BLOGS

30.11.09

por Marcos Guterman, Seção: Religião, Europa 01:09:34.

A Suíça tem 400 mil muçulmanos numa população de 7,5 milhões de habitantes. Não parece muito, mas foi o suficiente para levar 57% dos suíços a dizer “sim” à proposta esdrúxula de proibir a construção de minaretes – as torres características das mesquitas. Esdrúxula porque há pouquíssimos minaretes na Suíça e porque os muçulmanos que vivem no país são, em sua maioria, seguidores moderados da religião. Nada disso importa. O que interessava a quem fez a proposta – a extrema direita suíça – e a quem aprovou foi mandar uma mensagem: a de que o avanço do islamismo na Europa está causando medo.

Por temer eventuais processos por violação de direitos humanos, o governo suíço, que se opôs à medida, mandou mensagem aos muçulmanos enfatizando que ela não significa perseguição. Mas a Suíça está longe de ser caso isolado na Europa: a França também discute o banimento de um símbolo islâmico, o véu das mulheres, e a Alemanha já debateu os minaretes.

A crescente presença islâmica no continente parece ressuscitar velhíssimos fantasmas religiosos europeus. E a reação não vem mais em forma de cruzadas, claro, mas de decisões judiciais e políticas.

 

Link permanente Permalink 50 comentários

Comentários:

Comentário de: Miguel P [Visitante]
30.11.09 @ 02:30



O próximo passo talvez seja destruir mesquitas (como antes destruiram as sinagogas), mandar muçulmanos para campos de concentração (como antes mandavam os judeus).

Parece que muita gente não aprendeu as lições da história.

Inclusive há muitos que parecem ter um prazer especial em "colocar lenha na fogueira".

Dá o que pensar...





Comentário de: carlos 3m [Visitante]
30.11.09 @ 03:18

considero uma medida extrema e preferiria que nao tivesse sido tomada, mas entendo que a populacao sente medo que esta sendo empurrada a permitir uma opcao que ela nao teria em pais musulmano em geral.

eh necessario ter contrapartida em paises como arabia saudita, a guardiao da fe musulmana, que nao admite fe diferente nem manifestacao publica da mesma no pais.

enquanto a percepcao for de que ha esse tipo de assimetria, a tendencia a impedir a expansao musulmana na europa continuara.

Comentário de: jairo [Visitante]
30.11.09 @ 06:07
Este é o grande erro dos imigrantes, ao adotarem um novo País, é necessário absorver um pouco os costumes locais, ou manter ao máximo a neutralidade, no geral, o que se ve nas grandes megalópoles, é o loteamento de bairros inteiros, com exlusividade de nacionalidade, no caso da França e Suiça, a presença muçulmana é forte, mas tem gente do mundo todo, cada grupo em seu território, o que dificulta o processo de absorver este novo País, alguns casos são muito nítidos, pois nestes bairros exlusivos, existem lojas , templos, tudo mantendo a origem da nacionalidade, e além disso fala-se o idioma de origem, como os Turcos na Alemanha, mesmo após estando na segunda ou terceira geração, ainda prevalece o idioma de origem, isto prejudica a vida do imigrante, pois cria uma espécia de bolha dentro de outro País, e havendo rejeições da população local, pode gerar conflitos.
Comentário de: jairo [Visitante]
30.11.09 @ 06:12
A Europa, USA, e outros Países convivem com os imigrantes, Asiáticos, Árabes, Africanos, Latinos, muitas vezes ilegais e em grande número, não porque são bomzinhos conosco, mais porque somos uma espécie de "ESCRAVOS CONTEMPORÂNEOS', aquela mão de obra necessária, para manter o alto padrão de vida da população local, vale lembrar os trabalhos realizados por imigrantes, construção civil, jardinagem, motorista, garçon, cozinheiro etc. quase tudo relacionado ao luxo.
Comentário de: Glúon [Visitante]
30.11.09 @ 07:35

Entreouvindo na Rua 25 de março:

- Por que será que existem raros minaretes no Brasil?
- Ora, é pra evitar as brigas entre o Salim e o Jacob.
- Mas em nosso país eles não são tão amigos?
- São. Porém o Salim só deseja divulgar as suas cinco preces diárias...
- E o Jacob?
- Quer também anunciar que a loja fica aberta depois das 18 horas, né?

Comentário de: Tony Pirard [Visitante]
30.11.09 @ 08:55
A França segue como um estado laico,colocando regras para que saibam até onde vai a...igualdade,fraternidade e liberdade.A Suiça segue o mesmo princípio,melhor conter a boiada antes que ela dispare.
Comentário de: Fabio Unique [Visitante]
30.11.09 @ 09:03
Guterman, isso é uma lei de zoneamento da arquitetura. A única coisa fora do comum é que foi votada, foi feito um plebiscito. Ou se coloca as demais leis de zoneamento em plebiscito, ou não se faz plebiscito para esse tipo de lei.

Por exemplo, a California colocou o casamento gay em plebiscito, sem criar um plebiscito para o casamento heterosexual. Ninguém parece ter achado o plebiscito do casamento, que já havia sido aprovado pela suprema corte da California, exdrúxulo. Nem voce. Se lembra?
Comentário de: Fabio Unique [Visitante]
30.11.09 @ 09:15
Guterman, isso é uma lei de zoneamento da arquitetura. A única coisa fora do comum é que foi votada, foi feito um plebiscito. Ou se coloca as demais leis de zoneamento em plebiscito, ou não se faz plebiscito para esse tipo de lei.

Por exemplo, a California colocou o casamento gay em plebiscito, sem criar um plebiscito para o casamento heterosexual. Ninguém parece ter achado o plebiscito do casamento, que já havia sido aprovado pela suprema corte da California, exdrúxulo. Nem voce. Se lembra?

RESUMO DA OPERA:

Aqui nas Americas, plebiscito só tá de bom tamanho se for para tirar diretos dos homosexuais. Para restringir direitos de religiosos, é uma grave violação de direitos humanos.
Comentário de: Rogério [Visitante]
30.11.09 @ 09:34
Esse Parágrafo do tratado do lobo da estepe de Hesse ilustra bem a situação.

"Imagine-se num jardim de cem espécies de árvores, com mil variedades de flores, com cem espécies de frutas e outros tantos gêneros de ervas. Pois bem: se o jardineiro que cuida deste jardim não conhece outra diferenciação botânica além do "joio" e do "trigo", então não saberá que fazer com nove décimas partes de seu jardim. Arrancará as flores mais encantadoras, cortará as árvores mais nobres, ou pelo menos ter-lhes-á ódio e as olhará com maus olhos"

Comentário de: Rogério [Visitante]
30.11.09 @ 09:49
Esse páragrafo abaixo de Hesse define bem, inclusive podemos incluir a dúvida do Fábio acima, o plebiscito em questão tira a responsabilidade das "autoridades" e dos cidadãos também, simplesmente aprovam o que querem baseado em e explorando o medo da "burguesia" que naturalmente teme os extremos.

"Mas o burguês não aprecia nada tanto quanto o seu eu (um eu na verdade rudimentarmente desenvolvido). À custa da intensidade consegue, pois, a subsistência e a segurança; em lugar da posse de Deus cultiva a tranqüilidade da consciência; em lugar dos ardores mortais, uma temperatura agradável. O burguês é, pois, segundo sua natureza, uma criatura de impulsos vitais muito débeis e angustiosos, temerosa de qualquer entrega de si mesma, fácil de governar. Por isso colocaram em lugar do poder a maioria, em lugar da autoridade a lei, em lugar da responsabilidade as eleições."

Comentário de: Rogério [Visitante]
30.11.09 @ 10:25
Não sei se é culpa dos estrangeiros em um país em não se integrarem, aqui no Brasil por exemplo não temos comunidades tão fechadas como parece haver na europa. Possivelmente não conseguem essa mistura devido à xenofobia pre-existente, ao não encotrarem uma comunidade com a qual possam se relacionar encastelam-se e fortalecem seus laços originais. O mesmo ocorre com brasileiros nos EUA segundo um colega de trabalho, que morou na terra do tio sam alguns conseguem se integrar, no entanto a grande maioria permanece em comunidades brasileiras, ficando mais chatos ainda em relação ao reforço de sua brasilidade.
Na opinião pessoal desse colega é melhor ficar sozinho do que ter a companhia dos brasileiros imigrantes pois, segundo ele, muitos são frustrados e infelizes por não serem ninguém na terra dos outros e isso gera efeitos psicológicos adversos, perda de identidade e etc.

Pelo que sei aqui do porto, os brasileiros que chegam trazem muitos eletrodomésticos novos pois antes de sair estouram os cartões de crédito e dão o fora, "vingando-se" assim de seus indiferentes anfitriões.

Talvez isso ocorra na Suiça, e na Europa, a questão náo é somente religiosa, mas cultural e "genética" o medo do outro e do diferente é uma característica do europeu segundo aprendi em minha temporada no blog do quase clarividente Félix Dhimmi que agora ficou "egoista" e não disponibiliza sequer um botãozinho de "deixe o seu comentário" hehehehe.
Comentário de: Bueno [Visitante]
30.11.09 @ 12:31
O problema nao e' ser diferente. O problema e' ser um diferente ,diferente.
Imagina se no Brazil tivessemos imigrantes islamicos totalizando 5% da populacao. Imagina que todos estivessem em Sao Paulo. Quase 1 milhao de islamicos. Imagine que fossem todos moderados como da turquia. Imagine que entao eles comecassem a se ofender por coisas tipicas da cultura brasileira e ccomecassem a exigir controle.
Bem isso e' o que ocorre em varios paises de minoria, mas significativa, islamica.
Coloque-se na pele destes outros. Imagine agora que eles sao voces.
Comentário de: Rogério [Visitante]
30.11.09 @ 13:50
"Quase 1 milhao de islamicos. Imagine que fossem todos moderados como da turquia. Imagine que entao eles comecassem a se ofender por coisas tipicas da cultura brasileira e ccomecassem a exigir controle."

Bueno, melhor arranjar outro exemplo, aqui no Brasil é impossível imaginar algo assim, nossa anarquia tropical amoleceu a tudo e a todos, portugueses, polacos, "turcos" e orientais.
A corrupção aqui é garantida. Mais provavel é eles deixarem essas bobagens de minaretes e cairem na farra ou na preguiça. ( ou virarem evangélicos )
Todos os imigrantes ou filhos de imigrantes inclusve judeus que conheci estavam pouco se lixando para a cultura original.


E eles iriam reclamar e pedir controle para quem, para os nossos desgovernantes, através da burocracia ? Ficariam loucos hehehehe
Comentário de: Rogério [Visitante]
30.11.09 @ 13:54
Uma questão interessante a ser feita seria, por que lá isso acontece e aqui não?
Comentário de: MP [Visitante]
30.11.09 @ 14:26
Não acho que o problema é ser islamico ou qualquer outra linha religiosa, como o BUENO colocou a questão mesmo é como isso de mescla com as culturas e religiões dos anfitriões.


O Bueno coloca outro aspecto interessante, a questão do envolvimento dos imigrantes com o respeito a cultura local, se os visitantes se envolvem, e passam a aceitar os valores do país que os recebe, fazendo uma renovação e saudavel adaptação em seus comportamento religioso visando sem trair seus principios espirituais, conviver em harmonia com as outras culturas religiosas isto é visto de forma positiva, de abertura, de aceitação, de respeito.

Mas se as pessoas começam a usar o sistema democratico para impor suas culturas estrangeiras, aí fica dificil mesmo.

Nós convivemos com muitas tradições religiosas aqui no Brasil.

Se vc pensa que islamicos no Irã por exemplo aceitariam uma cultura religiosa afro ou espírita exigindo mais respeito e conseguindo, como temos no Brasil, está enganado.

Então são doispólos opostos que reagem entre só o islamismo ortodoxo e a predominancia cristã do ocidente.

Existe porém uma outra coisa importante..o extremismo fanático.

Antes não se ouvia falar em islamismo, depois que aparecereram os grupos terroristas fanaticos, e principalmente depois de 11 de Setembro, foi mostrado ao mundo até onde poderia se chegar com a religião como escudo.

Resultado: As pessoas sejam de qual religião for, olham de forma desconfiada a islamicos. eminaretes crescendo em uma cidade indica para as pessoas que a confusão está chegando perto, até devido a imigração, aquilo é um sinal de poder e expansão, dentro de uma cultura predominantemente cristã.

Um outro lado é que o dominio islamico na europa durou aproximadamente 200 anos, e as pessoas veem os simbolos religiosos e ligam ao lado negativo.

Eles tem lá suas razões.É uma mistura de politica, culturas, e religiões misturados...não é tão simples.

Essa situação com o Irã nuclear só aumentou a paranóia.

Comentário de: Eduardo Jacob [Visitante] · http://edu-jacob.blogspot.com
30.11.09 @ 14:46
Bueno
Posso te dizer com certeza absoluta que em São Paulo mais de 5% é ou tem ascendência Islâmica (Não árabe);
Brasil é com S e não com Z!!!
Interessante seu argumento Bueno ele me lembra bastante ao argumento Nazista.
O mais triste é que tem pessoas que concorda com isso,
O Carlos 3m falou da Arábia Saudita, porque o vizinho se atirou da ponte me atiro também (Que raciocínio sem lógica)?
A Europa não é o berço do Iluminismo?
Na Europa está surgindo um movimento oposto ao Iluminismo, onde o Estado está interferindo da religião (Islã).
A história sempre se repete...
Comentário de: Fabio Unique [Visitante]
30.11.09 @ 15:27
Jairo e demais,

Imigração ilegal é um aspecto da imigração, existe também a imigração legal, aquela que a Europa tolera porque presta vários serviços para o Oriente Médio em que precisa exportar Europeus para lá também. E no quesito da imigração legal, tem a questão da reciprocidade: um casal gay Suiço exportado para a Arabia Saudita pode ser abertamente gay lá? Se não pode, porque é que os Islamicos deveriam fazer o que quizerem na Europa?
Comentário de: Fabio Unique [Visitante]
30.11.09 @ 15:44
PS,

E a Europa Ocidental tende a ser transparente na aplicação das regras, se voce quizer encontrar um vespeiro de neonazistas xenófobos, tente a Europa Oriental, garanto melhores resultados.
Comentário de: João Só [Visitante]
30.11.09 @ 17:12
Até alguns anos os bancos suíços ainda pagavam indenizações para as vítimas do holocausto. Não tiveram pudores em se apropriar do dinheiro de quem acreditou neles.

Para resolver isso, basta que os muçulmanos façam depósitos vultosos nos bancos suíços, que logo eles esquecem esses problemas. Afinal não é uma questão de dinheiro. É uma questão de mais dinheiro.
Comentário de: Rômulo [Visitante] · http://rmviel.blogspot.com/
30.11.09 @ 18:07
Pois é, vivemos e não aprendemos. Justo na Europa, onde tudo já se desenrolou em termos de conflitos e preconceitos, persiste a ideia do medo, do combate ao estrangeiro.
Mundo estranho...
Comentário de: Fabio Nog [Visitante]
30.11.09 @ 18:09
A Europa é refratária a todos que vem de fora da Europa. Podem ser árabes, negros, japoneses ou latinos. Veio de fora, é olhado torto. E se não se acultura lá, é repelido ainda mais.

Dentro de Europa, um país é xenófobo em relação a outro. Quando Portugal andava na pindaíba e os portugueses iam procurar emprego em outros países, lá pelos anos 80, eram bastante discriminados. Imigrantes da Europa do leste (que não se pode dizer que sejam incultos, de raça diferente ou de religião conflitante) também eram mal vistos.

Franceses nunca gostaram de ingleses e alemães (e vice-versa). Isso é histórico. Desde que o Império Romano caiu que germânicos, gauleses e saxônicos se engalfinharam em 1.500 anos de guerras quase contínuas até a coisa descambar na Segunda Guerra Mundial.

E suiços não gostam de ninguém (só do dinheiro dos outros). Se eles pudessem, subiriam suas montanhas mais 5 kms para evitar a chegada de "estrangeiros".

A rejeição aos árabes (ou aos islâmicos) é só uma pontinha desse antigo e bem construído iceberg xenófobo
Comentário de: Bueno [Visitante]
30.11.09 @ 18:44
Eduardo Jakob,
Obviamente voce deve estar confundindo o meu raciocinio que nao tem nada de nazista.
Eu quiz mostrar que imigrantes imigram por alguma razao. Ou porque precisam ou porque gostam do modo de vida para onde imigraram.
Se gostam , nao precisam mudar. Tudo bem.
Mas se querem transformar o lugar para o qual mudaram numa replica original de onde vieram, esse e' o problema. Nao vou me extensder, mas acho que voce entende.
O Brasil que e' tao acessivel, como sugere o Rogerio, vivia saindo briga quando os argentinos invadiam Santa Catarina e tentanvam impor sua cultura aos brasileiros locais. Lembra?
Nada muito diferente.
Comentário de: Bueno [Visitante]
30.11.09 @ 18:45
Meus erros ortograficos/gramaticais nao sao por burrice , simplesmente a falta de uso. Perdo-me.
Espero corrijir isso lendo mais o blog.
Comentário de: Sutter [Visitante]
30.11.09 @ 19:29
Certamente tudo isso foi um mau entendido e teve repercussão desproporcional.
Comentário de: Eduardo Jacob [Visitante] · http://edu-jacob.blogspot.com
30.11.09 @ 20:18
Bueno,

Sua forma de pensar é bastante eupeia, Z no lugar do S não quis dizer da parte gramatical, pois todos erramos (eu só percebo os meus erros depois de já ter postado rsrsrs...) Eu sou Islamita, minha esposa Judia, meu pai Islamita minha mãe Cristã e por ai vai... A diferença entre Brasil e Europa não é quem chega, mas, quem os recebe que não integra essas pessoas a sociedade.
Voltando ao “Z” é um jeito estrangeiro de dizer “Breziu”
Esse país tão lindo e maravilhoso (Brasil) que permite e integra todos os imigrantes...
E meu Jacob é com “C” não com K (com K era os judeus alemães).
Espero que tenha me entendido.
Um abraço.
Comentário de: justo [Visitante] · http://www.olhoseternos.blogspot.com
30.11.09 @ 20:19
Este João é incrivelmente antissemita mesmo.
Ele consegue envolver os judeus até em pizza napolitana...

Até alguns anos os bancos suíços ainda pagavam indenizações para as vítimas do holocausto.

O que isto tem a ver com o postado? Nada...mas ele consegue fazer um exercicio mental (sic) e insere no texto alguma coisa que somente ele entende.

O pior é que o mundo esta tão repleto de gente assim...
Certamente quando seu time toma um gol do adversário ele diz que é culpa dos judeus... Afinal os judeus mandam no mundo, nos bancos, no minaretes suiços...etc..
Eta coisa cansativa gente.
Comentário de: MP [Visitante]
30.11.09 @ 20:25
Fabio...bem colocada a questão o desencontro entre os europeus, mas aonde isto é diferente ?

Os únicos países que conseguem este malabarismo, são EUA,Brasil, não sei quem mais.

Aqui na AL não é muito diferente, até há algum tempo atrás ( não sei hoje ) éramos chamados de gringos no Perú e Bolivia, e olhados com desconfiança, considerados invasores.

A Argentina tem um influencia arabe e europeia forte, na questão de raça são seletivos.


Nações que nasceram da imigração tendem a ser mais abertas com relação a outras etnias.

Veja a Africa por exemplo, uma etnia quer destruir a outra. parece que trazem uma mensagem genética de não aceitação dos diferentes.Na europa não é nada diferente.

Deve se levar em consideração que são nações formadas por povos antigos, guerreiros, dominadores, invasores.

Quaiquer etnia ou clá que se aproximasse já era considerado uma invasão, a história da europa é assim.

A Inglaterra, não nasceu de invasões saxonicas,normandas,francesas,dinamarquesas, escocesas, e irlandesas ?

Dái eles devem ter isto no (inconsciente) consciente coletivo por ser tão explicito e muito claro.

Tipo: Esta coisa de mistura é bom lá pra vcs...aqui NÃO !

A questão na Suiça está sendo tratada de forma arquitetonica, não é o que alegam ?

Vamos e venhamos, vc vai visitar a Suiça e chega lá e pensa que pegou o avião errado e foi parar no Marrocos, creio que há um fator de indentificação estética em jogo nesta questão também.

Vc chega na Suiça e quer ver chalés, neve, comer bons chocolates, etc. Est e risco da perda da indentificação nacional é um alerta para eles.

E se fosse ao contrário, os cristãos nos países do OM construindo mais igrejas , alterando a estética local, no lugar dos minaretes, torres bem altas com cruzes, como seria a reação de alguns povos de lá?

Creio que esta fator estético-cultural pesou muito nessa decisão, são povos antigos, conservadores, com um indentificação nacional.

Não creio que seja de origen religiosa, não fizeram restrições a construção de mesquitas, mas sim de minaretes.

Comentário de: Fey [Visitante]
30.11.09 @ 21:18
MP,

Texto com lógica e razão, assim como sempre tem sido. Não devemos ser tão ingênuos a ponto de achar que as pessoas se tornam fanáticas sem explicação, mesmo que não justifique.

Jairo,

Muito oque dissestes é verdade, mas nem sempre os imigrantes são loteados e separados por um plano de administração social local, mas na maioria das vezes, esses agrupamentos acontecem por espontânea vontade na sua origem, pois é da natureza humana se associar a semelhantes quando se encontra numa situação de insegurança.
Tal insegurança não significa necessáriamente que estão sendo mal tratados pelos anfitriões, mas vem da falta de conhecimento da língua, cultura, sistema legal, etc. enfim, vem do desconhecimento. Fica então muito prático se aglomerarem pra ajudar uns aos outros e essa situação morna, por mais precária que seja, pode até ser psicologicamente comfortável, inibindo o sujeito a procurar novos desafios mesclando-se com os anfitriões.

Passadas várias gerações assim, começa daí a se criar uma crise de identidade e papel desses imigrantes dentro do país. Técnicamente nem são mais imigrantes, pois nasceram lá, portanto tem tanto direito quanto os suíços, franceses, italianos, alemães, ingleses, americanos de berço, mas o choque de cultura permanece.

É preciso distinguir também que proteger a língua e cultura do seu país de origem, não debilita a capacidade do indivíduo se adaptar ao novo país, des de que ele coloque em ordem o seu sistema de crenças e decida reter aspectos positivos e descartar as negativas das duas culturas.
Seria a mesma coisa dizer que brasileiros só seriam capazes de se enturmar com americanos se esquecessem o Português, a sua simpatia, e capacidade de sonhar, e acatar somente o Inglês, a ignorância com relação a outros povos, e a satisfação de consumo apenas. Sabemos que isso é pura mentira. O indivíduo que sabe ser flexível e tem convicções dos seus princípios, não se acanha nem oprime só porque mudou de CEP.
Comentário de: Fey [Visitante]
30.11.09 @ 21:26
MP,

Mais uma vez concordo com você. Também acho que o fator da estética arquitetônica contou muito também.
Comentário de: João Só [Visitante]
30.11.09 @ 21:27
Só um doente consegue enxergar antissemitismo no que escrevi.

Esse tipo desonestidade intelectual é fruto de arrogância e más intenções. Afinal, se não ficou claro o que escrevi, é só perguntar com alguma educação.

Espero que dessa vez o Guterman permita que eu me defenda quando tentam me insultar.
Comentário de: Rogerio [Visitante]
30.11.09 @ 21:59
Bueno

Eu moro aqui em Santa Catarina, litoral, cheio de gringos argentinos, a Lan House onde costumo catar um milho é de propriedade de argentinos posso afirmar com certeza que a xenofobia aqui resume-se às piadas de argentinos, isso não rola por aqui. Mas a gente ve e le muita gente falando da xenofobia européia. No entanto temos que dar um desconto, os caras convivem à seculos com medo de hordas de barbaros tentando e conseguindo invadir, não seriam décadas de nova ordem que iriam mudar este sentimeno de raízes profundas no instinto coletivo ( ou será inconsciente?)
Não julgo os caras, nós já nascemos na promiscuidade do portuges com as indias e após as negras, os que vieram depois gostaram do caldo e deixaram estar. O tal do sentimento vira-lata também é bom demais para conferir uma certa humildade. Já a história dos brancos europeus é recheada de glórias e reinos com reis e etc que devem dar inclusive um tremendo lustro no ego dos caras, somando tudo isso e um pouco mais dá no que da´.
Mas acho que está na hora dos caras conhecerem um pouco mais a si mesmos e compreender a própria xenofobia, afinal só resolvemos um problema quando pelo menos o reconhecemos.
Senão fica igual ao bêbado que grita cambaleando, "Não, não estou bêbado!",
Comentário de: Fabio Nog [Visitante]
30.11.09 @ 22:45
Olha, eu até entendo a questão xenofóbica européia. Sabe aquela história do sujeito que mora no bairro há 40 anos, conhece todos os vizinhos e a vida passou tranquila? De repente chegam várias famílias novas, com idéias diferentes e com planos de repaginar o bairro. Gera-se um conflito. Quem está lá há muito tempo cresceu naquilo e gosta do jeito antigo. Os recém chegados querem mudar, melhorar, dar sua contribuição

Os europeus são como os antigos moradores do bairro. Estão lá há milênios. Aí chega gente com outro estilo de vida, outro pensamento e hábitos e gera um choque. A tendência natural é a reação contrária.

Entender não significa concordar. No fundo, para que as coisas caminhem bem adiante é preciso que a sociedade seja permeável, como a brasileira. Os gringos se dão bem aqui por que nós não temos tradições e vamos absorvendo seus hábitos. Eles, por sua vez, entram na geléia geral e não conseguem se manter puristas e atrelados a seus costumes originais.

Pro bem ou pro mal, o Brasil é um sorvedouro que tudo absorve. Talvez um dia no futuro a coisa seja diferente. Por enquanto, vamos que vamos.
Comentário de: carlos 3m [Visitante]
01.12.09 @ 00:59


fiquei pensando e observo que o que foi proibido foi o minarete, que equivale a um membro falico de supremacia. pode ser isto o que mais tenha incomodado a populacao.

nao foi questionado o direto de rezar normalmente na mesquita. so o sinal de eventual poder no imaginario das pessoas representado pelo minarete ante os olhos dos nao musulmanos.

nao conheco a historia das religioes, mas agora percebo que a funcao pratica do minarete eh, como o gluon percebeu de cara, que nao deixa de ser um chamariz para a clientela. na epoca em que se originou nao existia a propaganda na tv e nem a tv entao para chamar os fieis, o islamismo tem o minarete, as igrejas os sinos e me parece que na epoca do 2do templo os hebreus faziam uso da mesma tecnica para a atracao das massas.


imagino que se na arabia saudita fosse permitida a pratica do cristianismo certamente iria incomodar os nativos que fosse construida uma catedral de grande envergadura e altura. nao que isto seja necessario para praticar a fe, mas os predios imponentes para praticar a fe funcionam como reafirmacao tangivel da mesma.

Comentário de: justo [Visitante] · http://www.olhoseternos.blogspot.com
01.12.09 @ 07:49
Putz!!!
Ofender João?
Explique ai para todos então, o que tem a ver este texto:"Até alguns anos os bancos suíços ainda pagavam indenizações para as vítimas do holocausto. Não tiveram pudores em se apropriar do dinheiro de quem acreditou neles." com a questão do Guterman!???
Se você tirar esta porcaria e deixar apenas o texto em que diz que os suiça resolve a questão com "apenas mais dinheiro" o teu texto fica do mesmo tamanho.
É sútil como a pata de um elefante inserir a questão do recebimento de dinheiro pelos sobreviventes do holocausto em um texto que absolutamente não tem nada a ver com isto. Exceto a tua intenção de dizer que isto é um ato de corrupção (e nem é disfarçado).
Poderia ter citado milhares de outros exemplos para denigrir os suiços, tais como contas secretas, apropriação de contas de quem já morreu, etc... Mas inseriu a questão dos judeus e o recebimento de indenização pelo holocausto em um contexto de corrupção do sistema.
Vou sentar no banquinho com pipoca e coca-cola e esperar que você explique claramente o texto do holocausto com a questão dos bancos quererem mais e mais dinheiro para o povo votar a favor dos minaretes.
PS:Ao que me consta Guterman jamais se furtou a deixar textos de "defesa" quando alguém é atacado. E a minha conclusão de que você escreve como um antissemita não vem apenas deste texto, mas do "conjunto da tua obra".
Comentário de: MP [Visitante]
01.12.09 @ 09:44
FEY

O agradecimento a suas sempre equilibradas e gentís palavras.

ROGÉRIO

Colocou exemplos muito simples e vivenciados por nós brasileiros. Uma síntese tupiniquim da situação.

BUENO,CARLOS 3M, FABIO

Devemos levar em consideração nesta situação, o ranço recíproco que há no OM com os ocidentais que não são islamicos.

Não que não tenham desculpas para tal, devido a colonização. Mas de algum modo muita coisa positiva rolou na formação de algumas nações.

É mais ou menos o que acontece na AL com relação as ideologias esquerdaxdireita.

Se as culturas tão distintas do mundo não abrirem mão do passado visando construir um futuro para todos, continuarão os aposentados ideológicos insistindo em manter os fantasmas do mêdo, do ressentimento, e da mágoa voando.

Tipo; Se vcs não nos querem lá, se alguns de vcs vivem querendo nos explodir (e para isso é necessario estar lá apenas como turistas), se não podemos conviver pacificamente com vcs na sua terra, se não nos dão a chance de um novo entrelaçamento cultural, então porque deveríamos permitir, ou facilitar o que nos negam ?

Ou seja querem nos invadir com a sua cultura e religão, mas não nos permitem fazer o mesmo ?

Creio que esta questão da reciprocidade, está pegando também e alimentando possiveis mêdos.

Bom mesmo seria que todas as fronteiras nacionais, religiosas, e culturais se abrissem umas para as outras, permitindo o livre fluxo social, cultural e religioso, sem mêdos de ser feliz.

Neste aspecto creio que a questão da globalização num mundo virtualmente ligado comercialmente, e finaceiramente, caminha na contra mão das limitações da xenofobia, cultural e religiosa, tanto do oriente como do ocidente.





Um grande abraço a todos.
Comentário de: João Só [Visitante]
01.12.09 @ 10:49
Quem escreve porcaria é você, justo.

Um amigo suíço sempre dizia que eles eram vistos pelos europeus como um povo que se interessava apenas pelo dinheiro. É claro que é um estereótipo e nem acho que seja assim tão ruim. Ofensiva mesmo era aquela boutade do Paulo Francis que dizia que em cinquenta anos de guerras, tumultos e carnificinas, a Itália produziu Rafael, Da Vinci e Miquelângelo. Em 500 anos de paz e tranquilidade a Suíça produziu o relógio de cuco...

O que eu disse é que é a questão do banimento dos minaretes é mais uma questão econômica. A Suíça recebeu milhares de muçulmanos que certamente impactaram na renda do país. Bastaria aos árabes investirem um pouco de seu dinheiro lá para aplacar a ira dos locais. Mas não o fazem pois não se preocupam com isso, como cansam de demonstrar com os palestinos.

A alusão às vítimas do holocausto foi legítima, pois o mesmo povo que votou pelo fim dos minaretes é o mesmo povo cujos banqueiros se apropriaram de dinheiro alheio, demonstrando chauvinismo e desinteresse humanitário. Se você não é capaz de entender, posso fazer um desenho.

Essa sua tentativa suspeitíssima de enxergar antissemitismo em tudo é só sintoma de desonestidade intelectual e interesses inconfessáveis.

O Guterman barrou, ou não recebeu, um texto meu, do post passado, que escrevi em resposta a mais uma de sua tentativas torpes de me ofender. Ele é o dono do blog e publica o que bem entender. Mas que fique claro que eu respondi. E bem respondido.

Quanto ao conjunto da sua "obra", posso entender que você é um sionista. Muita gente boa, honesta e lúcida garante que sionismo é uma forma de racismo. E nem por isso o chamo de racista.

Por fim posso dizer que eu tenho respeito verdadeiro pelas pessoas. Quando você me chama de antissemita está vulgarizando o termo e dessa forma insultando a todos que sofreram horrores nas mãos de antissemitas. Isso é doentio.
Comentário de: Anna H. [Visitante]
01.12.09 @ 11:47
Pelo seu texto tive a impressao de que é a favor dos minaretes. Você sabe o que isso pode significar, de fato ? Ninguém que seja inteligente bastante pode aprovar a escalada da islamização, muito menos os estrangeiros em países hostís a eles, porque extremistas vao aproveitar-se da situação para colocar todo mundo no mesmo saco e jogá-los na fogueira, sem fazer nenhuma distinção.
Comentário de: carlos 3m [Visitante]
01.12.09 @ 13:16

outra coisa que poderia ter motivado essa reacao eh o choque provocado pelo crescimento do islamismo e sua face de proselitismo agressivo, tal qual foi provocado recentemente em italia pelo kadafi. eh o velho acao-reacao do newton.

nao tenho com saber ate porque nao sou muito fa dos europeios, mas acho bom entender essa nova forma de racismo light porque ela pode ser o inicio da bola de neve.

Comentário de: justo [Visitante] · http://www.olhoseternos.blogspot.com
01.12.09 @ 13:24
A alusão às vítimas do holocausto foi legítima, pois o mesmo povo que votou pelo fim dos minaretes é o mesmo povo cujos banqueiros se apropriaram de dinheiro alheio, demonstrando chauvinismo e desinteresse humanitário.

É melhor você desenhar!

Espera...melhor não...Vai tervigersar mais ainda e não dar cabo do assunto. Acabou trazendo a baila mais e mais assuntos que nada tem a ver com o tema e não explicou bulhufas da inserção do texto. É claro. Não tem mesmo como. O povo , em sua visão, são os banqueiros da Suiça.
Depois desta "alegoria" eu acho que não somente para mim, mas para todos que leram ficou clarissimo quem é você. Ainda mais se o Guterman, com toda esta paciência e compreensão democratica barrou algum texto seu, deve ser porque continha elevados elementos de respeito ao proximo.
Á partir de hoje vou ignorar seus escritos haja vista seu conteúdo.
Vou apenas reportar um texto (de novo) de Martin Luter King que expressa bem o seu ódio contra os sionistas:
”Carta a um amigo anti-sionista": Os tempos converteram em impopular a manifestação aberta do ódio aos judeus. Sendo este o caso, o anti-semita procura novas formas e foros onde infiltrar seu veneno. Agora se esconde atrás de uma nova máscara. Agora não odeia os judeus, só é anti-sionista!”.
Asta la vista baby!
Comentário de: Rogério [Visitante]
01.12.09 @ 14:01
"E se fosse ao contrário, os cristãos nos países do OM construindo mais igrejas , alterando a estética local, no lugar dos minaretes, torres bem altas com cruzes, como seria a reação de alguns povos de lá?"

MP

Lá eu acho que eles iam prender e executar depois de um julgamento sumário do tribunal de inquisição deles, não dá para comparar. O que intriga é a Europa teoricamente respeitadora das liberdades individuais, berço do iluminismo ainda carregar esse ranço, os islâmicos radicais não dá nem para criticar, ainda são muito centrados e fanáticos, creio.
Comentário de: Guterman [Membro]
01.12.09 @ 14:07
Caro João
Não me recordo de ter bloqueado algum comentário seu. Se o fiz, foi involuntário e peço desculpas. Você sabe que é muito bem-vindo ao blog.

Um abraço
Comentário de: João Só [Visitante]
01.12.09 @ 14:10
"Á (sic) partir de hoje vou ignorar seus escritos haja vista seu conteúdo."

Se for por falta de adeus...
Comentário de: Fabio Unique [Visitante]
01.12.09 @ 14:35
Joáo Só,

Se voce acha que os banqueiros Suiços durante a segunda guerra mundial sáo ruins, espere até ouvir a respeito do Governo Lituano até hoje. Primeiro, na sua brilhante performance de colaborador per capita #1 da solução final, aquele país mata todos os Judeus.

Beeeeem depois, inserida na União Européia para que os Lituanos possam trabalhar legalmente em qualquer lugar da Europa, eles mantém uma "lista de cidadãos" interna, da qual avós Judeus não fazem parte (Judeus não eram cidadãos), mas se voce for neto de Lituanos Gentis recebe cidadania Lituana NO PROBLEMO.
Comentário de: João Só [Visitante]
01.12.09 @ 17:28
Caro Marcos,

como escrevi, pode ser que você não o tenha recebido.

O que é certo é que fiquei com "culpa no cartório" pois, no calor da batalha, peguei pesado naquela mensagem. E até gostei que não tenha sido publicada.

Abração.
Comentário de: MP [Visitante]
01.12.09 @ 17:45
CARLOS 3M E ROGERIO

O receio que está embutido nestas ações não devem ser confundidos com a volta de reações do passado contra alguma linha religiosa ou étnica.

Creio que é algo momentaneo, mais uma reação de mêdo e insegurança, e retaliatória tambem e nisto os islamicos radicais tem parcela de culpa.

O mundo atual pretende se incluir, mas algumas camadas de linhas culturais e religiosas reagem a esta inclusão, elas querem expansão, imposição de um modo de ver a vida.

Creio que isto passará. O mundo está em uma fase de transição acelerada, e todos estes problemas estão trazendo a tona questões que estavam embaixo do tapete.

Todos os graves problemas que estamos vivendo hoje, estavam camuflados pela guerra fria, e os dominios de grandes nações, portanto mantidos a parte devido a pressão. Depois da queda do muro e da antiga URSS, veio tudo a tona e teremos que encontrar soluções.

Veja o problema ambiental, quando é que as grandes potencias iam sentar para tentar encontrar soluções em conjunto ?

Um queria mais é ferrar o outro.

Hoje me espanta ver até a China aceitando com uma lógica de espantar aceitando uma meta de redução de CO2.

Quando vejo coisas como esta, fico mais otimista, e vejo uma luz no fim do tunel.

Fica assim: Decifra-me, ou devoro-te.

Ou resolvemos juntos, ou desaparecemos juntos.

Se não conseguimos nos unir na paz, creio que nos uniremos na morte, não há como escapar a essa realidade.

















Comentário de: carlos 3m [Visitante]
01.12.09 @ 20:49

mp,

em geral estou de acordo com o que vc fala. com excecao da china.

eles sao realistas e nao podem para a maquina porque o regime desmonta. o mesmo que voce falou sobre a cortina de ferro acontece na china com matices diferentes, mas o conceito eh o mesmo.

se a poluicao interna crescer um pouco mais, eles param, e se nao tentarem considerar o resto do planeta, o resto do planeta os boicota e o pais para.
esse eh o motivo para eles terem mudado um pouco. mesmo assim eles vao fazer que nem o ira e tentar enrolar o maximo possivel.

Comentário de: MP [Visitante]
01.12.09 @ 21:52
CARLOS 3M

Eu entendo como pensa o partidão, mas o que quero dizer em verdade é que eles sairam daquele sistema rigidamente fechado do passado, hoje eles já estão conversando com os outros.

Isto já é um avanço significativo.

Tudo bem que o interesse é maior e ambiguo, mas
não estou considerando-os uma democracia, mas perto da Coreia do Norte eles são a Suiça.

Quem conhece a China de sempre, sabe que hoje
sua ditadura abriu um pouco, mesmo que apenas economicamente, mas já é alguma coisa, o tempo na China tem outra velocidade, mas já não vejo neles uma idéia de exportar o sistema, etc.

No caso da Coréia, e Irã, mesmo com eles vendendo tecnologia, hoje são mais capitalistas que ontem, sabem o quanto tem a perder, é como uma conquista pelo estomago.


Se nós olhar-mos para a China de ontem, eles eram muito mais para bater de frente com o EUA, e Europa, e o ocidente, hoje eles já conversam, para mim isto já é um avanço muito significativo.

O que vc falou está certo, só que é exatamente isso que faz com eles percebam o quanto podem perder, dessa forma tornam-se mais acessiveis.

Não gosto de produtos chineses, pelo que envolve na questão de direitos dos trabalhadores, etc, qualidade, poluição do planeta, não considerando se os materiais usados vão contaminar alguem, etc, mas mesmo assim não posso escapar desta realidade, e acabo usando algo.

Mas observo que eles tem avançado justamente nesta questão justamente porque senão cuidarem, não vão ter clientes para seus produtos.

Uma outra coisa que observo é que de repente esta abertura economica criou para a China uma dependencia economica que a levou a mesclar-se com o resto do mundo.

Não é uma consciencia, mas o interesse financeiro que é usado como instrumento,mas pode ser uma forma de conseguir avanços.

Neste caso os meios são apenas um detalhe.

Não tenho uma visão politica tão aguçada, me baseio mais pela filosofia e intuição para chegar a algumas conclusões.
Comentário de: justo [Visitante] · http://olhoseternos.blogspot.com/
02.12.09 @ 10:34
GENEBRA - A alta-comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navy Pillay, condenou nesta terça-feira, 1º, a decisão de proibir minaretes nas mesquitas da Suíça, adotada no domingo por meio de um referendo, e a qualificou de "discriminatória" e contrária às obrigações do país em termos de direitos humanos.
Navy, uma jurista sul-africana que em seu próprio país de origem lutou ativamente contra o apartheid, admitiu que o governo suíço não apoiou a iniciativa de proibir os minaretes lançada por dois partidos da direita nacionalista, mas lamentou os argumentos de campanha utilizados pelos partidários da mudança, que exploraram o medo do islã.
"A política baseada na xenofobia ou na intolerância é extremamente preocupante, onde quer que ocorra. Às vezes se dirige contra membros de uma determinada religião, como nesse caso, e outras vezes é contra gente de diferente raça ou origem étnica. Isso é corrosivo, e a partir de certo momento, pode se tornar perigoso", advertiu.

Link para a matéria aqui:
http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,onu-critica-proibicao-de-minaretes-aprovada-na-suica,474882,0.htm
Comentário de: Lyna [Visitante]
02.12.09 @ 12:46
Anna, sempre direta ao ponto!
Antes assim (como na Suíça) do que deixar a coisa chegar no patamar que chegou na Inglaterra - símbolos cristãos sendo "proibidos" (como cantar "Carols" e o teatrinho do Natal nas escolas) para não "ofender" os islâmicos. Ora, quem não concorda com a exposição de símbolos cristãos EM UM PAÍS CRISTÃO, que vá embora, e volte para a A.S., Paquistão, etc.
Já houve casos de "protestos" por parte de islâmicos por que havia mulheres "com pouca roupa" no Hyde Park. Ora bolas, que vão catar coquinhos nas areias do deserto!
Comentário de: justo [Visitante] · http://olhoseternos.blogspot.com/
02.12.09 @ 18:24
Por que tem tanto medo?

O que disse Ahmadinejad hoje:

"O regime sionista (Israel) e seus defensores (ocidentais) não poderão fazer droga nenhuma para sustar os trabalhos nucleares do Irã", disse Ahmadinejad a uma multidão, entre gritos de "Morte a Israel" e "Morte à América".

Ora...medo do que?

Deixe seu comentário:

Serão rejeitadas mensagens que desrespeitem a lei, apresentem linguagem ou material obsceno ou ofensivo, sejam de origem duvidosa, tenham finalidade comercial ou não se enquadrem no contexto do blog.

Seu endereço de email não será exibido nesse site.

Sua URL será exibida.

Tags XHTML permitidas: <p, ul, ol, li, dl, dt, dd, address, blockquote, ins, del, span, bdo, br, em, strong, dfn, code, samp, kdb, var, cite, abbr, acronym, q, sub, sup, tt, i, b, big, small>

authimage

Opções: (Quebras de linha se tornam <br />)
(Configura cookies para o nome, email & url)

 

Marcos Guterman é historiador e jornalista de O Estado de S.Paulo





Todas as Palavras
Qualquer Palavra
Toda a frase