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11.11.09
O apagão de ontem mostrou o poder de uma nova mídia, que bateu todas as outras: a do celular 3G.
Só quem o tinha sabia detalhes do que acontecia, poder antes exclusivo das rádios. Porém, muitas emissoras saíram do ar.
Quem acessava a internet pelo seu celular, lia o Twitter, os portais de notícia, mantinha os outros pedestres informados. Mandei muitos torpedos para gente que "cancelava" o programa agendado, a festinha do MARCELO TAS, pois acabara a luz "em casa".
É em todo Brasil, nega. Até no Paraguai, eu respondia.
Jura?
Minha irmã Eliana, ilhada no décimo sétimo andar de um apê no Leblon, Rio, até perguntou: "Como você sabe?" Da janela, ela notava que parte da zona sul estava às escuras. Mas sem rádio com pilhas, TV, internet, ela também estava às escuras.
Diferentemente do apagão de 1999, cujos boatos chegavam pelo celular ["minha mãe diz que lá em Santa Catarina também tá sem luz"; "meu primo de Salvador também", gritavam no cinema em que eu estava], neste, um mostrava para o outro o visor atualizado do seu 3G. Que também servia de lanterna.
No shopping, depois de ir ao lançamento do livro do Caversan, me preparava para entrar no elevador e com o Kiko ir à festa do TAS. Entramos no elevador, e ele não saiu do lugar.
Descemos pela rampa da garagem e fomos pra casa do Kiko, dar um tempo lá. Não achei a cidade caótica, apesar da falta de semáforos. Nos cruzamentos, uma estranha e pacífica ética nascia do caos.

Apagões servem para nos sentirmos escoteiros ou em acampamento.
Ana Júlia, sua filha, tocou violão. Vi a menina nascer. Hoje, compõe músicas próprias, canta afinada, com a voz potente. Velas nos iluminavam. Há tempos eu queria escutá-la, já tinham me dito o quanto era boa. Precisou de um blecaute para rolar.
Muitos amigos começaram a me ligar, e isso sempre acontece em apagões. Fazem referências ao meu livro BLECAUTE. Me chamam de profético. Nem tanto.
O livro BLECAUTE está mais para KALKI, de Gore Vidal, que também inspirou ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA, de Saramago, do que para os apagões rotineiros. Na verdade, é um livro sobre apocalipse e falta de vida, não apenas falta de luz elétrica. Mas acho a lembrança simpática. Eu mesmo não me lembro.
E lamentei pelo TAS, que teve a festa de 50 anos micada. Bem, na minha, também faltou luz bem no meio, e ele estava lá. Será que não se deve comemorar os 50 anos?
Ao final, era 1h, e levei de carro a nossa editora ISA PESSOA para um hotel na PAULISTA. Contou que na festa de prêmio literário de que vinha nem se sentiu a falta de luz, graças aos geradores da Casa Fasano. E que não havia táxis na cidade. Foi até a casa do Kiko, nos encontrar, de carona.
Achei tudo calmo e bem organizado. Já havia cruzamentos bloqueados, ou com cones, indicando outro caminho, sugerindo mudanças de rotas. As pessoas dirigiam com calma, solidárias. Muita gente papeava em rodas. Muitas pessoas sentadas no calçadão da Paulista.
Apenas os edifícios da elite dos Jardins estavam iluminados, graças aos seus potentes geradores. Assim como a padaria Galeria dos Pães, na Rua Estados Unidos, lotada e funcionando normalmente. Que inveja. Nessas horas ser rico deve ser bom.
Como no meu prédio não tem gerador, dormi no sofá da sala da casa da minha irmã Vera.
Hoje de manhã, a golden dela me trouxe o jornal. Tomamos um café da manhã em família. Vim a pé para o meu apê.
A feira da rua está rolando. Dona Maria, a japa do melhor pastel da cidade, está lá. A pancadaria da obra do vizinho começou, como há 6 meses. A internet está normal. Tinha até o ESTADÃO com notícias do apagão na porta.
É, a vida continua...
+++
Escrevi a crônica abaixo no ano passado, para a revista da Livraria Cultura. Me pediam uma comparação entre Ensaio Sobre a Cegueira e Blecaute.
CEGUEIRA E BLECAUTE
Na verdade, o título acima deveria estar em itálico ou entre aspas- dependendo da norma da publicação-, já que anuncia a comparação entre duas obras literárias, que são diferentes em estilo, mas oferecem uma trama de pano-de-fundo parecida: Ensaio Sobre a Cegueira, de José Saramago (Companhia das Letras) e Blecaute (Objetiva), o meu segundo romance- primeiro de ficção.
Sem abusar da vaidade, a pauta foi sugerida pela Revista da Cultura, já que, apesar de, também entre aspas, escrevermos seguindo as regras da mesma língua, Saramago é um Prêmio Nobel, vendedor de milhões de exemplares, e eu sou um escritor do Sul do Equador, atualmente mais conhecido como o roteirista do documentário sobre o Corinthians.
Ensaio Sobre a Cegueira é de 1995. Virou filme pelas mãos e lentes de Fernando Meirelles. É narrado por um velho, que se desloca por uma cidade desconhecida, em que todos ficam temporariamente cegos, devido a uma praga desconhecida. Apenas a mulher de um oftalmologista é imune à doença- os personagens não têm nome. Para sobreviver, ela finge que é cega.
A praga começa de repente, já na primeira página: um motorista “se vê” cego no meio do trânsito. Ele espalha o vírus, que é rápido, impiedoso. O caos se estabelece. A civilização e os pactos criados são rompidos.
Pouco a pouco, desperta a fera corrupta, predadora e interesseira que há domesticada em muitos. A frágil aliança entre os homens é substituída pela competição entre aqueles que acreditam na união para a sobrevivência, e aqueles que apostam na anarquia.
Blecaute foi escrito dez anos antes. Pode virar filme pelas mãos de Caito Ortiz, da Pródigo Filmes. Além do Brasil, foi publicado na Alemanha. Vendeu 280 mil cópias, um estouro que, segundo muitos, seguiu a esteira do sucesso do meu primeiro livro, Feliz Ano Velho.
Rindu, Mário e Martina ficam presos numa caverna do Vale do Ribeira. Quando saem, descobrem que as estradas e São Paulo estão desertas. As pessoas viraram estátuas. Apenas os animais sobreviveram a uma misteriosa praga.
Entre explorar e esperar na cidade “o fenômeno” acabar, decidem morar num bunker e esperar. Aos poucos, é também rompido o pacto de civilidade. Passam a agredir tudo em volta, dinamitar monumentos, fazer excentricidades. Para, depois, considerarem o amigo um inimigo.
Cegueira tem final feliz e sugere que precisamos de uma catástrofe eventual para enxergamos nossas contradições, desenharmos a paz e um rumo. Todos voltam a enxergar. Muitas metáforas emergem desse plot: estamos cegos diante da miséria humana.
“Por que foi que cegamos, não sei, talvez um dia se chegue a conhecer a razão, queres que te diga o que penso, diz, penso que não cegamos, penso que estamos cegos, cegos que veem, cegos que, vendo, não veem.”
Blecaute não explica o fenômeno e termina sem solução. Os personagens sobreviventes estarão para sempre solitários, numa civilização que se foi.
Escrevi inspirado no movimento punk e no desespero que vivíamos perante a possibilidade da destruição por uma guerra nuclear e aquecimento global.
Antes dele, livros e filmes propunham uma trama apocalíptica, para desvendarmos alguns segredos da civilização. Como Kalki, de Gore Vidal. Informei no prefácio que meu livro era inspirado na série Além da Imaginação, produzida no clima do pós-guerra. Dois filmes, A Última Esperança da Terra, com Charlton Heston, e a sua refilmagem, A Lenda, com as nossa Alice Braga, mostram Nova York deserta, também atacada por uma praga, e a luta contra seres mutantes.
Acredito que Saramago foi inspirado pela aids e ebola, vírus que ameaçam a espécie.
Enquanto abuso da linguagem coloquial, Saramago tem um estilo formal, apesar de não pontuar os diálogos, uma brilhante técnica, que ilustra como, se fecharmos os olhos, nos vêm as falas ao redor.
Porém, sem dúvida, em comum, há o sentimento que existe em todas as religiões, está narrado na Bíblia, e que aflige o homem, o de que um dia tudo isso acabará, que não haverá mais olhos para ver um Van Gogh, ouvidos para escutar um Mozart. A beleza criada pelo homem pode ser destruída por ele mesmo.
Comentários:
Comentário de: Tattinha [Visitante]
11.11.09 @ 10:14Achei que a cidade tivesse virado um caos!
Ainda bem que não...
Não ia ler sua crônica (pois não li o livro Blecaute), mas não resisti...
Parece que apesar de serem livros inteiramente diferentes, eles partem de uma mesma idéia.
Faz sentido a analogia...
Comentário de: Helen [Visitante]
11.11.09 @ 10:48Nossa, que legal né...? o caos não te atingiu, nenhum assalto, nenhum pãnico, nem aparelhos domésticos queimados, nem dormiu no terminal de ônibus pq era o único lugar iluminado e não tinha transporta.. nada! nadinha!
Rodinhas na rua, gente cantando a luz de velas, café em família... que lindo sua visão do caos..
Puxa... eita mundinho bão sem portera, né?
Comentário de: Helen [Visitante]
11.11.09 @ 11:03que legal, né? não viu assalto, gente dormindo em terminal de ônibus, preso em elevador, vendo o Zé Mayer na tv... nada disso aconteceu, né? Só gente confraternizando na rua, a luz de velas e café da manha em familia. Isso seria pura alienação ou o sempre outro jeito de contar a história do escritor. Puxa...
Comentário de: Michelle [Visitante]
11.11.09 @ 11:23Eu tbm lembrei de você e do seu livro na hora do apagão. :)
Engraçado esse outro lado, né. No dia-a-dia é cada um no seu canto com seus afazeres, um papo ou outro não muito demorado, um olhar rápido sobre as coisas; e de repente apagam-se as luzes, acendem-se as velas, vamos todos para a varanda, conversas pausadas, risos, cantos, estrelas ...
+++
ah, o que é golden?
raça da cadela
Comentário de: Vitor [Visitante]
11.11.09 @ 11:45Primeira pessoa que eu lembreo quando houve o Blecaute foi você, não sei porque e nem sei porque tô dizendo isso. Mas foi legal, passou toda a história do livro na minha cabeça
Comentário de: Mariana [Visitante]
11.11.09 @ 11:55Aqui em Campinas, qdo acaba a luz, o pessoal fica na rua contando lorotas!
Claro q todos lembraram do seu livro, confesso q não tinha lembrado.
Agora, dormir no sofá não é muito bom não...
Comentário de: jair gaino [Visitante]
11.11.09 @ 13:18O apagão começou na Uniban pela forma como tratou o caso "loura da minissaia".
A medida que alguem tentava entender como um ambiente de universidade pudesse conduzir um caso dessa forma, apagou-se tudo.
Comentário de: Mi [Visitante]
11.11.09 @ 13:31Perdi o Fenômeno no programa do Jô!
devem reprisar...
Comentário de: Coração com Tato [Visitante]
11.11.09 @ 13:38Cara,
Você é muito bom!
Você tem um "Coração com Tato", uma visão descortinada do imperceptível... é racional e emotivo, saudosista e realista.
Parabéns! Sou seu fã.
Comentário de: João [Visitante]
11.11.09 @ 13:58Conversa, essa do "poder de uma nova mídia, que bateu todas as outras".
Ela pode ter vindo para somar, mas dizer que é superior ao rádio? Nunca!
Estava muito bem informado ouvindo inicialmente a CBN, e depois a Jovem Pan, em FM inclusive.
Eu também usei o celular para iluminar, mas minha lanterna fez um papel muito melhor.
Comentário de: fernanda(nanica) [Visitante]
11.11.09 @ 14:15internet é um negócio mágico.
te virei fã há dois dias, te pesquisei ontem e falo contigo hoje.
nossa trajetória tem algumas similaridades e gostaria de conversar contigo (email né, outra maravilha - recomendação do meu terapeuta hahaha). posso? como faço?
sobre a postagem: porto alegre é tão província que nem pra ter blecaute. só me resta falar do blecaute dos outros...
sorte de vcs. poa é demais...
Comentário de: ...apenas um (e)leitor..! [Visitante]
11.11.09 @ 14:17..cara - desculpe a intimidade, mas quem pensa como eu só pode ser meu amigo íntimo...rs -, vc escreveu muito aí...escreveu td o q eu gostaria - sem cair no pecado da inveja - de ter escrito, e dizer, td c/ as mesmas palavras q dissestes...
...concordo ipsis litteris et verbis com o q foi dito por ti pq parece q ao lê-lo estou ouvindo a mim msm..
...vc é bom nesta arte rubinho - posso chamá-lo assim ñ por ser mais velho q vc, mas por ter mais idade...rs
...desta maneira só me resta paranabenizá-lo com todos os louros que faz por merecer, por tal artigo e trabalho..
BRAVO!!!
(PS: se todos q lemos ñ tomarmos providência politico/eleitoral p/ mudar - qquer q seja o jeito: eu, particularmente, ainda prefiro q seja os pacificos e dentro das leis, mas, se for preciso outra forma de fazer c/ q nos ouçam, que seja tb...! - td isso q os governos e governantes, mais especificamente, estão fazendo c/nós e nossos amigos, parentes e semelhantes, sei ñ no que vai dar..! só espero q ñ estejamos projetando (e próximo de concretizá-lo) o novo "Armagedon autoritário")
..por fim, receba meus cumprimentos pelo belo trabalho e um grande e forte abraço deste seu fã...!
Comentário de: Maria [Visitante] · http://visitante
11.11.09 @ 14:37Pensei em "Ensaio sobre a cegueira", ontem, quando o apagão tomou conta do centrão de SP. Ilhada. Não sabia se era local ou geral. Via as pessoas na rua, muita, muita gente, como não é normal. Um maluco foi apitar o trânsito, mas ele não era da CET, era um improviso. Depois, quase atropelado, parou. E hoje de manhã, fiquei sabendo, era mesmo quase um "Ensaio...", numa tentativa de assalto uma mulher foi assassinada, durante o apagão. Outros pararam e ficaram onde estavam, com medo dos outros. Nós, os outros.
Comentário de: João [Visitante]
11.11.09 @ 14:37Bom é assim, quando comentamos e o nosso comentário é publicado no mesmo instante...
Comentário de: Gustavo Viana [Visitante]
11.11.09 @ 14:43Também lembrei do Blecaute (livro)!
Estava em casa, foi ótimo. Desliguei a TV e fiquei lendo (Vida de Escritor, Gay Talese) à luz de velas.
Abraço!
Comentário de: Mari [Visitante]
11.11.09 @ 14:48Não acredito que vc estava lá!
A Magaly me chamou mil vezes e eu não pude ir - ainda bem até, pq cheguei em casa 15 minutos antes de apagar tudo =P
Comentário de: Márcia [Visitante] · http://www.twitter.com/Marcia_Braga
11.11.09 @ 15:01Enfim um depoimento de alguém de dentro da escuridão. Muito bom, diferente dos outros jornais que só mostraram o caos, mas não precisa apagar as luzes pra bagunçar tudo, né? Parece que no escuro dá pra ver melhor a solidariedade das pessoas também. Muito legal.
Comentário de: kuki [Visitante]
11.11.09 @ 15:06Sobre o celular : Minha linha é da Claro e fiquei sem sinal durante o apagao.
Assim o "o poder do celular" nao é isso tudo nao.
a minha tb, e eu estava com sinal
Comentário de: Emanuela Barisan [Visitante] · http://www.guitarcatt.blogspot.com
11.11.09 @ 15:19Olá, Marcelo!
Coincidentemente eu estava lendo seu livro Blecaute ontem, no momento do apagão. OO
Um mês atrás, li Ensaio sobre a Cegueira e estava exatemente notando as "semelhanças" entre os escritos. E eu quero te dar um uta, porque o episódio de Twilight Zone que Martina tenta recordar-se, logo no começo do romance, é o meu preferido! (o do homem que é louco por leitura e se vê completamente sozinho - com os livros - depois de um acidente nuclear)
Enfim, sincronicidade besta, mas eu acho digno. rs
Um beijo, obrigada!
Comentário de: Karolina Gutiez [Visitante] · http://anseiosdaalma.wordpress.com
11.11.09 @ 15:28Marcelo, querido, uma dúvida: você já fez 50? Impossível!
oui
Comentário de: Mário Lucas [Visitante]
11.11.09 @ 15:33Marcelo,
Gostei muito de Blecaute, o livro.
Rindu está entre seus personagens mais interessantes, ele me parece ir do niilismo ao existencialismo na mesma frase. seria possivel?
Abço!
uma coisa nao liga a outra?
Comentário de: Letícia [Visitante]
11.11.09 @ 15:35Lembrei imediatamente do teu livro com o ocorrido.
Abraço, Marcelo! Ah, o Blog está ótimo!
Comentário de: waldemar maria de araujo filho [Visitante]
11.11.09 @ 16:21Aqui em Santíssimo na zona oeste do RJ, as minhas 2 linhas fixas ficaram mudas (não são telefones sem fio). Os meus GSM (OI e Claro) ficaram sem serviço. Só meus velhos CDMA (Vivo) de 2001 e 2004 funcionavam. Não tenho 3G por isso não sei como estava o serviço. Tive de me valer do radinho de pilha p/saber o que acontecia. A minha sorte é que alem do nobreak no PC ligado ao filtro de linha, também utilizo esses protetores raio/surto/descarga nas tomadas, aparelhos elétricos e na linha telefônica, por isso meus aparelhos elétricos não tiveram problemas
Comentário de: JB [Visitante]
11.11.09 @ 16:21Não precisa de 3G, meu caro. Qualquer celularzinho safado com radio FM, informa e passa "torpedinho".
Por módicos R$ 79,00 vc compra um. Valeu?
Comentário de: Alu [Visitante]
11.11.09 @ 17:02Marcelo, adoro os seus textos. Tens o único blog que gosto de ler no Estadão. Mas me permita discordar de um conceito - o telefone 3G não é uma nova mídia. É só uma nova conexão para as mídias (sites, twitter) que já existem.
pensando assim, a tv tb nao seria, pois no começo só passava filmes, rádio novelas e teatro
Comentário de: Paulo COsta [Visitante]
11.11.09 @ 17:27O celular 3G foi fantástico, enquanto funcionou!
Comentário de: Pat [Visitante]
11.11.09 @ 17:45Assisti o blecaute através de um celular com TV, mais conhecido como "ching-ling".
Viva a era da modernidade. Uns presos no elevador, e outros, do lado, assistindo a tudo.
Comentário de: Regina [Visitante]
11.11.09 @ 17:55Olá Marcelo
Durante o apagão que apagou Campo Grande/MS, eu não estava em casa. Minha mãe, com 84 anos descobriu que o celular dela, apesar ser simplinho, tambem se transformou em uma lanterninha. Exatamente o que ela precisava no momento. Coisas da tecnologia. Gostei de ficar apagada. Abraços
Comentário de: Américo [Visitante]
11.11.09 @ 18:08Bom pessoal. Eu moro em sítio e no sítio, dormimos cedo. Na hora do apagão, estava assistindo televisão mas logo tudo escureceu. Como isso é comum por aqui (não sei a causa), logo dormi e acordei as 2 horas da manhã quando tudo voltou (fui apagar a luz do banheiro que estava ligada). Aqui não temos esse tumulto das grandes cidades que parece que não dorme e nelas não quero morar. Acordei de manhã e soube que isso ocorreu em grande parte do país. Que bom morar bem longe da cidade para não perceber o caos que pode ter acontecido em muitos lugares. Aqui é água de poço movido a bomba elétrica, sem ela, não temos água também mas com a caixa de água de mil litros, pode se ficar um dia sem puxar água do poço com um pouco de economia. Feliz a vida simples do campo... P.S. tenho 3G mas na hora estava dormindo e não usei.
Comentário de: Teka [Visitante]
11.11.09 @ 18:49Tudo bem que meu celular funcionou também, mas não concordo em dizer que as rádios ficaram pra trás, muito ao contrário, fiquei muito bem informada as noticias vinham rápidas e até na medida do possível esclarecedoras, fiquei ligada no MP5 até 3:30.
Bjs
Comentário de: Marrie [Visitante]
11.11.09 @ 21:03A minha primeira referência ao apagão foi, sem dúvidas, o seu livro. Aquele livro sensacional. Amo.
Comentário de: Ariane Ferraz [Visitante]
11.11.09 @ 21:05Confesso q fiquei discutindo com meu irmão q não gostou do filme ensaio sobre a cegueira... e não leu seu livro Blecaute ainda...
O Triste foi qdo meu celular parou de funcionar por causa de estar sem sinal, e qdo acabou a bateria oque me restou foi ...Dormir...rsrsrs
Mais até q achei bacana ficar sem luz =)
pego super bem com essa coisa de entender que dá pra viver sem tv,computador...essas coisas...
Bjs
Ari...
Comentário de: Luana de Oliveira [Visitante] · http://twitter.com/delua22
11.11.09 @ 21:25poxa, até hoje fico babando com a forma com que você escreve ;s
Comentário de: Janaina [Visitante]
11.11.09 @ 21:32Acompanho o que você faz pelo twitter e por aqui também.É bacana seguir o que você escreve para esse nosso mundinho politicamente correto.
PARABÉNS!
Ps:Só faltou o Platão nesse apagão.
Comentário de: Roberto [Visitante] · http://dialogodepedras.blogspot.com/
11.11.09 @ 21:49Olá Marcelo. O tal apagão me pegou no chuveiro. Corri nú, molhado pela casa toda desligando tudo da tomada. Quando vi pela varanda a extensão do estrago logo imaginei que se tratava de algo grande. Tente falar com minha filha pelo celular (Claro) e nem sinal dava. Fui na cozinha e peguei o velho rádio de pilha da minha empregada e lá soube do apagão. Gostei do seu ponto de vista. Enxergar pacífica ética no caos???
Comentário de: leigo [Visitante]
11.11.09 @ 21:50Nada melhor que um apagão para pensarmos como o homem moderno é dependente da energia elétrica (do computador, do celular, do ar condicionado, da máquina do banco, da máquina da UTI, etc.). Uma semana sem energia no mundo, ele acaba. Será ?
Comentário de: Thamiris [Visitante]
11.11.09 @ 23:17Lembrei muito do seu livro ontem (como os seus amigos), achei que quando eu chegasse em casa os meus pais e minha gata estariam "empedrados" rs. Eu estava até me preparando para ir na globo e jogar uma bomba rs.
Um beijo, Marcelo
Comentário de: Jacques [Visitante]
11.11.09 @ 23:57marceloo te amooo!
a forma que vc escreve me atrai demais...!!
li blacaute muito nova e aparte q me ficou foi cortar o cabelo do cantor de rock e colocar na mão da fã em outro quarto....fazendo ponte com o ocorrido apagão...tadinha da madonna....
Beijosss
Te amo e nem é poucooooooooo!!!!
Comentário de: Ivan [Visitante]
12.11.09 @ 09:33
Tenho 2 celulares (claro e oi) e um fixo (tim).
Nenhum funcionou
Abraço
Comentário de: Ju Sakae [Visitante]
12.11.09 @ 20:46Tragicomédia: ENADE, dois dias antes do apagão, me pergunta "Segundo (blablabla) é correto afirmar que a telefonia móvel é:"
a) desprovida de características tecnológicas próprias que possibilitariam sua classificação como nova mídia.
http://twitpic.com/ow92d
não vou nem citar a "marolinha"...
Comentário de: Mônica [Visitante]
13.11.09 @ 15:57Oi! Já li Blecaute há muito tempo (na verdade, no ano de lançamento) e talvez esteja misturando um pouco as coisas, mas sua crônica me fez pensar que há uma semelhança entre o seu livro, o do Saramago e O senhor das moscas. Acho que os três permitem ao leitor pensar sobre esse sentimento de que em algum momento "tudo" vai acabar e de que parece sempre haver uma coisa que nos escapa. Beijo
Comentário de: Romulo [Visitante]
16.11.09 @ 14:13eu amei seu livro
vs é mega criativo e inteligente
a forma q vs escreve nossa é... incrivel
melhor livor q eu já (apesar de não ter abito de leitura)
parabéns
Comentário de: Romulo Bernardo [Visitante] · http://romulo.com
16.11.09 @ 17:13amoo seu livro
o melhor de todos
Comentário de: Bianatriz [Visitante] · http://agateira.blogspot.com
16.11.09 @ 23:22Saudade do Rindu!!
Que livro instigante! Amei, e ler vc falando sobre ele me deu saudade e vontade de ler de novo!
Sobre o 3G, meu Oi segurou a onda firme em Botafogo, e o twitter me surpreendeu desbancando minha curiosidade auditiva alimentada pela cbn e bandnews... foi um barato ver o "vírus" da comunicação se espalhando entre os tuiteiros de primeira viagem no escuro...
[]s
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Marcelo Rubens Paiva é escritor, dramaturgo e colunista do Caderno 2
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