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03.11.09

por Mário Curcio, Seção: Opinião 12:00:00.

FOTOS: ARQUIVO PESSOAL/MÁRIO CURCIO
fusca a
3 gerações: pai segura filho diante do Fusca: "Das Auto!"; abaixo...
fusca
...o neto olha o carrinho com uma interrogação: "Onde a VW errou?"

Nas duas semanas anteriores, o Jornal da Tarde, o Estadão e as Revistas Exame e Quatro Rodas fizeram denúncias de problemas com o motor 1.0 VHT do Gol e do Voyage. Nossa equipe acompanhou o assunto com a atenção que o carro mais vendido do Brasil exige. Falhas desse tipo afetam a confiabilidade, um importante argumento de vendas da VW.

Em regra surgem queixas de ruído excessivo dos propulsores, semelhante ao de uma máquina de costura. Quando abertos, esses motores exibem sinais de falha de lubrificação em diferentes pontos (cabeçote, virabrequim ou anéis).

A própria fábrica admitiu há duas semanas ocorrências com 300 carros (que incluem também Fox 1.0). Houve casos de troca do motor inteiro por outro. Na semana passada, em nota de esclarecimento, a VW indicou o óleo utilizado a partir de abril de 2008 como causador da deficiência de lubrificação.

Por conta disso, está realizando para o novo Gol, Voyage e Fox equipados com motor 1.0 o que batizou de Campanha Oficina Ativa. Ela consiste em:
– substituição do óleo lubrificante;
– mudança na orientação para troca de óleo para cada 6 meses ou 10.000 km (antes eram 12 meses ou 15.000 km);
– extensão da garantia de 3 para 4 anos.
O consumidor que tiver outras dúvidas pode ligar para o 0800-019-5775.

Recentemente, o slogan “Carro Mesmo” (adaptado do alemão Das Auto, O Carro) tomou os anúncios de TV com a mesma força que trazia o antigo "Você Conhece, Você Confia", por muito tempo o lema da Volkswagen.
Agora, o que se espera é que o problema seja mesmo sanado, já que coloca em jogo o maior bem que a Volkswagen tem por aqui: a fé de seus compradores de estar levando um carro que não vai deixá-lo na mão.

 


27.06.09

por Nícolas Borges, Seção: Opinião, comentário 13:25:00.

FOTOS: NÍCOLAS BORGES/AE

Sempre achei bacanas as chaves tipo canivete, como do Golf e do Punto, por exemplo. Ainda mais legais são as que não tem aquela parte de metal, ou ao menos elas estão escondidas. Casos dos Mercedes-Benz atuais ou do Mégane, com seu cartão. Em certos casos, elas nem precisam ser colocadas na ignição para ligar o carro, a exemplo do Focus novo, que nem tem a fenda para enfiá-la.

Só que todas elas perdem de longe pra chave mais bacana de todos os tempos, apresentada pela Porsche nesta semana. Além de exibir o belo brasão da marca, ela simplesmente tem o formato do carro, como se fosse uma miniatura. Perfeito pra quem gosta de ter um chaveiro relacionado ao próprio automóvel. Nesse caso, é chave e chaveiro ao mesmo tempo.

Assim como no médio da Ford, ela não tem onde ser inserida e o carro a reconhece. Só que pra dar a partida, em vez de apertar um botão, é preciso girar uma espécie de seletor de canais de televisores antigos. E como manda a tradição da Porsche (originada pelas 24 Horas de Le Mans), o comando fica à esquerda do volante.

Ah, o carro da chave é o aguardado cupê quatro-portas Panamera, cuja avaliação você pode ler amanhã no caderno Autos, do Estadão, ou na quarta-feira, no Jornal do Carro, do JT. Só pra dar uma dica, a limusine da Porsche impressiona mais que a chave...

 


28.04.09

por Mário Curcio, Seção: Opinião 12:00:00.

FOTO: DIVULGAÇÃO
Fan 2009
Consórcio para Honda Fan: em 36 meses, parcelas de cerca de R$ 180

O consórcio é alternativa interessante, especialmente para quem não precisa da moto no ato. As parcelas são bem mais baixas que as de um financiamento (confira abaixo). Para muito consumidor, ele serve como poupança, pois força a honrar o compromisso com o carnê a cada mês.

A dificuldade de aprovação de fichas de crediário levou ao aumento de venda das cotas de consórcio. A Abac, associação que reúne as administradoras, notou crescimento de 25% da modalidade nos três últimos meses de 2008, período em que as vendas de motocicleta despencaram.

Quem já anda de moto e não tem urgência em trocá-la deve considerar essa opção. Como exemplo, o consórcio em 36 meses da Honda CG 125 Fan KS tem parcelas de cerca de R$ 180. Esse valor sobe para perto de R$ 260 num financiamento comum.

Já tirou uma moto dessa forma? Então, deixe aqui sua opinião sobre o consórcio como modalidade de compra a prazo.

 


01.02.09

por Nícolas Borges, Seção: Opinião 00:00:00.

19/08/67 - ARQUIVO/AE

Testando o 1200, precursor do Ipanema, o carro pioneiro da Gurgel

Anteontem se foi a maior personalidade de toda a história automotiva do Brasil. Ele fundou uma fábrica que produziu milhares de automóveis feitos de acordo com as nossas necessidades e criou o primeiro carro 100% nacional, o BR-800, de 1988.

Entre muitos outros pioneirismos no País, começou a trabalhar com propulsão elétrica ainda na década de 70, quando fez o primeiro Itaipu, ainda como um veículo conceitual urbano - depois o foco se mudou para os utilitários, como o furgão E-500, lançado comercialmente em 1981.

Em 1993, desenvolveu o Supercross, uma versão de suspensão elevada e visual off-road do Supermini. Logo depois, a Gurgel entraria numa crise da qual não se livraria e o carro não chegou ao mercado. Entretanto, em 1999, seguindo a mesma ideia, a Fiat lançou a Palio Adventure e o resto é história.

04/03/93 - CLÓVIS CRANCHI SOBRINHO/AE

Com o SuperCross, 'pai' da Palio Adventure e do segmento que ela criou

Para saber mais sobre o homem (genial e genioso desde a infância) e sua incrível trajetória, recomendo a leitura do livro Gurgel: uma brasileiro de fibra, de Lelis Caldeira, da Editora Alaúde.

João Augusto Conrado do Amaral Gurgel morreu em São Paulo, aos 82 anos, em consequência do mal de Alzheimer, do qual sofria desde 2000.

13/09/84 - FERNANDO PIMENTEL/AE

Gurgel e algumas de suas crias, como o elétrico Itaipu E-500 (à esquerda)

 


04.10.08

por Nícolas Borges, Seção: Opinião 14:10:00.

DAVID SUTTON/UNIVERSAL
No filme 500 Milhas, onde o vírus da velocidade o pegou pra sempre

Aos 83 anos, um câncer de pulmão (maldito cigarro) cortou a aceleração de Paul Leonard Newman no último dia 26. Justo ele, que viveu seus 40 anos, ou melhor, as 40 voltas finais do circuito da vida em alta velocidade.

Ele já era um ator consagrado quando aos 43 anos entrou numa escola de pilotagem como preparação pra filmar 500 Milhas (Winning, no original), de 1969. O vírus do automobilismo não o largou mais e ele passou a correr pequenos campeonatos de turismo nos Estados Unidos. A brincadeira foi ficando séria e títulos foram chegando.

Em 1979, com 54 anos, Newman se tornou o piloto mais velho a correr as míticas 24 Horas de Le Mans, na França. Terminou em segundo, com um Porsche 935. Na década de 80, ele acumulou mais vitórias em competições americanas. Logo após completar 70 anos, em fevereiro de 1995, o simpático velhinho de olhos azuis venceu a categoria GTS nas 24 Horas de Daytona. Mesmo no fim da vida, o capacete e o macacão nunca estiveram longe, pro desgosto da companheira por meio século, Joanne Woodward.

Além de tudo isso, Paul Newman foi dono de um Fusca e várias peruas Volvo equipados com motores Ford V8, estava na lista de inimigos do presidente dos EUA Richard Nixon, na época do escândalo Watergate (a maior honra de sua vida, pra ele), foi sócio da Newman-Haas, uma das equipes mais bem-sucedidas da história do automobilismo norte-americano, doava boa parte do que ganhava para caridade, deu a voz ao personagem Doc Hudson, do desenho Carros (de 2006, seu último trabalho como ator), foi eleito pela revista Empire, em 1995, o número 12 entre os 100 astros de cinema mais sexies de todos os tempos e seu som favorito era o de um V8 (o meu também...). Enfim, O Cara.

Não descanse em paz, Paul, descanse em velocidade. Rest In Speed...

REPRODUÇÃO
Nos anos 70, Newman correu muito de Datsun (Nissan)

PAUL CHIASSON/AP
Fazendo sinal de positivo pro francês Sebastien Bourdais, tricampeão de 2004 a 2006 da Champ Car pela Newman-Haas

REUTERS
No grid das 24 Horas de Daytona de 2000, aos 75 anos...

 


06.09.08

por Nícolas Borges, Seção: Opinião 13:00:00.

Como há pouco tempo falei aqui sobre alguns dos carros mais feios de todos os tempos, por que não discutir sobre o outro lado da moeda? Pra você, qual é o automóvel mais bonito fabricado atualmente no Mercosul e México e vendido no Brasil?

Pra ajudar (leia-se influenciar), coloco aqui os meus top ten - os dois primeiros disparados e o resto sem ordem definida. Aproveitei pra jogar na roda alguns modelos novos que estão chegando ao mercado e serão destaques do Salão do Automóvel de São Paulo, a partir de 30 de outubro. Lembre-se que o único quesito na berlinda é o design.

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Fiat Punto Sporting: uma aula de design do mestre Giorgetto Giugiaro


Honda Civic Si: além do visual, oferece um altíssimo coeficiente de tesão


Fiat Linea


Ford Focus hatch (nova geração)


Honda Fit (nova geração)

Chevrolet Vectra GT-X
Citroën C4 Pallas Exclusive
Peugeot 307 Feline hatch
Renault Mégane Grand Tour Privilège
Volkswagen Gol 1.6

 


30.08.08

por Nícolas Borges, Seção: Opinião 13:30:00.

FOTOS: NÍCOLAS BORGES/AE

Dois fantásticos Auto Union Typ C 1939, com o motor V16 de 520 cavalos

No mês passado, tive a chance de conhecer a matriz da Audi, em Ingolstadt, no sul da Alemanha, e pude visitar o Museum Mobile, o acervo com os pontos altos de uma das mais ricas histórias da indústria automotiva. Lá se entende o peso do símbolo das quatro argolas, oriundas da Auto Union, um grupo com quatro montadoras entre os anos 30 e 60: Audi, DKW, Horch e Wanderer. E em 1969 - quatro anos depois de ter sido comprada pela Volkswagen -, a Audi ainda incorporou a NSU.

Aliás, como o Jornal do Carro já havia mostrado anteriormente o museu focando nos carros, desta vez achei interessante falar um pouco das motos que estão lá. Wanderer, DKW e NSU são marcas de muita tradição em duas rodas. O resultado está na edição de hoje do JC pois aqui no blog quero opinar sobre outra coisa.

Ver tudo aquilo e absorver tanta cultura automotiva (e motociclística!) num só lugar me fez pensar por que nenhuma das quatro grandes montadoras instaladas no Brasil cria um museu ou algo parecido. Claro que não se pode esquecer que são todas multinacionais e que elas têm espaços semelhantes em seus países de origem, mas a verdade é que Fiat, Volkswagen, GM e Ford já têm muita história acumulada por aqui para contar.

Especialmente as duas estadunidenses, que estão no País desde o começo do século passado. A GM já passou dos 80 anos nestas bandas e a Ford vai completar 90 no ano que vem! A Volkswagen se confunde com a própria massificação do automóvel no Brasil com o Fusca, que foi o carro mais vendido no País até ser ultrapassado por... outro VW, o Gol. Mesmo a mais novinha das quatro grandes, a Fiat (de 1976) já tem muito do que se orgulhar: lidera o mercado brasileiro desde o início da década e tem a maior fábrica de automóveis do mundo em Betim (MG).

Portanto, quatro grandes, tirem as mãos de seus bolsos (que, aliás, andam bem recheados!) e mexam seus traseiros gordos! Automóvel também é cultura!


DKW Lomos 140, de 1924, inspirado nos scooters americanos da época


Os Audi 50 (à esq.) e 80. Mas pode chamá-los de Volkswagen Polo e Passat

 


18.04.08

por Viviane Biondo, Seção: Opinião 13:45:41.

A cada semana, o endereço advogado.jt@grupoestado.com.br recebe mais e-mails abordando um problema que agrava a dor de cabeça de ter que deixar o carro novo numa autorizada para conserto: ficar a pé. Seja por um dia, uma semana ou um mês, o fato de ter que gastar com táxi ou adiar compromissos por estar sem o carro comprado para não apresentar defeitos por um tempo, aumenta a ansiedade de tê-lo "em perfeitas condições de uso" novamente.

Observando isso, algumas fabricantes já estão oferecendo, por intermédio de suas autorizadas, carro reserva aos clientes. Principalmente quando há atraso de entrega do carro por conta de falta de peças no estoque ou defeitos recorrentes.

Para você, leitor, uma concessionária que oferecesse esse serviço sairia na frente na hora em que você fosse decidir a compra do seu veículo zero, fazendo com que repensasse, inclusive, a escolha da marca?

 


11.04.08

por Viviane Biondo, Seção: Opinião 16:24:13.

Quem já lamentou ter perdido a transmissão de competições automobilísticas tem bons motivos para comemorar. Acaba de entrar no ar a Race TV, canal via internet com cobertura ao vivo de provas de automobilismo e motociclismo que fazem parte de uma programação totalmente dedicada ao mundo dos motores e corridas.

À frente do projeto está Antonio Moraes, que começou transmitindo as provas de GT3 no site da Lobini. Além de poder acessar o canal de qualquer lugar do mundo, o internauta poderá assistir aos programas que tiver perdido ou rever os que mais gostou (ficam disponíveis em arquivos).

Donos de iPhones ou Smartphones também poderão acessar o canal pelo telefone móvel. O endereço é www.racetv.com.br

 


09.04.08

por Tião Oliveira, Seção: Opinião 20:52:08.

ANDRÉ LESSA/AE
Esportivaço
Com belas linhas, 350Z tem motor de 312 cv e parte de R$ 194.903

O Nissan 350Z é um dos carros de que mais gosto. Tem belas linhas, acabamento caprichado e motor potente. Na semana passada, dei uma volta em uma unidade 2009, que ganhou 32 cv (ficou com 312 cv). O senão ficou por conta do câmbio automático.

Gosto muito dessa transmissão, mas a do Z é do tipo convencional, sem opção de trocas no volante. Não chega a comprometer as respostas, que são para lá de espertas, mas com ela o esportivo perdeu um pouco do charme.

Como o Z não é um carro barato (sai a R$ 198.803 com a caixa automática), bem que a Nissan poderia ter colocado as tais “borboletas” pertinho das mãos do motorista.

Nada como poder acelerar forte sem precisar largar volante.

 


por Rafaela Borges, Seção: Opinião 12:00:00.

O que é marketing para você, caro leitor? Traduzindo literalmente, é comercialização. No universo de uma empresa a definição é complexa, mas o objetivo claro: vender um produto. Para isso, é preciso convencer um consumidor a comprá-lo.

Como o assunto aqui é carro, vamos falar de montadoras. As estratégias utilizadas consideram fatores como preço, posicionamento do produto em relação aos concorrentes e oferta de equipamentos. Bem feito, geralmente determina o sucesso de um produto, e o contrário o fracasso. Mas o consumidor precisa tomar cuidado, pois muitas vezes pode ser manipulado por uma campanha de marketing e ficar insatisfeito com o veículo que comprou.

Escreverei nesse espaço, a partir de hoje, uma série sobre estratégias de marketing das montadoras. Começarei pela líder do segmento, Fiat. Acho que a ela vai mandar bem com o Linea. O carro não é um sedã como o Toyota Corolla ou o Honda Civic. Está mais para um VW Polo Sedan: três-volumes baseado em compacto (no caso o Punto). Mas tem entreeixos maior.

Apesar disso, a Fiat vai posicioná-lo como rival dos sedãs médios. Seu preço, partirá de cerca de R$ 60 mil, mais barato que os demais. É possível que ele também venha mais equipado. Com tudo isso ele deve convencer os consumidores.

Mas colocar o Linea no mesmo nível de um Corolla é marketing. O carro é de segmento inferior. O que muda para você? Não muito. O acabamento deve ser um pouco inferior, assim como a largura. Mas o mais importante é que você saiba que não está adquirindo um sedã verdadeiramente médio.

Na semana que vem escreverei sobre a Volks, segunda colocada no ranking de vendas.

 


08.04.08

por Mário Curcio, Seção: Opinião 12:00:00.

ANDRÉ LESSA/AE
Disco dianteiro
Lojas do Centro têm kits para adaptar disco dianteiro por cerca de R$ 200

Você que roda de moto aqui na cidade de São Paulo, responda essa: se pudesse optar entre freio dianteiro a disco ou partida elétrica, qual dois dois preferiria? A pergunta é pertinente. Veja por quê.

O freio a disco dianteiro diminui bastante o espaço de frenagem de uma moto em situações de emergência. De acordo com a Sundown, uma Max SE 125 andando a 75 km/h percorre 26,5 metros até parar. Se for a versão SED 125, com freio dianteiro a disco, essa distância diminui para 22 metros.

Segundo a Honda, a 50 km/h, a CG 125 Fan percorre 13 metros até parar. Se tivesse disco na dianteira, seriam 10 metros. Nos dois casos, a diferença entre ter disco ou não é a diferença entre parar com a moto antes de um cruzamento movimentado ou no meio dele...

A Abraciclo, associação que reúne fabricantes de motocicletas, não cogita a obrigatoriedade do item, embora admita sua maior eficiência. Talvez seja hora de pensar nisso. Além do argumento segurança, o custo do equipamento não é alto. Em modelos de 125 a 150 cm³, o sistema dianteiro a disco aumentaria em cerca de R$ 300 apenas o preço final de algumas motos (algo como 5%).

Em lojas de motopeças do Centro da Cidade como a 429 Motopeças (3331-9291) ou Labormotos (3224-9522) é possível comprar kits chineses a disco de R$ 200 aproximadamente. Com a mão-de-obra de instalação, o serviço ficará por volta de R$ 350.

 


07.04.08

por Lúcia Camargo Nunes, Seção: Opinião 12:00:38.

Com duas tacadas, a Renault tenta distanciar um pouco mais as linhas de Clio e Sandero.

Primeira tacada: o lançamento da versão Campus do Clio. Com motor 1.0 16V Hi-Flex, parte de R$ 26.410 o de duas portas e R$ 27.810 o de quatro, custam menos que os modelos da versão Authentique, que era a de entrada na linha até então.

A segunda tacada foi tirar de linha o Clio com motor 1.6 16V, para distanciá-lo ainda mais do Sandero: a diferença de preço entre eles passou de R$ 2.200 para R$ 4.180. O Sandero 1.6 8V parte de R$ 31.990.

Mais do que vender Sandero, a idéia da marca é "salvar a pele do Clio", projeto mais antigo e até então com preço próximo ao do Sandero, que é novidade.

E você, caro leitor e comprador de carro: o que acha desta jogada?



No alto, o Clio Campus 1.0 16V mais em conta. Acima, o Sandero

 


06.04.08

por Nícolas Borges, Seção: Opinião 19:22:27.

Na Califórnia (EUA), na quinta passada, ao completar 100 anos de idade, o americano Gordon Miller acelerou, num circuito fechado, o Mercedes-Benz de seu filho até 100 milhas por hora – 161 km/h. O dono do carro, e mentor do presente inusitado, estava de passageiro. Do lado de fora, a mulher de Miller e netos assistindo.

E o velhinho veloz não parou por aí. Pouco depois, ele tomou o comando de uma superlancha com dois motores de 1000 cv cada e a levou até a mesma marca centenária (só por curiosidade, o barco chega a 140 milhas horárias – 225 km/h). Um bom exemplo de que o amor à velocidade não tem idade.

 


05.04.08

por Marcelo Marcelo Fenerich, Seção: Opinião 12:00:15.

Vira e mexe algum amigo ou parente vem me perguntar que carro deve comprar. As dúvidas não são simples, como qual é o melhor entre dois carros do mesmo segmento. Geralmente são do tipo "compro uma Strada ou um Meriva?", "opto por um Logan ou um Ka?".

Mais difícil do que elaborar argumentos é perceber que de todos que perguntam, a grande maioria simplesmente ignora os conselhos recebidos. O fato é que todos esperam uma resposta que apenas confirme a decisão já tomada. E ninguém, ou quase ninguém, segue passos básicos - e elementares - para comprar o carro.

É fundamental fazer test-drive, comparar preços, avaliar o segmento do carro, ler matérias sobre ele, pesquisar cotação de seguro...

Essas e outras dicas estão na edição especial deste sábado do Jornal do Carro. Elaboramos um catálogo com quase 160 modelos, com preços até R$ 100 mil, de todos os segmentos.

É o melhor conselho que se pode dar.

 


04.04.08

por Marcelo Fenerich, Seção: Opinião 12:00:00.

MARCELO FENERICH/AE

A Copa Troller 2008, com a abertura prevista para amanhã, em Fortaleza (CE), terá premiação em dinheiro, além de duas etapas extras denominadas Troféu Troller.

A primeira etapa do Campeonato Nordeste terá uma novidade para a região. Será a cronometragem e apuração no padrão Totem com o uso de fotocélulas. A medida visa uma unificação dos dois campeonatos, Nordeste e Sudeste, já que o certame Sudeste adota o sistema a algum tempo. A Copa Troller também terá novidades na premiação. Os campeões das categorias Graduados e Turismo, tanto no Nordeste quanto no Sudeste receberão prêmios em dinheiro.

Este ano a categoria Amigos, destinada aos amigos e familiares de participantes da Copa Troller que ainda não possuem um jipe da marca, fará parte mais uma vez da temporada. Para participar dessa categoria, o interessado deve receber o convite de um amigo inscrito em uma das três categorias da Copa Troller: Graduados, Turismo ou Expedition.

De acordo com o regulamento dessa categoria, o participante que convidar o amigo terá, obrigatoriamente, de participar da etapa para validar a participação do seu convidado. O número de vagas é limitado, assim o amigo convidado só poderá participar de apenas uma etapa. Além de participar da Copa Troller, os amigos também serão premiados. O três melhores colocados terão direito a pódio e troféu.

Além dos campeonatos Sudeste e Nordeste a Troller vai promover também o Troféu Troller. Serão duas etapas extras que não pontuarão nos campeonatos, sendo uma em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, dia 11 de outubro e uma em Brasília, no Distrito Federal, dia 26 de julho. A idéia é agregar mais integrantes a comunidade Troller e também proporcionar novos desafios aos mais pilotos e navegadores experientes e oportunidades aos iniciantes.

A abertura da Sudeste acontece dia 26 de abril, em Campinas (SP) e a segunda etapa está maracada para o dia 17 de maio, em Curitiba (PR).

Calendário Copa Troller 2008

Campeonato Sudeste
1 etapa: Campinas (SP) 26 de abril
2 etapa: Curitiba (PR) 17 de maio
3 etapa: Belo Horizonte (MG) 23 de agosto
4 etapa: Rio de Janeiro (RJ) 13 de setembro
5 etapa: São Paulo (SP) 29 de novembro

Campeonato Nordeste
1 etapa: Fortaleza (CE) 5 de abril
2 etapa: Recife (PE) 7 de junho
3 etapa: Salvador (BA) 2 de agosto
4 etapa: Natal (RN) 15 de novembro

Troféu Troller
1 etapa: Brasília (DF) 26 de julho
2 etapa: Porto Alegre (RS) 11 de outubro

 


03.04.08

por Tião Oliveira, Seção: Opinião 15:40:03.

FILIPE ARAUJO/AE

No mês que vem, rodízio de caminhões passa a valer na Av. Bandeirantes

Esta semana, o prefeito de São Paulo anunciou que restringirá a circulação de caminhões como forma de reduzir os congestionamentos na Capital. Com isso, veículos pesados ficam proibidos de circular nas Marginais e Av. dos Bandeirantes durante o rodízio.

Com a medida, mais uma vez criam-se soluções paliativas para problemas estruturais. Não estou protegendo essa ou aquela categoria, mas:

Essa decisão deveria ter sido tomada há anos;
Enquanto não for implantada a inspeção obrigatória, continuaremos vendo veículos quebrados causando pontos de lentidão na Cidade;
A falta de investimento em transporte coletivo prenuncia o colapso do trânsito paulista;
Enquanto a prefeitura continuar aprovando obras de prédios (residenciais e comerciais) sem analisar a fundo seu impacto no tráfego de veículos da região, entre outras variáveis, fica difícil imaginar uma melhoria neste quadro.

 


02.04.08

por Rafaela Borges, Seção: Opinião 12:00:00.

Esta semana houve um debate interessante na redação. Comprar um BMW 120i, de R$ 124 mil (carro mais acessível da marca), ou um Honda Civic EXS, que tem preço de R$ 85.235. Tomamos por base o carro da Honda por ser este o sedã médio mais vendido do País.

Ambos vêm com motor de 4 cilindros, o do Civic com 140 cavalos e o do BMW com 150 cv. Os dois são bem equipados, mas o BMW é um hatch, enquanto o Honda é um sedã de porte parecido ao do Série 3. Vale lembrar também que a lista de equipamentos do Civic não deixa a desejar, seu motor é moderno e o carro tem boa tecnologia agregada.

É fato que o Civic é um modelo de volume alto, e o BMW de nicho, com número de vendas reduzido. Mas a principal questão é: por que não comprar um sedã da Honda, à vista, e sim um hatch da BMW quase R$ 40 mil mais caro e financiado? Um conhecido expôs essa idéia recentemente, e seu argumento era simples: compraria o BMW pelo status de ter o símbolo da marca no volante e na grade dianteira.

Fatos como esse mostram que o consumidor muitas vezes se deixa levar pela emoção.

Civic e 120i são apenas dois exemplos, mas há outros no mercado nacional que ilustram essa situação. Um hatch e um sedã, ambos com motores de quatro cilindros, boas qualidades, alguns defeitos. O primeiro é bem mais caro que o outro, mas ainda assim capaz de despertar o desejo de quem sonha com status e tem vontade de possuir um BMW ou um Mercedes-Benz, mesmo sendo um modelo de entrada.

Se fosse um 130i de 265 cv e R$ 205 mil, ou um Série 3, até valeria a pena, na minha opinião.

E o caro leitor, o que acha da questão?

 


01.04.08

por Mário Curcio, Seção: Opinião 12:00:00.

Mach 5
No SP Market, Mach 5 fez sucesso como se fosse a Ferrari de Massa

Por causa do longa-metragem Speed Racer, que estréia em 9 de maio nos cinemas, a Warner começou a expor na Cidade uma maquete (sem motor) do Mach 5 com cinco metros de comprimento. Neste fim de semana o carro esteve no Shopping SP Market, na Zona Sul.

Seu estilo é tão bonito que nem parece vindo de um desenho animado. No espaço onde estava, atraía a atenção como se fosse a Ferrari de Felipe Massa.

O personagem Speed Racer surgiu no Japão como história em quadrinhos em 1966 e no ano seguinte estreou como desenho animado. Foi exibido no Brasil pela primeira vez nos anos 70.

Lembro-me de um episódio mais longo, o do Carro Mamute, um veículo muito potente e articulado. Era grande porque a seu dono tinha a intenção de contrabandear uma grande quantidade de ouro, metal de que sua carroceria era feita (e disfarçada com tinta escura). Se você se lembra de outro episódio bacana, personagens ou de nomes como Capetepec (cidade por onde passou uma das corridas), comente aqui nesse espaço.

 


31.03.08

por Lúcia Camargo Nunes, Seção: Opinião 13:13:04.

A Ford inicia as comemorações em torno dos 100 anos do Ford T. A indústria evoluiu e muito, em termos de tecnologia e conforto nessas dez décadas. A eletrônica toma conta dos carros e os motores evoluem para ficarem menos poluentes.

Mas qual foi de fato a grande revolução do carro deste o T?

Gary Cameron/Reuters


Model T: muita coisa mudou desde 1908? Os princípios são os mesmos

 


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Lúcia Camargo Nunes é curiosa por natureza. Adora combinar carros com boa música e escreve todas as segundas

Mário Curcio está no blog às terças. Avalia carros, motos e outras "coisas" com rodas!

Rafaela Borges é uma jornalista que não descansa nunca. Adora falar sobre marketing e mercado dos carros. Escreve todas as quartas

Tião Oliveira fica o tempo todo de olho no mercado de novos e usados, adora acelerar carrões e escreve às quintas

Nícolas Borges lê o JC desde 1982 e prega o prazer de guiar, de uma bicicleta motorizada a um superesportivo.

Luís Felipe Figueiredo, é de Cruzeiro, gosta de graxa, velocidade e guitarras. Prefere potência específica a cilindrada.

Michel Escanhola, Herdou a paixão por automóveis do avô, mecânico. Cauteloso e antenado com o mercado, não se impressiona com carrões. Prefere sempre a melhor relação custo-benefício.

Viviane Biondo, Carros sempre a fascinaram. Acredita que sem eles e uma trilha sonora, não se contam boas histórias. Detalhista, está sempre atrás dos porquês de tudo. Os modelos compactos são seus preferidos.

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