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04.11.09
Back to Brazil
O U2 desembarca no Brasil em novembro de 2010.
A banda volta ao País graças a acordo fechado com a Live Nations para fazer a turnê 360 Graus.
“Serão três shows em São Paulo e um no Rio”, avisa Jânio Quadros Neto, consultor e amigo de Bono. Só o palco, que gira completamente, vai ficar em US$ 12 milhões.
04.07.09
Fica para a próxima
Jânio Quadros Neto, que cuidou da Banda U2 e de Madonna – quando vieram ao Brasil – riscou de sua agenda, lamentavelmente, pedido recente.
O de Michael Jackson, que planejava visitar o Brasil incógnito, acompanhado dos filhos – se é que isto seria possível – para um passeio pela Amazônia.
24.04.09
Pela África, Bono vai a Lula
Lula respondeu anteontem a carta que recebeu de Bono no fim de março - e que lhe chegou pelas mãos de Jânio Quadro Neto - na qual o cantor começa com a a similaridade entre eleições e a turnê do U2 pelo mundo, para depois entrar na discussão sobre as formas de combate à pobreza de sua Fundação One.
O presidente elogia os esforços do cantor para a erradicação da miséria no planeta e admite que, no plano geral, há muito por fazer, tanto no governo como na sociedade civil. Cita, como exemplo, o seu programa de 1 milhão de moradias.
Já Bono se diz fã de Lula e o chama de grande campeão dos pobres. Também pede novo encontro com ele e com seu staff, para saber mais sobre programas brasileiros. Dados que quer repassar a governos da África, onde a Fundação One concentra suas atividades.
Veja também:
MAM é palco de vernissage da exposição Olhar e Fingir: fotografias da coleção Auer, com cerca de 290 imagens
Família Jereissati e Ana Paula Junqueira capitaneiam festa de inauguração da loja Christian Louboutin, no Shopping Iguatemi
Outras notas no blog da coluna Direto da Fonte
27.01.09
Quem vem
Bono Vox deve vir ao Brasil em novembro. Em março, o vocalista do U2 lança CD e sai em turnê pelo mundo dois meses depois.
Bono também prepara colunas para a mídia cuja renda será destinada à sua ONG One, que atua no combate à fome e à miséria. No Brasil, elas saem pela Vip.
Leia outras notas no blog da coluna Direto da Fonte
14.12.08
'Eu respeito o espaço dos outros'
Foto: Paulo Giandalia/AE
O homem que traz Madonna ao Brasil não entra em
camarim sem o artista convidar: “Só se ele abrir esse espaço”
Esbarro em Fernando Alterio, às 8 da manhã da terça-feira, saindo da Companhia Atlética, onde ele acaba de treinar. “É agora que você vai me dar a entrevista”, digo. Afinal, desde que foi anunciada a vinda de Madonna o empresário vive espremido entre um compromisso e outro.
O plano inicial da Time4Fun, controlada por Alterio - tendo a Gávea Investimentos, de Armínio Fraga, como sócia - era fazer seis shows com a estrela no Rio, São Paulo, Buenos Aires e Santiago. Eles se transformaram em onze, ante a demanda. “Ela foi muito maior do que esperávamos. Tanto que, no início, tivemos problemas com os acessos simultâneos totalmente fora dos padrões. Nunca imaginamos esse volume. Foi uma barbaridade”, conta o executivo, com ar cansado. Depois de Madonna, o quê? “Segredo”. Tamanho da T4F hoje? “Em 2008, vamos chegar a um faturamento de R$ 600 milhões e mil empregados”.
Madonna estréia hoje no Brasil, no Maracanã. E na quinta em São Paulo, no Morumbi. Aqui vão os principais trechos da conversa:
A negociação para trazer a Madonna foi difícil? Durou em torno de nove meses. O primeiro passo, neste caso e no de outros artistas internacionais de porte, é você convencer que nosso mercado merece ser incluído na turnê. Hoje, a América Latina disputa com Austrália, Nova Zelândia, Ásia e Leste europeu. EUA e Europa estão sempre incluídos. Portanto, a primeira disputa não é tanto para convencer os produtores da turnê, que no caso da Madonna é a Live Nation, a incluir o show na America Latina.
Mas não é rentável atender todos esses mercados? As turnês custam uma fortuna. Os produtores buscam fazer o maior número de shows no menor tempo possível.
Como vocês convenceram a Live Nation? Na realidade, com o nosso dólar a R$ 1,60, tivemos condições de ser muito agressivos nas propostas. Agora, com o real desvalorizado em relação às moedas da Ásia em algo como 37%, perdemos parte do nosso poder de compra. Espero que temporariamente.
A T4fun, então, vai ter prejuízo com esse show? Quando se faz algo desse tipo, antes de sair com os ingressos à venda você tem que ter pago 100% do show. Portanto, pagamos com o dólar antigo. O que eu posso dizer é que hoje, para fazer uma turnê, eu não conseguiria pagar o mesmo que paguei em junho.
Quanto vocês pagaram? Não podemos falar, há uma cláusula de confidencialidade no contrato.
Quanto custou a produção? Ela é dividida entre produção da turnê e produção local. Isso varia muito de uma turnê para outra.
Nessas megaturnês, com Madonna, U2, Paul McCartney, o artista traz palco, som, luz, efeitos, praticamente tudo. Além disso, entra o faturamento da turnê, a sinalização do que se consegue de patrocínio e de bilheteria. E então, os termos de relação entre o promotor internacional e o produtor local.
A Madonna participa da produção? Nós não temos contato com ela, a negociação é toda feita com os produtores. Mas ela é muito detalhista. Cuida desde o figurino até a parte técnica. Por exemplo, ensaia à exaustão. São 650 horas de ensaio.
Um artista talentoso, mas que não tenha uma visão de produto, sobrevive? Na realidade, não é ele, e sim o promotor, o manager do artista, que deve ter essa visão. O artista não tem estrutura própria para viabilizar a produção. A Live Nation opera em todos os países da Europa. Na America Latina, tem um contrato de exclusividade com a Time4Fun.
As pessoas imaginam o showbiz como um ramo lúdico. Isso mudou? Completamente. Essa coisa de ser lúdico, dono de casa de show, é lenda. No meu caso, evito ao máximo ir ao camarim falar com o artista. Quando um artista faz um show em uma casa minha, o camarim é sua casa. Portanto, mesmo que eu seja o maior tiete, eu não invado. Só vou se for convidado. Eu respeito o espaço dos outros.
Quando você entrou nesse ramo, as coisas eram assim? Entrei no ramo também pelo glamour. Mas depois de alguns anos esse glamour passa ser o seu dia a dia. Você tem que se disciplinar para não se montar algo economicamente inviável. Até alguns anos atrás, os produtores iam muito pela vaidade pessoal: “Eu trouxe os Rolling Stones para o Brasil...” Eu não tenho vaidade nenhuma. Quero trazer o melhor do entretenimento para o País, criar ações para os patrocinadores lincados a esses conteúdos. A vaidade fica de lado.
No Brasil, esse profissionalismo funciona? Claro que sim. Montamos um time extremamente profissional, bem como na Argentina e no Chile. Realizamos, no ano passado, algo ao redor de 3 mil apresentações. Temos colaboração internacional e um escritório em Miami para ficar mais perto das negociações.
Hoje, um Tim Maia seria contratado? Cada vez mais, sim. Tim Maia seria contratado pelo virtuosismo dele como cantor. E sempre foi viável. Fiz vários shows com ele.
Mas ele não faltou em nenhum? Faltou em um, por problema de saúde.
É lenda, então, o que se diz dele? Comigo ele sempre teve um comportamento correto, era um grande vendedor de ingressos, um fenômeno.
O artista tem uma sensibilidade maior. Ele não precisa de alguém para pegar na mão dele? Justamente por isso acho que o promotor não deve ir ao camarim. O artista tem que estar concentrado, conversando com os músicos dele. O promotor tem que falar com o empresário do artistas, nossos técnicos com os técnicos dele. Se ele me chamar, vou com prazer. Mas só se ele abrir esse espaço.
Hoje em dia o empresário de entretenimento não vive mais na noite? Essa confusão sempre existiu. Achavam que era algo tipo dono de boate. Na verdade, sempre fomos empresários que “acontecem” à noite mas que trabalham de dia. Eu sempre fui focado na gestão do negócio, no patrocínio. Começo às 8 da manhã e trabalho, muitas vezes, até as 22 horas. Além de assistir às estréias. No caso da Madonna, fui a Buenos Aires e estou indo a Santiago.
Se você tivesse que começar de novo, escolheria outro ramo? Não. Porque fui muito bem sucedido neste.
Qual é a diferença entre um empresário de entretenimento e de um fabricante de máquina de lavar roupa? Depende. Se você gosta de música, shows, cultura é muito bom trabalhar com esse tipo de produto. Você está lidando com gente, sensível, talentosa. Toca um negocio onde lida com seres humanos muito especiais. É uma dupla atribuição - lado businness e o lado humano do negócio.

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