BLOGS
24.11.09
Tive uma tarde inacreditável ontem.
Caiu aquele toró durante a manhã. Às 13h, vesti uma sunga, uma camiseta do Timão, peguei uma toalha e fui para a natação, a 4 quadras daqui. Na volta, às 14h, tinha acabado a luz da quadra.
Um cabo de energia se rompeu na Av Pompeia. A Eletropaulo informou que a luz voltaria às 15h.
Não é só cavalo que não sobe escada.
Beleza. Fiquei pela garagem do prédio de sunga, ainda molhado da água com cloro, passando fome, sem um tostão, sem celular, nada para ler, buscando uma fresta de sol.
Às 15h, nada. O sol se abriu. Fui para a piscina do prédio. Ganhei a companhia da vizinha Raquel. Às 16h, nada. Segundo a Administração do prédio, a Eletropaulo prometera para às 17h.
O sol se foi. Voltou a chuva. Começo a tremer de frio e fome. Raquel foi buscar o filho na escola. Ganhei a solidariedade da síndica, Dona Norilda, e dos porteiros e seguranças.
Então, sugeriram: “Subiremos você no braço.”
Era a coisa mais maluca que já me propuseram.
Eu entraria no elevador desligado, e dois porteiros puxariam a máquina pelo braço. Um puxaria o cabo, uma corrente engraxada, e outro controlaria o contrapeso.
Me garantiram que é seguro, pois é assim, “o procedimeto”, que costumam tirar pessoas presas no elevador na falta de luz, quando ele está entre um andar e outro.
Sim, mas abaixar parece fácil, não levantar. Pois o zelador me disse que era o contrário.
Foi armada a operação. Fiquei com a síndica e uma lanterna na porta do fosso aberta.
O elevador estava no segundo andar. Dois funcionários subiram pela escada até a casa das máquinas. O abaixariam e me subiriam. Garantiram que em 20 minutos a operação estaria completada. A síndica quem deu a ideia e mais nos incentivava.
Disse ela que, depois da privatização, a ELETROPAULO não é mais a mesma, que escondem informações, inventam prazos, e que uma vez o prédio ficou o dia inteiro sem luz.
Com radinhos e gritos, começaram a mover o elevador. Víamos a corrente girar. O papo com a síndica rolava: os custos de se colocar gerador, os inadimplentes, e por aí vai.
Em 20 minutos, nada do elevador aparecer. E não é que os caras giraram a manivela no sentido contrário e o subiram vazio do segundo até o meu andar.
Recomeçar tudo de novo. Organizar a operação, aprimorar a comunicação. Logística. Descer tudo outra vez.
O tempo rola. Muita gente vem ver e papear, fumar um cigarrinho.
Seguranças que voltaram da folga subiram para ajudar. Porteiros se revezaram.
Enfim, a máquina chegou. Um morador aconselhou: “Quando chegar no seu andar, saia rápido, pois pode descer.”
Entro no elevador escuro. A síndica me dá sua lanterna. A porta ficaria aberta até o meu andar. Eu teria que contar, pois não há números escritos na parte de dentro do fosso.
Lá vamos nós.
Subo como uma barata subiria aquelas paredes. Vou gritando: “Primeiro andar!” Às vezes, paravam, exaustos. O elevador descia lentamente. Grito: “Está descendo!” Seguram a corrente. Sobem. Lentamente.
Cada andar aparece como um pôr-do-sol. “Segundo andar!” Então, para animá-los, começo a mentir. “Terceiro andar!” Nada disso, estava apenas vendo o batente da porta do terceiro. “Quarto andar!” Nem tinha deixado o terceiro ainda. “Vamos lá, falta pouco. Quinto!” A porta do quarto estava à minha frente.
Então, passei a incentivar mais, invertendo a ordem: “Faltam apenas três.” Faltavam quatro. “Está chegando!!!”
E, cada vez mais perto do meu andar, mais rápido ele se movia, como se quisessem encerrar aquela operação o mais depressa, salvar a tarde de um morador gente boa e voltar à rotina.
No meu andar, o zelador me esperava com luzes e a porta do hall já aberta. Ficou eufórico ao me ver perto. Também deu gritos de incentivo.
Assim que apareceu o meu hall e o elevador foi nivelado, segui o conselho do vizinho e saí no maior pau. O zelador gritou para os outros, eufórico: “Operação realizada!” Ouvi os caras lá em cima gritarem aliviados.
A síndica os cumprimentava pelo rádio. Meu telefone não parava; os amigos, que souberam pelo telefone, pois Seu Luiz, meu super assessor, contava sobre a operação para todos que me ligaram naquela tarde. E queriam informações.
Senti como Neil Armstrong chegando na Lua. Só faltou dizer: “Um pequeno passo para o homem, um grande passo para a humanidade...” No meu caso, seria no sentido figurado.
Bem, a luz voltou dez minutos depois. E pensei: não seria mais fácil subir carregado pela escada, sua anta?
Mas valeu a solidariedade, a mobilização, o carinho dos caras com quem cruzo todos os dias.
"Puxa, Seu Marcelo, a caixinha desse ano pros caras terá que ser mais caprichada", comentou Seu Luiz ao me ver.
Posso falar? Por isso eu amo o Brasil. Isso jamais teria acontecido na Europa ou nos EUA. Jamais.
Lembro-me de dois casos em NOVA YORK de dois cadeirantes amigos.
EDISON PASSAFARO, paraplégico, instrutor de mergulho, militante das antigas, estava num busão de Nova York, deu o sinal para descer. O carro parou, porém o elevador para cadeira de rodas não funcionou. Travou.
Bastavam descer o EDISON [com "i" mesmo] 3 degraus. Mas ninguém se mobilizou. O procedimento era proibido. E ele perdia o programa que tinha marcado com os amigos. Ficou revoltado. Nada.
Foi obrigado a ficar no ônibus, que cruzou a cidade, parou no pátio, até aparecer alguém da manutenção e consertar aquela merda!
Já com o amigo tetraplégico, sociólogo e aventureiro GINO WILLIAMS, americano, foi na calçada da BIG APPLE.
Estava nevando. Era ainda a neve rala. E o cara já é meio doidão. Saiu pelas ruas, errou uma guia rebaixada, sua cadeira virou e ele rolou pelo chão, um tombo daqueles: cadeira de um lado, cadeirante do outro.
Ele riu. Sempre rimos nessa situação, que é comum a todos.
Então, ele todo torto no asfalto esperou que os pedestres viessem socorrê-lo. Ninguém parou. Começou a pedir ajuda. Nada.
Viu um casal com filhos. Achou que o marido pararia. Ou a esposa o obrigasse. Olhou nos olhos no cara. Nem chegou a pedir ajuda. O cara disse: “No way”. E passou por ele. Que bela lição de cidadania deu para os filhos.
É desse jeito que o GINO conta, americano que ama NY, mas que conhece bem o seu povo. Só alguns minutos depois apareceu um mendigo e o ajudou a se levantar. Negro, lógico.
Yes can we?
.jpg)
ROGÉRIO ASSIS, O BARÃO, QUE JÁ ME SUBIU ESCADAS NO BRAÇO, QUANDO OS CINEMAS NÃO TINHAM ACESSO, E GINO
Comentários:
Comentário de: samira nagib [Visitante] · http://www.samisamirasamoca.blogspot.com
24.11.09 @ 13:46Marcelo,
isso poderia virar uma peça de teatro.
A mobilização deveria ter sido filmada!
Parabéns pelos vizinhos que você tem.
Comentário de: Daniele [Visitante]
24.11.09 @ 14:06Pois é, arrume uma palavra no seu 'novo dicionário barroco de palavras complicadas' pra SOLIDARIEDADE...
Difícil...
Beijo Paiva,
Comentário de: Camila [Visitante]
24.11.09 @ 14:28"...de sunga, ainda molhado da água com cloro, passando fome, sem um tostão, sem celular, nada pra ler...começo a tremer de frio e fome..."
Podia comentar, mas é melhor deixar pra lá!
Só veja lá o "procedimeNto"...
Comentário de: Fernando SP [Visitante]
24.11.09 @ 14:31Por isso, outra ode ao seu amigo Paulo Ricardo, que literalmente sempre o apoiou, certo?
Cito PR também porque, nesse fim de semana, contruía o porão lá de casa escutando RPM, que meu compadre colombiano idolatra. Disse que eles fizeram um sucessão lá para as bandas de Bogotá também.
Voltando ao assunto, nosso povo é incrível, e eu sinto muita saudade. Já dizia Vinícius de Moraes (acho que foi ele que disse isso, algo como): morar no exterior é ótimo mas é uma bosta, morar no Brasil é uma bosta mas é ótimo!
Comentário de: Paula Martins [Visitante]
24.11.09 @ 14:43Lindo acontecimento. Por essas e outras que tenho orgulho de ser brasileira.
Comentário de: Paula [Visitante]
24.11.09 @ 15:04Que máximo! Imagino a euforia de todo mundo. Incrível, incrível.
Comentário de: Ana Rita [Visitante]
24.11.09 @ 15:08Pois é, moro em Londres e já namorei um cadeirante aqui, levei um pé na bunda. Mas, sempre q vou ajudar algum cadeirante aqui, me olham com asco, fazer o q?
Mas, não era melhor ser carregado Marcelo? Ou ir ao orelhão e ligar para alguma alma, sei lá kkkk
Que trabalheira. Não gosta de incomodar ou é mal de taurino mesmo?
Comentário de: D [Visitante] · http://www.imaginalismo.blogspot.com
24.11.09 @ 15:19Muito bom Marcelo. Muito boa narrativa. É incrível que um ser humano fique impassível diante de outro caído.
Comentário de: Monica [Visitante]
24.11.09 @ 15:47Foi tipo, um dia de fúria, q dia hein?
O chato é que perde o dia todo, mas o bom é que se vê quem são as boas pessoas q moram próximo á nós.
Eu passo por ali todos os dias, ontem vi vc passando e vi o carro da eletropaulo perto do Fran's Café, se soubesse tinha ido á sua casa bater um papinho, assim vc não ficava só, com frio, depressivo e com fome, pelos menos dinheiro para um pão de queijo eu tinha kkkkk
Claro, que assim que te vi comentei com as meninas, e claro que assim que li esta crônica, já bati um fio para as meninas (Mariana, Telma, Teresa, Ana Rita, faltou a Eloisa, mas blz).
beijos e leve celular e dinheiro na próxima...
Comentário de: Mário Lucas [Visitante]
24.11.09 @ 16:36A culpa de todo o transtorno foi a tal camisa do "Timão"... isso dá uma azar meu amigo...
se liga... e se é palmeirense ou bambi, vai torcer muito pro timão neste domingo. será um pouco maloqueiro-sofredor tb. quer a camisa emprestada?
Comentário de: GABRIELA MENDES [Visitante]
24.11.09 @ 17:35Parabens pelo texto, cada dia melhor!
Beijos,
p.s.: sonho realizado de ter te conhecido ontem na Cásper, pena que não estava com meu livro em mãos para autografar (eu avisei que sou muito tiete).
kkk
Comentário de: Maura, A Moura [Visitante] · http://www.penopinico.blogspot.com
24.11.09 @ 17:52Dentro de minha prisão territorial, leia-se DF, só o governo não tem compaixão com quem usa cadeira de rodas. Ok, não serei injusta! Yes, agora temos ônibus com "elevador". Durante os meses que fiquei usando uma - retorno de Pirinópolis/GO cheio de adrenalina, emoção e aventura - sentia o tremendo esforço da minha mãe ao querer me levar para ver o sol. Calçada... buraco... falta de rampa... Diante algum obstáculo, sempre vinha alguém ajudar. Ehhhh, eu ainda acredito na humanidade.
Será tendência transformarmos em engrenagens tão somente? Frios, trocando o óleo de vez em quando?
Comentário de: Alcyone Coelho [Visitante] · http://www.banzobrazil.blogspot.com
24.11.09 @ 18:06Marcelo, linda história. Em hollywood daria um filme! kkkkkkkkkkkkkkkk
Eu moro aqui nos EUA e digo q o problema é muito mais complexo do que falta de solidariedade. Porque TODO MUNDO (praticamente ne!? olha a generalização ai...) faz parte do mesmo sistema. Se vc para e ajuda, depois leva um processo nas costas pq colocou o cara na posição errada na cadeira e ele sentiu dor nas costas; ou pq você não é suposto a socorrer ninguém, pois não é paramédico; e por ai vai. As pessoas aqui (cadeirantes ou nao) tem essa coisa de processo na cabeça, vc sabe disso, já morou aqui.. e por mais q vc faça p ajudar, "pode" acabar mal.
Eu não ajudaria seu amigo tb, e olhe q sou uma pessoa q ja fiz mil tipos de trabalho voluntário, contribuo $$ com instituições, etc. No máximo, ligaria p 911 ou chamaria o policial mais próximo p resolver a parada. Infelizmente, é assim...
que merda, hein? e tem gente que acha que isso aí, sim, é civilizado
Comentário de: Mônica [Visitante]
24.11.09 @ 18:23Parabéns ao pessoal do prédio em que você mora!
Você também teve muita coragem! Não sei se eu me arriscaria a subir de elevador nessas condições! O legal do seu blog é que você frequentemente dá exemplos de atitudes boas. Isso é raro e muito necessário! Parabéns! bj
Comentário de: jefferson [Visitante] · http://tocandoavidasobrerodas.com.br
24.11.09 @ 21:12Vixeeeeee como cadeirudo tbem sei o q é ficar molhado "engarangando"de frio.
No dia do apagão tava no apartamento de uma amiga ela mora no 14 andar dai pra sair dela foi aquele parto sorte q o meu irmão e o irmão e pai dela deu uma mão pra descer a escadaria q parecia um everest pra mim imagina pra eles.
E bondão aqui em São José dos campos só tem lugar pra um "Malacabado"sabadão um som do inferno voltando pro trampo da eu lá todo cansado esperando o bondão e não é que o danado passa direto só vi o desgraçado do motorista fazendo sinal com a mão q já tava lotado.
Comentário de: Michelle [Visitante]
24.11.09 @ 21:16nossa, que maluquice!rs passei a maior parte do texto dizendo mentalmente "mas... por que não utilizar a escada?" até que você mesmo o fez. tarde demais, mas o fez. rs
sim, tbm me emociono com a solidariedade do brasileiro e tal, mas ter que passar por situações assim é revoltante. pelo menos a mim fere, incomoda e ira. e olha que nem cadeirante sou. claro que outra característica louvável do brasileiro é seu senso de humor, principalmente em situações difíceis... fiquei pensando que deveria ter normas prevendo a obrigatoriedade de geradores (pelo menos para os elevadores - se isso for possível...) em todos os prédios ou que assegurassem outro meio de acesso do cadeirante a sua casa. sei lá... mas alguma coisa do tipo deveria haver. deveria ser pensado e exigido. pois imagina se a luz não volta, imagina se as pessoa não ajudam, imagina se não tem para quem ligar para pedir auxílio?
Comentário de: rafael [Visitante]
24.11.09 @ 21:39ehuaheuae, mto engraçado!que bom humor!
Comentário de: Jacques Lincoln [Visitante]
24.11.09 @ 23:05Parabéns ao pessoa do prédio. O incrível é que gestos como esses são mais comuns do que pensamos, mas ainda existe um contraste muito grande na boa vontade das pessoas, utilizar o metro em horário de pico nos faz acreditar que cada vez mais as pessoas só pensam em si, ninguém tem educação com aquele que está ao seu lado.
Abraço!!
Comentário de: Joana [Visitante]
25.11.09 @ 01:44Aconteceu coisa parecida por aqui! Meu ex-marido era cadeirante e morávamos no 13o andar! Acabou a luz uma vez e o porteiro se ofereceu pra levar ele no braço! Meu Deus! kkk
Comentário de: Ricardo NC [Visitante]
25.11.09 @ 07:51Saem lagrimas de tanto ri da desgraça insólita da primeira parte, saem lagrimas de desesperança da segunda parte, é assim, mais uma história que ficará na minha memória. Aqui como lá, em menor escala, somos indiferentes, ou será que ninguém passou por uma situação parecida?
Comentário de: Leonardo [Visitante]
25.11.09 @ 09:33Muito louca sua aventura!
O mais engraçado foi o "destino" com sua fina ironia te esperando chegar ao seu andar para religar a energia. E que coragem! Deve ter dado o maior cagaço entrar no elevador comandado pela "equipe" de salvamento do seu prédio. rsrsrs
PS. Eu não acho que a camisa do Curintia deu azar. Assim como não acho que ela vai dar azar para o Mengão domingo. Certo? Manda os reservas dos juniores e depois a gente comemora. Eu, o título, vc, o chororô dos bambis e da porcada!
Abs
Comentário de: Duda [Visitante]
25.11.09 @ 10:53Nossa que história incrivel, fico feliz que existam pessoas tão generosas em nosso pais, que ajudam as pessoas assim sem querer nada em troca.
Parabens pelo texto, da proxima vez poe a camisa do Mengão, dai todo mundo ti leva no colo e rapidamente.
Comentário de: Mario Lucas [Visitante]
25.11.09 @ 11:03Que isso Marcelão... vestir a camisa do coringão??? tô fora!! já não tenho tido muita sorte...Prefiro vestir uma camisa azul estrelada do meu Cruzeiro, essa sim traz boas vibrações... nada de bambi ou porco...
Nos encontramos na Libertadores 2010.
um abraço.
Comentário de: fernanda (nanica) jaques [Visitante] · http://www.fenrnandananica.blogpot.com
25.11.09 @ 11:19no início achei que subir no braço fosse levar no colo, mesmo pô!
acho que tu é bem mais leve que um elevador...
:)
eu tenho medo quando alguém me pede ajuda na rua, sinceramente. dá última vez que fui dar informação fui sequestrada e levaram carro+celular+dinheiro+meu espírito jovem "nadavaimeacontecer".
o que não justifica, claro, um não prestar ajuda para alguém em reais apuros.
Comentário de: Renato Nunes [Visitante]
25.11.09 @ 12:49Ruben essa sua historia foi muito boa. Mas a do seu amigo Gino Willians foi melhor. Só nos brasileiros que pensamos ainda em ajudar uns aos outros. Parabens pelos funcionários que trabalham no seu prédio pela dedicação mesmo a luz voltando 10 minutos depois. O que vale mais para eles é o seu muito obrigado e sua cara de satisfação com eles, não você caprixar na caixinha de fim de ano. A caixinha tem que ser pelo trabalho do ano todo e não por um ato heróico. Mas deve ter sido uma cena mto engraçada vc num elevador com uma laterna...
Comentário de: Ariane Ferraz [Visitante]
25.11.09 @ 12:49Por essa e por outras que digo
"aqui nasci e aqui vou morrer!!!"
Amo demais esse povo brasileiro,
que sempre se prontifica,sempre estão dispostos a tudo, e mesmo em onibus lotado com todas as janelas fechadas estão fazendo piadas e rindo...
Bjs pra ti Marcelo
Comentário de: Cláudia [Visitante]
25.11.09 @ 13:17Maravilha de história. Já mandei para frente.
Comentário de: Regiane Alencar [Visitante] · http://www.ovelhasincandescentes.blogspot.com
25.11.09 @ 13:24Tb poderia comentar a parte do molhado e tremendo de frio, mas é melhor ficar quieta =]
Eu sempre tomo bronca da mamãe por falar mal do Brasil, mas sou obrigada a dar o braço a torcer qnd se fala em "brasileiros".
Salvo exceções, podemos até faltar com caráter, mas não na ajuda.
Comentário de: Lucas Latorre [Visitante]
25.11.09 @ 13:42Putz Marceleza.... Quase chorei aqui no trabalho.... Estou meio emotivo tb...
Fantástico !!
Um dia me contaram que os elevadores tem uma trava de segurança que caso ele caia subitamente as travas o param por medidas de "segurança"... vai saber....
Entro no seu blog todo dia.... Parabéns ele é ótimo !! Abraços
Comentário de: Luciana [Visitante]
25.11.09 @ 15:15Pô, mto legal essa mobilização, prova q ainda existem, ainda bem, pessoas que se preocupam com o bem-estar das outras.
Mudando de assunto, estou me apaixonando por você rsrsrs. cada livro seu que leio me deixa mais ansiosa pelo próximo. agora estou lendo "as 100 melhores crônicas da literatura brasileira" e você está lá, pomposo, entre Machado, Veríssimo, e outros. Mais do que merecido. Parabéns e continue sendo essa perfeição como pessoa, romancista e cronista!!!! bjs!!
Comentário de: Bruno Ribeiro [Visitante] · http://www.botequimdobruno.blogspot.com
25.11.09 @ 19:39Este é o povo brasileiro. O mesmo povo que sofre, cotidianamente, o preconceito da elite que se julga dona do país. Eis uma grande história.
Comentário de: thais [Visitante]
25.11.09 @ 20:03Gabriela, sua danada, nem avisou q viu o Paiva!!
Vou te bater essa semana ainda kkkk
Beijos Paiva
Beijos amigona sortuda!
Comentário de: Gu Ramalho [Visitante]
26.11.09 @ 00:22Sensacional essa estória Marcelo… se estivesse no prédio poderiamos ter feito um documentário da aventura! Abs, Gu.
rsrsrs, com sua mina de atriz? abs
Comentário de: Nadyégila [Visitante]
26.11.09 @ 01:33Por que mesmo niguém o carregou pela escada?Kkkkk.
É, pois é o melhor... camisa do timão,né?
Eh,eh vida parada,né?Agora é bom contar,mas o pé no s**** que foi ficar com frio,fome,de sunguinha e tals querendo está dentro de casa...Só rindo de tudo no final.
Comentário de: Ricardo NC [Visitante]
26.11.09 @ 08:59Tenho uma neura por segurança. Você estava a salvo, pois elevadores só caem em filmes e comerciais, porém os funcionários colocaram-se em risco. Existem outras formas de ser solidário. Caso ocorra novamente, devido à freqüência da falta de energia elétrica, sugiro que alguém pegue em seu apartamento (Sentirás uma invasão de privacidade?) tudo o que você venha a precisar (Lembrarás de tudo? Quantas vezes o disposto vizinho terá que subir as escadas até completar a listinha?), inclusive o computador (Droga! Você esqueceu de carregar a bateria.) e que aquela vizinha do andar térreo coloque o banheiro a disposição para que você possa tomar seu banho (é mesmo o banheiro dela não é adaptado).
Bom pessoal! Vamos fazer academia, pois o Marcelão vai precisar da gente novamente.
Comentário de: Cesar Cruz [Visitante] · http://www.oscausosdocruz.blogspot.com
26.11.09 @ 16:28Não vou nem comentar a primeira parte da crônica, que está sensacional e deliciosa. Também não preciso dizer que és um bom cronista do cotidiano, pois todos sabem disto.
Meu comentário desta vez será acerca do ocorrido com teu amigo, que ficou prostrado ao chão, sem uma alma misericordiosa que o acolhesse; até que surgiu aquele santo homem!
Não pretendo ser religioso, mas não posso deixar de mencionar que o caso se parece muito, dadas as diferenças de séculos e culturas passadas, com a parábola do bom samaritano, que qualquer um pode acessar pelo Google, vale uma lida. Uma grande lição de que a bondade e a misericórdia, às vezes, vem de onde menos se espera.
forte abraço
Cesar Cruz
S.Paulo/ SP
Comentário de: Benê [Visitante]
27.11.09 @ 00:46Já fiquei preso em elevador....NEM PHUDENDO QUE EU FARIA O QUE VC FEZ!!!
Quem tem ass! Tem fear!!!
mas o povo é o que se salva nesse país.....
Comentário de: Thiago Rosa [Visitante]
27.11.09 @ 12:25NOSSA... muito boa!!! hahaha... ainda bem que você não mora num arranha-céus! hahahaha... e que seus porteiros são brasileiros... no meu prédio tem um chileno, não muito simpático. As vezes ele tenta ler algumas cartas colocando-as contra a luz... e em seu horário, das 22 às 06 onde teoricamente teria que ficar acordado, costuma dormir um pouco, deixando a barra limpa para os malandros! :D
Comentário de: Vera [Visitante] · http://aletheiaeatabularasa.blogspot.com
27.11.09 @ 23:15Seria um curta interessante, o título poderia ser: O Elevador Solidário ou Quem Não Tem Eletricidade Tem Que Ter Amigos... rsrs... gosto de ler como "despretensiosamente" escreve... os gêneros bem misturados e narrados com tanta facilidade que minha modéstia diz que escreveu pra mim (calma... sei que não foi... faço terapia para isso)... parece fácil escrever lendo você... parece.
Mas quando posto algo em meu blog (um parto)... as vezes imagino você lendo... e suas expressões me fazem rir e escrever mais... sempre na ilusão hiperbólica que não vai ser nada solidário comigo também...
Comentário de: Daniela [Visitante] · http://makemedizzy.wordpress.com
28.11.09 @ 00:38
A leveza do senso de humor soa como o gosto da canela no capuccino...
Bom texto, boa estória, bom blog!
http://makemedizzy.wordpress.com
Comentário de: Daniela [Visitante] · http://istoouaquilo.zip.net
29.11.09 @ 06:57Minha sugestao é que seja instalado um gerador no seu predio, é um investimento valido. No meu predio ja foi instalado e resolve muitos problemas.
Deixe seu comentário:
Marcelo Rubens Paiva é escritor, dramaturgo e colunista do Caderno 2
- Fevereiro 2010 (4)
- Janeiro 2010 (15)
- Dezembro 2009 (14)
- Novembro 2009 (16)
- Outubro 2009 (14)
- Setembro 2009 (12)
- Agosto 2009 (15)
- Julho 2009 (19)
- Junho 2009 (14)
- Maio 2009 (14)
- Abril 2009 (18)
- Março 2009 (19)
- mais...

Twitters 
RSS