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12.10.09

por Gustavo Chacra, Seção: Geral 14:32:21.

Sempre existiram dois Estados Unidos. Ou a imagem de dois Estados Unidos. O primeiro é o clichê que todos conhecem no mundo, com os filmes de Hollywood, o Burger King, o Starbucks, Elvis Presley, Michael Jackson. E o segundo é os Estados Unidos dos americanos, com o baseball, o futebol americano, o sanduíche de peanut butter and jelly, a Pink lemonade, os programas de TV, as milhas, as "pounds", os colleges.

Quase todos acolescentes brasileiros sabem identificar uma foto do Brad Pitt com a Angelina Jolie. Os um pouco mais velhos se lembrarão do Michael Jordan, já que o basquete é um esporte internacional. Mas quantos sabem que o Yankees, com seu gênio Alex Rodriguez, mais conhecido como A Rod, chegou à final da American League ontem? A própria rede de TV CNN diferencia estes dois Estados Unidos. Para o mundo, exibem a mais moderada e pouco opinativa CNN International. Internamente, transmitem a CNN americana, com figuras que não medem palavras como Lou Dobbs.

No caso do atual presidente dos Estados Unidos, também parece existir dois Barack Obama. O primeiro é o idolatrado em todo o mundo, com discursos no Cairo, Istambul e Berlim, Nobel da Paz, com camisetas com seu nome para vender em Damasco e seu retrato exposto em cidades do Nordeste brasileiro. Obama seria a salvação dos Estados Unidos e do mundo para muitas destas pessoas. Nos EUA, na eleição do ano passado, a maior parte da população também o enxergava assim.

Agora, quase nove meses depois do início de seu governo, Obama se torna um presidente comum, mesmo porque seria quase impossível ser diferente dentro sistema democrático e bipartidário americano. Como Bill Clinton, enfrentará uma complicadíssima batalha para tentar aprovar as reformas no sistema de saúde. Como Ronald Reagan, tem a obrigação de recuperar a economia. Como Jimmy Carter, idealiza solucionar o conflito no Oriente Médio. Como George W. Bush, terá a sua guerra.

Criticado em seu país, Obama pode sair vencedor ou perdedor e muitos fatores que não estão sob o seu controle influenciarão o resultado final, como influenciaram os outros presidentes. Porém, nos EUA, Obama é um mortal comum. E como todos os mortais, já se tornou motivo de gozação nos programas de comédia, que em sua maioria absoluta o apoiaram nas eleições.

A imagem de Obama, nestes programas, é a de um homem indeciso, confuso e que adora falar bonito, mas não consegue nada concreto. Analistas diziam ontem no New York Times que os humoristas refletem justamente a percepção do restante da sociedade. E hoje é assim que vêem Obama. Alguns apostam que ele terminará como Carter, um bem intencionado presidente, com algum sucesso na área externa, como o acordo entre o Egito e Israel, mas fracassos no Irã e na América Central. Com a economia em crise, foi trucidado por Reagan. Há ainda outros que têm a esperança de que Obama seja um Roosevelt ou um Wilson. Vamos esperar. Mas, que fique claro, nos EUA, Obama se tornou um presidente como qualquer outro. A idolatria externa já perdeu completamente o fôlego aqui, com sua popularidade em queda constante.

 

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Comentários:

Comentário de: José FARHAT [Visitante]
12.10.09 @ 14:57
Gustavo,

Enquanto Barack Obama estiver trabalhando pela paz e pelo desarmamento nuclear, pouco interessa a nós que não somos cidadãos dos Estados Unidos como ele é visto internamente.

Pelo menos até o término do seu mandato poderemos contar com ele.
Comentário de: Guilherme Scalzilli [Visitante] · http://www.guilhermescalzilli.blogspot.com
12.10.09 @ 15:19
Nobel infame

O Nobel da Paz para Barack Obama é uma brincadeira de mau gosto. Nada muito destoante dos condecorados anteriores, com a diferença de que o estadunidense nem precisou fingir que trabalhava para “fortalecer a diplomacia internacional e cooperação entre os povos” – primeiro porque não teve tempo e segundo porque não quis.
Ele é responsável pela sobrevivência de um campo de concentração e duas guerras injustificáveis, espalhou bases militares na América Latina e silencia perante um golpe de Estado a poucas horas de Miami.
Mas o comitê sueco quis enfraquecer o reacionarismo obtuso dos adversários do presidente. Aproveitou o grande marco histórico de sua vitória para lhe estender um salvo-conduto ainda mais duradouro e temerário que o já concedido pela provinciana imprensa mundial.

Dylan-Lá

Bob Dylan, descubro estupefato, concorre quase todo ano ao prêmio de literatura. Sua nova indicação, com apoios importantes, anuncia que a homenagem pode voltar a considerar apenas a importância da obra, não contingências político-biográficas. É só o velho bardo resistir mais alguns anos; o churrasco está marcado.
Comentário de: Hazem [Visitante]
12.10.09 @ 16:13
Quando se é eleito após um governo desastroso como foi o governo Bush, as expectativas ficam lá em cima, e, infelizmente, o ser humano, não tem a paciência suficiente, e acha que mudanças serão sentidas em sua vida pessoal poucos meses depois da chegada de um novo governo, e isso nunca ocorreu e não ocorrerá com presidente algum.
Na verdade, Obama só foi eleito por que o governo Bush foi terrível para os americanos, internamente e externamente, difícil acreditar que um negro que tenha Hussein como parte de seu nome, fosse eleito presidente americano, caso o governo Bush tivesse sido pouco menos pior. É natural que houvesse tanta expectativa pelo novo após o desastre anterior. Entretanto, as expectativas que ajudaram a elegÊ-lo, agora cobram resultados imediatos, o que ajuda a enfraquecê-lo.
Em seu governo, acho que tem dado uma importância muito grande à reforma da saúde, e parece que fala menos sobre o que tem feito para tirar os EUA da crise econômica, e isso tem sido cobrado dele.
A imprensa americana, pelo menos a main stream dela, ás vezes age como manada, quando um elogia, todo mundo passa a elogiar, quando um critica, todos passam a criticar (tirando a FoxNews, que o que quer que aconteça, apóia os conservadores e critica pesadamente os menos conservadores (não vou escrever progressista, pois acho que entre os democratas, isso também é raro). É difícil lidar com isso.
Comentário de: Leo Martins [Visitante] · http://leomrtns.blogspot.com
12.10.09 @ 16:23
O que me assusta um pouco é que mesmo esses humoristas tem que enfrentar o abismo do politicamente correto, como a CNN fact-checking um quadro do SNL em que satirizam o Obama
Se o SNL deve ser mais cuidadoso por serem populares, como diz a CNN, então eles deveriam ter começado com os Simpsons, há uns vinte anos atrás.
Comentário de: Gustavo Chacra [Membro]
12.10.09 @ 16:28
Leo Martins, infelizmente, não posso publicar filmes. Mas valeu pela dica
Comentário de: Felipe Pait [Visitante] · http://fmpait.blogspot.com/
12.10.09 @ 17:08
Santo de casa não faz milagre. Familiaridade traz desprezo. Lula " O Cara" da Silva é adorado no exterior, no Brasil está cheio de gente de direita e de esquerda que detesta. Quem detesta o Obama o faz mais pelos méritos do presidente americano que por seus defeitos.
Comentário de: Yoko [Visitante]
12.10.09 @ 17:11
Provavelmente os norte-americanos estão mais preocupados com o sistema de saúde e a economia pós crise global. Como nós aqui estamos preocupados com emprego e impostos. Porque não estamos a alcance de mísseis de países como a Coreia do Norte.

Mas eles deveriam - e nós também - estar preocupados com coisas como aquecimento global e segurança mundial, porque refletem no nosso cotidiano. Ingfelizmente o resultado destes problemas não são óbvios para alguns, e os discursos são retorcidos no meio do caminho.

A propósito, foi noticiado que um cidadão norte-americano, proveniente dos EUA, desembarcou no aeroporto de Narita portando uma arma de fogo. Ele conseguiu passar pelo esquema de segurança de um aeroporto norte-americano portando arma numa bolsa de mão. Será que os EUA, após a eleição de Obama, estão mais relaxados com segurança? Justamente eles, que encheram o saco dos outros?
Comentário de: MarioS [Visitante]
12.10.09 @ 18:25
Gustavo,
Entendi perfeitamente o que voce quis dizer com os dois Estados Unidos, mas tenho duas perguntas:
- e nos vários outros países em que o baseball é popular (Japão, Venezuela, Panamá, Cuba, etc.) será que muitos sabem que o Yankees, chegou à final da American League?
- a diferença entre os Estados Unidos de LA e NY (e mais algumas poucas cidades) e o resto, não seria tão grande quanto a entre os dois que voce cita?

" Obama se torna um presidente comum, mesmo porque seria quase impossível ser diferente dentro sistema democrático e bipartidário americano"
"Porém, nos EUA, Obama é um mortal comum. E como todos os mortais, já se tornou motivo de gozação nos programas de comédia"
E é isso, entre outras coisas, que emociona na sociedade americana. Quando romperam com a realeza em 1776 foi para valer. Tenho a mais absoluta certeza que não veremos nenhum filme-exaltação sobre Obama enquanto ele estiver na presidência.
Comentário de: Yoko [Visitante]
12.10.09 @ 19:09
Mario S, os japoneses acompanham o beisebol norte-americano porque há muitos jogadores que atuam nos times de primeira linha daquele país. Ichiro Suzuki, Daisuke Matsuzaka e Godzilla Matsui, por exemplo.
Comentário de: Rodolfo [Visitante]
12.10.09 @ 19:35
Essa ressalva feita pelo MarioS é relevante, pq o um dos EUA mencionado pelo Gustavo é na verdade vários. NY, LA e Washington são um país enquanto os Estados Sulistas são outro, assim como o meio-oeste ou a costa leste, abaixo de Nova Jersey. Ainda há a questão religiosa,que em estados de menor expressão são fundamentais na formação cultural e ideológica do americano. Na verdade, esse EUA interno são cinco ou seis, no mínimo,cada qual com suas tradições, culturas, prioridades, preconceitos e ideologias. Não muito diferente do que ocorre no Brasil, onde as regiões são países quase distintos, porém a situação nos EUA é mais extremada devido à extensão territorial (um os estados é uma ilha perto de outro continente) e pela independencia política de cada estado.
Comentário de: EDIO DOIDAO DE ORLANDO [Visitante]
12.10.09 @ 21:04


Obama entrara' para historia, como o pior presidente que esse pais ja teve. Quem viver vera' aguardem. Ele 'e um bom orador com o telepromte na frente dele, sem o tal so' sabe gaguejar.
Comentário de: Sutter [Visitante]
12.10.09 @ 22:16
Apesar de muitos discordarem de mim estou achando o Obama maravilhoso, pois esta acabando com a guerra do Iraque ou invasão do Iraque e levando a guerra para o Afeganistão e logo Paquistão que fica bem longe de Israel e isso é maravilhoso, o problema de USA e Bin Laden não é da conta de Israel, eles que se virem lá prós lado da Asia e deixem Israel em paz com seus problemas internos e de sua vizinhança.
Comentário de: Paulo [Visitante]
12.10.09 @ 22:23
Acho natural que isso ocorra, ele não foi eleito com 100% dos votos, logo a metade que não votou nele mete o pau... aliás iriam fazer isso de qualquer modo, estivesse ele acertando ou errando.

Exatamente como ocorre aqui, os que não votaram no Lula metem o pau, não interessa se ele acerta ou erra... aliás quando erra melhor ainda, dane-se o país... o negócio é meter o pau afinal quem sabe na próxima eleição...

Assim caminha a humanidade...
Comentário de: Francisco Junqueira [Visitante]
13.10.09 @ 00:15
A política externa de Obama está ruindo. Israel lhe deu um tapa na cara ao deixar claro que não vai cessar de expandir os assentamentos e a colonização da Palestina. Obama não teve qualquer reação. Em vez de pressionar Israel, ele condenou o relatório Goldstone, e agora exige que os palestinos negociem a paz "sem impôr condições". Ou seja, de novo, os palestinos terão de aceitar nada, e dar tudo, enquanto Israel não terá de ceder nada, e poderá fazer o que bem entender. A vergonha se estende ao não-reconhecimento do genocídio armênio. Obama tinha afirmado que reconheceria o holocausto armênio, mas não o fez e, de forma idêntica, os armênios da diáspora têm de aceitar o acordo com a Turquia "sem impor condições".
Obama não fez nada que preste e, aparentemente, não fará.
Comentário de: Dr. Penteado [Visitante]
13.10.09 @ 04:54
Gustavo -
errei - aqui vai a materia completa para vc se inteirar do assunto - Newsweek October 2009 - Sarkozy's Obama Complex caso nao tenha visto.

O seu julgamento me parece um pouco mais que parcial. Com John Fitzgerald Kennedy tb as pessoas tiveram um novo anseio e esperanca, pois Nixon era o seu oponente. Agora vc comparar A CNN internacional com a CNN nacional e ate bobagem pois e obvio que o publico e diferente. E americano exalta o que e seu, sempre foi assim a mais de quatro decadas, o patritismo e exacerbado. Mas comparar Nova Iorque com Flagstaff no Arizona,e impossivel, e suponho que no meiao dos USA ninguem estava para eleger Obama! Quem conhece o pais sabe! Sempre me emocionei quando morava na California e via no San Francisco Chronicle alguma noticia internacional no jornal, porque normalmente era bem distrital a noticia que ia ler. Paciencia. Obviamente os USA nao sao de hoje dois ou mais paises dentro de si mesmo como ja notaram outros leitores de sua coluna.

Mas porque tanta negatividade quanto ao Obama?
Comentário de: MarioS [Visitante]
13.10.09 @ 07:01
Obrigado pela informação Yoko, imaginava que acompanhavam, mas não sabia que havia vários japoneses jogando por lá.

Como o Rodolfo observa a diversidade não é exclusiva dos Estados Unidos, é até óbvia em paises grandes, mas ele cita um motivo específico ao qual eu não havia dado atenção: a ampla autonomia estadual.

"exige que os palestinos negociem a paz "sem impôr condições". Ou seja, de novo, os palestinos terão de aceitar nada, e dar tudo, enquanto Israel não terá de ceder nada, e poderá fazer o que bem entender."
O Francisco Junqueira finge ignorar a diferença entre condições PARA negociar e condições A negociar. As primeiras não fazem o menor sentido, ou melhor, fazem para quem quer fugir da negociação.
Posso comparecer a uma reunião de condominio e propor que um dos elevadores seja de meu uso exclusivo. Seria pura perda de tempo e nunca seria
aprovado, mas, muito mais absurdo e ridículo, seria dizer que eu só participo da reunião se todos vierem vestidos de azul.
Será que alguém já entrou em uma loja e ao perguntar o preço de uma mercadoria ouviu algo como: só informamos se voce sentar no chão?
Comentário de: Mariana Ferreira [Visitante]
13.10.09 @ 08:22
O americano médio está mais preoicupado com assuntos que afetem seu dia-a-dia, como a economia e a reforma da saúde, do que com temas de polítia externa. O grande prolema é que colocaram muita expectiva no Obama, um bom orador, mas que foi apenas Senador por Illinois. Nunca foi prefeito, governador, etc e também não vem de um clã político, como é comum nos EUA. O Democrata não é um super-homem, com condições de resolver incontáveis problemas do dia da noite. Acabou a lua-de-mel, agora é a vida real, com todas as suas consequências. Assim como,depois da fase do encantamento, pode-se sim ser um bom marido, Obama pode não ser mágico, mas mesmo assim ser um bom presidente.
Comentário de: Florentina [Visitante]
13.10.09 @ 09:40
Espero que este nobel a Obama não seja tática contra a implementação de tropas no Afeganistão.

Se for, está surtindo efeito.
Obama já se deixa influenciar pelo nobel e coloca em duvida a ampliação do efetivo americano na luta contra o Taliban (ou Talebã).

Que diga de de passagem, tem a atuação na verdade, da ONU e OTAN.

Este nobel pode influenciar até mesmo Sarkozy, que também foi muito concorrido a este prêmio, já que foi um dos que mais participou das mesas de negociações nos conflitos principalmente Gaza.

Afeganistão é um problema herdado por Obama e que não há como modificar agora. Seria entregar os afegãos nas mãos do Taleban.

Fora isso, Obama, assim como Sarkosy e alguns outros, realmente estão se destacando na diplomacia e cooperação entre os povos.

Obama, não se deixe levar pelo nobel !!
Continue a implementar a ação no Afeganistão!
Comentário de: Francisco Junqueira [Visitante]
13.10.09 @ 10:33
MarioS,
Tua resposta ao meu post não faz muito sentido. Falas como se até hoje não tivesse havido negociação nenhuma. Os palestinos estão negociando há anos. A falta de condições é exigida exatamente para um acordo definitivo. Israel até hoje não fez nenhuma proposta de paz, enquanto os palestinos e os 22 países árabes já fizeram várias. Acontece que Israel sabe que, para que haja qualquer acordo de paz minimamente viável, será absolutamente necessário fazer algumas coisas que Israel não quer fazer jamais. O fato é que Israel não quer devolver de jeito nenhum a Cisjordânia - por causa das águas do Jordão - nem Jerusalém Oriental - por motivos religiosos -, e tampouco permitir a criação de um estado palestino realmente soberano (ou seja, com controle sobre suas fronteiras, espaço aéreo e marítimo e forças armadas para defendê-los). Uma vez que Israel não quer fazer isso, o governo dos EUA simplesmente exige que os palestinos aceitem qualquer coisa que Israel queira, ou seja, que aceitem pacificamente a ocupação. Mas isso não é paz, é colonização, e felizmente tenho a impressão de que o povo palestino jamais aceitará isso.
Comentário de: André [Visitante]
13.10.09 @ 11:02
Um Nobel da Paz

Antes de Obama, outros Presidentes tinham recebido o Nobel da Paz: Theodore Roosevelt, Woodrow Wilson e Jimmy Carter. Theodore Roosevelt, um homem particularmente belicoso, foi o fundador do Império; Woodrow Wilson, a influência decisiva no Tratado de Versailles, preparou o advento de Hitler e da II Guerra Mundial; e Carter, coitado, foi uma irrelevância.

Vem agora Obama, que junta o incurável "idealismo" da política externa americana à retórica populista e, sentimental, que Tony Blair inaugurou e que, infelizmente, se tornou a linguagem do tempo. A "obamania" é um triste sinal de que o Ocidente perdeu qualquer espécie de faculdade crítica.

A palavra e o gesto bastam para lhe esconder o que se passa no mundo. Como se uma grande potência pudesse de repente mudar com uma criatura simpática e uma pequena dose de persuasão e boa vontade.

Para começar alguns factos: Guantánamo não fechou; a prática de sequestrar putativos terroristas (eufemisticamente denominada"extraordinary rendition") em países "terceiros" não acabou; e não acabou também a prática de prender suspeitos de terrorismo, dentro e fora da América, e de os tratar como "no campo de batalha".

Pior ainda, Obama não quis condenar, nem investigar os crimes de Bush, nomeadamente a tortura; só prometeu, nos casos mais benignos, tribunais militares (regidos, como é evidente, por lei especial) e sobretudo não limitou ou diminuiu a secrecidade e o arbítrio do Estado segurança. Isto quanto aos celebrados direitos do homem e à convivência amigável entre a América e o islão, em que ele proclama acreditar.

No Iraque, Obama continuou, com pouco sucesso, a estratégia de Bush e adiou a "retirada" para 2012, ou seja, indeterminadamente. Em contrapartida, depois de consentir na eleição falsificada de Karzai, resolveu reforçar as tropas do Afeganistão (20.000 homens até Março e talvez mais 40.000 até ao fim do ano) e, principalmente, alargar a guerra ao Paquistão.

O AFPAK, como já lhe chamam para abreviar, é um Vietname multiplicado por mil, uma aventura sem sentido e sem fim, que ameaça envolver a Índia e, muito provavelmente, a China (neste momento, os taliban ocupam uma parte considerável do território do Paquistão, publicamente protegidos pelo Exército como "reserva" contra a Índia). E no Médio Oriente, Obama não avançou um milímetro e parece mesmo que há o sério risco de uma nova Intifada.

Para um prémio Nobel da Paz não é nada mau.

Por Vasco Pulido Valente, do jornal português Público:

Vale lembrar que as indicações para o nobel da paz são feitas na 2ª semana de fevereiro. Nada mal né?
Comentário de: RicardoT [Visitante]
13.10.09 @ 11:08
Francisco Junqueira,

Se o governo Obama falhar na politica externa, nao sera' por causa do conflito israelo-palestino, e muito menos em funcao do genocidio armenio. Ha' diversos itens na pauta de politica internacional americana que sao mais importantes do que esse: Iraque, Afeganistao, Iran, Coreia do Norte, Russia...
Comentário de: Fabio Nog [Visitante]
13.10.09 @ 11:08
O fogo cruzado contra Obama é natural em um país com as características dos EUA. Lá, ao contrário daqui e vários outros países, a imprensa não precisa dos anúncios das grandes estatais e do próprio governo para fechar suas contas. Os estados e municípios não precisam de repasses federais para cumprir suas obrigações. Há poucas possibilidades de existir mensalões sem que os participantes terminem todos sentenciados à prisão perpétua. E o cidadão comum é bastante cioso e consciente do uso de seus impostos e, em consequência, de seus direitos. Resulta disso pouca bajulação e muita cobrança.

Acrescente a isso a imensa diversidade da sociedade americana e a constatação natural é que jamais haverá um presidente que tenha a unanimidade nacional, exceto em assuntos específicos. Por exemplo, se o governo patrocinar uma nova rodada de redução de impostos como forma de estimular o crescimento econômico, provavelmente todo mundo será a favor.

É de se notar que o marketing político americano resolveu multi-segmentar a população. Então é preciso agradar a latinos, negros e wasps. A mulheres e single parents. A homossexuais e religiosos ortodoxos. A liberais da Califórnia e conservadores do meio-oeste. A aposentados da Flórida e empreendedores de Boston. Ora, não há como atender ao variadíssimo e conflitante conjunto de expectativas dessa turma toda.
Comentário de: Christina [Visitante]
13.10.09 @ 11:17
Caro MarioS,
Tudo bem fazer analogia para facilitar o entendimento, mas isso não faz o menor sentido...ainda mais como analogia da negociação entre palestinos e israelenses.

"Posso comparecer a uma reunião de condominio e propor que um dos elevadores seja de meu uso exclusivo. Seria pura perda de tempo e nunca seria aprovado, mas, muito mais absurdo e ridículo, seria dizer que eu só participo da reunião se todos vierem vestidos de azul.
Será que alguém já entrou em uma loja e ao perguntar o preço de uma mercadoria ouviu algo como: só informamos se voce sentar no chão?"

Concordo com o Francisco Junqueira.
Comentário de: Hagá [Visitante]
13.10.09 @ 12:12
Artigo interessante. Os EUA são um país de contrastes muito grandes. Apesar do expoente econômico, há muitas pessoas limitadas, que não sabem onde fica o Iraque, que acham que a capital do Brasil é Buenos Aires e coisas assim. Um político hábil deve se preocupar em realizações, mas também em manejar a massa limitada, facilmente manipulável. Há também uma campanha, por exemplo, da FOX contra Obama. Em todo caso, a oposição à reforma do sistema de Saúde Pública ganhou mais apoio e adesão da sociedade, que é extremamente reacionária, no geral. O que pode preocupar são as eleições legislativas do próximo ano.
Comentário de: Sica [Visitante]
13.10.09 @ 12:13
André, o autor deste artigo intencionalmente ou por puro senso critico exacerbado fala uma mentira incrivel ao dizer:

"neste momento, os taliban ocupam uma parte considerável do território do Paquistão, publicamente protegidos pelo Exército como "reserva" contra a Índia"

Primeiro, o Taleban ano passado quase jogou Paquistão e India numa guerra sem precedentes na região ao cometer atentados em mumbai. Depois, após perder muitos soldados e cometer algumas atrocidades que nunca saberemos na ofensiva no Swat o governo promete nova ofensiva resposta aos ataques suicidas dos ultimos dias. Ou seja, guerra aberta.
Se nada disso convensesse este senho do tamanho de sua ignorância ele deveria dar uma olhada no mapa a distância entre o Waziristão e a fronteira com a India.
Tinha que ser português mesmo.

Comentário de: RicardoT [Visitante]
13.10.09 @ 12:58
Francisco Junqueira,

Os palestinos estao negociando ha' anos? Menos, meu caro, nao sei deixe levar pela ideologia. Muitos estao, principalmente aqueles ligados ao Fatah e 'a AP. Muitos nao estao, principalmente aqueles ligados ao Hamas e a outros grupos radicais, que nao aceitam que Israel exista. Da mesma forma, muitos israelenses tambem estao negociando ha' anos, mas existe um contingente de ultra-nacionalistas que acha que o lugar dos palestinos e' a Jordania. E' tragicomica a tentativa de vitimizar os palestinos e demonizar os israelenses.
Comentário de: poeta [Visitante]
13.10.09 @ 13:23
Oi Guga:
1- concorda comigo? 90% dos americanos são chatos...
2- pequeno guia para assistir filmes americanos:
a) o herói americano nunca abandona seu melhor amigo nem seu cachorro.
b) o herói americano nunca mata o inimigo sem uma boa conversa antes.
c) para salvar os Estados Unidos dos alienígenas o herói americano é sempre loiro de olhos azuis mas tem sempre um amigo negão e um amigo judeu...
d) todo filme americano tem a frase: "o que você está fazendo aqui?"
e) todo filme de gangster tem sempre uma mala cheia de dinheiro escondida.
f) quando tudo está muito calmo no filme, alguém vai ser assassinado ou sequestrado.
g) sempre tem que ter uma cena dentro de um hospital...
abraços
Comentário de: GilbertoR [Visitante]
13.10.09 @ 13:25
O presidente Obama está de parabens pelo premio Nobel.
O motivo principal do premio é o louvavel esforço diplomatico do atual presidente pelo desarmamento nuclear.
Quanto aos demais aspectos de politica interna e externa são vários e bastantes complicados de resolver em tão pouco tempo(reforma do sistema de saude dos EUA,o que fazer com os prisioneiros de Guantanamo,duas guerras).Resumindo só rabo de foguete.
Quanto a Honduras prevaleceu o pragmatismo dos republicanos,ou seja,sai Zelaya(Chavista) fica Micheletti(pro EUA)!!!

MarioS
Voçê citou o Lamarca no blog passado.Eu tenho uma curiosidade(por favor não é provocação,mesmo se fosse quero que saiba que lhe(MarioS) tenho em boa conta).Qual sua opinião sobre a Iara Iavelberg(acho que o sobrenome é esse)?
Comentário de: André Gattaz [Visitante] · http://www.gattaz.pro.br
13.10.09 @ 13:49
Obama trabalhando para a paz????
Como comandante-em-chefe das forças armadas estadunidenses?????
Se é assim também quero meu Nobel!!!
>> Leiam meu artigo em www.gattaz.pro.br
Comentário de: Dr.Massarandba [Visitante]
13.10.09 @ 14:08
Haga'
Ainda bem que no Brasil nao existem pessoas limitadas? Voce nunca assisitu o programa do Jo onde ele pega as respostas do Enem. Po meu, sao pessoas saidas das faculdades brasileiras! Nao quero nem imaginar os de ensino medio. Nao e' de admirar que elegeram um apedeuta como presidente. Apesar de que, ele esta' sendo bem habil em lidar com estes limitados brasileiros facilmente manipulaveis com bolsa esmola.
fala serio!
Comentário de: marifreica [Visitante]
13.10.09 @ 14:18
A verdade é que qualquer coisa é assunto para programas de humor. Qualquer deslize é aproveitado por eles.
E os americanos estão esperando um milagre do dia para a noite; não entendem que reestruturar um país financeiramente demanda tempo... anos.
Comentário de: Madoca [Visitante]
13.10.09 @ 14:44
Claro, a bomba que ele assumiu. Demora mesmo para restaurar, né!
Comentário de: mario [Visitante]
13.10.09 @ 15:02
Obama é muito melhor que o Bush.

Obama não tem postura unilateral, prioriza a diplomacia a velha tática do "preemptive attack" dos republicanos e procura criar um sistema de cobertura médica universal para os americanos, que atualmente não a tem.

Embora tudo isso, Obama tem uma oposição ferrenha e muito sólida da Direita americana. Nos EUA, certos meios de comunicação (FOX News) são claramente opostos a ele por ele ser democrata. Há ainda os racistas de plantão que, aproveitando-se da oportunidade, intitulam-se de "conservadores" e saem a denegrir a figura do presidente.

O Obama vai a Copenhague torcer por Chicago, mas Chicago perde - é culpa dele, segundo a FOX News e seus seguidores. Obama ganha o prêmio Nobel da paz - é injusto com o povo americano, pois ele luta pela paz no mundo e esquece os EUA; também segundo os tubarões da Direita.

Ora, popularidade à parte, o Obama e seu governo têm que continuar governando e deixar os "pundits" a roer unhas.

Go Obama!!
Comentário de: Maria Helena [Visitante]
13.10.09 @ 15:12
Francisco Junqueira, se vc. acha que os palestinos não devem aceitar nada é prova que vc. não se preocupa com eles. Deseja que continuem no limbo.
Os comentários são sómente porque existem judeus no meio. Tudo pode continuar como está. Quem perde mais? Nós continuamos a montar nosso país, cada vez mais forte. Para vcs, nada é melhor que 90%
Estranha essa posição. Na vida real vc. aje assim consigo mesmo?
Comentário de: Paulo Moleda [Visitante]
13.10.09 @ 15:19
Mas os americanos querem o que?
que o Obama faça milagres!
De todos os exageiros da '' WAY OF LIFE' que eles tinham??
Nossa os USA e uma grande piada!!
Eles sao bem que nem os filmes mesmo!!
O lance deles é o Hulk,Spider man,Batman etc!!
Isso é bem USA
Completemante fora da real!!
So quero ver quantos bilhoes de dolares!essas maquinas do Tesouro americano vao ter de imprimir!Para salvar essa galera!E de quebra o mundo todo!
haja tinta!!!pra tanto papel que nao vale nada!
Comentário de: IMPLICANTE [Visitante] · http://http:/oimplicante.zip.net
13.10.09 @ 15:22
A primeira vez que vejo uma pessoa que está diretamente envolvida numa Guerra e ganha o prêmio Nobel da Paz. Parabéns aos espertos que deu à um Americano, esse lindo prêmio.
Comentário de: Hagá [Visitante]
13.10.09 @ 15:22
Francisco Junqueira,

você tem toda razão: a última proposta da Liga Árabe foi equilibrada (1967 com ajustes). Israel não respondeu e, conforme a sua política externa ambígua, cínica e oportunista, está deixando a janela de oportunidade se ir, prosseguindo com os assentamentos ilegais, apesar do acordo em não permitir isso. "Pobres palestinos! Tão longe de Deus e tão perto de Israel."

Em algum momento eu tive a ilusão de que os governos de Israel teriam alguma intenção de devolver os territórios ocupados etc. Depois das últimas demolições de casas, violências na Esplanada das Mesquitas etc. perdi a esperença. Passei a compreender melhor o porquê da resistência mais aguerrida de alguns grupos palestinos, como o Hamas. É desespero mesmo!
Comentário de: Ricardo Icassatti Hermano [Visitante]
13.10.09 @ 15:25
Excelente análise.
Comentário de: Mozart Guariglia de Oliveira [Visitante]
13.10.09 @ 15:38
mas o Brasil é assim mesmo e seu povinho adora uma porcaria e qto mais porcaria, mais idolatrada...Não vê mulla e asseclas? Distribuiu grana, deu emprego, fez favorzinho, arrumou boquinha é deu$...O pocim é muito sem vergonha...Cruz credo!
Comentário de: Saga [Visitante]
13.10.09 @ 16:02
Esse Lou Doubbs , e um racista de merda, anti imigrante que se eu vesse na rua passaria em cima como lixo que e. Que pena que mesmo vivendo na mesma cidade que esse verme, nao o encontro na rua, porque como toda barata, se esconde quando ve gente.. Um dia quem sabe nao me eonctrarei com voce indo pegar meu jatinho ou helicoptero particular para ir trabalhar..

Enquanto isso, continue com o seu show ridiculo, incentivando o racismo, e criticando, ao inves de falar como resolver os problemas, ja que como White Trash que voce e, so sabe fazer.

A CNN tendo caras como esse para mim ja deixou de ser seria a muito tempo... Lou , acho que voce deve ter pego algum mexicano com tua mulher alguma vez, dai seu odio por quem move esse pais. Mais Ridiculo ainda e um velho caquetico de 70 anos, usando uma fotu de quando tinha 40 nos comerciais do seu ridiculo show..
Comentário de: Pedro Erik [Visitante]
13.10.09 @ 16:04
Obama eh o maior erro eleitoral dos Estados Unidos. O cara eh um desastre. E um erro desse nivel nos Estados Unidos eh muito perigoso para o mundo. Exagero? Veremos.
Comentário de: Tomas Areas [Visitante]
13.10.09 @ 16:18
Isso lembra muito a relação do Lula com o mundo e o Lula no Brasil. Aqui, ele já é motivo de piada há muitos e muitos anos. Lá fora ele é "o cara".
Comentário de: Talibã [Visitante]
13.10.09 @ 16:26
Obama foi colocado presidente dos EUA pelos representantes do globalismo, para destruir a soberania americana e criar o governo mundial. Os brasileiros são muito mal informados; corre na justiça americana um processo para se saber, se a nacionalidade do Obama é americana, ele não apresentou a certidão de nascimento, tudo dele é falso, os livros de sua autoria, não foram escritos por ele. Os estudos de Obama foram financiados por príncipe árabe, os maiores inimigos dos EUA. Ele é uma figura fabricada pela mídia, dominada por poucos, suas qualidades são a voz empostada e saber ler no telepronter. Quem conhece os seus trabalhos universitários, dizem que não passa de um analfabeto funcional em inglês.
Esse prêmio Nobel é pura propaganda, ele ganhou sem ter realizado nada, é por conta de um futuro. Onde já se viu ganhar o prêmio Nobel ainda por realizar, é o mesmo que um cientista ganhar o prêmio por uma descoberta que irá fazer no futuro.
Comentário de: Lucas [Visitante]
13.10.09 @ 16:38
Resta saber que critica o Obama. O povo americano critica Obama? Pelo que sei as críticas são de setores da mídia comprados pelo partido republicano, como é o caso da Fox News.
Em tempo: Qualquer semelhança com a mídia brasileira (principalmente paulista), é mera coincidência.
Comentário de: Roger Castilho [Visitante]
13.10.09 @ 16:43
Gustavo vc disse:
"Agora, quase nove meses depois do início de seu governo, Obama se torna um presidente comum", essa frase quase da a impressao que nove meses no governo dos USA e tempo suficiente para terminar duas guerras, retomar as relacoes internacional, concertar a maior crise financeira desde as crise dos 30, e etc.
Gustavo nove meses nao e nada! Em um paiz totalmente dividido, nada!
Dependendo do onde vc fez seu research, Fox, Lou Dobbs, etc, vc ira encontrar um Obama totalmente sem credito, mas se vc assitir Rachel Maddow, Keith Olbermann, etc vc encontrara um outro Obama. Um Obama que esta tendo realizacoes e muito ainda a ser feito, muita promessas a serem cumpridas e espere ainda temos 3 anos e 3 meses a frente, por favor se esqueca que em Janeiro o desemprego mensal aqui era de 700.000 hoje esta na casa dos 250.000, poderia ser milhoes de desempregados por mes e isso nao aconteceu.
Quando ao SNL, bem eles sao bem engracados, vc nao acha?
Abracos
RGC
Comentário de: Sica [Visitante]
13.10.09 @ 16:43
Talibã, já que você parece saber um monte de coisa que ninguém mais sabe, responde uma coisa aí pra nós: Qual principe árabe é o maior inimigo dos estados unidos? Porque pensando aqui com meus botões não lembrei de nenhuma monarquia da região que não seja grande vendedor de petroleo aos americanos.

Francamente viu, a criatividade dessa gente não tem limites.

Comentário de: Dr.Massarandba [Visitante]
13.10.09 @ 16:44
Yoko,
voce poderia definir quem sao os norte americanos? Sao os canadenses? ou os mexicanos?
Comentário de: Vanderlei [Visitante]
13.10.09 @ 17:03
Os Estados Unidos sempre foram extremamente racistas. Há leis, o "politicamente correto" etc. que inibem a discriminação aberta, mas o racismo exite de forma latente.
Era óbvio que o pessoal só estava esperando a poeira da eleição se acomodar para botar as mangas de fora e boicotar de todas as formas um presidente negro.

Comentário de: Francisco Junqueira [Visitante]
13.10.09 @ 17:12
"se vc. acha que os palestinos não devem aceitar nada é prova que vc. não se preocupa com eles."

Não entendi. Eu não disse que os palestinos não devem aceitar nada. Eles já aceitaram até o não-retorno dos refugiados. Eu disse que eles não devem jamais aceitar a ocupação.

"Os comentários são sómente porque existem judeus no meio."

Não entendi. Está sugerindo que eu seja anti-semita? Por favor apresente alguma evidência.
"Na vida real vc. aje assim consigo mesmo?"
Também não entendi.

RicardoT,
Tu aparentemente desconheces a história das negociações dos palestinos com Israel. Há muitas fontes onde podes te informar, então não vou entrar no mérito da explicação. Basta citar que já existem duas propostas de paz assinadas pela AP e pelos 22 países árabes propondo o reconhecimento de Israel e fim das hostilidades em troca da devolução dos territórios ocupados em 1967, e que inclusive o Hamas corroborou isso dizendo que reconhecerá o estado israelense com o retorno às fronteiras pré-67. Só que Israel não responde a nenhuma dessas propostas e segue expandindo os assentamentos em terra alheia. Logo, o que se espera dos palestinos não é que "negociem", mas que aceitem absolutamente tudo o que Israel desejar. Essa é, basicamente, a posição de Israel e dos EUA.
Comentário de: Andrade [Visitante]
13.10.09 @ 17:33
Ainda acho que os EUA não abrem mão de seguir seu metodo imperialista com relação a outros países, mesmo após a eleição de Obama para a presidência. Mas ainda prefiro acreditar que Obama é, de longe, mais racional que George W. Bush, tanto na politica externa como na interna. Se eu fosse cidadão americano não faria piadinhas, pois só para citar um exemplo, tentar mudar um sistema de saúde totalmente deficitário e unilateral, como é o dos EUA, além de não ser barato é extremamente necessário. George W. Bush sim é que foi uma piada - de muito mal gosto. Basta assistir Fahrenheit 11 de Setembro, de Michael Moore, para confirmar isso.
Comentário de: Andre [Visitante] · http://Visitante
13.10.09 @ 17:35
Eu acho muito interessante, uma pessoa durante 9 meses na presidencia de um pais ganha um premio nobel, e grandes fisicos brasileiros que trabalham anos dentro de laboratorios, e muitos deles fazem descobertas incriveis em diversos ramos da fisica não são indicados.Interessante não?
Comentário de: Simone [Visitante]
13.10.09 @ 17:36
O Obama é um dos - senão o mais - fraco presidente que os Estados Unidos já tiveram. Uma criatura de marketing como Lula, mas felizmente não é o caso da tragédia que engolimos diariamente aqui.
A sensação generalizada dentro dos Estados Unidos é que a euforia acabou e eles ficaram com o boneco de posto de gasolina na Casa Branca. E estão certos.
Comentário de: Hazem [Visitante]
13.10.09 @ 18:08
Muito lúcido o comentário de Francisco Junqueira em resposta ao Ricardo T.
Faz anos, aliás a proposta da Liga Árabe vem desde 2002, que a proposta foi feita. O Sheikh Ahmed Yassin, antes de ser explodido junto com outros "terroristas palestinos" (7 mortos e 17 feridos entre militantes, civis, familiares), já havia sinalizado que aceitava um estado palestino nas fronteiras de 1967, o Hamas, que queria um cessar fogo de 10 anos ao invés de apenas um ano como queria Israel, também já disse em diversas oportunidades que o estado palestino será nos territórios ocupados em 1967. Não entendo onde está a tragicomédia se quem não responde a essas propostas têm sido os sucessivos governos israelenses, que além de não responderem às propostas árabes, ainda levam mais colonos usurpadores e continuam fazendo uma limpeza étnica em Jerusalém Oriental.
Onde está a tragicomédia?
Comentário de: wagner pascoalino [Visitante] · http://www.pascoalinocom4.com
13.10.09 @ 18:22
exatamente igual ao nosso presidente .
muita fala , (errada ainda ) e pouca ação.
Comentário de: MarioS [Visitante]
13.10.09 @ 18:26
Francisco,
O que não faz sentido é a sua frase:
"A falta de condições é exigida exatamente para um acordo definitivo."
Não entendi mesmo. Exigida por quem? O meu ponto de vista é que não deva haver condições para se INICIAR uma negociação. Posso até pedir tudo para mim durante uma conversação, mas é absurdo exigir algo como condição para começar a conversar.
" Os palestinos estão negociando há anos."
Com quem???????? Posso concluir então que OS DOIS lados estão negociando?
"Israel até hoje não fez nenhuma proposta de paz"
Com essa voce leva a medalha de ouro. Mesmo os mais ferrenhos defensores dos palestinos, os que mais criticam Israel por tudo que faça ou deixe de fazer, os que não nunca admitem qualquer mérito nos argumentos israelenses, mesmo estes chamam a proposta de Ehud Barak de injusta, de inaceitável, de leonina, mas reconhecem que ela existiu.
Israel já fez várias propostas e isto é um fato.

Gilberto,
Lamento decepciona-lo mas sei muito pouco, quase nada, sobre Iara Iavelberg. Até onde sei foi mais uma intelectualoide deslumbrada e iludida por uma ideologia que já havia fracassado em outros países

"a imprensa não precisa dos anúncios das grandes estatais e do próprio governo para fechar suas contas. Os estados e municípios não precisam de repasses federais para cumprir suas obrigações"
Disse tudo Fábio.
Comentário de: MarioS [Visitante]
13.10.09 @ 18:45
Já por várias vezes (fui cobrado várias vezes) disse qual é o meu critério para achar que alguém é anti-semita. Quem critica os judeus, ou Israel por um motivo X, mas não critica mais ninguém pelo mesmo motivo, é.
Obviamente aplico o mesmo critério para achar que alguém é anti-americano.
Sempre achei curioso tanta gente menosprezar a cultura do tal "americano médio"
Tenho muita curiosidade em saber qual é maior: a porcentagem deles que não sabem qual é a capital do Brasil, a de brasileiros que não sabem qual é a da Indía por exemplo, a de libaneses que ignoram a da Austrália, a de chineses que desconhecem a do Canadá, etc.
Ao se ler as inúmeras críticas feitas aos americanos por darem mais importância às suas questões internas fica-se com a impressão que em todos os outros países a população tem PhD em política internacional.

"Eles já aceitaram até o não-retorno dos refugiados"
Quando Francisco? Aonde?

"o Hamas corroborou isso dizendo que reconhecerá o estado israelense com o retorno às fronteiras pré-67"

Quando Francisco? Aonde? O Hamas NUNCA declarou que reconheceria Israel.
Comentário de: MarioS [Visitante]
13.10.09 @ 18:53
Já ia esquecendo de comentar sobre outro costumeiro alvo de criticas, o cinema americano. O que posso dizer?
Cidadão Kane, Easy Rider, O Poderoso Chefão I, II e III, Rosa Púrpura do Cairo, Manhattan, Full Metal Jacket, Apocalipse Now, Fargo, Schindler List, American Grafitti...
Pensando bem, há muuuuuuuiiiiiiiiiiiiiitooooo a dizer.
Comentário de: Renato [Visitante]
13.10.09 @ 19:08
Israel fez várias propostas bastante vantajosas para os palestinos, mas todas foram rejeitadas. Em cada negociação, foram os palestinos que deixaram a mesa de negociação.

Quanto às recentes propostas árabes, são todas micadas. Em muitos discursos para o público interno, em árabe, os líderes árabes e palestinos tem seguidamente dito a mesma coisa: Que o reconhecimetno de Israel é apenas um truque, que eles pretendem tomar toda a terra e matar os judeus e que o único motivo dos acordos é enfraquecer Israel para um novo ataque conjunto árabe no futuro, deixando-o em posição indefensável.

Em quem os israelenses devem acreditar: nos árabes discursando em inglês ou nos árabes discursando em árabe?

Quanto à disposição dos israelenses para ceder, eles cederam todo o Sinal, que eles haviam ganho em guerra defensiva ao Egito, em troca de paz, e ofereceram também a faixa de Gaza ao Egito (que não acietou). O que os israelenses cederam ao Egito era muito maior que a Cisjordânia. Já houve situação de, em negociações de paz, os israelenses oferecerem cerca de 95% da Cisjordânia e compensação em terras pelo resto. Os palestinos abandonaram a mesa unilateralmente, SEM FAZER CONTRA-PROPOSTA.

Vocês estão todos enganados. Apenas assistam a certos discursos em árabe, das mesmas pessoas que falam ou falavam em paz em inglês. Só não há paz porque os árabes não desistiram da idéia de destruir Israel. E eles não desistiram dessa idéia porque o seu ódio é alimentado de FORA. A fonte principal do problema árabe-israelense não está no OM está fora, sempre esteve.
Comentário de: Hagá [Visitante]
13.10.09 @ 19:10
Hazem, análise correta. A cada dia fica mais evidente (e para mais pessoas) qual é a parte radical e intransigente, que comete crimes contra a Humanidade e inviabiliza o processo de paz. Se o comportamento atual da extrema-direita de Israel foi o mesmo desde o início do Sionismo, isso é tema para um rico debate. Vamos estudar.
Comentário de: EDSON MEDEIROS [Visitante]
13.10.09 @ 19:13
O Jesus, o meu querido blogueiro, por favor leia acesse o link abaixo e leia o post do blog do Azenha explicando a campanha que a grande mídia americana está sendo realizando nos EUA contra o presidente Barack Obama .

Para explicar legal pra você: é a mesma coisa que a Veja, a Globo, o Folha e o Estadão fazem com o Lula e com a Dilma. Entendeu?

http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/casa-branca-ataca-a-fox-news/
Comentário de: marcelo [Visitante]
13.10.09 @ 19:14
gustavo, é fora do assunto, mas é uma curiosidade.

por que os arabes(ou só os muçulmanos?) tem dois nomes? por exemplo o Mahmud Abbas é Abu Mazem, a Salma Zidane do "Lemon Tree" é Um Nasser.
Comentário de: Renato [Visitante]
13.10.09 @ 19:17
Quanto ao que dizem, de ser só a mídia, e não povo, que critica Obama, isso é uma fraude.

Obama ganhou com cerca de 50% dos votos, mas a mídia quase toda era a favor dele. Todas as TVs, com exceção da Fox e todos os grandes jornais eram abertamente obamistas. Logo, o apoio da mídia era muito maior que o da população. Hoje, há um pouco mais de crítica nas tvs e grandes jornais, mas bem mais da metade da população tem opinião desfavorável a ele. Portanto, tanto antes como agora, a mídia era e é mais obamista que o povo.
Comentário de: Hagá [Visitante]
13.10.09 @ 19:30
O "criticado Obama Nacional" acaba de aprovar uma importante etapa da reforma do sistema de saúde pública, em comissão do Senado, com alguns ajustes. Assim se caminha para incluir na Saúde Pública 23 milhões de estadunidenses.

13/10/2009 - 17h59
Com voto de republicana, reforma de saúde avança no Senado dos EUA
da Folha Online
A tentativa de reforma de saúde defendida pelo presidente Barack Obama superou um obstáculo-chave nesta terça-feira com a aprovação de uma proposta moderada pela Comissão de Finanças do Senado por 14 a 9. Embora a aprovação fosse esperada, devido à maioria democrata na comissão e à exclusão da polêmica "opção pública", o governo pôde desfrutar do bônus de um voto republicano para a controversa proposta, o primeiro que veio da oposição em cinco comissões do Congresso.
A medida atende a maioria dos requisitos estabelecidos por Obama, que prometeu aos eleitores durante a campanha presidencial reformar o sistema para ampliar a cobertura de seguros para praticamente todos os americanos, reduzir custos médicos e encerrar a prática do setor de seguros de recusar proteção a pessoas com doenças preexistentes ou retirar a cobertura de pessoas gravemente doentes, mas não contempla o ponto mais controverso da reforma.
Fonte de inúmeras polêmicas, a criação de um programa de saúde gerenciado pelo governo, concorrendo com o setor de seguros privados sofre resistência ferrenha dos republicanos e ressalvas de muitos democratas mais conservadores fiscalmente, mas continua a fazer parte de três planos de reforma que passaram por comissões da Câmara dos Deputados.
O plano aprovado nesta terça-feira requer que a maioria dos americanos compre seguros e introduz uma série de mudanças no setor que movimenta US$ 2,5 trilhões de dólares. Os EUA são o único país industrializado sem cobertura universal de saúde, e cerca de 47 milhões de americanos estão sem seguro.
"Nosso plano fornecerá uma cobertura de saúde a 23 milhões de americanos" a mais, alegou o presidente democrata da comissão, Max Baucus, ao abrir a sessão desta terça-feira. Acrescentou que 14 milhões de outras pessoas se beneficiaram do plano através do sistema Medicaid (seguro saúde para os mais pobres). Ele citou um dos pais da democracia americana, Benjamin Franklin: "É melhor fazer bem do que falar".
Antes que o projeto chegue à mesa de Obama para ser sancionado ainda faltam muitos estágios, mas a aprovação desta terça-feira é vista como um avanço significativo.
Excetuando a senadora Olympia Snowe, a oposição republicana está lutando contra todos os planos de reforma, alegando que o plano democrata vai aumentar excessivamente o deficit público e interferir indevidamente no setor privado. Alguns membros da oposição veem também uma oportunidade de marcar pontos políticos ao derrotar uma medida que é central para a Presidência de Obama.
A senadora republicana votou favoravelmente depois de pesado cortejo de democratas, que a viam como a melhor chance de quebrar a barreira partidária. Ela se tornou o primeiro republicano a apoiar um projeto de reforma da saúde. As propostas de reforma aprovadas por três comissões da Câmara e outra do Senado não receberam um único voto republicano.
Pouco antes da votação, Snowe disse a seus colegas, ressalvando que tinha algumas críticas ao projeto: "Quando a história faz um chamado, a história faz um chamado".
O senador Charles Grassleyo, principal republicano na Comissão de Finanças, disse de antemão que a medida da reforma "movia-se sobre um terreno escorregadio para o controle cada vez maior do setor de saúde pelo governo".
As outras quatro comissões do Congresso votaram antes de agosto em favor de propostas de reforma de saúde, de modo que há meses todos os olhos estavam na Comissão de Finanças, a única que restava. A comissão é também aquela cuja composição moderada mais se assemelha à do Senado como um todo. A proposta centrista da comissão é vista como a mais provável de conseguir aprovação no plenário do Senado. O projeto já recebeu uma estimativa favorável em termos de custo. O Comitê de Orçamento do Congresso (CBO) publicou um estudo deste texto concluindo que contribuiria para reduzir o deficit orçamentário americano.
A aprovação na Comissão de Finanças faz com que a proposta chegue mais longe do que os esforços do ex-presidente Bill Clinton para reformar o setor de saúde durante seu governo, que nunca passaram por todas as comissões parlamentares competentes.
O plano de dez anos, ao custo de US$ 829 bilhões segue agora para o debate entre todos os 100 senadores, dos quais 40 são republicanos. Mas, primeiro, o líder democrata no Senado, Harry Reid, deve harmonizar a proposta com um projeto de lei mais liberal, já aprovado na Comissão de Saúde. Os republicanos, embora sejam minoria, ainda têm votos suficientes para atrasar a tramitação do projeto por meio de um procedimento conhecido como atrasar uma obstrução.
Esse movimento exigiria que os Democratas reunissem todos os seus 60 votos, não uma maioria simples de 51, para encerrar o debate e levar o projeto para uma votação final. Alguns democratas fiscalmente conservadores se opõem ao projeto de lei aprovado da forma como foi aprovada pela Comissão de Finanças, o que torna incerta a quebra da medida de obstrução.
Mesmo que os democratas tenham sucesso nessa aprovação, o projeto ainda terá que passar pelo que é conhecido como comissão de conferência para fundir o texto do Senado com um projeto de lei aprovado pela Câmara.
A Câmara de Representantes (deputados), onde os democratas têm uma maioria mais folgada, e manobras de obstrução não estão à mão dos democratas, está analisando três versões da legislação, todas elas muito mais abrangentes que a aprovada pela comissão senatorial.
Comentário de: Renato [Visitante]
13.10.09 @ 19:32
Quanto aos críticos do Lula, ainda bem que FHC não pensava como os petistas, e não tentou calar a imprensa quando tinha bem mais de 50% de aprovação. Porque é isso que todos os petistas tem proposto: Se há grande aprovação ao governo, a imprensa deve ser proibida de criticar.

Mas vejamos quantos criticam e quanto são a favor:
Todas as TVs são francamente favoráveis ou, em alguns poucos casos, ficam em cima do muro. A Record, a Globo, a Cultura (aqui em São Paulo), a Band, todas são favoráveis a Lula. O SBT não bajula tanto quanto os outros, mas nunca critica.
A Folha,o Estadão, o Globo, Zero Hora, Jornal do Brasil, defendem sistemáticamente o governo nas reportagens amplamente mentirosas a favor. Permitem alguns articulistas críticos, mas a maioria é amplamente governista, e só fazem críticas periféricas.
A Veja é o único veículo que é mais crítico (em ternos, pois defendeu Paloci e alguns outros petistas graúdos). Conclusão: a mídia é, provavelmente mais favorável ao governo que a própria população. Quanto às pesquisas, são reflexo da cobertura amplamente favorável da TV e da intensa campanha do professorado sobre as crianças e adolescentes.

Finalmente: As vendas da Veja, que é mais crítica, explodem. A venda da imprensa chapa-branca só cai. Os jornalões cairam na armadilha. Não vendem o suficiente para se manter e dependem cada vez mais da verba publicitária estatal. Presos na teia da mentira.
Comentário de: Francisco Ernesto Guerra [Visitante]
13.10.09 @ 19:38
Caro Gustavo,

Ainda é cedo para ter um juízo definitivo sobre Obama. A herança maldita recebida de Bush, se assemelha à herança maldita recebida por Lula do agente da CIA, FHC. Lula levou quase 4 anos para superar os desatinos políticos e administrativos. Os nove meses de mandato de Obama é pouco. Comigo, pelo menos, o "negão" ainda tem crédito.
Comentário de: Francisco Junqueira [Visitante]
13.10.09 @ 19:57
Marcelo,
Entre os árabes existe uma coisa chamada "kunya" (acho que é assim a transliteração, mas o Gustavo me corrige se eu estiver errado). É uma espécie de apelido honorífico referente ao primeiro filho da pessoa, e geralmente quer dizer "pai ou mãe de sicrano". Abu Mazen é "pai de Mazen". Um Nasser é "Mãe de Nasser". O Arafat também era conhecido como "Abu Amar" ou "pai de Amar".
Comentário de: Francisco Junqueira [Visitante]
13.10.09 @ 20:02
MarioS,
Posso responder às tuas perguntas se antes me explicares o resto do teu texto, ou seja: me chamaste de anti-semita? Ou estavas te referindo a outra pessoa?
Comentário de: Allan Campos [Visitante] · http://camposallan.wordpress.com
13.10.09 @ 20:11
Só de sabermos que não vemos discursos loucos e ações insanas como a de Bush, todo dia, já é um passo importante para Obama.

Melhor ter um político bem intencionado, que consegue avançar pouco - visto que o sistema político é mais sujo do que podemos imaginar - do que um político mal intencionado que faz o que Bush já fez. E mesmo assim, foi reeleito.

Não me surpreenderia se na próxima eleição Obama perder feio.
Comentário de: Fey [Visitante]
13.10.09 @ 20:22
Isso mostra que povão é igual em qualquer nação noque se refere a conflito de interesses e política.
É normal qualquer presidente ter o seu ibope cair gradativamente durante o primeiro ano. Se isso persistir no segundo ano, geralmente é sinal de que as coisas não andam tão bem.

No caso do Obama no entanto, o índice de desaprovação aumentou com mais rapidez, assim que ele tocou numa cicatriz que todo americano queria manter tampado: a reforma/criação do seguro de saúde pública.
Isso porque muitos sentiram medo de serem taxados a mais nos impostos por um plano que não foi esclarecido a nível de um "Joe" mediano entender.
Ou seja, quando a situação pede sacrifício coletivo no bolso, e há incerteza no ar, vários viram a casaca e até deixam de idolatrar a quem eles depositaram seu voto antes.

Lembro da discussão do dia de posse, em que avia todo aquele clima de "oba-oba" em meio ao frio cortante de Washington D.C.. Assim que Obama menciona que "a recuperação será lenta, e exigirá sacrifício de cada um de vocês, cidadãos americanos...", o pessoal festejante ficou alguns segundos calados com olhar de cumplicidade.

Façamos um "flash-back" mais distante, em 2001, logo após os ataques terroristas. Quem naquele momento estava contra Bush? Quem naquele dia ousava falar que Bush estava errado? A sua popularidade tinha ultrapassado mais de 80%! Graças a imagem de justiceiro que o mesmo vendeu para uma nação que queria vingança rápida.

O colega Hazem, descreveu muito bem sobre o comportamento de manada que os americanos assim como brasileiros possuem. Para alguns, parece difícil acreditar que um povo com uma distribuição de educação relativamente melhor doque a nossa, possa agir da mesma forma, guiados por interesses individuais. Mas ela não se trata de ter ou não educação, e sim princípios, que infelizmente tem sido esquecido em quase todos os países.

Contudo nem tudo é negativo nessa notícia. Faz bem para qualquer democracia não "beatificar" os seus líderes a ponto de não questioná-los pelos seus atos, como acontece com alguns presidentes populistas e/ou ditadores. Pelo menos existe aí uma evidência de tentar alcançar sobriedade nas opiniões políticas mesmo o sujeito tendo recebido um prêmio Nobel de "incentivo".
Comentário de: Gerson Levi-Lazzaris [Visitante] · http://www.vanderbilt.edu
13.10.09 @ 21:05
Gustavo, primeiro que seu cenario simplista dos dois Estados Unidos eh relativamente facil de construir e isso noa faz o Obama internacional colidir com o nacional. Antes, deveria haver conexoes e desdobramentos de politicas locais e açoes regionais e mundiais. Segundo, eh que a visao que voce passa desde os EUA esta amalgamada no continuo pragmatismo politico da Columbia University. A percepcao no Tennessee e mesmo em polos universitarios como a Vanderbilt divergem muito dessa visao da costa atlantica, mesmo em se tratando de um dos redutos pro-McCain durante as eleiçoes presidenciais do ano passado. Um ponto crucial que poderia ser desvelado pela sua analise seria a questao da saude. Li oq ue vc ja escreveu, mas supersimplificaçoes para o publico brasileiro nao contribui para a formacao de opiniao critica mais solida. Nao dah para fugir do binarismo jornalistico e ler mais political sciences? Eu leio vc ha dois anos e nao mudou quase nada suas analises, apesar de vc ser um brilhante escritor e captar imagens que sintetizam realidades locais como o que vc descreveu na Siria, Israel, Jordania e Libano. Arrivederci, Gerson
Comentário de: gabriel [Visitante]
13.10.09 @ 21:06
no mesmo acontece no Brasil...
o presidente Lula internacionalmente é visto como o cara...
mas continua sendo uma piada nacional. podemos dizer que a nossa politica brasileira é uma piada.
Comentário de: Hazem [Visitante]
13.10.09 @ 21:25
Marcelo,
Esse é um hábito árabe, o pai e a mãe são chamados pelo apelido "pai de fulano (o primogênito masculino). Abou Mazen pois Mazen é o nome de primogênito de Mahmoud Abbas. No caso de Arafat é um pouco diferente, pois ele não teve filho homem, entretanto, é comum que quando um pai de nome Yasser tenha um filho, lhe dê o nome de Ammar, outro exemplo, pai de nome Malek, filho Anass (Abou Anass). Portanto, por tradição Arafat é conhecido como Abou Ammar, como outros Yasser(s) são conhecidos.
Comentário de: Rachel [Visitante] · http://riogringa.com
13.10.09 @ 21:26
Oi Gustavo!

Adorei seu blog e este post, e queria saber se seria possivel reproduzir este texto no meu blog com link e biografia e tal (eh como o seu, so o reverso!) Nao achei um email para vc mas se poderia entrar em contato comigo, estaria grata! Qualquer coisa, estou a sua disposicao aqui em NY! bjos
Comentário de: Christina [Visitante]
13.10.09 @ 21:47
Caro MarioS,
Li que escreveu que você não concorda com quem critica a falta de conhecimento do "americano médio" (o que quer que isso signifique).
Meu caro, a diferença na cobrança é por que nenhum dos outros países que você citou (Brasil, Líbano, China) foi ou é uma potência mundial como são os EUA, e nenhum deles tenta exportar os seus modelos como os americanos fizeram e fazem (não estou criticando nem apoiando). No midwest (lá onde também existem católicos, lembra?), os americanos tÊm muito orgulho do seu país e do seu papel no mundo. Bem, isso gera um aumento de responsabilidade e a cobrança que o mundo faz dos EUA.
Outra coisa, como é que você escreve tão flegmático - Com quem???????? (sobre as negociações entre palestinos e israelenses) - também lhe dou a medalha de ouro. Posso estar enganada, mas acho que desde 1991 os palestinos e israelenses têm negociado, lembra que a negociação gerou a Autoridade Palestina em 1994, isso foi uma negociação ou não...
Eu posso não escrever há muito tempo nesse blog, mas o leio há muitos meses e li mais de uma vez, o Gustavo mesmo escreveu, que o Hamas aceita reconhecer Israel, que aceita um estado palestino e israelense. Fica difícil você escrever - " Quando Francisco? Aonde? O Hamas NUNCA declarou que reconheceria Israel."
Eu acabei de fazer uma pesquisa no google com as palavras - Hamas accepts Israel. Obtive aproximadamente 2.730.000 itens, vi os primeiros 30 e a maioria falava sobre reconhecimento implícito, cessar fogo por 10 anos. Alguma coisa deve estar acontecendo. Talvez isso ajude a você obter a resposta ao seu "Aonde?"
Comentário de: Riccardo (California,USA) [Visitante]
13.10.09 @ 21:54

Hoje ate o comite que deu o Nobel Peace Prize ao Mr Obama deu uma esclarecida no que fez.

Ate eles em retrospecto da opinao publica nos EUA e outros paises entendem o erro que fiseram.

E no processo diminuiram a importancia deles mesmos.
Comentário de: Talibã [Visitante]
13.10.09 @ 22:04
Mais uma para essa turma que acredita no New York Times:
A biografia “oficial” de Obama é tão cheia de inconsistências e contradições que só um público reduzido à infantilidade mental pode aceitá-la sem perguntas. Ele diz que nasceu num lugar, sua avó diz que ele nasceu em outro. Ele diz que nasceu no Havaí quando sua mãe estudava e morava em Seattle, a duas mil milhas de distância. Não existe a mais mínima prova de que seu pai estivesse no Havaí – e muito menos em Seattle – na época em que Obama teria sido gerado. Nenhum dos colegas de universidade de sua mãe, em Seattle ou no Havaí, se lembra de tê-la visto grávida. Ele disse que só conhecera William Ayers de vista, mas os documentos provam que trabalharam juntos por muito tempo, que Ayers o indicou para diretor da ONG Chicago Annenberg Challenge e que muito provavelmente foi o ghost-writer da sua autobiografia. Ele disse que não foi favorecido na compra da sua casa com dinheiro do vigarista sírio Tony Resko (recebido de Sadam Hussein, by the way), mas o recibo prova que pagou 300 mil dólares abaixo do preço. Ele disse que nunca trabalhou na Acorn, mas aparece em fotos dando aulas para os militantes da organização. Ele negou qualquer ligação política com Raila Odinga, mas as fotos o mostram no palanque, fazendo comício na campanha presidencial do genocida. Ele disse que não sabia das idéias políticas do pastor Jeremiah Wright, mas passou vinte anos ouvindo todas as semanas os sermões dele, que só falavam de política. E ainda restam algumas perguntas vitais: Por que tantos árabes – um príncipe saudita, um vigarista sírio e dois famosos agitadores pró-terroristas estão na lista – decidiram, sem mais nem menos, pagar todos os estudos de um jovem negro americano que não tivera até então nenhuma atuação pública digna de atenção? Como o conheceram? Por que decidiram ajudá-lo a subir na vida? São perguntas que até um candidato a sargento de polícia teria de responder obrigatoriamente. Dispensar delas um presidente da República, ao mesmo tempo que se desvelam diante dos seus olhos os mais altos segredos de Estado, é dar a ele o privilégio de tudo saber sem ser conhecido por ninguém, mesmo sendo ele um personagem que dá razões de sobra para ser investigado, um tipo suspeito que, se não foi plantado no posto mais alto da República americana pelos inimigos da nação, ao menos consentiu que eles lhe pagassem para chegar lá – um tipo que, se não é o “candidato da Manchúria”, é o que já houve de mais parecido com ele na realidade.

Pela primeira vez na história da humanidade a nação mais poderosa que já houve no mundo entrega seu comando e seus segredos de Estado a um completo desconhecido, envolto em segredos e mentiras como jamais um governante foi, mesmo nas ditaduras mais tenebrosas.
Comentário de: Marcos de Luca Rothen [Visitante]
13.10.09 @ 22:21
Outro dia vi uma entrevista dele e fiquei com uma impressão ruim. Falar é fácil, fazer é um pouco mais complicado! Sorte nossa que o nosso presidente é diferente, sabe tudo!
Comentário de: jose [Visitante] · http://OBAMA RSRSRSR
13.10.09 @ 22:42
ESSE CARA NUNCA ME ENGANOU, UM PRESIDENTE AMERICANO FRACO, QUE NAO SEI ONDE ACHARAM UM PREMIO DA PAZ, PRO CARA QUE ESTA A ALGUNS MESES NO PODER, É UM APIADA, OS AMERICANOS, DEVEM ESTAR ARREPEDINDO DE COLOCARA UM CARA MOLE, VEJA O QUE ALGUNS DITADORES E CAUDILHO DA AMERICA DE BAIXO FALAM DELE
Comentário de: Cláudio Venez [Visitante]
13.10.09 @ 23:59
Francisco Ernesto Guerra: você recebe o bolsa família? Só pode ser isso. Ninguém é tão bobo.
Comentário de: A. Lachini [Visitante] · http://Visitante-SP
14.10.09 @ 01:00
Chacra, foi previsto por vários analistas políticos que a popularidade de Obama cairia alguns meses após a posse. Afinal, os EUA, você que vive aí e pode escrever "in loco", são um país muito rico e de gente mimada, que sempre encontrou empregos bem pagos, carro fácil, casa própria e muito crédito. Vários cartões de crédito. Agora parece que isso acabou. Daí, parte da fúria contra Obama. Já W. Bush, que causou a tragédia mundial, escapa ileso, ninguém nem lembra mais dele, nem propõe uma investigação no Congresso americano sobre os oito anos de governo nefasto do maledetto. O Obama pode virar o bode expiatório dos oito anos de shit do W. Bush.
Comentário de: Milton Almeida [Visitante]
14.10.09 @ 01:25
Em nome da abertura, sou Brasileiro radicado nos EUA há 33 anos, cidadão Americano, conservador, totalmente anti Obama e sua corja no partido chamado Democrata. Dito isto, Obama é um candidato feito, programado pela mídia que o idolatra, que confessa "ter arrepios" quando ele fala; mas é totalmente "scriptado", tudo que fala é preparado para ele, se perde quando o tele-prompter (aparelho usado para leitura de discursos) falha. É um homem chamado de intelectual mas que não consegue resolver os problemas mais corriqueiros de sua administração; é visto como fraco pelos outros presidentes conservadores, com Sarcozi que zomba dele abertamente e o fêz recentemente na ONU, fato ocultado pela imprensa "oficial" dos Estados Unidos. Agora essa: prêmio Nobel da Paz. Um Oscar seria mais apropriado pela sua tendência em representar o que não é para satisfazer seu ego! Deveria ter aprendido com Reagan e Robert Kennedy: Paz não é a ausência de conflito e somente é garantida pela força, quando o inimigo não gosta de você mas O RESPEITA, o que Obama nunca conseguiu obter.

No mais, com um toque de sua caneta, o inexperiente político, com menos de 5 mêses no plano nacional, até ser eleito, quando político no estado mais corrupto na nação, Illinois, na cidade de Chicago, ele impediu que nenéns que sobrevivessem o aborto, fossem tratados e trazidos de volta à vida: No mundo do Obama, as enfermeiras deveriam deixar estes seres humanos, inocentes e indefesos, morrer nas mesas frias sem alimento e cuidado médico porque OUSARAM sobreviver a crueldade do aborto. Este é o Obama que a esquerda brasileira venera! Seria uma piada se não fosse tão trágico!
Comentário de: Ivan Moraes [Visitante] · http://www.youtube.com/watch?v=IjRFSsHLJY8
14.10.09 @ 02:12
1-"corre na justiça americana um processo para se saber, se a nacionalidade do Obama é americana": mentira.
2-"ele não apresentou a certidão de nascimento": mentira.
3-"livros de sua autoria, não foram escritos por ele": mentira.
4-"estudos de Obama foram financiados por príncipe árabe": mentira.
5-"os maiores inimigos dos EUA": mentira. Quais arabes, os que teem 30 trilhoes investidos nos EUA? Ou os de algum outro continente, talvez?
6-"Ele é uma figura fabricada pela mídia": mentira, ele eh fabricado pela internet.
7-"dominada por poucos": mentira, dominada pela direita.
8-"suas qualidades são a voz empostada e saber ler no telepronter": mentira. Obviamente voce nunca o viu falando.
9-"dizem que não passa de um analfabeto funcional em inglês": mentira. Diga quem o afirma e quando que eu te mostro analfabeto. Documente o.
Comentário de: Jorge [Visitante]
14.10.09 @ 03:12
Gustavo Chacra,

Óbvio, Obama nunca será popular em determinados circulos socias de nossa sociedade. Há aqueles que as paixões subjulgam a razão. Há uma classe diminuta (em extinção) da classe média que ainda se assenta no preconceito de origem, classe e cor.

Exagero? Faço-te um desafio, caminhe por ai, principalmente em São Paulo, procure o reduto dos reacionários. Por lá, não será estranho que você se sinta constantemente incomodado com declarações preconceituosas das mais variadas.
Comentário de: Alex (EUA) [Visitante]
14.10.09 @ 04:41
moro nos EUA ha' 20 anos e sou cidadao americano. Nao vou abertamente dizer em quem votei, pois nao vem ao caso. O voto nos EUA, como vcs sabem, e' facultativo. Aproximadamente metade da populacao que pode votar o faz, e pouco mais de metade dela votou em Obama. Isto significa que, na melhor das hipoteses, 30% da populacao votou nele. Se adicionarmos a isto o fato de que o sistema legislativo americano depende muito mais de seu Congresso que do presidente, e' inevitavel concluir que o verdadeiro poder interno que um presidente americano tem e' muito mais teorico do que pratico (e isso nao difere de muitos outros paises, by the way). Para nos que somos contribuintes ao fisco americano, e' de fato mais relevante comprovar se um congresso cuja maioria e' do partido democrata, mais um presidente do mesmo partido, todos sempre bem-intencionados, afetarao os nossos bolsos (ie, aumento de impostos) como tende a acontecer com governos democratas, ou nao. Num momento de recessao, isso e' o que mais importa a um cidadao americano. E, se a economia nao melhora, nao ha' "approval ratings" que aguentem. Quanto 'a imagem internacional de Obama, ela ja' era muito bem considerada antes das eleicoes e vai continuar sendo, por N motivos (alguns absolutamente irrelevantes) e ajudada ou nao pela pessima imagem do regime anterior. No balanco geral, isso e' bom para os EUA, independentemente dio quanto ou nao se discorde de como o Bush liderou o pais....
Comentário de: JABSON L LIMA [Visitante]
14.10.09 @ 04:44
Obs: Sera que Barack Obama vem a ser o sauvador da economia americana ou ele vai
se sobre sai entre os paises europeus
como a espanha cujo sua ecomonia anda
Se arrastando ao ponto de ter que pedir
um emprestimo de 12.0000.0000.00 bilhôe de dolares.
Obama nada mas e que um fantoche econumista que simplismente que tira a economia americana da lama...............e (e o BRASIL em)
Comentário de: Beatriz Assumpcao [Visitante]
14.10.09 @ 05:44
Gustavo, Obama foi eleito por um povo com maioria republicana historicamente, que so elegem democratas quando a coisa esta pra la de Marrakesh... Mesmo com a total incompetencia do Bush, so falando da parte finaceira que no final das contas é o que o povo quer saber, ainda assim os republicanos tiveram mais de 40 por cento de votos. Alem disso tem o fato de Obama estar tentando quebrar os carteis da industria farmaceutica, tentando estabelecer com seus discursos emocionais e engajados um terreno fertil pra poder sem¡ear algo, ja que em terras de tio Sam, esse terreno foi esterilizado com a lobotomia da midia finaciada pelos interesses monetarios de poucos... Obviamente que a camapnha interna contra Obama é implacavel... É por isso que internacionalmente o consideraos um heroi. Ele tem que todos os dias com tratamento homeopatico tentar reverter a lobotomia de uma legiao de red necks... E viva a diplomacia de Obama!
Comentário de: João [Visitante]
14.10.09 @ 05:46
Aqui na Europa a imagem dele caiu demais com o Nobel descaradamente "ajustado" à sua política. Todas enquetes de jornais deixam a situação como rídícula, e percebo que nos jornais do Brasil isso não acontece. O povo brasileiro tem um discernimento muito baixo ainda, não consegue olhar além da imagem marketeira de um político.
Comentário de: Fernando [Visitante]
14.10.09 @ 08:37
Infeliz artigo, pouco informativo, e comum por criticar um presidente com um compromisso humano e inteligência espetaculares.
Comentário de: Rogério [Visitante]
14.10.09 @ 09:22
Não sei o que Obama deveria fazer para agradar os críticos de visão curta. Como não fez nada de concreto? Não atuou com firmeza no auge da crise economica? Não está batalhando para melhorar o sistema de saúde americano? Não atraiu a Russia acenando com um gesto de tremenda boa vontade?
Não está caminhando no sentido do desarmamento nuclear?
Não propos o diálogo Ocidente x Arabes?

De quebra ganhou um merecido Nobel da paz.

Em menos de um ano de governo fez muito mais pela paz do que imaginam os críticos que apenas vem resultados concretos mas não levam em consideração o poder da palavra e da intenção,
a inauguração de uma mentalidade benigna.
em política e diplomacia o discurso e as intenções são quase tudo, o discurso e a intenção da paz são mais eficientes do que enviar forças de paz, por exemplo, estes desarmam os espíritos instaura um clima psicológico favorável.

Quem joga xadrez sabe que a simples ameação as vezes é mais forte que a simples execução do ato e o contrário também é verdadeiro.

Em oito anos Bush apenas retrocedeu com todos os seus feitos, se Obama não fizesse nada já seria um avanço.

O que mais esse pessoal está querendo? Que ele também dance e cante?
Comentário de: Allistair [Visitante]
14.10.09 @ 09:57
o Obama eh um presidente como todos os outros, mas com tarefas diferenciadas pela expectativa gerada em torno dele e que, definitivamente, o elegeu. Soh isso. A historia eh escrita depois do fato e pelo vencedor e mesmo assim divide-se em duas: a imediata, logo apos o fato, e a verdadeira, muito depois do fato. A nos cabe esperar e rezar. Aqui nos USA, diferente do Brasil, o presidente nao faz tanta diferenca assim, e nao ha idolatria duradoura, so passageira. Mais uma vez, repito, Gracas a Deus, diferente, felizmente para mim, que moro aqui, do meu querido Brasil. Saudades eu tenho, mas so dos bons momentos. A moeda, como todos sabemos, tem dois lados e nao esotu mais preparado para levar pra casa o outro lado. Melhor continuar por aqui.
Comentário de: Avrum [Visitante]
14.10.09 @ 10:19
Gustavo,

Obama e um prato cheio para a imprensa conservativa, ele fornece bons argumentos para desmoralizar os democratas. Tenho acompanhado programas de radio como Sean Hannity e Mark Levin, que todos os dias tem um bom material para criticar Obama. Uma das principais criticas e a de que Obama tem se desculpado perante o mundo pela arrogancia americana. Isso deixou os republicanos loucos, mexeu com o orgulho americano e acredito que Obama vai ter muito trabalho se quiser se reeleger
Comentário de: Marcio Santos [Visitante]
14.10.09 @ 10:19
Eu queria ver eles ( Americanos) terem de lidar um Eduardo Paes da vida, aí eles iriam ver o que é cair na "vala comum".
Comentário de: andré [Visitante]
14.10.09 @ 10:31
É...a moral dele lá deve estar baixa mesmo. Afinal, aprovar no Senado esta semana um projeto de reformulação da saúde no valor que foi, com o tanto de críticas que sofreu, só pra presidente sem moral mesmo...
Comentário de: MarioS [Visitante]
14.10.09 @ 10:39
"7-"dominada por poucos": mentira, dominada pela direita."

Ivan, apenas para que não reste dúvida: o NYT na sua opinião é de direita?

"Aqui nos USA, diferente do Brasil, o presidente nao faz tanta diferenca assim, e nao ha idolatria duradoura, so passageira. Mais uma vez, repito, Gracas a Deus, diferente, felizmente para mim, que moro aqui, do meu querido Brasil"

Voce não citou outra diferença muito importante Allistair: a de que no Brasil muitos, contra todas as evidências, acreditam no estado administrador. Exemplos sobram, mas cito o de que muitos no blog elogiam Obama por propor um sistema de saúde estatal. Os americanos, sabiamente, desconfiam de algo assim, brasileiros, que sofrem sob o SUS e o INSS e que portanto deveriam ser mais firmemente contra que os americanos, são menos.
Roberto Campos dizia que o segundo casamento é a vitória da esperança sobre a experiência. Provavelmente trata-se do mesmo fenômeno.

Sofremos há séculos o jugo do estado e clamamos por mais. Não eu.
Comentário de: thuribio carlos [Visitante]
14.10.09 @ 11:02
meus amigos nos estados usnidos prisidente nao apita nada quem manda la e o pentango os genarais sr da guerra esse premio foi dado por um apoio internacional ele esta fazendo uma politica para paz deran esse premio para ele nao acabar como kened
Comentário de: Marco Aurelio da Costa Lima [Visitante]
14.10.09 @ 11:57
Iara Iavelberg? Quem? Ateh onde eu sei, uma lunática cuja ausência nunca fêz falta a ninguém!
Comentário de: Salomão Cohen [Visitante]
14.10.09 @ 12:15
Os presidentes que mais trabalharam pela paz até hoje foram Nixon e Clinton.

Obama não fez absolutamente nada, a não ser aliviar a pressão sobre tiranos mundo afora.

Isso é paz? É dar liberdade de ação a verdadeiros malucos?
Comentário de: roberto de carvalho [Visitante] · http://www.rcblognews.blogspot.com
14.10.09 @ 12:38
"VOLTA BUSH!!!" O MUNDO ERA MELHOR COM VOCÊ!!!
Comentário de: Talibã [Visitante]
14.10.09 @ 12:57
Aposto com quem quiser que o Obama não chega ao fim de seu mandato. Ele é completamente falso "fake". Foi fabricado para ser mandado pelas elites globalistas. Vão estudar meu povo, para saber do que se trata, esta estratégia do governo mundial.
Comentário de: ana lucia [Visitante] · http://-----------------
14.10.09 @ 13:07
igual a aqui- o Lula é criticado no país mas idolatrado fora!!
Comentário de: Priscila [Visitante]
14.10.09 @ 13:13
"O americano médio está mais preocupado com assuntos que afetem seu dia-a-dia, como a economia e a reforma da saúde, do que com temas de polítia externa."

- Se o Brasileiro fosse assim, garanto que tantos "Figurões" que hoje estão no congresso já estariam aposentados, pois ninguém os elegeria.

"Carter, coitado, foi uma irrelevância." - A paz entre Israel e Egito por muitos anos foi irrelevante?

Eu não entendo por que o Brasileiro fica tão chocado com a "aparente queda" de Barack Obama.

Não foi a mesma coisa que aconteceu com o Lula?

Aqueles que elegemos durante tanto tempo não nos trouxeram melhorias, portanto os Brasileiros resolveram mudar e após várias tentativas, Lula foi eleito.
Lula era aparentemente "O Salvador", porém alguns meses de governo depois, vimos que ele só poderia fazer apenas o "arroz e feijão" que tantos outros antes

dele fizeram. No nosso caso, infelizmente o "arroz e feijão" ficou um pouco mais apimentado por conta dos seguidos escândalos.

Para Obama, a mesma coisa acontece. Ele era a personificação da esperança, porém como todo sistema opõe limitações, não temos notícias deste "herói" usando

uma fantasia de super-homem e pulando de prédios para salvar donzelas indefesas. É fácil idealizar um mártir, mas a vida real é bem mais que isso.

Geralmente a opinião pública acredita que mudar um sistema político é algo que se faz de uma hora para outra. Sim, "Obama é o presidente, então vocês devem

voltar para casa imediatamente e esquecer que estivemos no Iraque ou no Afeganistão". Imagina-se também que seja fácil mudar o sistema de saúde quando a

própria população se opõe, muitos dos opositores repúblicanos.

O Brasileiro que rotula o Americano com o "American Way Of Life" não é diferente do Americano que acha que todos nós usamos cocar.
Comentário de: Renato [Visitante]
14.10.09 @ 13:15
Quanta mentira eu leio aqui. Não há campanha nenhuma contra Obama. O cara é amigo de terroristas e foi tratado pela mídia como um messias. Todos os grandes jornais americanos e todas as grandes redes de tv, com exceção de uma são extremamente favoráveis ao partido democrata.
Comentário de: Roger Kenwood [Visitante]
14.10.09 @ 13:19
Parabenizo a todos pelo alto nível dos comentários.e.respeito às ideias mesmo divergentes.
Comentário de: Milton Almeida [Visitante]
14.10.09 @ 13:29
É incrível e desesperadamente desanimador como alguns nobres escritores deste fórum confundem PAZ com FRAQUEZA. O que o Obama está promovendo não é PAZ. É, sim, o enfraquecinmento da nação Americana, impondo uma filosofia relativista onde "não há o certo ou o errado". A dívida Americana está para chegar a 100%, sim, confiram 100% do GNP, ou Gross National Product; a Rússia regressa ao maneirismo da União Soviética; O Irá se prepara para ter sua bomba declaradamente com intenções de eliminar Israel; o Talibã se ressurgindo numa velocidade absurda. PAZ? Estudem história: Quando estas forças promoveram a PAZ a não ser quando os EUA eram FORTES e não se desculpavam pelo tal? Para os nobres escritores aqui PAZ seria melhor soletrata como PÁS, ou, instrumento usado para cavar as covas daqueles que morrerão pela falta da PAZ verdadeira que só é mantida pela FORÇA e a capitulação dos malfeitores metidos a tiranos.
Paz NÃO É a AUSÊNCIA DE GUERRA! Fraqueza do tipo que o Obama promove terá o efeito totalmente contrário do que pretente pois provocará mais guerras locais que nunca, gererá mais tiranos homicidas do que nunca e dará condições para os atuais progredirem no seu intento de destruir qualquer semelhança de segurança e PAZ no mundo! Sim, caros amigos, OBAMA É UMA PIADA INTERNACIONAL E NACIONAL. Aguardem a historia.
(Para abertura: Sou cidadão Americano, radicado nos EUA há 33 anos, conservador, evangélico e um fã da Constituição Americana).
Comentário de: Rogério [Visitante]
14.10.09 @ 14:26
Os conservadores acreditam que para ser respeitado é necessário impor à força. Que mentalidade mais curta, o máximo que isso pode gerar é o temor, que pode inclusive descambar para o ódio.
Um país como os EUA com o maior arsenal atomico do planeta com as melhores armas e tecnologia de guerra, não precisa ficar peitando ninguém para ser respeitado igual frangote de rua.
Tem que demonstrar como se lidera, captar e manejar as tendências do pensamento mundial, vejamos como essa segue.
Por exemplo, Lula e seu equipe irão para a conferência do clima em copenhagen com uma proposta avançada de metas para o Brasil em relação ao desmatamento. Por ser país em desenvolvimento não é obrigado a apresentá-las, a estratégia do Lula é próativa, aoir além colocando na mesa propostas que a imensa maioria das pessoas no mundo querem ouvir, ou seja reduzir o desmatamento, atuar na diminuição do efeito estufa, está atraindo para o Brasil uma posição de lider, e de forma natural e angariando respeito, pela modernidade e inteligência, quesitos cada vez mais valorizados, é um ato político que irá potencializar futuras ações não só no Brasil como no resto do mundo.
A mentalidade belicista do "impor respeito pela força" está caducando no mundo, restam poucos que ainda esperneiam, como a Coréia, o Irã o mundo caminho em outro sentido, é só comparar o mundo da década de quarenta e de agora e chegar à fáceis conclusões.

A opinião pública vem mudando ao longo destas últimas décadas e um pensamento mais moderno e que busca a integração e a cooperação há um bom tempo é top of the mind.

Não é a toa que Obama está supervalorizado no mundo, ele está encarnando todos esses ideais ( mesmo que não consiga agora concretizá-los pois como diria o Garrincha, combinaram a tática com o adversário?) que vem amadurecendo ao longo destas últimas décadas, pacifismo, ecologia, diálogo e cooperação. Achar que o socialismo falhou por exemplo é analisar a idéia apenas através dos feitos, das ditaduras, dos muros e etcs e não perceber o quanto da ideologia está presente em nossa cultura atual, seja na valorização do trabalho e sua regulamentação humanista quanto no espírito do estado do bem estar social.

Evidentemente conservadores não percebem isso tão facilmente, míopes que são em seu egocentrismo infantil, se dependesse deles estaríamos ainda ameaçando a tribo do lado com nossos tacapes para mostrar quem é que manda hehehe.

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O jornalista Gustavo Chacra, 33, mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia, é correspondente de "O Estado de S. Paulo" em Nova York. Já fez reportagens de Beirute, Damasco, Tel Aviv, Jerusalém, Gaza, Nablus, Ramallah, Cairo e Amã quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Também já trabalhou como correspondente da Folha na Argentina





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