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09.02.10
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Foto: Juan Guerra/AE

Na contraluz, a diva Beyoncé abriu o show de sábado, dia 6, em estilo triunfal.
O dono da dívida
Governo e concessionárias de serviços públicos não tiram o olho de processo que vai chegando aos finalmentes no STJ: o que define o repasse do PIS e da COFINS aos consumidores.
Iniciado por um usuário no Sul, o caso tende a tornar-se paradigmático, com a decisão valendo também para casos semelhantes em telefonia fixa, energia, gás e água. O que geraria um buraco, no Tesouro, de R$ 33 bilhões.
A votação no STJ está 4 a 1 desonerando... o consumidor.
Dia de Madonna
Será amanhã, às 4h da tarde, o encontro entre Serra e Madonna, conforme antecipado sábado pelo Estado.
A conversa foi pedida pela cantora. E sua segurança, formada por israelenses, já fez visita de reconhecimento ao Bandeirantes.
Eletricidade
Indagado pela coluna ontem, sobre a repercussão de seu artigo no Estado, domingo, FHC mostrou-se algo cândido:
“Não consigo entender por que eles ficam tão nervosos com qualquer coisa que eu diga.”
Um no cravo...
Walter de Almeida Guilherme começou bem sua presidência no TRE paulista.
Abriu o discurso de posse, sexta, com parabéns a Serra, por ele chegar na hora. Após as gargalhadas, terminou cantando A Felicidade, de Tom e Vinícius.
...Outro na roseira
Mas, nada como uma cerimônia depois da outra. Ontem, durante a inauguração da Biblioteca de São Paulo, o governador voltou à rotina - atrasou duas horas.
FHC não aguentou esperar. Foi embora antes.
Rei do bem
Será dia 23 a avant-première de O Rei e Eu, promovida por Anna Schvartzman, do Centro Israelita de Apoio Multidisciplinar, e Ana Feffer, da Acredite - Amigos da Criança com Reumatismo.
Pela Takla Produções.
Top of the tops
Hoje certamente vai ter confusão no Hotel Fasano do Rio. Quem é que vai dormir na suíte presidencial?
Estarão lá “apenas” Beyoncé, Madonna, Alicia Keys e Gerard Butler.
Data vênia
Enfim, casa nova para o TJ paulista. Dia 22, desembargadores e juízes substitutos se instalam no antigo Hilton.
O aluguel, em torno de R$ 750 mil, é menor que o que pagavam na Paulista.
Ar limpo
Vai ser lançado hoje o livro Liderança em Tempos Difíceis, que narra a história de Décio Novaes.
O empresário da indústria química que lutou pela sustentabilidade de Cubatão.
Duas pedras
Roberto Tardelli, promotor do caso Suzane Richthofen, tem outra pedreira pelo caminho. Deve assumir o caso do assassinato do empresário Dácio Souza Junior na padaria Dona Deôla, em Higienópolis.
O Ministério Público vai recorrer contra a liberdade provisória do segurança Eduardo Soares Pompeu.
Diva, ventilador e estádio lotado
A exemplo de Madonna, Beyoncé, que está em turnê pelo Brasil e se apresentou sábado no Morumbi, adota esquema de segurança inspirado na linha esconde-esconde.
Como assim? Na sexta, mandou um carro estacionar em frente ao Hyatt sinalizando ser ela dentro do veículo. Engano, a diva já havia entrado. O fato se repetiu quando entrou no Morumbi, sábado, para o show. E depois, no backstage, a volta do mistério. Cadê a nova diva do pop? Está ali, não, não está... e eis que ela surge de ponto inesperado, com algum atraso.
Beyoncé entrou no palco às 22h15 com a pompa e a circunstância desenhadas por Thierry Mugler. Show extremamente bem acabado, a cantora deu demonstrações do que é aliar profissionalismo, técnica e tudo o mais que Deus lhe deu.
Alma? Com toda a parafernália, para que, se fez um show-espetáculo que levou o público à loucura? Em especial, a turma gay. Performática, a cantora chega à perfeição: linda, figurino impecável, fôlego impressionante, voz em plena forma e um telão de alta definição que a faz ainda melhor. Para ninguém do próximo século botar defeito, Beyoncé mostrou por que vendeu 6 milhões de cópias de seu último disco e ganhou 28 prêmios Grammy em sua carreira. Também soma 28 a idade da estrela - que, definitivamente, chegou para ficar nesta nova era dos astros multifuncionais pré-fabricados.
Antes do espetáculo, porém, na pista Vip (ingressos a R$ 600 na bilheteria e R$ 900 nos cambistas) a banda e os dançarinos fizeram questão de assistir ao show de Ivete Sangalo. Além de registrarem o momento com fotos, apontavam para o braço - mostrando como estavam arrepiados com a vibração do público.
No melhor estilo “low-profile”, de havaianas, a equipe se esbaldou no rebolado axé. Ashley Everett, uma das dançarinas de cabelo black power, que não sai do lado de Beyoncé durante o show, perguntou à coluna: “Como faço para dançar igual a ela?”
Já a cantora baiana, irônica, tirou fita-crepe da marcação do show do Beyoncé e soltou: “Vou vender isso aqui no Twitter, vai valer uma fortuna...”
Ainda na pista vip, Simoninha furou fila para comprar cerveja. Na sequência, uma moça tentou fazer o mesmo e foi retirada pelos policiais.
Houve quem preferisse ficar longe dos privilégios. Raí - que tem camarote próprio no estádio - optou por assistir ao show na pista comum. E, depois do espetáculo, a dona da noite não se encontrou com ninguém.
Pergunta que não quer calar: o que seria de Beyoncé sem os fortes ventiladores que movimentaram sua cabeleira durante todo o show?
Na Frente
Quem tentava ontem costurar encontro com Beyoncé, no Rio, era Sergio Cabral.
Maria Alice Milliet abre a mostra Lothar Charoux, Entre Vida e Obra. Dia 11, na Galeria Vitrine Paulista.
Renata Carvalho, promoter da Brahma, encontrou-se em Los Angeles com Jessica Alba, Eva Mendes e Chris North - e tem mais visitas pelo caminho. Tarefa? Encher de celebridades o camarote da Sapucaí.
A Vai-Vai baterá bumbo contra exploração sexual infantil. Amanhã sai em passeata a partir da Praça do Patriarca.
Jorge Caldeira lança o livro História do Brasil com Empreendedores. Hoje, no Bar Balcão.
Comentário de um petista sobre as chuvas que tanto atormentam Kassab: “Há males que vem para o... DEM”.
08.02.10
‘Minha missão é dar poder às mulheres’
ÀS vesperas de abrir sua primeira loja no Brasil, a ex-princesa Diane von Furstenberg, dona de grife que vende no mundo todo, define o mundo da moda: "Ninguém vive mais sozinho".
Diane von Furstenberg abre, em abril, sua primeira loja no Brasil, acompanhada de um retrospectiva do seu trabalho. Mais precisamente, no Shopping Iguatemi. Com lojas espalhadas pelo mundo inteiro, a ex-princesa (foi casada com o príncipe alemão Egon von Fürstenberg, com quem teve dois filhos) e designer belga namorou muito o País durante anos.
Um dos seus melhores amigos foi Hugo Jereissati, caçula do clã Jereissati. “Ele sempre me incentivou a abrir loja no Brasil. E isso vai acontecer, por ironia do destino, justamente quando ele não está mais entre nós”, lamentou Diane à coluna, em conversa telefônica, de Nova York.
Hugo, que “morava” no circuito Bali-Paris-NY, morreu no ano passado, logo depois de a designer assinar contrato com seu irmão Carlos. “Éramos amigos há 30 anos. Ele era amigo das minhas crianças, da minha mãe, de todas as gerações. Ele e minha mãe estavam caminhando juntos, quando teve o primeiro ataque do coração. Sou bem próxima da família Jereissati, é como se fosse a minha família”, conta.
Sua parceria com o Brasil, no entanto, começou com a H. Stern. “ Ela vai muito bem.” Mas seu primeiro sucesso aconteceu em 1972, com a criação do “wrap-dress” (vestido envelope), ícone hoje pendurado em sala do Smithsonian Institute. Na época, vendeu nada menos que 5 milhões de peças, o que lhe valeu capa no New York Times Magazine. Dedicada, também, a inúmeras causas beneficentes, Diane é ainda presidente do Council of Fashion Design for the Americas. Casada? Sim, com o magnata Barry Diller, responsável pela organização da Fox e hoje ligado à internet. A seguir, os principais trechos da entrevista:
Levou tempo para você decidir vir para cá. Quando a família Jereissati quis montar a loja comigo, pensei muito. E agora, que seu Pais mudou, decidi. Tenho muitos clientes no Brasil. Tantas mulheres brasileiras comprando meus vestidos em Paris, Nova York - e eu também vendia um pouco em diferentes lojas no Brasil, na Daslu. E mesmo com a loja nova, vou continuar vendendo nas pequenas butiques com que trabalho. O que vamos ter é a primeira loja completa com acessórios.
Quando você aterrissa por aqui? Em abril, quando levo também uma retrospectiva do meu trabalho - a Jornada de Um Vestido, a mesma que fiz em Moscou em dezembro. É a história do vestido e da moda. Ao longo da vida muitos artistas me pintaram, vai ter muita arte, quadros de Andy Warhol e Francesco Clemente.
Como foi que a moda entrou em sua vida? Por puro acidente. Não era bem uma vocação. Quando jovem, eu sonhava ser uma mulher independente, que ganha sua própria vida. Era estagiária em uma indústria de moda italiana. E um dia meu namorado voltou da América - a gente ia se casar - e descobri que estava grávida. Entrei em pânico. Queria tanto ser independente e lá estava eu, grávida, me casando e mudando para a América! Contei tudo ao industrial e lhe pedi para fazer algumas amostras para tentar vender nos EUA. À noite, quando todos iam embora, eu ficava com o estilista - era em Florença - fazendo vestido com qualquer tecido que encontrava no chão.
Imaginando uma linha do tempo, quais os momentos importantes da moda? A grande mudança foi nos anos 20, quando desistiram dos espartilhos e apareceram Chanel e outros. De repente, o corpo estava livre, foi uma revolução na moda feminina. Nos anos 40 veio a guerra e havia poucas fábricas disponíveis. Os anos 70, quando me envolvi com o assunto, foram um momento de libertação. Havia as pílulas, as drogas, era uma ótima época para ser jovem e a moda refletia isso.
Você acha que o mundo está precisando de uma nova virada, como a dos anos 70? Você vai para todos os lugares e vê as mesmas lojas classe A, como a sua. Seja na China, Istambul, Paris ou São Paulo: Prada, Louis Vuitton, Hermes... Tudo fica grande, mas nesse mundo grande há rachaduras. E nas rachaduras, novas pessoas começando. É uma época em que não é tão bom ser grande. Eu não sou grande nem pretendo ser. Faço um coisa exclusiva, para pessoas exclusivas.
Alguma vez recebeu oferta para ir para um grande conglomerado? Uma vez vendi minha companhia de fragrâncias para uma rede inglesa de farmácias, achando que iam resolver tudo. Eles arruinaram tudo. Então, comecei de novo. Tive duas carreiras, uma iniciada ainda jovem, e com sucesso tão rápido que não pude acompanhar - e aí vendi. Há 11anos comecei a segunda. De certa forma é mais divertido, porque tenho mais experiência.
O que a levou a começar de novo? Me dei conta de que muitas jovens hippies estavam comprando meus vestidos antigos, os wrap dresses em lojas vintage e as pessoas diziam: “Você devia fazer de novo...” Aí eu fiz. Agora é um negócio familiar, meu e das minhas crianças.
Nunca ficou tentada a vender novamente? Nunca. Uma das minhas netas está tomando conta do negócio. O nome dela é Talita.
O que acha importante quando entra em um novo projeto? Que faça sentido, que eu acredite e que com ele possa criar uma coisa única.
Quanto você vende anualmente? É uma empresa privada, não é de capital aberto. Vendemos cerca de US$ 200 milhões, em 57 países. Temos 35 lojas próprias. O que é realmente fantástico é que tenho a melhor demografia de clientes. São diversas gerações, uma coisa inteiramente global, tenho muito orgulho disso.
Ser von Furstenberg, nome que você herdou do primeiro marido, ajudou? Sim. Mas tive que batalhar por todo o restante. É como fazer um bolo de chocolate. Ter sido princesa foi um ingrediente. Mas se você esquece os outros ingredientes, não fica com o mesmo sabor.
Quando se separou do príncipe você retirou o título de princesa. Eu nunca o usei. Só em restaurantes e hotéis.
Mas mantém o Furstenberg. Sim. Ele quis assim.
A crise atual vai afetar o mercado de luxo? Eu acho que tudo que acontece afeta tudo. Ninguém vive mais sozinho.
Se não fosse estilista o que você seria? Estou feliz com a moda. Graças a ela me tornei a pessoa que queria ser. Olho pra trás e vejo que a missão da minha vida é dar poder às mulheres por meio da moda, da filantropia e sendo a mentora. S. R.
07.02.10
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Foto: Bob Fonseca/Divulgação

Bruna Lombardi e Carlos Alberto Riccelli em noite country, no Café De La Musique.
Voando alto
Os pilotos da Fórmula Indy realizarão o sonho de muito paulistano. Na prova do dia 14 de março, vão correr os 1.500 metros da Marginal do Tietê... a 300 km por hora. Sem multa nem radar.
Para a Prefeitura, tudo bem. A prova deve trazer à cidade faturamento em torno de R$ 100 milhões...
Mãe de ferro
Depois da hipertensão de Lula, Marisa endureceu. Decretou que o horário de almoço agora é sagrado e não pode mais ser invadido por reuniões. A agenda mantém cinco atividades por dia, mas com horários mais rígidos.
Dizem até que os discursos longos vão ser evitados. Os dos outros, certamente...
Filarmônica privada
Sob comando de João Carlos Martins e apoio de um grupo de empresários, estreia dia 7 de março, na Sala São Paulo, a única orquestra privada da cidade - a Filarmônica Bachiana Sesi-SP.
E já tem compromisso mundial. Em setembro, dá concerto no Lincoln Center, na véspera da Assembleia da ONU.
O inferno esta lá
Último livro do diplomata Sergio Corrêa da Costa, O Nazismo na América do Sul sai nos EUA pela New Mexico University Press.
Já traduzido na França, o livro evoca o namoro de Perón com Hitler e a “rota dos conventos”, que permitiu a muitos nazistas esconder-se na América Latina.
Quero ser você
Apesar de Taís Araujo não estar convencendo com Helena, o seu figurino vai de vento em popa.
A Central de Atendimento ao Telespectador da Globo registrou que o macacão branco, o esmalte lilás e os óculos escuros são os itens mais procurados de todas as novelas da emissora.

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