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Renato Cruz é repórter do Estadão e autor do livro TV digital no Brasil: Tecnologia versus política (Editora Senac São Paulo). www.renatocruz.com



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04.07.09

Link permanente O 3G e a banda larga fixa

por Renato Cruz , Seção: Internet, Celular às 05:55:01 .

O acesso à internet pela rede de telefonia celular de terceira geração (3G) está sendo usado como substituto à banda larga fixa. Um estudo da consultoria Yankee Group e da Ericsson mostrou que poucos usuários brasileiros realmente aproveitam a mobilidade que o 3G oferece. Oitenta e três por cento das pessoas que responderam à pesquisa usam o 3G em casa, 27% no escritório e 18% em clientes. Os usuários podiam escolher mais de uma opção simultaneamente, por isso a soma das respostas é maior que 100%.

"Setenta por cento usam um modem USB ligado ao computador, e o perfil de uso é muito semelhante ao da banda larga fixa", diz Júlio Püschel, analista sênior do Yankee Group. Foram ouvidas 611 pessoas em São Paulo, Rio e Brasília. Todos os pesquisados assinam um contrato de dados. Os primeiros serviços comerciais de 3G foram lançados no País há cerca de um ano e meio.

No fim de 2008, o Brasil tinha 1,692 milhão de usuários de 3G, e deve chegar a 4,686 milhões neste ano. "Os notebooks com modem embutido ainda têm menos de 1% do mercado, mas esse é um produto que deve crescer", diz Caetano Notari, diretor de Consultoria de Negócios da Ericsson. Nesses modelos, é necessário apenas colocar um chip de celular no computador para acessar a banda larga.

Mais informações no Estado de hoje, 4/7 ("Tecnologia 3G vira substituta da internet banda larga fixa", para assinantes, p. B15).

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01.07.09

Link permanente Investimento em tecnologias verdes

por Renato Cruz , Seção: Energia às 06:35:43 .

Solarcentury

O ambiente de investimentos em tecnologias verdes está cada vez mais próximo do que existe na informática, com milhares de empresas surgindo com produtos inovadores ao redor do globo e um grande interesse dos investidores, mesmo com a crise global.

"O setor já é o segundo que mais atrai capital de risco no mundo, depois da tecnologia da informação", afirmou ontem (30/6) Richard Youngman, diretor-gerente para a Europa da consultoria Cleantech, durante a World Conference of Science Journalists, em Londres. "Cerca de um quarto do investimento de risco vai para tecnologias limpas."

Um grande impulso para o setor vem de legislações e regulamentos que estão sendo criados por governos ao redor do mundo para a adoção de uma matriz de energia mais sustentável. "Somente 3% da energia gerada no mundo é renovável", disse Jeremy Leggett, presidente da Solarcentury, empresa britânica especializada em sistemas de energia solar. "Este ano, os projetos de fontes renováveis devem receber cerca de 15% do investimento de US$ 1 trilhão que será feito em energia."

Para Leggett, o setor alcançou um ponto de inflexão. "Se tivermos imaginação, é possível fazê-lo", acrescentou o empresário. "Num período de 12 a 15 anos, o mundo poderia funcionar com 100% de energia renovável."

Foto: solarcentury.com

Mais informações no Estado de hoje ("Tecnologias 'verdes' atraem capital de risco", p. B18).

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28.06.09

Link permanente O caos da telefonia

por Renato Cruz , Seção: Internet, Celular, Telefonia às 10:27:13 .

As panes da Telefônica são a face mais visível de um problema maior: a baixa qualidade do atendimento das empresas de telecomunicações. O setor lidera as reclamações nas entidades de defesa do consumidor, submetendo seus clientes a caladões, serviços intermitentes e outras falhas técnicas, a informações erradas e esperas sem fim nos call centers, a cobranças por serviços que não foram contratados e não foram prestados.

Segundo o Ministério da Justiça, cerca de 30% das reclamações apresentadas nos Procons desde outubro de 2004 estão relacionadas a telefonia fixa, telefonia móvel e aparelhos celulares. Neste semestre, o número também ficou perto de 30%. "O comportamento das empresas é preocupante", afirmou Ricardo Wada, diretor do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça. "As operadoras estão transferindo o atendimento do consumidor para os órgãos públicos."

Um balanço do comportamento das empresas desde que entrou em vigor a chamada Lei do SAC, que definiu regras para o serviço de atendimento ao consumidor de setores regulados, apontou que as operadoras de telecomunicações tiveram o pior desempenho. Entre dezembro de 2008 a abril de 2009, as operadoras de telecomunicações responderam por mais da metade das reclamações relativas ao SAC, segundo o Ministério da Justiça.

As empresas costumam justificar a quantidade de queixas com o número de clientes que atendem. Existem no País 41,7 milhões de telefones fixos em serviço e 157,5 milhões de celulares. Para Wada, não é desculpa. "Existe meio bilhão de cartões de crédito no Brasil", comparou o diretor do DPDC. No semestre, 11,4% das reclamações recebidas pelos Procons foram relacionadas aos cartões.

Mais informações no Estado de hoje, 28/6 ("Caos da telefonia vai além das panes", B20).

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27.06.09

Link permanente A inovação no Brasil

por Renato Cruz , Seção: Indústria, Engenharia às 15:31:13 .

Inovação no Brasil

O Brasil tem avançado em sua política de inovação, segundo Ricardo Sennes, sócio-diretor da consultoria Prospectiva e autor do estudo Inovação no Brasil: Políticas Públicas e Estratégias Empresariais (pdf). "O País tem condições de entrar no jogo internacional de competição pela inovação", destacou o consultor, na Fundação Armando Alvares Penteado (Faap).

Sennes definiu como objetivo da política de inovação "a construção sistemática de um ambiente integrado de incentivos para a aplicação sistemática do conhecimento na atividade econômica", o que inclui processos, produtos e serviços. "A política de inovação brasileira ainda é muito focada em coisas tangíveis, em produtos", disse o consultor.

O estudo teve como base uma série de seminários organizados pelo Brazil Institute do Woodrow Wilson International Center for Scholars. "A política de inovação precisa ser integrada a uma estratégia internacional de mercado", apontou Sennes.

Mais informações no Estado de hoje ("Brasil pode competir em inovação, diz estudo", p. B22).

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26.06.09

Link permanente Centavos pela pane do Speedy

por Renato Cruz , Seção: Internet, Telefonia às 07:10:32 .

A Telefônica começou a enviar as contas de julho, e muitos clientes estão decepcionados. Quando o serviço de banda larga Speedy sofreu uma pane em maio, a empresa anunciou que reembolsaria oito horas ao consumidor. Na prática, as pessoas estão vendo como isso é pouco. Quem tem o plano Speedy 500, por exemplo, e paga uma mensalidade de R$ 49,90, está recebendo uma indenização de R$ 0,55. Quem tem o Speedy 2 Mega, que custa R$ 78,85, recebeu R$ 0,88.

"Cumprimos as regras da regulamentação e do contrato", apontou a operadora. O Procon-SP achou pouco o que a empresa oferece, mas informou que ainda negocia com a empresa um abatimento maior. "É muito pouco pelo transtorno causado", disse Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste). "Devia ser levada em conta a reincidência. Existem vários pequenos cortes de serviço e, dependendo da área em que está, o consumidor ficou sem o serviço por muito mais tempo."

A Telefônica enfrentou cinco grandes panes nos últimos 12 meses, sendo quatro do Speedy e uma da telefonia fixa. Pela primeira delas, em julho de 2008, os consumidores receberam um abatimento de cinco dias em suas contas, negociados pela empresa com o Procon. Para o problema do Speedy de abril, a Telefônica ofereceu 12 horas de ressarcimento e, pelo de maio, oito horas. Nos dois casos, não existe ainda acordo com o Procon.

Mais informações no Estado de hoje, 26/6 ("Cliente recebe centavos por pane do Speedy", p. B17).

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25.06.09

Link permanente O plano da Telefônica para o Speedy

por Renato Cruz , Seção: Internet, Telefonia às 11:08:12 .

Antonio Carlos Valente

Ainda esta semana, a Telefônica planeja apresentar à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) seu plano para garantir a retomada das vendas do Speedy, seu serviço de banda larga. Na segunda-feira, a agência paralisou as vendas por causa de várias panes recentes e exigiu que a empresa apresentasse um plano. O presidente da operadora, Antonio Carlos Valente (foto), visitou ontem (24/6) o presidente da Anatel, embaixador Ronaldo Sardenberg, e o ministro das Comunicações, Hélio Costa, em Brasília. "Falamos que não vamos entrar com nenhum tipo de recurso, nem administrativo nem judicial, e que vamos acelerar os investimentos", disse Valente ao Estado, por telefone. A seguir, trechos da entrevista:

Por que o senhor está em Brasília?

Eu conversei com o embaixador e com o ministro. Eles esperam que a gente apresente o nosso plano, o que nós provavelmente vamos fazer até o final desta semana. Teremos uma atuação bem forte para garantir esse crescimento de tráfego que está acontecendo, com essas aplicações novas que estão surgindo todos os dias.

Como o senhor vê a interpretação da Anatel de que a rede está sobrecarregada?

O que eu posso dizer é que vamos fazer um investimento em todos os segmentos da rede. Vamos atuar de maneira bem forte para garantir todo esse crescimento, que não é só da nossa rede. É da rede dos outros também, que despejam tráfego em cima da rede da Telefônica.

Quanto a Telefônica está perdendo em vendas?

Isso não é relevante para a gente. Nossa preocupação era com outros atores que poderiam ser afetados. Nossa preocupação é não prejudicar ninguém que dependa da gente e apresentar um plano que seja consistente, que seja rápido, para que não exista nenhum problema. Entretanto, neste período de implementação, vamos mexer muito na rede e pode acontecer alguma coisa. Mas vamos fazer o máximo para que nada aconteça.

Foto: Roosewelt Pinheiro/ABr

Mais informações no Estado de hoje ("Telefônica quer apresentar plano esta semana", p. B18).

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24.06.09

Link permanente A Anatel e as panes da Telefônica

por Renato Cruz , Seção: Internet, Telefonia às 09:16:22 .

Emília Ribeiro

Foi unânime a decisão, tomada na semana passada pelo conselho diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), de interromper a venda do Speedy, banda larga da Telefônica. Na avaliação da agência, o serviço está sobrecarregado, e falta investimento. "A demanda é maior que a oferta", afirmou a conselheira Emília Ribeiro (foto), que participou do 18º Encontro Tele.Síntese, evento realizado ontem (23/6) em São Paulo.

Ela preferiu não comentar o recurso da Telefônica contra a decisão, pois ele é julgado somente pelo presidente da agência, Ronaldo Sardenberg. Emília rebateu, porém, o argumento usado na segunda-feira pelo presidente da operadora, Antonio Carlos Valente, de que a decisão da Anatel de proibir a venda do Speedy prejudica o consumidor. "Não tem sentido o consumidor contratar um serviço que não vai receber", disse a conselheira da Anatel. "O consumidor tem direito a um serviço de qualidade."

A decisão da Anatel foi publicada na segunda-feira, mas as vendas do serviço só foram paralisadas ontem. No site do Telefônica, foi colocado o seguinte aviso, para quem tentasse comprar o Speedy: "Em razão da instabilidade da rede de suporte ao serviço Speedy, a Anatel determinou a suspensão temporária da sua comercialização. Estamos trabalhando fortemente para que a situação se normalize o mais breve possível."

A Anatel deu 30 dias para que a Telefônica apresente um plano para garantir a disponibilidade do Speedy. "O plano tem de mostrar com clareza como vai ser feita a expansão e a manutenção", afirmou Emília. A decisão publicada na segunda-feira foi uma cautelar, pois os processos administrativos sobre as panes do Speedy, incluindo a que aconteceu em julho de 2008, ainda não foram concluídos. O conselho diretor pediu urgência na tramitação desses processos, que devem resultar em multas para a Telefônica, e uma decisão deve ser anunciada em breve.

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr

Mais informações no Estado de hoje ("Para Anatel, Speedy está sobrecarregado", p. B12).

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23.06.09

Link permanente A punição pelas panes da Telefônica

por Renato Cruz , Seção: Internet, Telefonia às 15:03:26 .

Estela Guerrini

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) enviou ontem (22/6) uma carta à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) pedindo que a Telefônica seja multada por não ter interrompido a venda do Speedy ontem, com a publicação da decisão da agência no Diário Oficial da União. "Que a Anatel faça valer a decisão", disse a advogada Estela Guerrini (foto), do Idec.

Apesar da avaliação positiva, o Idec considerou tímida a decisão. "A suspensão da venda afeta consumidores potenciais, que muitas vezes não têm opção, mas não contempla os clientes atuais, que tiveram diversos prejuízos", apontou Estela. "Além das panes, que afetaram milhares de pessoas, os consumidores enfrentam problemas diariamente. Não é por acaso que a Telefônica lidera o ranking de reclamações no Procon desde 1998, quando houve a privatização." Para a advogada, a Anatel já tem evidências suficientes para aplicar uma multa na Telefônica, por causa dos consumidores que foram prejudicados pelos caladões, independentemente da suspensão das vendas.

O Procon-SP elogiou a decisão da Anatel. A partir de hoje, a instituição coloca em seu site um formulário eletrônico para que o consumidor possa fazer reclamações contra o Speedy. "Vamos enviar as cópias dos questionários para ajudar a Anatel a avaliar se a Telefônica está em condições de retomar a venda do serviço", afirmou o diretor executivo do Procon, Roberto Pfeiffer. "Esperamos que a Telefônica aperfeiçoe seu sistema de vendas."

Mais informações no Estado de hoje, 23/6 ("Para o Idec, Anatel já tem motivo para multar a empresa" e "Maior pane ocorreu em julho do ano passado", p. B21).

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21.06.09

Link permanente Política de inovação nos EUA

por Renato Cruz , Seção: Economia às 18:54:19 .

Um país como os Estados Unidos precisa de uma política pública para a inovação? Em meio à crise, muita gente por lá começa a achar que sim. O New York Times (em inglês) de hoje traz uma matéria sobre um encontro promovido no começo do mês por John Kao, ex-professor da Harvard Business School e fundador do Institute for Large Scale Innovation. Steve Lohr escreve:

"A política de inovação, certamente, é uma disciplina emergente. Falta a ela definições e métricas bem definidas. A adoção mais explícita desse tipo de política aconteceu fora dos Estados Unidos, apesar de a administração Obama ter dado alguns passos iniciais. Seu novo orçamento direciona o Escritório Nacional de Análises Econômicas a desenvolver estatísticas que 'meçam de maneira única o papel da inovação' na economia. E o novo secretário de Tecnologia do governo, Annesh Chopra, fala em construir 'plataformas de inovação' para incentivar o crescimento."

O encontro em São Francisco contou com a presença de especialistas da Austrália, Brasil, Inglaterra, Chile, Colômbia, Finlândia, Índia, Noruega e Cingapura. O representante brasileiro foi Francelino Grando, secretário de Tecnologia Industrial do Ministério do Desenvolvimento.

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Link permanente Livro sobre TV digital

por Renato Cruz , Seção: Televisão, Livros às 15:59:09 .

Televisão Digital:  Desafios para a comunicação

Saiu este mês o livro Televisão Digital: Desafios para a comunicação (Sulina), organizado por Sebastião Squirra e Yvana Fechine para a Compós. Diz a introdução, assinada pelos organizadores:

"Em meio ainda às disputas e indefinições em torno da exploração da interatividade na TV Digital aberta no Brasil e frente a processos comunicacionais orientados cada vez mais pela transmediação (multiplataformas), uma questão parece ser fundamental para os pesquisadores da nossa área: quais são – ou quais podem ser – os conteúdos dessa TV que já provocou, como bem lembrou Lorenzo Vilches, tanta esperança e ceticismo? Foi a partir de questionamentos como esse que surgiu esta coletânea assinada pela Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação (Compós). Essa indagação desdobrou-se em uma proposta de trabalho apresentada aos pesquisadores brasileiros de Comunicação, por meio de uma chamada pública de artigos, aberta ao longo do segundo semestre de 2008, com o objetivo de estimular a produção acadêmica da área em torno desse um fenômeno tão recente e ainda tão restrito no País."

O livro traz 18 artigos, divididos em três seções: perspectivas/tendências, linguagem/fruição e cenários/negócios. Entre os autores estão André Barbosa Filho, Arlindo Machado, César Bolaño, Cosette Castro, Marcelo Zuffo, Renata Shimabukuro, Valdecir Becker e Valério Brittos.

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Link permanente O governo e as panes da Telefônica

por Renato Cruz , Seção: Internet, Telefonia às 10:29:06 .

Hélio Costa

As panes nos serviços de telefonia fixa e banda larga da Telefônica preocupam o governo. "A gente tem acompanhado a situação, que é recorrente, e certamente com preocupação", afirmou na sexta-feira o ministro das Comunicações, Hélio Costa (foto). "Eu tenho certeza de que a Telefônica está procurando soluções. Mas eu acho que é um problema que precisa ser visto do ponto de vista de planejamento. Está me parecendo, pelo menos é a informação que eu tenho, de que já é uma sobrecarga do sistema."

O Diário Oficial da União de amanhã (22/6) deve trazer uma medida cautelar da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) que suspende, por tempo indeterminado, a venda do Speedy, serviço de banda larga da Telefônica, como punição pelas panes do serviço. A operadora poderá buscar novos clientes somente quando demonstrar que tomou as medidas necessárias para regularizar o serviço.

Nos últimos 12 meses, a empresa enfrentou cinco panes. Quatro afetaram o serviço de internet. A mais recente, que ocorreu há duas semanas, no entanto, impediu os telefones fixos de seus clientes de fazerem e receberem ligações. "A internet tem um impacto muito grande, até porque o próprio serviço público está dependente da internet, mas a telefonia é fundamental", destacou Costa. "É como apagar a luz. Faltar telefone é como faltar luz."

Segundo o ministro, apesar de o acompanhamento da situação ser responsabilidade da equipe técnica da Anatel, o ministério também vai atuar. "Como essas ações envolvem as políticas públicas de um modo geral, nós temos que ficar também no acompanhamento", falou o ministro. "Eu vou pedir à área técnica do ministério para que faça um acompanhamento detalhado com a Telefônica. Vamos intervir positivamente."

Foto: Wilson Dias/Abr

Mais informações no Estado de hoje ("Governo está preocupado com as panes da Telefônica", para assinantes, p. B16).

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20.06.09

Link permanente BlockBerry (!) do Obama

por Renato Cruz , Seção: Celular às 15:38:39 .

BlockBerry

Clonaram um smartphone famoso na China, e o fabricante escolheu o presidente dos Estados Unidos como garoto-propaganda.

Via Gizmodo (em inglês).

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19.06.09

Link permanente 100 anos de jornais britânicos

por Renato Cruz , Seção: Internet, Jornalismo às 22:38:09 .

The Graphic

Em 20 de novembro de 1875, o jornal The Graphic, de Londres, noticiou que um memorial de mármore seria instalado sobre o túmulo do escritor Edgar Allan Poe em Baltimore, nos Estados Unidos:

"Ele será inaugurado neste mês e entre os convidados para a cerimônia estão os senhores Alfred Tennyson e John H. Ingram. No entanto, como nem o poeta laureado nem o editor da obra de Poe puderam aceitar o convite do Comitê do Memorial, eles receberam o pedido para escrever algo adequado para ser lido durante a cerimônia."

Essa é uma das notícias disponíveis nas mais de 2 milhões de páginas de jornais britânicos disponíveis a partir de hoje (19/6) no site British Newspapers, da British Library. O banco de dados inclui 49 publicações, cobrindo o período de 1800 a 1900, muitas delas com acesso gratuito.

Via Jacket Copy (em inglês).

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Link permanente A Oi e o mercado de celulares

por Renato Cruz , Seção: Celular às 20:33:05 .

A Oi foi a empresa que mais cresceu no mercado de telefonia celular durante o mês passado, segundo dados divulgados ontem (18/6) pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A empresa ficou com 44% das adições líquidas de maio, que chegaram a 2,9 milhões. "Houve um crescimento excepcional na região da Brasil Telecom", apontou Eduardo Tude, presidente da consultoria Teleco.

No mês passado, a Oi lançou sua marca na região da Brasil Telecom (BrT), operadora que comprou no ano passado. Em menos de um mês, a Oi vendeu mais de 600 mil chips na área da BrT. Na promoção de lançamento ofereceu créditos de até R$ 600 por mês para quem fizer recargas de R$ 1. Em março e abril, antes do lançamento da marca Oi, a empresa tinha perdido clientes na área da BrT.

Tude destacou que foi a primeira vez que uma empresa que não subsidia aparelhos, como a Oi, lidera a captação de clientes no mês de maio. O aparelho celular costuma ser um presente importante no Dia das Mães, o que beneficia outras operadoras, que dão desconto nos aparelhos em troca da assinatura de contratos de fidelidade.

O aumento de 2,9 milhões do total de assinantes em maio, alcançando 157,5 milhões, foi maior do que a verificada no mesmo mês de 2008, quando o mercado ganhou 2,8 milhões. Nos quatro meses anteriores, o crescimento havia sido menor que no ano passado. Apesar disso, o avanço da base de celulares este ano continua menor que em 2008. A Teleco estima para este ano um aumento de 25 milhões de celulares na base de assinantes. Em 2008, foram 30 milhões.

Mais informações no Estado de hoje ("Oi cresce e tira mercado das rivais", p. B14).

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15.06.09

Link permanente Chris Anderson e o conteúdo pago na internet

por Renato Cruz , Seção: Internet, Jornalismo às 18:34:49 .

Chris Anderson

Chris Anderson (foto), editor-chefe da revista Wired, apontou hoje (15/6), durante a conferência Disruptive By Design, em Nova York, algumas regras para a venda de conteúdo via internet, segundo o blog TechCrunch (em inglês):

"1. O melhor modelo é uma combinação de gratuito e pago;
2. Você não pode cobrar por conteúdo exclusivo que será repetido em algum outro lugar;
2. Não cobre pelo conteúdo mais popular do seu site;
4. O conteúdo cobrado precisa ter apelo de nicho e, quanto menor o nicho, melhor."

O próximo livro de Anderson se chama Free: The Future of a Radical Price.

Foto: James Duncan Davidson/Creative Commons

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14.06.09

Link permanente Tecnologias verdes

por Renato Cruz , Seção: Indústria às 11:37:15 .

Bruno Bragazza, da Bosch

O centro da Pirelli em Santo André, no ABC paulista, desenvolve os pneus para as montadoras atendidas pela empresa no continente, incluindo os Estados Unidos. "Testamos mais de 30 mil pneus por ano", diz Roberto Falkenstein, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da companhia. "O mercado nunca esteve tão atento à sustentabilidade. Isso mudou totalmente o trabalho de P&D."

Segundo o executivo, que participou da 9ª Conferência da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei), encerrada na quarta-feira, em Porto Alegre, o pneu é responsável por 20% do gasto de combustível do veículo. "Desenvolvemos um pneu verde, com menor resistência à rolagem, que permite a economia de 5% de combustível na estrada, quando o carro está a 100, 110 quilômetros por hora", informa ele.

O diretor da Pirelli aponta que hoje, em média, os veículos geram 160 gramas de dióxido de carbono por quilômetro rodado. A União Europeia tem como meta chegar a 120 gramas até 2015.

As regras de preservação do ambiente criadas pelos países acabam se tornando, na prática, barreiras técnicas à importação. Preocupado com isso, o Ministério do Desenvolvimento resolveu transformar sua Secretaria de Tecnologia Industrial em Secretaria de Inovação Tecnológica, tendo como um dos focos a sustentabilidade.

"Nos próximos 10 anos, a estratégia de competitividade das empresas depende da superação dessas barreiras", afirma Marcos Vinícius de Souza, assessor da secretaria. "É uma questão de sobrevivência de negócios." Segundo ele, uma das primeiras medidas com esse foco é a criação do Cartão BNDES para a Inovação, que deve ser anunciado até o fim deste mês, voltado principalmente para a pequena e média empresas. "As empresas não podem mais reclamar de falta de capital para a inovação." O financiamento terá juros de 1% ao mês, em até 48 parcelas prefixadas.

O Brasil ainda tem muito a avançar nos investimentos em inovação. Os Estados Unidos e a Alemanha investem perto de 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) na área. No Japão, esse número ultrapassa os 3%. Em 2006, o último dado disponível, o Brasil investiu perto de 1%. Os investimentos da China estão próximos de 1,5%.

Apesar do montante pequeno, o Brasil é referência mundial em algumas áreas. Está no País um dos centros de competência mundial da Bosch. Neste ano, foi lançado o Polo E-Flex, com motor bicombustível que consegue dar a partida com álcool mesmo a temperaturas baixas. O projeto foi liderado pela Bosch do Brasil.

"No ano passado, ganhamos o prêmio mundial de inovação da Bosch", conta Bruno Bragazza (foto), gerente de Inovação Tecnológica da empresa. "Foi a primeira vez que o prêmio saiu para uma equipe de fora da Alemanha." O projeto gerou seis pedidos de patentes no Brasil.

Foto: Dudu Leal/Divulgação

Mais informações no Estado de hoje, 14/6 ("Atentas ao novo mercado, empresas desenvolvem tecnologias verdes", p. B10).

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11.06.09

Link permanente O fim da TV analógica nos EUA

por Renato Cruz , Seção: Televisão às 12:35:08 .

TV

Amanhã (12/6) à meia noite, as emissoras de TV vão desligar a transmissão analógica nos Estados Unidos. Segundo o jornal Washington Post (em inglês), quase 3 milhões de residências devem ficar sem TV no sábado, por não terem receptor digital. O governo americano já vendeu os canais ocupados pelo sinal analógico, por US$ 20 bilhões, para empresas de telecomunicações oferecerem banda larga sem fio.

Os EUA adiaram duas vezes o fim da TV aberta analógica. O primeiro prazo ia até 2006 e o segundo até 17 de fevereiro deste ano. Foram mudados porque os consumidores não estavam preparados. Apesar de o governo ter distribuído cupons de desconto de US$ 40 (numa espécie de Bolsa TV) para auxiliar a transição, milhões de residências ainda não estão preparadas. Os conversores custam de US$ 50 a US$ 80 no varejo americano. No Brasil, as transmissões analógicas devem terminar em 2016.

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10.06.09

Link permanente Novas fontes de energia

por Renato Cruz , Seção: Carros, Energia às 08:09:34 .

Gilberto Rigobello

As empresas brasileiras, em parceria com universidades e centros de pesquisa, vêm investindo cada vez mais em energia renovável. Grupos como a Dedini, a Vale Soluções em Energia (VSE), a Fiat e a Electrocell apresentaram produtos e projetos ontem, durante a 9ª Conferência Anpei de Inovação Tecnológica, em Porto Alegre. "Vamos criar motores para rodar o Brasil a álcool e nos tornarmos independentes de combustíveis fósseis", afirmou Gilberto Rigobello (foto), diretor de Relações Institucionais da VSE.

Criada há um ano e meio, numa associação entre a Vale e o BNDES, a VSE já depositou três patentes. A empresa trabalha no desenvolvimento de gaseificadores de carvão e em motores pesados e turbinas com tecnologia flex. "Nosso objetivo é modificar a matriz energética da Vale", disse Rigobello. A empresa consome 1 bilhão de litros de diesel por ano e 1,7 milhão de toneladas de óleo pesado.

De 2008 a 2012, a VSE planeja investir US$ 720 milhões. Segundo Rigobello, há mais de 20 anos, havia ônibus e caminhões movidos a álcool no País, mas os projetos foram abandonados. A Vale tem 1,2 mil caminhões, que quer colocar para rodar com etanol e gás. Sediada no parque tecnológico de São José dos Campos (SP), a empresa quer lançar motores para veículos pesados e motogeradores de energia híbridos até 2012.

A Fiat criou um carro conceito movido a energia elétrica, e também produziu 25 carros elétricos, num projeto em parceria com a Itaipu Binacional. Segundo Toshi Noce, engenheiro de Produtos da Fiat, os custos ainda são altos, pela falta de escala. São produzidos dois automóveis por mês. "Fora do Brasil, o carro elétrico costuma custar de US$ 10 mil a US$ 15 mil mais", disse. "Assim que o mercado demandar, estamos prontos para produzir." O custo do km rodado do Palio elétrico, diz a Fiat, é de R$ 0,08, comparado a R$ 0,18 no carro a álcool. As baterias têm autonomia de 80 quilômetros, e levam oito horas para serem recarregadas.

Foto: Dudu Leal/Divulgação

Mais informações no Estado de hoje, 10/6 ("Empresas buscam novas fontes de energia", p. B16).

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08.06.09

Link permanente O mercado de conteúdo para celular

por Renato Cruz , Seção: Celular, Televisão às 12:18:30 .

Entre janeiro e abril, o aumento da base de celulares no País foi 41% menor que no mesmo período de 2008. Num cenário como esse, de desaceleração do crescimento da base, as operadoras buscam ampliar suas receitas com dados e conteúdo no celular. Segundo estimativa da Mobile Marketing Association (MMA), os chamados serviços de valor adicionado responderam por cerca de 10% do faturamento das operadoras móveis no ano passado. Este ano, devem ser alcançar uma participação próxima de 15% na receita.

"O celular é uma paixão nacional", afirma José Reinaldo Riscal, gerente de Desenvolvimento de Negócios da Nielsen. "A grande pergunta é como as pessoas estão usando o celular."

A Nielsen ouviu 5 mil pessoas no quarto trimestre de 2008, e descobriu que, do total, cerca de 19% usam serviços de valor adicionado. Fatores como o crescimento da terceira geração (3G) e venda de aparelhos mais sofisticados devem impulsionar esse mercado. Cerca de 16% dos consumidores só usam o celular para voz e 25% somente para voz e mensagens de texto. O restante utiliza outros recursos do aparelho, como câmera e tocador de música digital.

O público do serviço de valor adicionado é jovem, com uma distribuição bem equilibrada entre homens e mulheres. "Um quarto deles tem de 15 a 24 anos", aponta Riscal. "Cerca de 63% tem até 34 anos." A pesquisa, que foi feita em 10 capitais, mostrou que São Paulo concentra 20% desses usuários, seguida de Salvador, com 14%.

Entre os usuários desses serviços, 12% procuram conteúdo na internet via celular, sendo que metade deles é musica. Em segundo lugar, vêm os games e em terceiro conteúdo de entretenimento. "Ainda é pequeno o uso de redes sociais no celular no Brasil", afirma o gerente da Nielsen. "Como as redes sociais são importantes na internet brasileira, existe um potencial grande de crescimento."

Mais informações no Estado de hoje, 8/6 ("Cresce o mercado de conteúdo para celular", para assinantes, p. B10).

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06.06.09

Link permanente Thank you Mario!

por Renato Cruz , Seção: Jogos, Música às 10:59:39 .


But our princess is in another castle!

Música de The Mountain Goats & Kaki King.

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