• Estadao.com.br
  • Jornal da Tarde
  • AE Investimentos
  • Eldorado
  • iLocal
  • ZAP
  • ibiubi
  • Limao
Território Eldorado
CLICK
ELDORADO
PLAYLISTS

PODCASTS
OUÇA
AGORA
AM
FM
  • MÚSICA
  • NOTÍCIAS
  • ELDORADO ESPN
  • PROGRAMAS
  • FOTOS
  • PROMOÇÕES
  • ESPECIAIS
  • WIKISITES
  • BLOGS
Blogs Território Eldorado

BLOGS TERRITÓRIO ELDORADO

O especialista em educação corporativa Eugenio Mussak traz as fontes especializadas em recursos humanos, problemas, soluções e tendências no desenvolvimento e gestão de pessoas.

Responsabilidade Online - Conheça nosso código de conduta

busca

Todas as Palavras
Qualquer Palavra
Toda a frase

arquivo

  • Fevereiro 2010 (1)
  • Janeiro 2010 (3)
  • Dezembro 2009 (3)
  • Novembro 2009 (4)
  • Outubro 2009 (7)
  • Setembro 2009 (2)
  • Agosto 2009 (2)
  • Julho 2009 (5)
  • Junho 2009 (1)
  • mais...

categorias

  • All


RSS

01.02.10

Deu no The Economist

por
Eugenio
, Seção: Geral 12:56:26.


(Foto: Grant Taylor)

A prestigiosa revista de economia propõe que as escolas de negócios revisem rever seus conteúdos, atualmente muito centrados em gestão, economia e marketing.

Ao acrescentar algumas disciplinas consideradas soft para o mundo dos negócios, como história, sociologia, filosofia e psicologia, os futuros executivos ganhariam em capacidade de análise, compreensão das propriedades humanas e, como conseqüência, teriam mais poder de decisão.

Não é possível não dedicar alguma atenção a este assunto quando se sabe que 80% dos executivos do Lehman Brothers eram oriundos da Harvard Business School, uma das melhores do mundo. É sinal de que algo está errado. Parece que as matérias consideradas clássicas já não estão dando conta do recado.

Se eles estudassem, por exemplo, um pouco mais de história da economia, talvez descobrissem que de 1960 para cá houve, nos Estados Unidos, pelo menos 140 crises financeiras – de proporções menores que esta última, claro – que tiveram sua origem no sistema bancário americano. A grande vantagem de se conhecer história é diminuir a probabilidade de cometer erros já cometidos.

2 comentários

20.01.10

Haiti... a bola da vez?

por
Eugenio
, Seção: Geral 17:22:21.


(Foto: Thinkstock)

A tragédia do Haiti mexeu com muitos valores e qualidades humanas. Sofrimento, tristeza, desesperança, solidariedade e compaixão, também há outro valor muito em voga e pouco sabido pela maioria das pessoas, a resiliência.

Resiliência é palavra importada da física para explicar o comportamento humano. No original, significa capacidade que o corpo tem para recuperar a forma perdida logo após receber um choque. Uma bola de futebol, por exemplo, quando recebe um chute, se deforma e logo recupera o estado anterior pois é assim que ela se move para frente.

Uma bola cheia tem boa resiliência e uma bola vazia, não. Desinche e compare: se você chutá-la verá que ela se desfigura, não avança ou sequer rola alguns metros. Por isso, evite ser e usar bola murcha, com ela você não irá longe.

Pois foi com exemplos como esse que a expressão passou a ser usada pela psicologia para simbolizar a capacidade do ser humano de recuperar-se de traumas que podem ser desde uma perda de emprego, o fim de um namoro ou até uma tragédia gigantesca como a do Haiti.

O grau de resiliência é extremamente variável entre pessoas e grupos. Para o segundo caso, ela interfere grandemente a influência de um líder que seja capaz de inocular essa mesma característica aos outros – sendo que René Preval, particularmente, não me parece o ideal de líder.

A História nos concede vários exemplos sobre isso. Agora lembro-me de dois: o incêndio de Londres em 1666 e o terremoto de Lisboa em 1755. No primeiro, a tragédia quase acabou com toda a cidade que, antes feita de madeira, fora depois reerguida em pedra – se você conhece a Catedral de St. Paul, sabe bem o que estou postando – e tudo isso, graças ao rei Charles II e ao Duque de York.


(Catedral de St. Paul: Flickr/ovejas)

Já no segundo caso, a da terrinha de Lisboa que, atingida a 9 graus na escala Richter, foi reconstruída sob a regência de uma figura pública mencionada até hoje nos livros de história do Brasil colonial, o Marquês de Pombal.

Portanto, longe de eu achar algo bom na tragédia do Haiti, como fez de forma torpe o próprio cônsul haitiano, se quisermos criar um pensamento positivo a única forma é tencionar que o povo se una e inicie a construção de uma nova nação. Desta vez, de verdade.

Deixe seu comentário

12.01.10

Egoísmo ético

por
Eugenio
, Seção: Geral 17:09:09.


(Foto: Stephen Swintek)

Pode parecer um contrassenso, pois não há nada menos nobre do que o egoísmo. O egoísta quer só para si e não considera as necessidades do outro, acha que o mundo existe para servi-lo, e que seus desejos estão acima de tudo. Quem convive ou já conviveu com um egoísta sabe o que é a vileza da alma humana.

Mas, por incrível que pareça, existe uma face nobre no egoísmo chamada de egoísmo ético. Este não tem a ver com querer só para si, tem a ver com cuidar de si mesmo e do que é seu.

Talvez o melhor exemplo seja o das máscaras do avião. É uma norma técnica da aviação que, se for necessário, você primeiro coloque a máscara de oxigênio em si mesmo para depois em alguém que, porventura, precise de sua ajuda. Se você agir assim, você não foi egoísta, foi previdente e correto. Você seguiu o procedimento padrão, orientado pelos próprios tripulantes. Primeiro ajude-se, pois se tentar ajudar o outro antes de você mesmo poderá sentir-se mal e comprometer a segurança de ambos.

Essa pequena norma de segurança aérea é uma espécie de metáfora da vida. Cuidar de si mesmo antes de cuidar do outro tem um quê de altruísmo, pois ao cuidar-se a pessoa tira do outro a responsabilidade de cuidá-la e, ainda por cima, ficará bem para ajudar algum necessitado.

Mas, cuidado, pois se você, após ajustar sua máscara sobre o nariz e a boca, recuperar a respiração normal e não se interessar em ajudar seu vizinho de viagem, não será apenas um egoísta, mas um assassino.

E é justamente nesse pormenor que reside a diferença entre dois tipos de egoísmos.
Há o egoísmo chamado de ético, da pessoa assumir a responsabilidade por si mesmo, por sua segurança e pela solução de suas necessidades fundamentais; e há o egoísmo mau, patológico, próprio da pessoa que não demonstra interesse pelo outro. Este não pensa primeiro em si mesmo, pensa apenas em si mesmo.

Deixe seu comentário

06.01.10

Forças e fraquezas

por
Eugenio
, Seção: Geral 18:01:49.


(Ilustração: Igor Kopelnitsky)

Neste comecinho de ano, gostaria de falar um pouco sobre uma técnica de gestão estratégica que pode ser aplicada à vida de cada um de nós com ótimos resultados.

Estou falando da análise SWOT. Desenvolvida por dois professores da Universidade de Harvard (Roland Christensen e Kenneth Andrews) há cerca de meio século, a técnica caiu rapidamente no gosto dos administradores, sendo até hoje uma das ferramentas de gestão estratégica mais utilizadas por empresas em todo o mundo, em função de uma ótima dobradinha – a facilidade de aplicação e a utilidade prática.

Trata-se da análise de quatro fatores: as forças (Strenghts) e as fraquezas (Weaknesses), que constituem os fatores internos da empresa; e as oportunidades (Opportunities) e as ameaças (Threats), que são externos, pertencem ao mercado, aos concorrentes, ao meio ambiente. A visão clara da combinação desses fatores dá muita segurança aos passos da organização.

Fica claro, para um líder empresarial, que ele só terá garantia de sucesso se combinar oportunidade com competência. Se não tiver oportuniade nem competência, aprimore-se. Se tiver competência mas houver perigos à vista, ande com mais cautela. Se houver mais perigos que oportunidades e, ainda por cima, você for fraco, fuja. Simples assim.

Pois para a vida pessoal de cada um de nós, vale a mesma coisa. Estamos todos, igualmente, competindo. E quanto ao mercado, esteja antenado. Com relação a seus lados fortes e fracos, faça uma boa análise - se necessário com ajuda de alguém, pode ser um profissional ou um amigo de confiança - e parta para duas estratégias: fortalecer as fraquezas e aprimorar ainda mais as forças, porque é a partir delas que você vai se diferenciar. Pode crer.

1 comentário

14.12.09

O poder das causas

por
Eugenio
, Seção: Geral 17:12:00.


(Foto: Stockbyte)

Pessoas sentem-se bem quando estão conectadas a missões. O comprometimento com a tarefa aumenta quando têm a percepção da importância, do valor, do significado e da beleza de seu trabalho. Em outras palavras, quando uma simples tarefa passa a ter o valor de uma causa, a pessoa se compromete mais.

Mas como se faz isso? Como se opera essa transformação no sentimento humano?

Talvez a resposta apenas possa ser encontrada no trato diário com as pessoas e o trabalho. Cabe ao líder validar a pessoa, ajudá-la a perceber seu valor. E a melhor maneira de fazer isso é valorizando seu trabalho.

Não há, em uma organização, trabalhos importantes e trabalhos desimportantes, funções superiores e inferiores. Todas são importantes, dignas de respeito. Líderes são aqueles que conseguem mudar o sentimento do pedreiro, que pensa que apenas carrega pedras para a noção de que está construindo uma catedral.

Em recente reunião, assisti a um diretor de empresa que em cinco minutos soube valorizar o trabalho e o comprometimento de três pessoas: de um executivo, da secretária e da mulher do cafezinho. Pude sentir o orgulho dos três diante daquele homem que lhes dava mais do que valor, dava-lhes dignidade.

Infelizmente já vi mais exemplos ao contrário, de chefes que se comportam com arrogância e menosprezo, como se seu cargo lhe desse o direito de sentir-se superior.
Bravata, soberba e desdém são qualidades que implodem a carreira de um líder. Por isso, Peter Drucker já aconselhava: “Liderar é elevar espíritos”, não intimidá-los.

Deixe seu comentário

09.12.09

Alguns Princípios da Natureza

por
Eugenio
, Seção: Geral 11:57:57.


(Foto: Scott Heiner)

Cientistas de várias correntes, uma multidão de manifestantes e alguns líderes do mundo, foi assim que começou a reunião de Copenhague.
Quem primeiro nos alertou sobre as consequências do aquecimento global já na segunda metade do século passado, foi o cientista inglês James Lovelock. Apesar de ser um pouco catastrofista – Lovelock afirmou, baseado em instrumentos precisos de análise da atmosfera, que o aquecimento chegaria a 8 graus até o final do século – é bom ouvir dele suas idéias sobre o planeta comportar-se como um organismo vivo, chamado Gaia.

Em 2001 a revista Superinteressante publicou um suplemento que tinha uma proposta bem ousada. Seu título era: “Como salvar a Terra”. Fui convidado a participar de um artigo que acabou sendo o texto de abertura. Nele, eu me limitei a lembrar os três princípios básicos da sustentabilidade:

a) Nós, humanos, somos parte integrante da Natureza. Não somos proprietários dela e nem ela existe apenas para nos servir.

b) A Natureza se renova a partir de ciclos, responsáveis por manter o equilíbrio do planeta.

c) A Natureza se encarrega de expurgar os elementos nocivos que prejudicam o equilíbrio.

É bom lembrar que a Natureza tem uma história de 4,5 bilhões de anos buscando uma organização. O ser humano não tem mais do que 35 mil anos enquanto espécie, e a sociedade industrial, responsável pelo imenso desequilíbrio que estamos tentando combater, tem pouco mais de cem anos. Não temos razão para temer pela sorte da Natureza. Ela vai reencontrar seu equilíbrio, é só uma questão de tempo. Já o homem, este tem que tomar cuidado para não ser interpretado pelo planeta como um corpo estranho, um vírus que tem que ser eliminado. Pois, neste caso, também seria uma mera questão de tempo.

1 comentário

03.12.09

A Lei de Murphy

por
Eugenio
, Seção: Geral 11:37:09.


(Foto: Sharon White)

Em função das mudanças radicais da tabela do Campeonato Brasileiro, vale a pena lembrar os ensinamentos da Lei de Murphy.

Primeiro, um pouco de História: Edward Murphy foi um engenheiro do Instituto de Tecnologia da Força Aérea dos Estados Unidos que coordenava os estudos sobre os efeitos da desaceleração sobre o corpo dos pilotos de caças. Em uma das experiências, um de seus auxiliares cometeu um erro que prejudicou o registro das reações do piloto testado, o que quase o matou. Mas, Murphy era experiente, intuiu o erro e interrompeu o teste, e ainda disse, referindo-se a seu auxiliar: “Se existe uma maneira de fazer errado, ele certamente a fará”, frase que depois foi generalizada por: “Se existe alguma chance de algo dar errado, dará”, e hoje é conhecida pelo nome de “Lei de Murphy”.

Mas vamos olhar tal Lei um pouco mais de perto: ela, na verdade, é um alerta para a existência das probabilidades, da estatística. Quando alguém tem um objetivo para atingir, tem que elaborar uma estratégia, e esta será tão melhor a depender de dois fatores:

a) Que se leve em consideração o maior número possível de variáveis;

b) Que se preparem planos B para essas variáveis.

Variável, por definição, é algo que pode não acontecer exatamente como se previa, ou se desejava, num primeiro momento.

Portanto, se seu sorvete de sabor preferido se esparramar pelo chão, se sua torrada cair com o lado amanteigado para baixo ou se simplesmente ocorrer alguma infelicidade, nada de chorar sobre a variável derramada.

É o "Mister Murphy" quem nos lembra sobre a inevitabilidade da vida: “se existe uma chance matemática de alguma coisa sair errado, esteja ciente e considere a possibilidade de mudar a estratégia”.

Sempre alerta!

1 comentário

25.11.09

Profecia autorrealizável

por
Eugenio
, Seção: Geral 09:30:58.


(Ilustração: Alberto Ruggieri)

Não é lenda nem misticismo. É a psicologia que explica a profecia autorrealizável. Não entendeu? A coisa acontece assim: quando nos convencemos de que algo acontecerá (ou não) tratamos de providenciar as condições para demonstrar que tínhamos razão, mesmo inconscientemente.

Exemplo prático: participei, há pouco tempo, de dois encontros empresariais em que pude verificar esse fenômeno. Num deles, o principal executivo iniciou sua fala assim: “Conforme prevíamos, este ano foi difícil e nós, infelizmente, estamos terminando com resultado negativo”. Já o outro: “Vocês devem lembrar-se que eu disse que, apesar da crise, nós terminaríamos este ano no azul... Parabéns a todos! Pois foi o que aconteceu”. É coincidência ou não?

Qualquer pessoa pode ter suas próprias profecias autorrealizáveis, contudo, quando tal previsão vem do líder principal de uma empresa, não tem erro. Ele contamina a todos e surge uma "corrente-pra-frente" em direção ao sucesso ou ao fracasso, dependendo da previsão desejada. Freud explica.

Eu sei, muitas vezes um líder tem que trafegar pelo caminho estreito entre o otimismo infundado e o pessimismo paralisante. Nessas horas, precisa de muita lucidez e sangue frio para tomar decisões estratégicas corretas. Acertando ou não, o que não pode é contaminar os liderados com pessimismo. Para isso o líder existe.

E uma coisa é certa: o conveniente é evitar a idéia do “já ganhamos” antes de terminar o tempo regulamentar. Entretanto, também não dá para ganhar entrando em campo com um sentimento de derrota já fincado no peito. Pois tal como no futebol, no jogo das empresas tudo pode acontecer.

1 comentário

24.11.09

Meu mestre Portugal

por
Eugenio
, Seção: Geral 10:56:59.

Rubens Portugal

Um de meus mestres foi o professor Rubens Portugal. Mineiro e militar da terceira geração, foi instrutor da Academia Militar das Agulhas Negras e criou um jornal com mesmo nome.

Decepcionado com os rumos da Revolução, deixou para trás o exército e rumou para a Palestina trabalhar na missão de construir escolas. Acabou nos Estados Unidos trabalhando no Chase e voltou ao Brasil como responsável pelos recursos humanos do mesmo banco.

Trabalhou com formação de professores no Ceará, mas acabou no Paraná, como um dos idealizadores da Universidade do Professor de Faxinal do Céu, um belíssimo centro de capacitação continuada dos professores da rede pública onde trabalhei alguns anos como instrutor.

Foi lá que aprendi com ele a expressão maiêutica, “a arte de dar à luz”. Segundo ele, a palavra era usada por Sócrates que comparava o ato de aprender com o de nascer. O trabalho do professor seria similar ao trabalho de parteira, apenas facilita o nascimento de conhecimento.

Portugal provocava o aprendizado através de intensa interação com seus alunos, daí usar a expressão Método Maiêutico Interativo.

Rubens Portugal morreu domingo em Curitiba, aos 83 anos. Deixou viúva a forte Verinha e seus nove filhos. Com força não maior que a inteligência e a alegria, Portugal foi um homem que, por algum mistério divino, teve qualidades únicas e muitas. Não haverá nenhum outro igual a ele, creio eu.

Com ele, fechou-se um ciclo. Mas suas ideias e acima de tudo, sua ternura, permanecerão vivas para sempre, na memória daqueles que tiveram a honra de conviver com este adorável professor.

2 comentários

09.11.09

A economia criativa

por
Eugenio
, Seção: Geral 15:21:28.


(Ilustração: Alberto Ruggieri)

No Reino Unido, o impacto dos serviços e produtos que derivam da criatividade na economia já está empatando com o do mercado financeiro. Criatividade deixou de ser assunto dos criativos, passou a interessar economistas e empreendedores.

O professor John Howkings, por exemplo, lançou o livro The Creative Economy e criou uma empresa para atuar no setor, dando consultoria para empresas, cidades e países. Ele não os ensina a ser criativos, mas a criar um ambiente favorável à criatividade e, o mais importante, a ganhar dinheiro com isso.

Produtos e serviços criativos têm um imenso valor agregado: a imaginação humana. E esta permite criar e também recriar. Foi a imaginação que criou o IPhone, por exemplo. Mas é também a imaginação que dá novas cores e adereços a uma sandália Havaiana. E, mais do que isso, agrega a essa sola com duas tiras a imagem de uma praia brasileira. Por isso, em Londres, ela custa 60 Libras.

É, imaginação dá lucro.

Deixe seu comentário

04.11.09

100 anos estruturando o homem

por
Eugenio
, Seção: Geral 16:17:47.


(Ilustração: Edward Drantler)

Nesta terça-feira (dia 3) foi noticiada a morte de Claude Lévi-Strauss, um dos mais importantes antropólogos que o mundo já viu.

Morou no Brasil entre 1935 e 1939, lecionou na recém-criada Universidade de São Paulo e ainda ajudou a fundar o Departamento de Ciências Sociais após receber o convite do jornalista Júlio de Mesquita Neto, um dos idealizadores da USP, na época diretor de O Estado de São Paulo.

Enquanto esteve aqui, interagiu com índios e escreveu Tristes Trópicos, obra que era para ser relato antropológico mas quase virou romance. É um belo livro com a marca registrada de Lévi-Strauss.

Responsável pela criação do conceito da Antropologia Estruturalista, pegou carona com a idéia do estruturalismo lingüístico proposto por Ferdinand Saussure e até hoje é exemplo da interação entre as diversas áreas do conhecimento.
Tanto na lingüística quanto na antropologia, a idéia é mesma: a procura pela relação do indivíduo com a estrutura da qual faz parte.

Por exemplo, na linguagem nenhuma palavra é entendida fora do contexto. Cada símbolo fonético retém um significante que só tem valor se ligado ao significado. E tudo isso vem a partir do contexto, do conjunto de palavras dentro do meio em que foi utilizado.

E na antropologia não é diferente. Cada fenômeno individual só pode ser entendido dentro do contexto das estruturas gerais e, entre elas, consideramos as relações econômicas, políticas, utilitaristas, de poder e assim por diante.

Um aprendizado, para os líderes modernos, retirado do trabalho de Lévi-Strauss é a percepção da importância da construção de uma cultura empresarial na qual objetivos coletivos e individuais apenas são atingidos a partir da relação humana, dependendo essencialmente da qualidade de comunicação.

O trabalho, quando carregado de significado, produz melhores resultados por comportar maior carga de comprometimento.

Lévi-Strauss nos deixou um pouco antes de completar 101 anos e a ele couberam todas as glórias de um importante pensador do século XX.

Como paranaense que sou, gosto de lembrar que os primeiros indígenas com quem ele esteve foram os tibagis. Foram eles quem deram nome ao rio e à cidade de Tibagi, onde muitas vezes me banhei quando moleque lá no segundo planalto do Paraná... E olhe que, segundo ele, nem os achou tão selvagens assim... Au revoir, Claude!

Deixe seu comentário

30.10.09

O tempo passa, o tempo voa... mas não volta

por
Eugenio
, Seção: Geral 14:54:13.


(Ilustração: Steve Campbell)

O passado serve para ensinar, mas não para criar o padrão do futuro. Os dois erros mais comuns quando isso acontece são:

a) Tive sucesso até agora, portanto continuarei tendo.

b) Até agora, nada deu certo, portanto o futuro é negro.

O passado não se repete, ainda que tenhamos a ilusão que sim. Essa sensação deve-se ao modelo mental, uma espécie de software que tende a continuar rodando. O que não podemos é deixar de fazer um upgrade oportuno. É difícil aceitar, mas o sucesso do passado não garante o sucesso do futuro. E um fracasso ocasional, ou mesmo uma sucessão deles, não define um destino, apenas conta uma história.

2 comentários

21.10.09

Evolucionismo empresarial

por
Eugenio
, Seção: Geral 13:42:22.


(Ilustração: Todd Davidson)

Estamos no ano de Darwin. Comemoramos seus duzentos anos e os cento e cinqüenta de seu livro A origem das espécies. Sem dúvida, um dos cientistas que mais influenciou o pensamento coletivo através da mudança de uma convicção, quebrou um paradigma histórico e, nesse sentido, chega a ser tão comparável à Copérnico, Newton e Freud.

Entretanto, Darwin é mais conhecido pelo que não disse do que por suas afirmações. Ele nunca disse, por exemplo, que descendemos dos macacos. Disse que viemos de um ancestral comum, o que é totalmente diferente. E nunca disse que, na luta pela sobrevivência venceu o maior ou o mais forte. Disse que a seleção favoreceu o mais apto, isso sim.

Mas o que é ser mais apto? Simples: aptidão é a capacidade de o animal retirar do meio sua subsistência. Aptidão é a primeira palavra, adaptação é a segunda. Uma espécie adaptada é a que manteve a aptidão, apesar das mudanças ocorridas no meio ambiente. Pode parecer pouco, mas esta é a base da seleção natural. Foram graças a essas mudanças, bem lentas, ocorridas na Natureza, que favoreceram os animais com maior capacidade adaptativa.

Qualquer semelhança com o mundo corporativo não é mera coincidência. A empresa apta, o profissional apto, são os que conseguem continuar retirando seu sustento (lucro) do meio ambiente (mercado), apesar das mudanças (economia, costumes, necessidades) ocorridas nele.

E para terminar: o que antecede a adaptação é a percepção. Há empresas tão atiladas que percebem mudanças que ainda vão acontecer e outras, tão alienadas, que não notam evoluções que começam desde uma década atrás. Esta é a seleção natural que continua fazendo a natureza (agora a humana) seguir seu curso.

Deixe seu comentário

16.10.09

Nobles femmes, nobres mulheres

por
Eugenio
, Seção: Geral 15:48:11.


(Ilustração: McMillan Digital Art)

Nesta segunda-feira conversei com Cal Francisco para dizer a ele que estava em Florianópolis, na XXI Convenção Nacional de Mulheres de Negócios. E, já no papo, aproveitei para informá-lo sobre alguns dados impressionantes que a mulher vem conquistando no mercado de trabalho.

Nesta terça-feira (dia 12), o prêmio Nobel de Economia foi ganho por uma mulher e um homem: a professora Elinor Ostrom (da Universidade de Indiana) e o especialista Oliver Williamson (da Universidade de Berkeley, Califórnia). Elinor é a primeira a mulher a ser agraciada com a honraria neste quesito e mais, dos doze prêmios divulgados, cinco são para mulheres.

Até 2008, apenas 35 dos 789 vencedores do Nobel eram elas, 4,4% do total. Porém, nos últimos tempos – principalmente neste – nota-se visível a crescente participação e reconhecimento da mulher no mercado mundial.

De acordo com os profissionais de RH, há três características femininas que explicam o que está acontecendo: elas estão mais comprometidas, mais persistentes e mais resilientes que os homens.

Estas são as qualidades fundamentais que a mulher tem investindo forte, mas não é apenas isso: hoje elas estão estudando mais. Em média, nos centros urbanos, elas já chegam a dez anos de escolaridade, enquanto o homem estanca nos oito. E isto é apenas uma parte das mudanças.

Desta vez foi Obama, mas não duvido que, logo mais, outra mulher vá receber o nobre galardão da Paz... Yes, she can!

Deixe seu comentário

13.10.09

A mulher está em todos os mercados... de trabalho!

por
Eugenio
, Seção: Geral 23:36:04.


(Ilustração: Luciano Lozano)

Estive em Florianópolis, onde fui dar uma palestra na XXI Convenção Nacional de Mulheres de Negócios. Foi uma experiência fascinante presenciar cerca de duzentas mulheres, de todos os cantos do Brasil trocando experiências e fazendo planos.

Acabei conhecendo alguns números interessantes sobre a presença da mulher no mercado de trabalho em nosso país. Por exemplo: em 1998, 42% das mulheres trabalhavam fora de casa, em 2008 foi de 47,2% e a tendência é aumentar. Será só por necessidade?

Elas garantem que não, por desejo. Ou seja, trabalham porque precisam, mas também porque querem. Em 98 25,9% dos lares brasileiros eram chefiados por mulheres, hoje são 34,9%. Detalhe: em 9,1% dos lares a chefia é da mulher mesmo havendo um homem em casa. Em 98, esse índice era de apenas 2,4%. Sim, estamos vivendo outros tempos.

Algumas coisas explicam: as dificuldades financeiras, a maior oferta de consumo e, veja só, a maior escolaridade das mulheres. A média de anos de escola no Brasil urbano é de quase dez para as mulheres e apenas oito para os homens. Elas estão estudando mais, o que tem reflexo em sua competência para arrumar emprego.

Para finalizar, a estatística que mais revela o caráter feminino. As mulheres que trabalham fora ainda dedicam 21 horas por semana a trabalhos domésticos. E esse tempo, entre os homens, só chega a um terço.

Vamos esperar para ver a estatística de 2018. Não vou me surpreender nem um pouco ao ver uma sociedade cada vez mais feminilizada. E vou ficar muito satisfeito com isso!

Deixe seu comentário

09.10.09

Eficácia ou eficiência? Eis a diferença

por
Eugenio
, Seção: Geral 18:22:33.


(Foto: Anthony Lee)

Nesta segunda-feira, ao propor a adoção do lema “Mais eficiente, mais transparente e mais pacífica” para as Olimpíadas de 2016, um ouvinte me escreveu sugerindo a troca de “eficiente” por eficaz.

Trata-se de uma palavra parecida, com significado correlato e ainda assim desigual.

Ser eficiente significa realizar tarefas com qualidade, acertar no resultado. Já ser eficaz é dedicar esforços para fazer o que deve ser feito. Em outras palavras, o eficiente faz certo a coisa, já o eficaz faz a coisa certa. Sentiu a diferença?

Um cozinheiro pode fazer o melhor filé à cubana do mundo, mas se o cliente pede um filé à parmegiana, o mestre-cuca será eficiente, não eficaz. Ele fará o que lhe foi pedido, mas o bife não será o melhor “à parmegiana” do mundo. Falta-lhe o ingrediente da destreza, da habilidade, da qualidade ou para resumir: o temperinho da eficácia.

Outro exemplo: uma secretária limpa o escritório e deixa os móveis brilhando. A mesa está arrumada, tudo organizado, praticamente impecável, se não fosse por ela ter se esquecido de deixar a agenda sobre a mesa do chefe. Ela fez tudo certo, mas não fez a coisa certa. Foi eficiente, mas deixou a eficácia embaixo do tapete.

Ou ainda: um escritor recebe a encomenda de um artigo, produz um belíssimo conto erótico, sendo que a revista é religiosa. Acertou na palavra, mas errou feio no discurso.
Nosso ouvinte tem razão. O Rio 2016 tem que ser eficiente e eficaz, fazer certo o que deve ser feito, sempre da melhor forma. Não exagerar na dose, não fazer pirotecnia desnecessária, não abusar da sensualidade carioca, não gastar mais do que tem. O Rio tem que se exercitar para continuar sendo uma cidade bela, também transparente, justa e eficaz.
Aliás, um outro ouvinte escreveu apresentando nova proposta: “Mais justa, mais íntegra, mais limpa”. Por que não? Mãos à vassoura!

1 comentário

05.10.09

A inspiração das Olimpíadas

por
Eugenio
, Seção: Geral 16:11:50.


(Foto: AF Rodrigues)

Para a Humanidade, o grande valor dos Jogos Olímpicos é a inspiração que recebemos deles.

Nós, homens e mulheres comuns, não precisamos correr quilômetros, nem levantar peso ou saltar metros com vara, mas podemos usar toda essa inspiração dada – e transpirada – pelos atletas para superarmos nossos próprios obstáculos o “mais rápido, mais forte e mais alto”, como sustenta um dos slogans dos Jogos Olímpicos.

Falando em inspiração, um bom slogan para as Olimpíadas Rio 2016 seria:

“Mais eficiente, mais transparente, mais pacífica”.

Assim estaríamos construindo uma nação que valoriza o trabalho, a ética e a alegria. O fato de a América do Sul nunca ter sido contemplada antes demonstrava a falta de confiança do mundo e dos próprios países da região em si mesmos. Em 2016 nós vamos mudar totalmente essa insegurança ou confirmá-la.

Para mudar esse pensamento, precisamos provar que somos eficientes, que eliminamos a corrupção e que controlamos a violência. Vai depender dos órgãos responsáveis trabalharem, mas também de cada brasileiro colaborar e controlar. Isso pode ser um bom aprendizado de cidadania.

Falando em aprendizado, o Barão de Coubertin, idealizador dos jogos olímpicos modernos em 1896, Atenas, era pedagogo e sempre enalteceu o caráter educacional das olimpíadas. Ele acreditava que o esporte aumentaria o autoconhecimento, a autoconfiança e a integração da humanidade.

"O importante não é vencer, mas competir". Sempre repetindo a frase que uma vez escutara do bispo da Pensilvânia, Ethelbert Talbot, Coubertin foi presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI) por 29 anos e morreu pobre aos 74 anos. Dizem que gastou todo seu dinheiro para concretizar o sonho dos Jogos Olímpicos.

Com o corpo enterrado em Lausanne (Suíça, onde fica a sede oficial do COI), seu coração jaz em terras gregas, em um mausoléu, próximo às antigas ruínas de Olímpia.

Com este exemplo de inspiração olímpica, que o Rio comece já a estender seus ternos braços para 2016: ano maravilhoso, cheio de jogos mil!

1 comentário

02.10.09

A importância da atitude

por
Eugenio
, Seção: Geral 14:35:17.


(Foto: Matthieu Spohn)

É possível que uma das qualidades mais desejadas nas equipes de trabalho hoje seja, no jargão das organizações, a “atitude”.

Atitude é uma qualidade humana semelhante à iniciativa. Ela é carregar dentro de si um motor próprio, é não esperar pelas ordens nem negligenciar qualquer tarefa que – teoricamente − não é responsabilidade sua.

Atitude tem a ver com autonomia, responsabilidade, atenção e vontade.

Todos conhecemos o porteiro que só abre a porta e o outro que se prontifica a carregar a sacola. O motorista que só para o táxi e o outro que abre a porta e ainda reposiciona o banco. A secretária que se limita a dizer que o chefe não está e a outra que pergunta se ainda pode ajudar.

É gritante ver a diferença entre pessoas com atitude e zumbis. Eles dão a impressão de que estão ali forçados, de que preferem estar em outro lugar.

Aliás, atitude é um dos três componentes da fórmula da competência, junto com o conhecimento e com a habilidade. Conhecimento é o saber, habilidade é o poder e a atitude é o querer.

É bom lembrar que atitude é uma característica pessoal, mas também depende do exemplo e da cobrança dos líderes, pois são eles quem selecionam, capacitam e motivam a equipe.

1 comentário

30.09.09

A pedagogia do erro

por
Eugenio
, Seção: Geral 15:24:09.


Depois da tempestade, vem a bonança. E, quiçá, um arco-íris...

Ok, hoje vamos falar sobre como o erro é visto nas organizações.

Conheci, em Santa Catarina, uma fábrica que tinha um cartaz que dizia “Aqui é permitido errar”. E, ao contrário do que parecia, os episódios de enganos naquela empresa eram extremamente pequenos. Isso se deve ao fato de, ao incluir a questão da falta em sua cultura, aquele empresa deixava claro que era permitido errar em duas situações: durante o período de treinamento e na tentativa de desenvolvimento.

A empresa que deseja ter a cultura da inovação não pode ser intolerante a isso, pois só não se engana quem não tenta fazer diferente. O erro se combate através da obediência aos métodos, aos processos e inovar significa – exatamente –, criar novos métodos ou processos.

É sabido que 80% das inovações em uma empresa, principalmente do setor industrial, derivam da observação dos operários. Se a eles não for permitido tropeçar, jamais se arriscarão a apresentar algo novo.

O erro que deve ser punido é aquele que vem da desatenção, da preguiça, da falta de compromisso. É preciso, portanto, categorizá-lo. Na verdade, errar é próprio da condição humana. Mas aprender também. Infelizmente algumas pessoas não fazem conexão entre essas duas qualidades, e este, sim, é o grande erro. Na verdade, ele só é falha quando não percebido, mas quando bem notado, torna-se aprendizado.

Sem essa percepção, você corre dois riscos: o de continuar repetindo suas escorregadelas sem aproveitá-las para crescer ou parar de se arriscar tentar por medo de errar.

O deslize não nos afasta da virtude. Mas a maneira como lidamos com ele, isso sim. São duas qualidades devem acompanhar a eficácia do erro: a responsabilidade e o aprendizado. Ser responsável significa responder por seus mancadas, o que é próprio dos adultos. Aprender significa incorporar o que é certo e o que é errado, o que é próprio dos atentos. Ser adulto e estar atento são qualidades dos que acertam mais, apesar de terem errado muito.

Errou? Não faz mal, desde que você:

- Seja lúcido para admitir que errou;
- Seja humilde para assumir a responsabilidade;
- Seja esperto para consertar o resultado;
- Seja sábio para incorporar o aprendizado.

Até!

(Foto: Flickr/Bill Wight CA)

1 comentário

09.09.09

A profissão de administrador

por
Eugenio
, Seção: Geral 14:45:00.


Peter Drucker e a administração:
"O melhor jeito para predizer o futuro é criá-lo".

Parabéns, administrador, hoje, 09/09, é seu dia!

Administração é uma ciência abrangente que vale-se dos saberes de muitas outras. É complexa e profunda como as demais, mas é incrível como muita gente acha que administrar é fácil, que depende apenas da intuição e da boa vontade. Sim, eu sei que a administração está entre os ofícios em que não há exigência de diploma para seu exercício, é uma profissão desregulamentada, como é o jornalismo. É verdade que você não precisa ter diploma de administração para administrar, mas isso não elimina duas coisas: que as empresas tenham um administrador responsável e, mais importante, que uma pessoa que administra uma empresa inteire-se dos saberes da administração.

Só quem leva a sério o assunto percebe que a caixa de ferramentas do administrador é muito grande, talvez maior do que a de um engenheiro, por exemplo, a não ser que este também administre, o que é muito comum. Um administrador utiliza conhecimentos que vêm do âmbito da lógica, da estatística, da economia e também da psicologia, da sociologia, da pedagogia e até da futurologia.

Desde que o engenheiro Frederick Taylor em 1903 propôs a fórmula de eficiência, a administração ganhou status de ciência e não parou mais de reinventar-se. De tempos em tempos temos um novo paradigma. O último foi criado na década de noventa por Peter Senge que propôs a idéia das organizações que aprendem. E já que estamos falando de pensadores, o maior deles, Peter Drucker disse, simplesmente, que a administração foi a maior invenção do século 20, pois todas as demais dependeram dela. Ponto para o mestre!

(Foto: Flickr/ One Trick Pony in FlickR)

2 comentários
:: Próxima página >>





PUBLICIDADE
RSS e PodcastsRSS e Podcasts
  • Delicious
  • MyWeb
  • Technorati
  • DIGG

Adicionar a meus favoritos na web

Copyright © Grupo Estado. Todos os direitos reservados.
  • Fale conosco
  • Afiliadas
  • Anuncie
  • Termos de uso