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04.07.09
FOTOS: DIVULGAÇÃO

Começou ontem e vai até amanhã o Festival de Velocidade de Goodwood, no sul da Inglaterra, um paraíso pros apaixonados por esportes a motor. O evento é realizado todo ano desde 1993 e conta com exposições de motos e carros antigos de competição, muitos dos quais pilotados por pilotos famosos, uma mostra competitiva de design, leilão de veículos e artigos antigos, exibições de acrobacias aéreas e outros esportes radicais e até shows musicais.
O festival, que este ano deve ter um público de 13 mil pessoas, é realizado numa singela propriedade de 48,5 milhões de m² em West Sussex que pertence a um tal de Lord March (o cara deve gostar mesmo de velocidade). Entre as atrações há o sensacional McLaren-Honda MP4/4, que não só deu o título da Fórmula 1 em 1988 a Ayrton Senna como venceu 15 das 16 provas daquele ano (só não ganhou todas por causa de um acidente besta do brasileiro em Monza), junto com o arquirrival Alain Prost. A máquina será conduzida pelo sobrinho do ídolo, Bruno Senna, e pelo inglês Lewis Hamilton, que é fã declarado de Ayrton e também vai se apresentar com o McLaren-Mercedes MP4-23 com o qual foi campeão no ano passado.

Com quatro pneus atrás, esse Auto Union é para subidas de montanha
Também vão percorrer a estreita subida de 1,85 km mais de dez Flechas de Prata da Auto Union e Mercedes-Benz. Esses foguetes terrestres, que dominaram os Grandes Prêmios da segunda metade da década de 30 e estão completando 75 anos do seu surgimento. Colecionador de automóveis e entusiasta, Nick Mason, baterista do Pink Floyd, pilotará um Auto Union.
Outra Flecha de Prata em Goodwood estará bem paradinha, mas no ar. É um Auto Union Typ C 1937 Streamline, uma versão de carroceria aerodinâmica com motor V16 de até 560 cv e capaz de passar dos 400 km/h. O carro faz parte de uma enorme escultura de 40 toneladas que conta também com um novíssimo Audi R8 V10 preso a 35 metros de altura. A cada ano há uma obra gigante montada na frente da casa (castelo?) do Lord March e a de 2009 é uma homenagem aos 100 anos da Audi (a marca fazia parte do grupo Auto Union, junto com DKW, Wanderer e Horch).
Também ficou com vontade de pegar o primeiro avião pra Londres? Bem, se suas posses não permitem tal extravagância, faça como eu e esbalde-se virtualmente no sítio oficial do evento.

Sempre há uma escultura gigante. A deste ano é homenagem à Audi
03.07.09
Depois de lançar a moda “Adventure”, a Fiat aposta agora numa picape compacta cabine dupla. A Strada Adventure cabine dupla chega às concessionárias a partir de R$ 46.440 e homologada para transportar até quatro pessoas – exatos R$ 1.900 a mais que o modelo Adventure Locker, na cabine simples.
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Modelo teve a capacidade da caçamba reduzida de 800 litros para 580 l
Com as mesmas medidas do restante da linha, quem pagou a conta pelo crescimento da cabine foi a caçamba. A Fiat mesmo diz que o tamanho deste item não é tão importante para os clientes da versão aventureira da picapinha. O espaço no banco de trás até que não é dos piores (confira na avaliação que será publicada no Jornal do Carro de amanhã).
Confesso que estava com certo preconceito quando olhei para o carro de perto, mas tenho de admitir que ficou muito melhor (e seguro) que as adaptações que costumam fazer por aí nos modelos cabine estendida. Para quem nunca ouviu falar nisso, algumas empresas instalam um banco inteiriço no espaço atrás dos assentos dianteiros para outras pessoas sentarem lá. Mas não há nem cintos de segurança nestas gambiarras.
Na versão apresentada pela Fiat, os cintos traseiros são de três pontos, a carroceria recebeu reforços estruturais e parte mecânica passou por ajustes.
E você, leitor, gostou?
02.07.09
FOTOS: DIVULGAÇÃO

GT circulou pelas ruas de Londres e participará do Festival de Goodwood
Apresentado como protótipo no Salão de Paris, em 2008, a versão definitiva do Citroën GT deve ganhar as ruas ainda este ano.
De acordo com a imprensa especializada na Europa, o esportivo custará cerca de US$ 1,8 milhão (aproximadamente R$ 3,5 milhões).
A produção total não deve passar de 20 unidades e o motor será um V8 de 500 cv, possivelmente de origem norte-americana.
O carro-conceito participará do Festival de Velocidade de Goodwood (Inglaterra), que começa amanhã e vai até domingo, dia 5.
A versão definitiva será apresentada em setembro, durante o Salão de Frankfurt, na Alemanha.

Modelo estará no Gran Turismo 5, game para o console Playstation 3
01.07.09

Está aí a foto oficial da próxima geração do Citroën C3, que na Europa será lançado no ano que vem. Ao que tudo indica, ele também substituirá a atual geração no Brasil, mas isso está previsto para ocorrer apenas em 2011.
O que chama atenção no estilo do C3, inspirado no do protótipo DS3, é o para-brisa estendido para o teto. Um belo detalhe tanto para quem vê o carro como para quem está a bordo nele, já que aumenta a luminosidade da cabine. Opinião pessoal: se o carro for mesmo feito aqui, não terá essa novidade.
Achei que visto de lateral ele lembra um pouquinho o Peugeot 207, principalmente por causa da linha do capô. No entanto, tem mais personalidade que o modelo do outra marca da PSA.
E você, caro leitor, o que achou do novo C3?
30.06.09
As motos até 150 cm³ feitas em Manaus continuam isentas da Cofins, contribuição cobrada na venda do veículo à concessionária. "Todo esforço é bem-vindo nesse momento", disse Moacyr Paes, diretor da Abraciclo, antes do anúncio oficial do governo, feito nesta segunda-feira.
A redução, porém, tem sido pouco eficiente na opinião de lojistas, que se queixam da dificuldade de aprovação de crédito. "A diferença (em torno de R$ 200) é tão pequena...", diz o gerente de uma concessionária. "A procura de motos é grande, mas a aprovação das fichas continua difícil", afirma o vendedor de outra loja.
Moacyr Paes também disse em entrevista que a intenção de compra nunca esfriou e acredita que no segundo semestre o crédito volte a favorecer o comprador de motos.
De qualquer forma, quem procura um modelo de duas rodas tem de pesquisar porque muitas revendas praticam preços menores que os da tabela. A Yamaha YBR Factor 125 ED baixou em abril de R$ 7.013 para R$ 6.809 com a isenção da Cofins (desconto de 2,9%). Nas revendas da cidade de São Paulo, porém, a média praticada é de R$ 6.683 e não é difícil encontrá-la por R$ 6.300 (abatimento de 7,5%).
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Isenção da Cofins mantém tabela da Yamaha YBR Factor ED em R$ 6.809, mas não é difícil achá-la por R$ 6.300 em concessionárias da marca
29.06.09
A Argentina é um importante mercado para nós. Além de termos acordo comercial com sua indústria automotiva (com isenção de imposto de importação), é de lá que vêm modelos como os Citroën C4, os Ford Focus e Ranger, os Peugeot 307 e Partner, os Renault Clio, Symbol e Kangoo, a Toyota Hilux e a Volkswagen SpaceFox. Parte da linha Siena, da Fiat, também está vindo do país vizinho.
Depois de passarem por uma séria crise, no início da década, agora los hermanos voltam a mostrar recuperação. Tanto que tivemos uma avalanche de (boas) novidades. Desde o novíssimo Agile, o tão aguardo Projeto Viva da Chevrolet, que será feito lá, ao anúncio do novo Mégane, que passará a ter produção na Argentina até 2011. Sairá dali também a nova geração da Ranger, que chega ao Brasil até o final deste ano, e o Focus 1.6 reestilizado, além da primeira picape média da Volks, a Amarok. Em 2010, a Peugeot inicia a produção do novo 308.
O Brasil tem um mercado dez vezes maior e mais complexo. Para se ter ideia, produzimos 3 milhões de veículos (de passeio e comerciais leves) em 2008 versus 600 mil do país vizinho. A Argentina exportou metade do que produziu e o Brasil, 680 mil.
Mas o crescimento do mercado argentino volta a chamar a atenção e os novos produtos, que citei anteriormente, vão aumentar sua visibilidade.
Você acha isso bom ou ruim?

Presente e futuro: Peugeot 308, Renault Symbol, Toyota Hilux, Fiat Siena, Renault Mégane III e Volkswagen Amarok. Argentina no foco das atenções
28.06.09
Esta semana estive em um evento internacional no qual conversava com um jornalista sul-coreano sobre as marcas daquele país. Hyundai, Kia e SsangYong. Concordamos que o desenho dos carros dessa última são mais do que polêmicos. São de mau gosto.
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Bêbado no karaokê?
Aí ele disse ter lido na revista inglesa Car uma matéria interessante, em que as fábricas eram comparadas a bandas de rock. Sensacional. Encontrei a lista em um blog sobre carros (http://www.vwwatercooled.org.au/newforum/upload/showthread.php?p=342068) e vai de Alfa Romeo a Volvo, com várias marcas inglesas no meio - coisas desconhecidas no Brasil. Várias das bandas também são pouco conhecidas aqui. Mas as comparações são impagáveis. Pincei algumas delas:
Audi = Coldplay (Atraente, irrefreável, quase chata)
Bentley = Barry White (A morsa que amamos)
BMW = Kanye West (Impetuosa e geniosa como o cantor de hip-hop)
Bugatti = The Beatles (Incomparável)
Cadillac = Garth Brooks (Adorado na América, ignorado mundo afora)
Chevrolet = Michael Jackson (Americano talentoso que virou uma coisa estranha) - a reportagem foi feita antes do falecimento do artista.
Chrysler = Bon Jovi (Vivendo uma prece)
Citroen = Oasis (Uma vez gigante, agora sempre ameaçando um retorno)
Corvette = Bruce Springsteen (O patrão)
Dodge = New Kids On The Block (Com uma indesejada turnê de reunião à vista)
Ferrari = U2 (Sempre brilhante, sempre pomposa)
FIAT = Paul Weller (Alternando-se entre momentos de originalidade e de tédio)
Ford = Kylie Minogue (Inglesa honorária, bastante popular, ótimo chassi)
Honda = David Bowie (Continua lançando coisas novas, mas queremos as velhas de volta)
Hummer = Rage Against The Machine (É o que todos provocam - rage significa raiva, em inglês)
Jeep = Metallica (Pesada e bombástica)
Land-Rover = The Clash (Brilhantes, mas as pessoas cospem neles)
Lexus = Kraftwerk (Altamente técnicos, enormemente esquecidos)
Lotus = Queen (Ingleses adorados que perderam um líder carismático)
Mercedes-Benz = Dire Straits (Homens de meia-idade os adoram)
Porsche = Rolling Stones (Puros, legais, bons de grana, incomparáveis)
Renault = Roxy Music (Já foram inovadores, agora soam normais)
Rolls-Royce = The Royal Philharmonic Orchestra (Clássica, imensa e você não tem grana nem para alugá-los)
Seat = Santana (Ritmos latinos)
Skoda = The Sex Pistols (Séria ameaça à ordem estabelecida)
Ssangyong = Um bêbado no karaokê (alguém faça-os parar!)
Subaru = Red Hot Chili Peppers (Foram bons, mas perderam sua antiga pegada)
Toyota = Band Aid (Superbanda com vários bons artistas)
Volkswagen = Dido (Fácil, amada pela classe média)
27.06.09
FOTOS: NÍCOLAS BORGES/AE
Sempre achei bacanas as chaves tipo canivete, como do Golf e do Punto, por exemplo. Ainda mais legais são as que não tem aquela parte de metal, ou ao menos elas estão escondidas. Casos dos Mercedes-Benz atuais ou do Mégane, com seu cartão. Em certos casos, elas nem precisam ser colocadas na ignição para ligar o carro, a exemplo do Focus novo, que nem tem a fenda para enfiá-la.
Só que todas elas perdem de longe pra chave mais bacana de todos os tempos, apresentada pela Porsche nesta semana. Além de exibir o belo brasão da marca, ela simplesmente tem o formato do carro, como se fosse uma miniatura. Perfeito pra quem gosta de ter um chaveiro relacionado ao próprio automóvel. Nesse caso, é chave e chaveiro ao mesmo tempo.
Assim como no médio da Ford, ela não tem onde ser inserida e o carro a reconhece. Só que pra dar a partida, em vez de apertar um botão, é preciso girar uma espécie de seletor de canais de televisores antigos. E como manda a tradição da Porsche (originada pelas 24 Horas de Le Mans), o comando fica à esquerda do volante.
Ah, o carro da chave é o aguardado cupê quatro-portas Panamera, cuja avaliação você pode ler amanhã no caderno Autos, do Estadão, ou na quarta-feira, no Jornal do Carro, do JT. Só pra dar uma dica, a limusine da Porsche impressiona mais que a chave...
26.06.09
Ele não é um Toyota Prius, mas tem um quê de Yaris. O Chery M1 elétrico foi mostrado no Salão de Xangai com a promessa de chegar às ruas ainda em 2010. Compacto, o modelo traz apenas um gerador elétrico, e não mescla o funcionamento de suas baterias com um propulsor a combustão, como ocorre no Prius. Cheios de orgulho do rebento “verde”, os executivos deixaram os jornalistas darem um voltinha (literalmente) no estacionamento da sede da fábrica em Wuhu, mas se negaram a dizer informações simples, como dimensões do carro, potência do motor etc. Coisas da China...
Tive a audácia de reparar no hodômetro do modelo, a fim de descobrir qual seria a distância que eu dirigiria. Antes não tivesse visto. Entrei no carro e o passageiro, um engenheiro chinês, disse de bate-pronto: “oi tudo bem? Vamos logo porque tem mais um monte de gente depois de você”. Resultado: não tive tempo sequer para ajustar o banco do motorista, retrovisores e volante corretamente.
Acelerei o carrinho e aquele e um som que lembra muito o de um aspirador de pó invadiu a cabine. Como em todos os carros elétricos, o torque pleno, disponível nas primeiras rotações do motor, faz com que a aceleração seja imediata. Fiz uma curva para esquerda, andei uns 50 metros em linha reta, virei novamente à esquerda, pensando que iria repetir o percurso, mas o chinesinho que me acompanhava já me mandou encostar. Foram exatos 200 metros!
E ainda ele me solta um "It´s a good car, no?". Se eu tivesse passado pelo menos cinco minutos dentro do carro e soubesse alguma coisa sobre a parte técnica, talvez opinasse.
Enfim, valeu a experiência...
FOTOS: MICHEL ESCANHOLA/AE
25.06.09
FOTO: CARPARAZZI
VW Amarok, que quer dizer lobo na língua de esquimós do Canadá
Recentemente a VW informou que sua primeira picape média se chamará Amarok. E a GM acaba de revelar que seu novo compacto será batizado de Agile. Segundo alguns profissionais do setor, o nome é um dos aspectos fundamentais para o sucesso de um veículo.
Concordo em parte. Lembro que, pouco antes de a Picasso ser lançada aqui, um amigo que trabalhava numa concessionária Citroën disse que com esse nome o carro jamais encontraria compradores no Brasil. Não foi o que aconteceu.
Mas há casos em que é preciso mudar a denominação do veículo. Como o do Mitsubishi Pajero. Ele é chamado de Montero em países de língua espanhola, onde o nome original pode ter significado chulo.
24.06.09
Por R$ 109.900, a Mitsubishi lançou o modelo com o primeiro motor V6 flexível do mercado, o Pajero SportFlex. O propulsor, que gera até 205 cv com álcool, é baseado na versão a gasolina da picape Triton (que também deverá receber a tecnologia).
A inovação da marca japonesa, surpreendentemente, tem despertado interesse em outras montadoras. A Nissan, por exemplo, já pensa em investir num V6 flexível. Algo surpreendente, já que os clientes desse tipo de carro, que no geral custam mais de R$ 100 mil, não parecem fazer questão de propulsor bicombustível.
Ford e Dodge, por exemplo, vendem nos EUA o Fusion e o Journey em versão flexíveis. No entanto, no Brasil optaram por adaptar os veículos para rodar apenas a gasolina. A explicação é que os modelos mexicanos, na verdade, estão prontos para rodar com E85 (85% do combustível vegetal e 15% do derivado do petróleo). Nesse caso, não há necessidade de tanquinho de combustível, o que seria preciso para que eles pudessem usar o álcool nacional.
O fato é que se a Mitsubishi começou, as outras provavelmente terão de correr atrás. Enquanto não existia, o cliente até poderia não fazer questão. Mas agora, que uma fabricante tomou a dianteira, é bem possível que os consumidores de modelos V6 passem a fazer questão da flexibilidade.
23.06.09
Honda CB 300R tem tabela de R$ 11.490, mas há quem cobre R$ 13.100
As concessionárias Honda já começam a entregar as primeiras CB 300R, mas uma pesquisa por telefone revelou que não dá para comprar a moto na primeira revenda que aparecer.
O valor sugerido pela fábrica é de R$ 11.490 (sem frete), mas o praticado partia de R$ 12.500 e chegava a R$ 13.100 nas revendas pesquisadas em 22/6. Há lojas com a moto a pronta entrega ou chegada nos próximos sete dias. Em outras pode haver espera de 15 a 20 dias e cobrança de sinal de pelo menos R$ 500. Numa das lojas pesquisadas, a espera por uma unidade amarela (a mais procurada) foi estimada em 60 dias.
As parcelas no financiamento em 48 vezes sem entrada também variam bastante, de R$ 460 a R$ 495. Dessa forma, o único jeito de comprar bem é entrar no site www.honda.com.br, selecionar as concessionárias de sua cidade ou região e pesquisar preços e condições de pagamento. Ou aguardar até que a oferta da moto se ajuste à demanda, quando os preços tendem a baixar.
22.06.09
A edição de sábado passado do Jornal do Carro destacou na capa os lançamentos no mercado brasileiro no segundo semestre. Serão pelo menos 40 novidades.
Você pretende trocar de carro ainda este ano? Então veja se o seu modelo escolhido pode mudar ou algum desses lançamentos te interessa.
Entre os carros brasileiros ou importados acessíveis, há o Projeto Viva (próxima geração da família Corsa, feita na Argentina), Honda City (sedã do Fit), Nissan Grand Livina, novos Fox e Saveiro, Strada cabine dupla e câmbio Dualogic (automatizado) para Palio e Idea Adventure.
Mudam também a Ranger e o Focus (versão 2.0 será Flex). A Kia promete o diferente Soul e o novo Cerato. E a Dodge, agora sob comando Fiat, pode ter o Trazo.
21.06.09
Aqui no Brasil a decisão do governo de suspender a cobrança do IPI deu certo e esquentou o mercado, afastando (temporariamente?) a crise do setor automobilístico. Nos EUA e na Europa, no entanto, a iniciativa é mais, digamos, polpuda.
Nos Estados Unidos, onde a crise teve sua origem, quinta-feira passada o senado aprovou a apelidada "lei dos beberrões", que agora depende apenas da assinatura do presidente Barack Obama para entrar em vigor. Vai durar de 1º de julho a 1º de novembro. Há várias regrinhas, mas o básico é: o governo vai dar de 3.500 a 4.500 dólares para quem trocar o carro atual por um mais econômico. O congresso destinou US$ 1 bilhão (cerca de R$ 2 bilhões) para o programa.
Veja que não é difícil: o carro novo teve ter consumo combinado (cidade/estrada) de 9,35 km/l. Se for picape leve, de 7,65 km/l. E se for picape pesada, de 6,37 km/l. Com um detalhe: os números devem ser, no mínimo, 1,7 km/l melhores do que o beberrão antigo. Aí o cliente recebe os US$ 3.500.
Agora, se o carro novo rodar 4,25 km/l a mais do que o antigo (exemplo: o beberrão fazia 6 km/l combinados; o novo roda 11 km/l), o incentivo é o maior, de US$ 4.500.
Medidas análogas foram adotadas na Inglaterra e na França. A Argentina joga do outro lado: financia as fábricas que estiverem em dificuldades. Basta mostrar ao governo situação ruim desde agosto do ano passado e pronto: lá vem a ajuda.
E aqui no Brasil? Medida como essa poderia funcionar, se as fábricas adotassem, por exemplo, a etiqueta indicativa de consumo. Lembra-se dela? Pois é. Foi apresentada, mas só cinco marcas (Kia, Volkswagen, Honda, Fiat e Chevrolet) entraram na primeira fase do programa.
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Etiqueta segue o formato daquelas de geladeira: simples e fácil de ler
Quando outras aderirem - ou melhor, quando todas as 35 entrarem - vai ser possível ter algo assim. Hoje há várias fábricas que não declaram seus números de consumo, argumentando que "juízes podem indenizar o comprador que não conseguir atingir tal marca".
Puro absurdo - não só a empresa deixar de informar o cliente, mas um juiz ser capaz de ignorar as normas utilizadas pela fabricante para obter seus dados de desempenho em laboratório. Enquanto isso, vamos do jeito que dá.
20.06.09
Não é novidade ver carrões estadunidenses pré-1959 (o ano em que Fidel Castro desceu de Sierra Maestra pra subir ao poder) rodando em Cuba, mas o relato do correspondente da Reuters em Havana, Tom Brown, revela algumas curiosidades. A mais óbvia é o jeitinho cubano de manter esses velhinhos na ativa, mesmo com o embargo americano, o que torna quase impossível importar peças de reposição, sem falar no baixíssimo poder aquisitivo médio.
"Infelizmente, por assim dizer, nós cubanos somos muito bons para inventar", disse um motorista que pediu para não ser identificado. "É por necessidade e pela escassez de tudo, incluindo dinheiro." A maioria dos donos de carros antigos na ilha de Fidel acaba trocando a mecânica original por uma mais nova (menos velha?).
Quase sempre, o proprietário é que faz o serviço, junto com algum amigo, para não ter de gastar com um mecânico. E isso acontece também pelo simples fato de esses carros serem usados diariamente, como táxis. Debaixo do capô do Buick Century 1955 de Florentino Marin, por exemplo, o V8 da GM deu lugar a um engenho a diesel da Toyota.
Mas, por "increça que parível", há abnegados que conseguem manter fiéis suas preciosidades e até clubes de colecionadores. "Tenho um Bel Air 1955 com motor original e tudo", se orgulha Robert Enriquez, que garante só ter trocado a caixa de câmbio. "Não sou rico, mas não o vendo por nada no mundo." O que o ajuda é ter um carro mais moderno para tirar seu ganha-pão como taxista.
19.06.09
Se em Xangai o trânsito e os táxis chamam a atenção, em Wuhu, a cerca de 400 km dali, a situação não é muito diferente. Apesar de ser bem menos movimentada, a cidade onde está instalada a fábrica da Chery na China tem lá suas particularidades. Mas desta vez não falo de bicicletas, motociclistas sem capacete ou de pessoas empurrando carrinhos no meio da rua e na contramão, isso tem para todos os lados na China. São os taxis, mais uma vez.
Enquanto nos grandes centros urbanos chineses o VW Santana segue firme e forte, nas cidades de interior a bola da vez é um carrinho que lembra muito o simpático ratinho do filme Ratatouille - aquele que adora cozinhar. Juro que gostaria de saber o nome do roedor, ou melhor, do carrinho. Perguntei para uns três ou quatro taxistas chineses que, infelizmente, não falavam inglês, e eu, além do xie xie (obrigado), não falo mais nada de mandarim.
A verdade é que o Ratatouille sobre rodas – são três! – ficou na lembrança, sem falar em suas cores chamativas como um verde bandeira e um vermelho sólido com detalhes em amarelo nas portas. É claro que há alguns que têm a mesma pintura dos Santana, com para-choques pintados na cor prata e o restante da carroceria em outra tonalidade. É uma salada só.
Mas justamente por ser tão diferente, gostaria muito de ter andado no bichano e tentar fazer como os taxistas chineses. Imaginem só fazer uma curva fechada com quatro pessoas dentro desse carro? Haja coragem...
18.06.09
ANDRÉ LESSA/AE

Prevista para terminar no próximo dia 30, redução do IPI será prorrogada
O desconto do IPI será prorrogado. Não nos moldes atuais – segundo fontes do governo, haverá escalonamento da taxa dependendo do tipo de veículo - mas o momento não é de correr para fazer compras.
Com medo do fim do desconto muita gente está abrindo mão do modelo que desejava para comprar o que estiver disponível, independentemente de cor e acabamento, por exemplo.
E as filas não estão maiores nem menores que as habituais. Há espera para modelos de entrada e para versões e cores específicas. Como sempre.
De acordo com especialistas, fabricantes e concessionárias devem absorver evEntuais aumentos no imposto, sob pena de as vendas caírem. “O desconto do IPI tem um aspecto mais psicológico do que prático”, diz um empresário de São Paulo dono de uma grande rede de concessionárias.
17.06.09
DIVULGAÇÃO
Fiat 500 deve chegar por cerca de R$ 70 mil este ano
Depois do surpreendente volume de vendas dos grandes e imponentes modelos utilitários, os brasileiros parecem estar se rendendo - quem diria - aos veículos compactos.
Com a chegada do Smart Fortwo Coupé (R$ 57.900) e do Mini Cooper (R$ 94.800), este ano, o segmento acumulou quase 350 unidades comercializadas em 90 dias, conforme reportagem publicada hoje no JC. O número pode ser considerado significativo, já que se trata de um segmento de luxo. A Mercedes-Benz, responsável pelo Smart, já anunciou que deve dobrar a meta para este ano e importar, em vez de 500, 1.000 unidades do modelo.
O Smart tem opção conversível a R$ 64.500 e o Mini Cooper terá a versão S Cabrio, a R$ 134.900, que chega em setembro. Dez unidades do primeiro lote já estão reservadas. Outra novidade que chegará este ano é o Fiat 500, por R$ 70 mil.
Para você, leitor, os pequenos podem, de fato, cair no gosto do brasileiro quando o assunto é escolher um carro com foco no desenho?
16.06.09
Dr. Carlos Alberto de Oliveira Andrade (dir.) e um dirigente da Hyundai
Durante a apresentação à imprensa do Hyundai i30, um hatch de porte médio da marca, o Jornal do Carro ouviu Carlos Alberto de Oliveira Andrade, proprietário das revendas Caoa que também controla no Brasil as marcas Hyundai (sul-coreana) e Subaru (japonesa).
"Não há nenhuma unidade parada por falta de peças. Temos um pós-venda número 1", afirmou Oliveira Andrade quando questionado sobre falta de itens de reposição para os Hyundai. "Houve um estresse nesse sentido no fim de 2008, mas já foi sanado. Temos hoje um estoque de US$ 20 milhões", reforçou.
Aproveitando a deixa, se você tem um Tucson ou outro carro da marca, conte aqui como faz a manutenção de seu carro e se encontrou nas autorizadas os itens que precisou por falha ou quebra.
15.06.09
Viajar é bom. Viajar de carro, sem pressa de chegar a um destino, é um prazer. Poder deslumbrar as paisagens, ao som de suas músicas prediletas e parar quando der fome ou simplesmente para descansar são ingredientes de férias bem tiradas, posso garantir.
Os cineastas exploram frequentemente a fórmula de filmes, não sobre carros, mas que se passam nas estradas. O resultado geralmente é muito bem sucedido.
Flores Partidas usa a estrada e os carros alugados pelo patético personagem de Bill Murray como pano de fundo para contar sua estranha história de encontros e desencontros.
Boa parte de Uma Vida Iluminada, com Elijah Wood - o Frodo do Senhor do Anéis - se passa dentro de um carro velho, que parece que vai quebrar a qualquer momento. Num país distante com paisagens diferentes, pode-se ir de carona com eles por horas.
Sem carro, um velhinho pega seu antigo cortador de grama e resolve visitar seu irmão doente, com quem não falava havia dez anos e que estava a 400 quilômetros de distância de sua casa. Baseado num caso real, Uma História Real é um comovente filme de David Lynch sobre uma viagem cheia de imprevistos em caminhos incertos.
O argentino Família Rodante é boa diversão a bordo de um capenga motorhome improvisado dentro de um caminhão velho. O destino: um casamento do outro lado do país. Estradas, barulho, postos e um destino que parece cada vez mais distante.
E o que seria do ótimo nacional Cinema, Aspirinas e Urubus sem as estradas? A bordo de um clássico caminhãozinho, onde os personagens vivem e trabalham, vemos um longínquo Nordeste do final dos anos 30, em lugares que certamente, naquela época, mal passava um veículo automotor. Ali, estrada só de terra, muito pó e nada de asfalto.
E há tantos outros bons filmes que vamos sobre as quatro rodas, acompanhando as paisagens e viajando junto. Todos os que citei estão disponíveis em DVD. Se você tiver alguma sugestão, mande para cá.
Uma Vida Iluminada: carona à Ucrânia em carro típico do leste europeu
Família Rodante: motorhome velho, estrada e família. Boa diversão
Aventuras a bordo de um caminhão em Cinema, Aspirinas e Urubus
Lúcia Camargo Nunes é curiosa por natureza. Adora combinar carros com boa música e escreve todas as segundas
Mário Curcio está no blog às terças. Avalia carros, motos e outras "coisas" com rodas!
Rafaela Borges é uma jornalista que não descansa nunca. Adora falar sobre marketing e mercado dos carros. Escreve todas as quartas
Tião Oliveira fica o tempo todo de olho no mercado de novos e usados, adora acelerar carrões e escreve às quintas
Nícolas Borges lê o JC desde 1982 e prega o prazer de guiar, de uma bicicleta motorizada a um superesportivo.
Luís Felipe Figueiredo, é de Cruzeiro, gosta de graxa, velocidade e guitarras. Prefere potência específica a cilindrada.
Michel Escanhola, Herdou a paixão por automóveis do avô, mecânico. Cauteloso e antenado com o mercado, não se impressiona com carrões. Prefere sempre a melhor relação custo-benefício.
Viviane Biondo, Carros sempre a fascinaram. Acredita que sem eles e uma trilha sonora, não se contam boas histórias. Detalhista, está sempre atrás dos porquês de tudo. Os modelos compactos são seus preferidos.
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