BLOGS

05.11.09

por Livio Oricchio, Seção: Coluna 12:52:11.

05/XI/09

Olá amigos. Estou aqui em Nice, na França, como de costume. Espero em 2010 permanecer ainda mais tempo por aqui, sem essa loucura de estar toda hora dentro de avião para vôos de 12 horas e submeter-me a todo instante aos efeitos do fuso horário. Sem falar que poderei ser mais útil jornalisticamente ao permanecer na Europa, como fiz em 1994, por exemplo, em que vivi por estas bandas.

Há leitores que reclamam de que não escrevo como deveria no blog. Têm toda a razão. Como eu as minhas. Hoje penso que vale a pena contar um pouco do que vi e minhas fontes revelavam sobre o ambiente da Toyota, que ontem anunciou a retirada da Fórmula 1.

Um dos personagens com quem mais conversava era Gustav Brunner, engenheiro austríaco. Relacionamento de em algumas ocasiões saírmos para jantar. Ele trabalhava para a Ferrari quando comecei a cobrir a Fórmula 1, no final dos anos 80, e em seguida transferiu-se para um pequeno time alemão de nome Rial. Seu proprietário, Günther Schmidt, era um alemão superidealista que, se tivesse dinheiro, provavelmente faria a escuderia crescer. Ele me foi apresentado por Gustav.

Antes de a Toyota estrear na Fórmula 1, em 2002, Brunner era o diretor-técnico. Coordenou o grupo em Colônia, Alemanha, para conceber o carro da primeira temporada. Permaneceu lá até 2005. Confidenciava algumas coisas, posso dizer muitas até, como o comportamento dos profissionais da equipe. Era um tal de salve-se quem puder que, olha, lembra as estatais brasileiras.

O importante é manter o emprego. O compromisso com dar o melhor de si, de ver o projeto crescer, aprimorar-se...tudo isso era bem secundário na Toyota. A maior parte dos integrantes provinha, ainda, do grupo de técnicos que com competência e a liderança firme do sueco Ove Andersson, foram campeões do mundo no rali em 1990, 1992, 1993 e 1994. Começaram a aprender o que era a Fórmula 1.

Vários engenheiros e profissionais de outras áreas, pertencentes aos demais times, assinaram contrato com a Toyota. Recebiam muito bem, afinal a montadora alemã era a única a ter sede na Alemanha. Regularmente tinham o direito de retornar a seus países de origem nos fins de semana de folga, com passagens pagas pela empresa.

Ninguém queria perder a mamata: ser bem pago, com direitos pouco comuns, e sem ninguém para controlar, de perto, a eficiência do seu trabalho. E aqui começa o problema do projeto da Toyota, sem nenhuma pretensão, por favor, de que sou o dono da verdade. Expresso, apenas, o quadro da situação a partir de informações de amigos e colegas de lá de dentro.

Não havia um líder de verdade. Andersson deixou a organização em 2003, um ano depois da estréia na Fórmula 1, para ser apenas consultor. O inglês John Hewitt comandava a Toyota Formula One. Mas John era apenas mais um nessa história de desejar garantir o seu. A justificativa da falta de sucessos aos japoneses se encaixava perfeitamente na filosofia oriental: “A Fórmula 1 é complexa, estamos aprendendo, os resultados virão com o tempo”.

Japonês pensa assim. Era perfeito. Os não tão interessados em ver a equipe vencer, mas apenas continuar vivendo, e bem, da situação tinham o argumento perfeito para justificar a ineficiência do seu trabalho. Em dezembro de 2003 chegou Mike Gascoyne, engenheiro com quem me relaciono muito bem, da mesma forma.

Agora em Cingapura permaneci cerca de uma hora com ele, ouvindo o seu projeto de fazer da Lotus uma equipe média da Fórmula 1 a médio prazo. Uma frase dele: “Por enquanto temos três funcionários. Eu, minha mulher, e uma senhora que conheci no escritório. Mas o governo malaio está muito interessado no negócio e me deu carta branca para trabalhar. Vim aqui para tentar levar gente comigo.”

Gascoyne era bem intencionado, mas que não se imagine, senhores, tratar-se de um Adrian Newey, alguém que pela genialidade seja capaz de conceber um carro espetacular, original, carregado de soluções criativas e eficientes, como este ano na Red Bull, com a mudança do regulamento. Gascoyne é apenas um bom técnico. Mas que, como me contou, naquela burocracia da Toyota, naquele monte de gente sem um líder, não funcionaria mesmo.

Ganhava US$ 6 milhões por ano e toda sexta-feira conduzia seu Beachcraft, bimotor a hélice, para a Inglaterra, onde passava o fim de semana.

Ralf Schumacher, amigos, recebia a bagatela de US$ 15 milhões por temporada, ou quase US$ 1 milhão por corrida. Dá para acreditar? O valor é esse mesmo. Sei o que estou escrevendo. E o senhor Jarno Trulli, US$ 12 milhões nos últimos anos, das cinco temporada inteiras em que por lá esteve. Alguém cobrava os pilotos da Toyota como deveria?

Foi só este ano que Hewitt e seus “sábios e interessados diretores” compreenderam que uma das razões da falta de resultados da Toyota relacionava-se, diretamente, com os pilotos. Avisaram os dois de que não faziam mais parte dos planos para 2010. O outro você sabe é Timo Glock. Chegaram a oferecer os mesmos US$ 12 milhões de Trulli a Kimi Raikkonen. Só que o finlandês e seu empresário, o inglês Steve Robertson, estão acostumados a faturar US$ 26 milhões por ano e não aceitaram.

Imagine se tivessem assinado há pouco mais de um mês: a exemplo do que aconteceu com Kimi na Ferrari, em que receberá em 2010 o que deveria se corresse, os japoneses da Toyota teriam, da mesma forma, de honrar o compromisso. Assim, o finlandês que foi o piloto mais desinteressado do ano, ao menos até a saída da Felipe Massa, na Hungria, observaria pingar na sua conta bancária os US$ 26 milhões da Ferrari mais os US$ 12 da Toyota, sem sequer ter de ir bater o cartão do ponto nas duas empresas.

O fato mostra como até há bem pouco tempo a decisão da cúpula da Toyota era desconhecida, ou eles próprios não tinham a certeza de permanecer ou sair da Fórmula 1. Bom, vamos acabando essa conversa por aqui se não ninguém vai ler o texto, digo até o fim. Eu não escrevo na frequência que seria esperada e quando faço fujo completamente à filosofia dos post em blogs.

Em resumo, amigos, a Toyota abandonou a Fórmula 1 por não ter obtido sucesso e os motivos dessa ausência de conquistas são o desinteresse de muitos de seus integrantes reforçado pela falta de um líder idealista, embuído do propósito de ver o time crescer e não apenas de resguardar seus objetivos pessoais. Pode parecer simples demais, mas para quem viveu o dia-a-dia da Toyota nos autódromos e ouvia profissionais sérios lá de dentro, é assim que definiam a coisa.

Abraços!

 

Link permanente Permalink 38 comentários

Comentários:

Comentário de: Eduardo [Visitante]
05.11.09 @ 14:18
Quanto a provável saída da Renault, acho dois fatos significativos... a confirmação da RedBull em manter os motores franceses e a opção da Williams pelos propulsores da Cossworth.

Explico... A Willians, com certeza, quer um propulsor que possa usar por longo prazo, então não é interessante usar o propulsor de uma empresa que só vai ficar mais um ano. Se a Renault fosse ficar por prazo indeterminado, não faz sentido a Williams optar pelo Cossworth. Por outro lado a RBR, que já usava motores Renault, pode mantê-los por mais um ano, evitando com isso mais uma alteração drastica no projeto do próximo ano, passando a adotar os Cossworth depois que eles tivessem provado sua eficiência, ou não.

Por isso minha aposta é que a Renault sai, mas só no fim da próxima temporada, tal como a Bridgestone, que avisou com um ano de antecedência sua saída.

É como li em um blog, tá todo mundo indo embora da F1, por isso o último a sair apaga a luz.

inté+
Comentário de: renato [Visitante]
05.11.09 @ 14:19
Correto, Lívio, a Toyota cheirava a desinteresse e a esse bando de gente querendo vida boa, mas o principal mesmo, que seriam pilotos, ela nunca teve, jamias ousou gastar bem, já pensou, 15 paus prum Ralf ? 12 mangos prum Trulli ? Tem que fechar mesmo. Se tivesse investido numa dupla de pilotos rápidos e compromissados tipo Rubens Barrichello e Robert Kubica, ambos certamente muito mais baratos que as figuras que lá estavam, talvez vencesse corridas já em 2010, mas sempre tiveram dedo podre para escolher pilotos. O tempo passou e eles nunca perceberam que faltavam pilotos para fazer a diferença.

Abraços
Comentário de: Breno [Visitante]
05.11.09 @ 14:27
Prezado Lívio

Parabéns pela coluna.

Gostaria de ler alguma coluna onde Vc comparasse, se se considerar apto, a gestão da Formula 1 com a Formula Indy. Já devemos estar cansados de ler que a F1 é tecnologia pura, o que há de melhor em termos de motores, materiais, desenvolvimento etc está ali, que nenhuma outra categoria se iguala, etc etc etc.

Entretanto, não há como comparar que emoção, ultrapassagens, altas velocidades, trocas de liderança e muito mais, isso ocorre é na Formula Indy, desde os tempos da CART.

O americano tem mais noção de show, de atender ao público para que ele se sinta satisfeito e queira assistir à próxima corrida, além de comprar bonés, camiseta, chaveiro, hot dog e muita cerveja.

Na Formula 1, restam poucas boas pistas, Monza, Interlagos, Silverstone, SPA e Suzuka. Esta última, Abu Dabhi, é difícil de ver a corrida, com tantas coisas aparecendo ao lado da pista: barco, hotel, cobertura do hote, torre de controle etc.

Na Indy, numa prova de 500 milhas, chega com um intervalo de 1, 2 segundos para 3 ou 4 carros, e quanto não ocupam a liderança.

E a FIA agora se mostra preocupada...

abraço,

Breno
Comentário de: L. Fabiano [Visitante]
05.11.09 @ 14:44
Olá Livio,

Livio meu chapa, pelo bem do blog não tenha receio de compartilhar suas opiniões e seu conhecimento sobre F1 e os bastidores da categoria. Seus textos são as melhores fontes de informação sobre a realidade da F1 que temos no Brasil, disparado.
Se quiser escrever uma página inteira por dia tenha certeza que assim como eu, a maioria dos leitores do blog não se cansa nem um pouco de ler os textos pois os assuntos são muito bons e narrativa é muito bem elaborada, prendendo a atenção do começo ao fim da leitura.

Voltando ao assunto do post, fiquei impressionado com a quantia de dinheiro esbanjado pela equipe ao longo dos anos. Lembra muito bem a Honda não é mesmo? Nesse ponto as duas equipes se assemelham muito, muito dinheiro gasto sem planejamento e redeas curtas. O que não entendo é como os japoneses tão perfeccionistas e técnicos que são não conseguiram perceber esse cenário de caos e desorganização antes? Deixam falir a equipe pra depois analisar os erros?
Parecem que possuem um cabresto na cara, técnicamente muito focados, assim não conseguem enchergar a situação como um todo.

Agora que parecem ter achado um excelente piloto japones (o Kobayashi) que fez 2 provas muito boas, eles caem fora da categoria? Esta tudo ao contrário mesmo. Fiquei com pena do moleque, parece ser um ótimo piloto e corre o risco de não participar da F1 em 2010.

Pra encerrar Livio, já não se comenta da possibilidade ou mesmo nomes que possam comprar a equipe, assim como Ross Brawn fez ao adquirir o espolio da Honda?

Abraços e bom retorno ao Brasil..
Comentário de: Carlos Barbosa [Visitante]
05.11.09 @ 15:03
Engraçado, porque não contrataram o Sr. Aguri que fez a Honda comer poeira há três anos?
Comentário de: Jefferson Ricardo Lopes [Visitante]
05.11.09 @ 15:11
Dá a impressão que um novo rico adentrou em algo mais refinado. Desde o inicio não se parecia com as tradicionais. Um despredicio de tempo e dinheiro.
Comentário de: Frank [Visitante]
05.11.09 @ 15:35
Parabéns, Sr. Livio Oricchio! Tentando diminuir os japoneses da Toyota, o Sr. apenas acabou mostrando que os europeus que trabalham na Toyota F1 são um bando de oportunistas, que só pensavam em se aproveitar da inocência dos dirigentes da Toyota!

Mas talvez o caráter de muitos europeus que trabalham na Formula 1 sejam isso mesmo: em sua maioria, um bando de picaretas. Basta ver o que fizeram por lá o Sr. Ron Dennis, o Sr. Briatore, o Sr. Mosley, o Sr. Schumacher, o Sr. Fernando Alonso, e muitos outros espertalhões que não vale a pena citar.

O Sr. gastou o seu tempo tentando ridicularizar a boa-fé dos japoneses da Toyota. Talvez o seu modelo de direção seja o vaidoso, arrogante e autoritário Luca de Montezemolo. Mas, pelo menos Montezemolo é inteligente a ponto de reconhecer no próprio site da Ferrari que a saída da Toyota não foi causada pela falta de resultados, mas pela condução inadaqueda dos dirigentes da Formula 1.

No mínimo, o Sr. deveria procurar entender porque a Ferrari lamenta a saída da Ferrari e fala do livro de Agatha Christie, "The ten little indians".

Por favor, responda rapidamente: em que a Toyota prejudicou a Formula 1? Por que há tanta gente no Brasil "alegre" com a saída da Toyota? E quando a Renault sair, qual vai ser a reação?

Se a Formula 1 está indo para o fundo do poço, pode ter certeza de que é somente por culpa do bando de escroques e picaretas que passaram por lá. A passagem da Toyota não foi brilhante esportivamente falando, mas sempre competiu de maneira honesta, o que na Formula 1 parece ser coisa rara.

Finalmente, gostaria de ressaltar um comentário que o Sr. faz no final de seu artigo: "Pode parecer simples demais, mas para quem viveu o dia-a-dia da Toyota nos autódromos e ouvia profissionais sérios lá de dentro, é assim que definiam a coisa." Ora, o Sr. gastou a maior parte do artigo falando que só havia malandros na Toyota, que queriam tirar proveito financeiro e trabalhar pouco. Mesmo assim, no final do artigo, o Sr. diz que ouviu os "profissionais sérios". Afinal, são sérios ou malandros? Será que o Sr. não percebeu o tamanho da contradição em que se meteu?

Frank:
Obrigado por comentar. Desculpe, não compreendi bem o que você deseja dizer. Como em toda atividade, há gente séria, idealista, com objetivos elevados, e existem os que pensam apenas em tirar proveito das situações.
Se pudesse dizer algo, recomendaria a releitura do texto.
Abraços!
Comentário de: Nilson [Visitante]
05.11.09 @ 17:24
Livio, muito bom texto, engraçado, eu sempre tive uma impressão bem parecida da Toyota com o que foi dito no seu post, uma equipe sem garra, sem vida, parecia que estavam ali só para alinhar no grid, sem propósito.
Em 8 anos de F1 eles não tiveram nem a decência de mudar a cor do carro, era sempre aquela pintura sem graça, parecia que o time não tinha aquela alma esportiva, aquela vontade, isto era bem visível ao nossos olhos, tanto que vocês especialistas nunca esperaram nada da Toyota.
Queimaram um toro de dinheiro com pilotos medíocres, quem é Ralf ?? irmão do Shumi, e daí!, 15 milhas, não dar para engolir, Truli e Timo muito menos, com tanta gente incompetente gerênciando milhões, durante 8 anos, sem resultados, acho que a Toyota fez bem em sair da F1, show de horror!!!
Abraço
Comentário de: M.Allaman [Visitante]
05.11.09 @ 17:59
Caro Livio,
Não sei se era assim. Mas a descrição que vc fez da situação, casa 100% com oque sentiamos olhando para os anos e anos de absoluta falta de interesse e principalmente de rumo da Toyota. Parecia que estava ali por nada, só gastando dinheiro. Qdo as nossas razões, são as melhores e mais sinceras que possa imaginar, vc é o CARA nos jornalismo esportivo automobilistico, é citado por todos os meios de comunicação, e nós, queremos "beber direto da fonte". Só isso. Forte abraços. E.T. Esperamos mais contribuições vossas neste seu Blog.
Comentário de: PAUL [Visitante]
05.11.09 @ 18:11
Livio, a Toyota lembra a estatais no Brasil, A Petrobras está pagando 75.0000,00 reais para dirigentes sem qualificação profissional, curso técnicos, curriculos. Estão ganhando por serem amigos do Rei.
Já vimos esse filme!!!!!!!!!
Comentário de: Beto Ique [Visitante]
05.11.09 @ 18:56
Parabéns Livio. Viu só o que é Ibope em tempo real?

Bastou você retomar os post´s com aquela habitual qualidade que o nível dos comentários também ascendeu na mesma proporção.

Abraços

Comentário de: Papa-Leguas [Visitante]
05.11.09 @ 20:08
Livio, A tal da Formula One deve ter muito mais buracos debaixo deste tapete do que voces jornalistas possam saber e imaginam. Para o Mosley abrir mao da sua posiçao, e' porque a coisa ja' deve estar pram la' de degringolada.
Olhando mais friamente e para frente, o tempo dira' se o Nelsinho foi mesmo um covarde (como muitos acham) ou se ele realmente foi muito macho a ponto de sacrificar sua carreira apos tudo isso !!
Realmente a tal da Agatha Christie,em seu titulo "The ten little indians" , tem tudo ha ver com esta nojenta entidade da Formula One. Acho que o nome correto disto deveria ser "SOBERBA ONE"
Onde a futilidade disfarsada de tecnologia e a gastança sem controle e inversao de valores sao a tonica del grand negocio. Vergonhoso !!! O sucesso para ontem ou estou fora! Os Japoneses deram uma grande liçao, so' ninguem aprendeu.
Comentário de: Fernando Piccione [Visitante]
05.11.09 @ 20:17
Estimado Livio,

Realmente eh uma pena que vc nao possa atualizar o blog com tanta frequencia , mas tambem eh muito bom qdo vc nos brinda com toda a sua experiencia e conhecimento.

Tenho algumas perguntas para vc e quem sabe vc pode para algumas delas escrever um post.

1 - Vc acha que com a saida da Bridgestone teremos mais de uma fornecedora de pneus como a AVON, Khumho... vc acredita que o Todt pode arrumar esse acordo e derepente as equipes comecarem a pagar pelos pneus ? (sei que vai contra o corte de gastos ).

2 - Dentro das novas equipes vc acredita que teremos as 5 novas alinhando em 2010 ?
Quais estao melhores preparadas e como estes novos times podem ter carros sem testarlos ?
Como as equipes no paddock veem a chegada dessa nova gente ?

3 - Como vc ve a Williams ?
Vc tem contatos la que te possam dizer como vao as coisas com o motor novo ?
Sera que eles podem voltar ao grupo dos vencedores ?

4 - Vc ve uma reaproximacao do Ron Dennis , Flavio Briatore com o Jean Todt e a Mercedes abandona o barco Mclaren ?

Sei que perguntei demais , mas como vc esta sempre ahi vivendo a F1 e em contato com que faz o momento espero que vc possa responder algo.

Muito obrigado por compartilhar suas ideias e opinioes conosco, vc o ICO e o FMotta sao show !!!
Comentário de: GP [Visitante]
05.11.09 @ 20:50
Olá Livio, Bem, inicialmente quero me somar aos que gostariam que você escrevesse mais... Entenda isso como um elogia, não como uma cobrança, por favor. Lembro da discussão de montadoras vs garagistas. Parece que os adeptos da F1 antiga tinham razão, as montadoras vão embora de repente, os garagistas ficam. E, pelo visto, entendem mais do negócio. Embora seja o mais caro dos "esportes", empresas com muito dinheiro não conseguiram fazer sucesso - Ford, Peugeot, Honda e Toyota, para mencionar as últimas. O que você projeta para a F1 de 2010 em diante?
Comentário de: edison [Visitante]
05.11.09 @ 20:50
O dono do blog sempre da uma de bobo e fazer de conta que nao entende os comentarios de gente que nem o FRANK, e o dirige para ler de novo, como se o Frank nao entendeu direito a materia.
Voce usa de falsidade em dizer que nao pretende ser o dono da verdade, pois voce SEMPRE o quer ser.
Enquanto voce estiver escrevendo estes BS e os "entendidos" aplaudindo, e isso que teremos.
Comentário de: Mário Rozano [Visitante]
05.11.09 @ 21:16
Parabens pelo texto, quando bem fundamentado e com o tema que sempre interessa, a questão de manter o blog diariamente atualizado não é realmente necessário.

Abraço cordial, Mário Rozano/Porto Alegre
Comentário de: Sergio Magalhães [Visitante]
05.11.09 @ 21:47
Olá Livio,

Chega a ser heróico enfrentar tantas viagens, aeroportos, fuso horário, sem falar no que acumula de coisas a fazer quando você chega de cada viagem. Sua base na Europa certamente facilitará mais as coisas para você. Então, boa sorte, sucesso e felicidade.

Antes de comentar sobre a Toyota, interessante o que o Gascoyne te disse sobre a Lotus.

Como pode a FIA abrir uma vaga para uma equipe que sequer tem funcionários? Se uma equipe que existe só no papel ganha uma vaga para disputar a F-1, então a Prodrive, por exemplo, pode fechar as portas.

Livio, belo texto. Faltou à Toyota alguém para dirigir, tanto a equipe como os carros. Como pode um time despejando tanto dinheiro nunca ter tido um piloto de maior expressão que pudesse fazê-lo crescer?

O que mais irrita é a falta de comprometimento das montadoras com o esporte. John Hewitt, ao lado de Montezemo e Briatore, foram os que mais fizeram barulho quando Max Mosley ameaçou implantar o teto orçamentário. Ameaçaram criar um campeonato paralelo. E se tivesse havido um racha na F-1? O tal campeonato já nasceria morto porque as montadoras do jeito que chegam vão embora. E se era para desistir, porque a Toyota mostrou-se tão contra as regras de Mosley?

Não estou defendendo Mosley, mas apenas tentando achar uma explicação para o barulho que a Toyota fez se no fim das contas ela iria deixar a F-1. Agora fica a torcida para que o Kobayashi tenha ao menos mais uma chance de mostrar novamente o talento que demonstrou ter nas duas corridas que disputou.

Um forte abraço, Livio.
Comentário de: Frank [Visitante]
05.11.09 @ 22:01
Desculpe se não fui muito claro em meus comentários. Tentei dizer apenas que o Sr. não foi justo ao analisar a saída da Toyota da Formula 1, como se tivesse sido apenas o resultado da ingenuidade dos japoneses que confiaram demais num bando de europeus oportunistas e interessados apenas no próprio salário. A história é mais complicada.

A crise econômica teve um peso importante mas, junto com a falta de reultados esportivos brilhantes, esses dois fatores não parecem ter sido as únicas razões para a saída da Toyota. A razão primordial parece ter sido mesmo a politicagem que tomou conta da Formula 1. A própria Ferrari reconheceu hoje que há razões não esportivas para explicar a debandada dos fabricantes de automóveis. A Ferrari disse, inclusive, que o verdadeiro culpado pela saída da Toyota , Honda, BMW e Bridgestone ainda não foi revelado ao público. Quem seria esse vilão?

A Formula 1 está em crise profunda e a retirada da Toyota pode ter sido a pá de cal nessa categoria de esporte a motor. Tudo indica que a próxima equipe a pular fora do barco será a Renault. De fato, ao adiar a decisão da saída ou permanência da Renault, Gosh passou uma mensagem claríssima que "a Renault subiu ao telhado". Na minha opinião, os funcionários da Renault F1 já podem se considerar em "aviso-prévio".

A Toyota sempre jogou limpo e contribuiu positivamente para o "espetáculo" da Formula 1. Por isso, merece o nosso respeito nesta hora difícil.
Comentário de: Paulo Ribeiro [Visitante]
05.11.09 @ 23:04
Livio, Boa noite!
Sempre acompanhei o seu trabalho, pois, sou assinante do Estadão a muitos anos e também acompanho o seu blog a tempos. Torço para que voce consiga mais tempo para se dedicar ao blog e poder postar mais a sua opnião. Eu prefiro os textos mais sóbrios e bem detalhados, como este último. Pretendo também interagir mais com o Blog. Com relação a Toyota e sua aventura na F1, realmente a sensação era esta, muito dinheiro envolvido e sem cobrança de resultados. Deu no que deu. Também acredito que a Renault siga o mesmo caminho, se não for agora, vai ser no final de 2010. Mas pelo menos, eles já tiveram algum retorno (títulos, vitórias e escandalos). Abraço a todos!
Comentário de: Diogo [Visitante]
05.11.09 @ 23:13
Fantástico Livio, obrigado pela coluna esclarecedora... analisando a situação agora, alguém como o David Richards teria caído bem, não teria?

Abraços

Diogo
Comentário de: EDIO DOIDAO [Visitante]
06.11.09 @ 00:44


So' pelo fato dos altos salarios que pagavam a Ralf e Truili da pra entender oquanto realmente entendiam de automobilismo esses japoneses. Creio que essa mare alta de salarios na F-1 esta indo pra ressaca. A ferrari tbm nesse quesito nao fica muito atras. Kimi 26 milhoes de verdinhas e ainda levar pau do Massa? Qto ao Kobayashi com certerza que ja tem varios times querendo seu servico principalmente porque alem de ser talentoso saira a preco de banana.
Comentário de: Corredor X [Visitante] · http://www.MotorBR.com
06.11.09 @ 01:57
Que inveja estar em Nice!!!! Franca eh demais!!

quanto ao artigo, eh como diziam os Beatles: "Money Can't Buy Me Love" ...no caso "...can't buy me speed".

Faltou um lider(eres) melhor.

MotorBR.com
Comentário de: Alfredo Aguiar, Orlando FL USA [Visitante]
06.11.09 @ 05:25
Olá Livio
Tem certeza que esse moço Frank leu o seu post?rsrsrs
Desculpe dei um CTR+C Ctrl+V numa comunidade sobre F1.
Cara, agóra faz sentido esses anso todos sem resultado, não entendia como uma empresa que faz carros tão bons ter resuktados tão sofriveis na F1, poha 15 milhões pro Ralf, é pra japada toda fazer harakiri.
Comentário de: Marcelo de Queiroz [Visitante]
06.11.09 @ 06:50
Livio

Continue escrevendo o que considerar importante. Muita gente tem blog e acha que tem que escrever nele todos os dias e várias vezes ao dia. Bobagem. Uma das razões que acompanho seu trabalho é essa sua postura de privilegiar a qualidade em detrimento da quantidade.
Aprendi com os mais antigos que quando não há nada de bom para se dizer, permaneça calado.

Não faça como fazem a maioria - infelizmente a maioria - dos jornalistas, especialmente os esportivos, que usam seus blogs para propagar suas opiniões pessoais sobre qualquer assunto. No intuito de mostrar conteúdo, disseminam de forma chula seus conceitos, preconceitos e ideologias.

Você possui boa reputação e credibilidade porque sua postura demonstra intelectualidade e cultura, mesmo que somente fale de automobilismo. É um conforto poder saber que aqui podemos encontrar boa informação, ao invés de posts chamando os donos de Corola de idiotas, longos textos elogiando o socialismo, Cuba e a Venezuela de Chaves ou, ainda, posts e mais posts reportando as maravilhas de se atravessar o leste europeu num Trabant.

Desculpe se fui inoportuno em alguns de meus comentários, mas essa é a verdade dos blogs de jornalistas no Brasil.

Continue diferente dos demais!

Abraço
Comentário de: Marcelo [Visitante]
06.11.09 @ 07:58
Livio, com isso abre-se espaço para a Sauber? Talvez seguindo o modelo da Brown com a Honda?
Comentário de: José Eduardo Diniz [Visitante]
06.11.09 @ 09:31
Bom dia a todos !

Gostaria de dizer o que mais me incomoda na F1 ,
eu que acompanho desde 71 e tive a felicidade de
conhecer circuitos como Silverstone , Mônaco ,
Spa ...
É que corrida de automóvel é prazer para os que
corriam , e assistia quem gostava de ver disputas
nas ... PISTAS .
Hoje em dia , e já vem de algum tempo, o assunto
é salário de piloto , peso de carro , papai de não
sei quem , pneu mole , piloto guiando no limite nas
voltas anteriores de entrada nos boxes para ganhar posição e por ai vai ...
E por ai vai a emoção , e por ai vai a disputa , e
por ai vai a F1 , sem apelo , sem briga na pista ,
fazendo das corridas um carrossel sem graça e sem
motivação .
Querem tecnologia ? Então que criem uma F1 de
laboratório e deixem os pilotos nos brindarem com
manobras , com troca de marchas , com disputas
nas freadas de curvas , tudo aquilo que realmente
interessa ver .
Comentário de: Fernando Paraguassú [Visitante]
06.11.09 @ 20:44
Olá Livio,
Claro que eu também fico ansioso pelo seus ótimos textos, mas não posso reclamar que você escreve "pouco". Vou reclamar, com certeza, se você postar todo dia "só para dizer oi".
Realmente é muita grana na Toyota para tão pouco resultado. Não sou saudosista de desejar uma F1 só de garagistas e acho positiva a presença de empresas grandes. Mas quando se vê a quantidade de gente como o pessoal da McLaren que copiou desenhos da Ferrari ou um Briatore com uma verdadeira "ficha corrida" de suspeitas, penso que o esporte precisa passar por uma limpeza de verdade, e não vejo o senho Todt como um linha-dura que vá impor uma política de tolerância zero.
Quando nós pensamos que um escândalo é a gota d'água para moralizar a F1, aparece outro pior. Talvez por isso os americanos não se interessem pela F1, talvez por isso a F1 seja em Montreal (tida como corrupta pelos canadenses de língua inglesa).
Comentário de: Edilberto [Visitante]
07.11.09 @ 00:59
Caro Lívio e amigos do Blog,

Estou passando apenas para corroborar com o que foi dito pelos colegas acima sobre seus Posts. Aliás Lívio, não é de hoje que digo que todos sentimos falta de sua presença por aqui. Especialmente esse ano. Sou da época em que você além dos excelentes artigos comentava sobre suas impressões na chegada às cidades e comentários técnicos extremamente gratificantes e enriquecedores.

Até parece que como bom Italo-Brasileiro Ferrarista, Vc deixou o blog esse ano quando sentiu que a Ferrari não chegaria a disputar o título. E após o Acidente de Massa ai foi que vc morgou de vez...rsrsrs (Brincadeira).

Sobre a toyota, é realmente uma pena o que ocorreu. Mas um fato que me chamou a atenção à algum tempo foi quando da saída meio esquisita de Cristiano da Matta e de Gil de Ferran. Se não me engano na época de sua saída, o próprio Cristiano dizia ter algo que o atrapalhava a desenvolver o carro dentro da equipe (como uma falta de comando). E o Gil, sempre muito correto e diplomático, também abandonou o barco desgostando de algo dentro da equipe (que ele não deixou claro Ipsis literis, mas deu a entender o que era). Uma coisa que fica muito clara é que os japoneses que mexem com automobilismo ainda tem muito o que aprender sobre a F1. Uma coisa é moto GP e Rally, outra coisa é o maior campeonato de automobilismo do mundo. Com certeza Faltou gente técnica da Toyota japonesa que entendesse de administração. Pessoas que vestissem a camisa. Ao invés disso confiaram a chave da casa ao caseiro errado.

Para encerrar, essa história do Ralf Shumacher ganhando 15 milhões mostra o quão desinformados (ou mal informados) eram os diretores da Toyota Japão. Inclusive acho que o presidente nem assistia as corridas ou acompanhava o desenvolvimento da coisa toda. Pelo investimento feito, eu faria questão de assistir a todas as corridas e ir acompanhando o desempenho.

Sabe Lívio, chega a ser revoltante ver a toyota tão débil (e não excluam a Honda desse barco) em resultados vendo hoje a quantidade de dinheiro e promoção da marca com a qual eles chegaram a formula 1. É tão absurdo e insensato a saída da montadora nessas circunstâncias que desde que o Japão começou a investir para ter um piloto japonês de ponta é a primeira vez que vejo um com esse potencial. E os caras simplesmente dão as costas a isso. Nem o Takuma Sato chegou a chamar tanta atenção quanto esse menino de agora.

Grande abraço,
Edilberto
Comentário de: Marcelo Ramos [Visitante]
07.11.09 @ 16:18
Fico feliz Livio que você está falando verdades que ninguém quer falar.

O chato é que o senhor sabendo destes mal profissionais, queira ou não foi conivente em não criticar eles, principalmente quanto tecia comentários sobre pilotos e equipe nas provas realizadas, está equipe foi bem porque...esta equipe está indo mal porque... (no caso da Toyota, porque tem muito cara sem garra e que so está lá pelo dinheiro)

Agora Livio o "grande profissional" vem ao mundo falar as verdades, agora não vale, agora e cafajestagem chutar cachorro morto.

Parabéns continue assim, ahh!!!! um pedido quando sairá as verdades sobre os mal profissionais que cobrem a F1, os podres, ou voce deixará para falar quando se passarem decadas e escrever sua Biografia.
Comentário de: Anselmo Coyote [Visitante]
08.11.09 @ 12:11
Lívio,
Permita-me um off topic. Se achar conveniente, apague.

O lance é o seguinte: eu gostaria muito de ver o Kobayashi correndo em 2010, sô.

Olhe e veja a saia justa em que se meteram as equipes e todos os envolvidos na F1. O japonês fez chover em duas corridas com um carro que todos diziam não valer nada, só para justificar seus fiascos. De repente a equipe fecha e ele não vai correr porque não tem dinheiro? O que é que há?

E a competitividade, não importa?
Quer dizer que a F1 é mesmo um negócio (vários negócios) que tem como apelo uma competição, cujos princípios não se aplicam? Olhe, eu vejo muitos colegas com a opinião de que a F1 é “superior” ao Futebol. Muitos falam com conhecimento de causa e têm essa opinião. Outros falam isso por puro preconceito, pelo glamour que o bretão não tem etc. Esses não contam, evidentemente.

Não importa, preconceito ou não, conhecimento de causa ou não, o fato é que o Futebol também é um negócio com apelo numa competição, tal e qual a F1. Mas no futebol impera a competitividade. Jogador nenhum paga para jogar e, como regra geral, são os melhores (os Kobayashis) que jogam. Não é essa palhaçada que é a F1. Olha que inversão de valores: Nakajima e Barrichello correndo e Kobayashi fora! Isso dói. Isso mata o ideal do menino. Pelo amor de Deus.

Quer um exemplo? Lionel Messi, do Barcelona. O time espanhol investiu milhões nele desde os 12 anos para começar a colher os frutos seis anos depois.

Na F1 é isso. O Kobayashi vai voltar para casa e trabalhar no restaurante do pai como sushi-maker. Com todo o respeito que vc merece, Lívio, essa situação merece apenas uma frase:

PUTA QUE PARIU!!!!

Abraços.

Anselmo:
Esse palavrão corresponde a uma interjeição, não atingiu ninguém. Então pode! Mas fique tranquilo, Kobayashi vai correr em 2010.
Abraços!
Comentário de: Dahen [Visitante]
08.11.09 @ 18:15
Prezado Livio
Parece que o Cristiano da Mata foi despedido da Toyota F1 porque desejava comprometimento e sinergia da mesma.
Na realidade o Cristiano da Mata foi o único piloto de ponta da Toyota F1, tanto que foi o primeiro a liderar uma corrida para Toyota F1.
Comentário de: Anselmo Coyote [Visitante]
08.11.09 @ 23:26
" Mas fique tranquilo, Kobayashi vai correr em 2010.
Abraços!".

Excelente notícia.
Falo sério - se ele não conseguisse uma vaga seria uma decepção para muita gente e um duro golpe na reputação da F1 (que já não anda lá essas coisas).
Abs.
Comentário de: silvio [Visitante]
09.11.09 @ 00:18
Caro Livio, e galera do blog. Primeiro... a toyota
entregou os pontos e pronto. Segundo.? É quanto ao "FENÔNIMO KOBAYASHI??"...Vamos com calma! A toyota,já a 3 temporadas esteve muito forte...só não teve piloto. Tentem imaginar esse carro dirigido por trulli e glock...dirigido por um Raikkone,Alonso,Hamilton ou até o Kubica...??? Coencidencias ou não...o japa só apareceu e fez barulho ém cima do Button.[Barrichelo também fez] No brasil segurou Button por umas 6 voltas,quando este jamais iria se arriscar com um iniciante,tendo um titulo ém jogo!!! Um decimo lugar erdado com os enrroscos e abandonos na largada. E ém YAS MARINA....sexto lugar...e uma ultrapassagém ém Button...quando este hávia acabado de reabastecer e estava com um carro muito mais pesado. Com ferrari,renault e bmw lá atráz..tudo normal pelo carro da toyota. Mesmo sendo estreia e com campeonato já decidido[alguém tinha dúvidas??] ainda teve a juda dos próblemas que citei nos dois gps. Do cotrário seria 14 no brasil e talvez 12 ém abu dhab. E seria só mais um japa na f1 e não o Fenônimo japonez que estão pintando.

Comentário de: Gustavo Castro [Visitante] · http://tvkajuru.com
09.11.09 @ 01:30
Texto irretocável, apenas necessário uma correção: onde você escreve Hewitt, é Howett, ou melhor John Howett. Mas a verdade é que a Toyota não fará falta nenhuma. Contratou sempre as pessoas erradas para as áreas erradas. Poderia ter pago um caminhão de dinheiro e ter levado um Rubens Barrichello, um Gil de Ferran... E um bom chefe de motores, para não ter tido o fracasso desse ano, que até onde sei, a Toyota perdia em quase 30 cavalos para os motores Mercedes. Não sei se é verdade, mas é algo a ser considerado.

Abraços Lívio e parabéns pelos seus textos.
Comentário de: mak [Visitante]
09.11.09 @ 16:02
Quando o Livio falou que faltou liderança na equipe Toyota,logo lembrei os tempos que trabalhei em varias empresas do Japão.
A politica de trabalho no japão funciona da seguinte maneira.
Um funcionário não ganha um cargo pela competência,mas ganha um cargo por tempo de serviço.
O funcionário pode ser um imprestável,mas se ele estiver por vários anos na empresa,isso quer dizer que é fiel a ela,por isso que sobe de cargo,é assim que funciona por lá.
E provavelmente a Toyota mandou um imprestável para coordenar a equipe de F1.
Comentário de: norival bottos [Visitante]
09.11.09 @ 21:27
só lamento pelo talentoso kobayashi, que provavelmente nao poderá correr no próximo ano, pois não é rico e nem tem sobrenome
Comentário de: Claudio [Visitante]
09.11.09 @ 22:12
É simples, faltou na Toyota o que disseram que faltava na Ferrari, na gestão do Stefano Domenicale: pulso, comando. Simplesmente isso.
Comentário de: pc [Visitante]
10.11.09 @ 10:42
Essas montanhas de dinheiro pra gente ver ultrapassagem nos boxes! Peraí, tem alguma coisa errada. Kers, controle de tração, freios não sei de que, asas pra todo lado, aerofolio movel, piloto que ganha zilhões. Assistam o filme Grand Prix e verão o que era o automobilismo puro. Downforce zero e coro comendo o tempo todo. abs

Deixe seu comentário:

Serão rejeitadas mensagens que desrespeitem a lei, apresentem linguagem ou material obsceno ou ofensivo, sejam de origem duvidosa, tenham finalidade comercial ou não se enquadrem no contexto do blog.

Seu endereço de email não será exibido nesse site.

Sua URL será exibida.

Tags XHTML permitidas: <p, ul, ol, li, dl, dt, dd, address, blockquote, ins, del, span, bdo, br, em, strong, dfn, code, samp, kdb, var, cite, abbr, acronym, q, sub, sup, tt, i, b, big, small>

authimage

Opções: (Quebras de linha se tornam <br />)
(Configura cookies para o nome, email & url)

 

Olá amigos! Estamos no ar. Temos muito o que conversar sobre automobilismo, viagens, de comentários diários a séries especiais, passando pelo Mundo Técnico, exposição didática do fantástico universo tecnológico da Fórmula 1. Boa sorte para nós!





Todas as Palavras
Qualquer Palavra
Toda a frase