não-torcedor: se Max ficar a história fica muito melhor.

(*obrigado, Ivan)

Leia também:
Fran, a feia

 


22.03.09

por Ricardo Freire, Seção: Confessionário 08:55:05.

O capítulo de sábado foi uma novelinha perfeita. (Manoel Carlos, não Glória Perez, bem entendido.)

Fantasiada pelo monstro de Betty a Feia, e magoada por Max não ajudar na tarefa de brincar de boneca, Francine se torna permeável às maledicências de Ana, Priscila e Milena, que fazem a caveira de Max.

Fran colabora muitíssimo com a edição, ao soltar várias frases impossíveis de deixar de fora. Como: "Eu não tenho um companheiro, eu tenho uma companhia." Ou o longo texto em que disse que Max só vibrava quando ganhava prêmios. Ou ainda, depois de Priscila notar que ela se referiu a ele como Max, não como Benhê: "Sabe aonde foi o Benhê? Foi pra PQP."

A todas essas, um Max frio e distante só teve direito a uma cena com diálogo. Fazendo uma hidro com Flávio, disse que Fran estava de bode com ele por causa de... ciúmes da Josi.

Sem o apoio de Fran nem a coesão do Lado B, Max só vai até o fim se tiver um carisma aqui fora do tamanho do que tinha o Dhomini.

Por outro lado -- e o nosso Lafa já falou isso antes --, Francine deixa de ser escada para virar protagonista, bem na reta final.

Será Francine a verdadeira Ana?

P.S. do P.S. do Big Fone

Como não-assinante do pay-per-view (leia aqui), e como parte absolutamente desinteressada nesse milhão, eu não tenho nada contra a manipulação do programa. Editar é, por definição, manipular.

Por isso, não tenho nada contra o fato de haver uma cesta de mensagens pré-gravadas do Big Fone, customizadas (desculpem) para cada um dos personagens. Se a história fica melhor assim, que seja assim.

Agora: há limites. Uma coisa é editar/manipular a novela; outra coisa é editar/manipular o noticiário.

A produção do BBB vazou oficialmente à imprensa duas versões diferentes da tarefa do Big Fone de sexta. Só que, no programa ao vivo, acabou soltando uma terceira.

Parece o seguinte: entusiasmada com o sucesso da estratégia de confundir os personagens, a direção quer agora confundir os telespectadores.

Tsk, tsk, tsk :(

Leia também:
Max vai júri popular

 


19.03.09

por Ricardo Freire, Seção: Estalecas 09:40:42.

Eu comecei este blog dizendo que algumas temporadas de Big Brother funcionam, e algumas não. As que funcionam são aquelas em que emerge alguma história -- normalmente, a saga de algum personagem frágil ou de algum grupo carismático contra a maioria prepotente e obtusa.

Ainda dá tempo para surgir uma história assim nessa edição. O BBB9 ainda pode ser o BBB da perseguição de Ana pela panela dos fresquinhos (repetindo Bambam, só que agora com diploma de bacharel), ou o BBB da consagração do jogo narrado de Max.

Mas acho que o grande enredo desta edição é o do embate entre a direção e os personagens.

A quantidade de surpresas e percalços inventadas pelos editores, junto com a permanente desconstrução dos personagens que se destacam, fazem a história recomeçar praticamente a cada eliminação.

É como se esse ano, em vez de novela, o BBB fosse uma série, com episódios que se resolvem e que acabam, estranhamente, tirando a história do trilho em que parecia correr.

Dá até para nomear os episódios:

O Muro
Ton reencontra Josi
O Quarto Branco
Adeus, Ton
A Casa de Vidro
Os Intrusos
A Carta

O episódio que começou terça se chama "Sem Naná".

P.S.:
Um roteirista faria Josi ou Ana ganhar a liderança hoje, e entregaria à outra o Big Fone (que, esta semana, levará ao paredão quem atender). Assim, todo o Lado B seria obrigado a votar dentro do grupo -- com bolinhas pretas, na frente de todo mundo -- e saberíamos qual seria a primeira opção de fogo amigo de cada um da panela :-)

P.S. 2:
O blog de Patricia Kogut, que tem linha direta com Boninho, acaba de informar que houve mudança de planos, e quem atender o telefone na sexta-feira vai ficar imune. Mas o cenário do P.S. original continua possível: se Josi e Ana forem líder e imunizada, o Lado B vai ser forçado ao fogo amigo. (Não, eu não sou contra o Lado B. Só acho que a história ficaria mais emocionante mais cedo.)

 


18.03.09

por Ricardo Freire, Seção: Confessionário 08:25:56.

Pronto. Agora só ficaram os personagens infantis e os seres imaginários.

E nenhum deles consegue entender em que raio de história está.

Essa vai ser uma semana divertida :-)

 


16.03.09

por Ricardo Freire, Seção: Resistência 11:04:19.

Os capítulos mais recentes do Big Brother foram dominados pelo artifício mais clássico do universo das novelas: A Carta.

Toda novela rocambolesca que se preze tem uma Carta -- assim, com maiúscula, praticamente um personagem -- cheia de revelações, que vem à tona em algum momento da história.

No BBB9, A Carta é do namorado de Francine na vida real, o dj Dejota.

A diferença é que, nas novelas, o segredo d'A Carta é guardado por poucos personagens até o fim da história -- enquanto no BBB A Carta precisou ser lida em voz alta para todo o elenco.

(E bastaram 48 horas para que o narrador Bial esclarecesse aos personagens as circunstâncias em que A Carta tinha sido escrita -- há dois meses, quando o programa estava começando.)

Quer saber? Eu não sei nem por que isso ainda é assunto. No BBB3, Dhomini namorou Sabrina, futura Sato, o programa inteiro, tendo uma N-O-I-V-A na vida real que comparecia aos paredões e tudo. A corna mansa de Goiânia era puro Nelson Rodrigues.

O fato é que este BBB está se caracterizando pela direção usar todas as cartas que pode contra todos os personagens.

O que deve garantir uma reta final sem nenhum favorito absoluto (inédito, até agora, em BBBs de número ímpar).

O próximo paredão vai testar as reais chances de Naná. Na internet está dando que Josi fica. Mas talvez o público da TV aberta não queira separar o casal Vovó-Chapeuzinho.

Resumindo: no momento tá muito chato, mas de repente daqui a pouco fica bom :-)

 


13.03.09

por Ricardo Freire, Seção: Confessionário 10:46:32.

As últimas 48 horas foram de um tédio absoluto para quem só acompanha o BBB9 pela edição da TV aberta.

Como de costume, não aconteceu nada na microedição de 4a. feira, antes do futebol. (E agora, com a concorrência de outro reality show -- A Fenomenal Volta de Ronaldo -- a coisa ficou ainda mais sem-graça.)

E na quinta, hmpf!, interromperam a novela para passar um show de variedades: Dinho Ouro Preto gravando seu CD "Capital Inicial Acústico e Ao Vivo no BBB", e Heloísa Perissé misturando merchã de margarina com piadas requentadas de show de convenção de firma.

(Pelo jeito, daqui pra frente vai ter mais merchã do que gente naquela casa.)

Em compensação... fora do estúdio e na internet o programa pegava fogo.

Na quarta-feira, nada que acontecesse na casa -- nem mesmo uma briga de foice entre Naná e Ana -- seria mais importante do que a declaração de Maíra confirmando a veracidade do pornozinho de casal gravado no celular.

E na quinta, o único acontecimento -- a Prova do Líder -- foi de novo uma prova de resistência, que só os adictos têm disposição para acompanhar. Felizmente tenho uma amiga na Romênia que vê o PPV por um gato na internet (juro) que me contou que a vencedora foi Milena.

O publicão offline só saberá disso hoje à noite, junto com a ordem do Big Fone. (Para compensar: dois dias sem acontecer nada, então dois acontecimentos num dia só.)

Big Fone e Anjo vão decidir se a parada vai ser entre Lado A x Lado B, ou se o Lado B vai ter coragem de pôr Naná Lobo Mau x Ana Chapeuzinho na berlinda.

 


11.03.09

por Ricardo Freire, Seção: Confessionário 10:55:18.

Não gostei da participação de Maíra (e de André) desde o primeiro instante.

O fato de saberem demais sobre o que se passava na casa fez com que os dois sobreatuassem. (Ou, no acordo ortográfico com os Estados Unidos, overacted.)

Gerados na incubadora da casa de vidro do jardim, entraram na casa malformados. Não havia nenhuma verdade além da interpretação.

Hmpf: e o mau timing de Maíra continuou depois da eliminação.

Na rápida entrevista da saída ao Bial, ela não se limitou às platitudes de jogador de futebol que caracterizam esse momento ("fui eu mesma", "infelizmente a convivência", "o público é que decide", "agora é bola pra frente", blá blá blá) e continuou na pele do personagem, fazendo declarações pró-Naná e Ana que não lhe cabiam mais.

Alô? Maíra? Seu personagem morreu na novela, te contaram não?

Quanto à edição...

Achei um capítulo equilibrado -- o que significa que ambas as torcidas vão pichar bastante.

Naná começou a ser desconstruída, à maneira de Max, algumas terças-feiras atrás. Ana saiu mais ou menos ilesa do clipe; Naná acabou bem chamuscada.

Deu para perceber uma discreta tentativa de reabilitação de Flávio.

Apesar de protegida e com pinta de campeã, o desempenho de Ana no paredão foi sofrível: 62% contra a mosca-morta da Maíra é preocupante.

Tem certeza de que a gente ainda precisa esperar uma semana pra Josi sair?

Atualização:
Já tem post novo: O programa que às vezes só começa quando termina

 


09.03.09

por Ricardo Freire, Seção: Resistência 23:44:13.

Sim, uma história se confirmou. Já dá para dizer que o BBB9 tem enredo.

Como eu já tinha dito há dez dias, trata-se do embate entre o não-bem contra o não-mal.

De um lado, cinco amigos simpáticos que formam uma panelinha coesa.

De outro, uma moça chorona e uma senhora ranzinza que formam um casal improvável e se sentem perseguidas.

Pela primeira vez na história do programa, a turma do rolo compressor não tem pinta de vilã. E as vítimas não são pobres como Bambam, incompreendidas como Jean ou alvo de inveja como Alemão. (Nem espertas como Dhomini, o único perseguido que não precisou apelar.)

Essa configuração faz com que, numa situação inédita no BBB, muita gente torça para a panela. E muita gente não simpatize com as vítimas.

A reta final vai ser trepidante. Há quanto tempo um BBB ímpar chega a esse ponto sem um franco favorito?

Atualização:
Já tem post novo: A mulher que sabia demais.

 


por Ricardo Freire, Seção: Confessionário 13:58:17.

Numa obra de ficção convencional, tudo o que acontece ou é dito tem uma função.

Nada acontece à toa. Nada é deixado para trás. Se um diálogo não se esclareceu, pode esperar que um dia o assunto volta à baila. Detalhes que num momento não parecem ter importância acabam sendo decisivos lá na frente.

Já uma obra de ficção sem roteiro, como o Big Brother, não segue a mesma sintaxe.

Tome o capítulo de domingo à noite.

Maíra, que tinha acabado de ser emparedada, aproveitou o seu voto no confessionário para despejar um texto pensado e articulado, acabando com Francine.

Maíra pegou pesado, tentando transformar o episódio do dia em que Francine, de brincadeira, mostrou os peitos, num comportamento corriqueiro.

Concorde-se ou não com o que ela disse (eu não concordo), seria uma cena perfeita para editar num paredão Maíra x Francine.

Só que esse paredão nunca existirá. Maíra vai ser eliminada nesta terça (por que entrou? entrou por quê?) e sua cena bem armada dificilmente voltará à baila. (Uma das características peculiares do Big Brother é que os personagens que se vão não voltam nem em flash-back.)

Outra cena do capítulo de ontem, porém, pode vir a ter desdobramento no futuro. Por que Max cogitou emparedar Flávio tão cedo -- antes de esgotarem-se as alternativas fora da sua panela?

Num programa roteirado, aquela cena indicaria que a dupla Max e Flávio vai ruir a qualquer momento.

No mínimo, serviria para caracterizar Max de uma vez por todas como o jogador destemido e transparente.

Parece que houve cenas importantes depois do fim do programa. Vamos ver se elas aparecem no capítulo de hoje.

 


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O cronista Ricardo Freire é fã de Big Brother - não como reality show, mas como programa de ficção. Neste blog, Freire analisa o enredo e as atuações do BBB9.





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