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20.01.09

por Ana Freitas, Seção: Geral 18:12:31.


Depois de falar aos jornalistas em coletiva, o inglês criador da internet falou por uma hora ao público da Campus Party. Explicou como desenvolveu o primeiro organograma de funcionamento da WWW e mostrou como isso se aplica na dinâmica da Web de hoje. A palestra acabou durando menos do que poderia, já que não houve tradução simultânea, e sim consecutiva - com direito a várias gafes da tradutora sentada ao lado de Berners-Lee.

Para o inglês, o futuro da rede - a famigerada Web 3.o - reside na possibilidade de linkar conteúdo aberto (uma versão evoluída do que já conhecemos como mashups). Ele destacou que isso possibilita que qualquer usuário crie sites com recursos avançados, já que ele pode simplesmente fazer uso de uma ferramenta aberta que foi criada por outro usuário, sem a necessidade de conhecimento ou expertise.

O ponto principal foi exatamente esse - internet e conteúdo livre. Berners-Lee acredita no ambiente colaborativo e no compartilhamento de conteúdo como o futuro da rede.

Inclusão digital

Berners-Lee apresentou um projeto recente da W3C, a Web Foundation, organização cujo objetivo, segundo ele mesmo, é "garantir que os 80% da população mundial que não acessam a rede tenham acesso a ela e que a Web sirva a humanidade com um todo".

Perguntado sobre as corporações que tentam monopolizar o acesso - seja com browsers específicos ou com outros tipos de restrições -, ele foi enfático: "O futuro está nas mãos de vocês. Se um browser faz algum tipo de bloqueio de conteúdo, não use-o. Depende de vocês", e foi ovacionado pela platéia geek em seguida.

*A 'transmissão surpresa' prometida no vídeo pelos jornalistas Alexandre Matias e Juliana Rocha, do Link, foi adiada. Clique aqui e leia mais

 

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Comentários:

Comentário de: BFerreira [Visitante]
20.01.09 @ 22:07
A Ana Freitas fala de gafes da tradutora mas usa "linkar" em "reside na possibilidade de linkar [unir-se ao] conteúdo aberto". Não tem outra palavra que se acomode ao texto com o mesmo significado? "Ah, mas este uso foi exclusivo para o Link", dirá ela. "Não precisa aprimoramento da língua numa situaçao tão específica e com um linguajar tão próprio. E por que será que virou "próprio" aqui no Brasil, Fraulein, Mme, Dona, finalmente, Miss Ana Freitas?
Comentário de: José Robson Nasimento [Visitante]
20.01.09 @ 22:18
Fiquei surpreso pela falta de ética desses dois profissionais patrocinado pelo Estadão.
Comentário de: João [Visitante]
20.01.09 @ 23:07
Não poderia discordar mais do pessoal do vídeo..

O texto, porém, está muito bom.

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