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10.11.09

por Adriana Carranca, Seção: No Brasil 18:38:33.

Auma Obama é uma mulher cativante. Tive a chance de conversar com ela, para uma entrevista publicada pelo Estado, durante evento esportivo em São Paulo e saí de lá convencida sobre o poder para a transformação social. Acadêmica, formada em letras na Alemanha, com PhD em linguística, fluente em inglês, alemão, swahili e luo, idioma da tribo onde nasceu, e ativista social, a irmã do presidente americano Barack Obama trabalha para incluir crianças e jovens dos países mais miseráveis da África, entre os quais a Ruanda e o Congo, usando atividades esportivas como ferramenta.

Vaidosa com seu cabelo rastafári, essa queniana que esconde a idade veio ao Brasil mostrar o trabalho que faz como consultora da ONG Care e diretora da Rede Esportes para Mudança Social.

Filha de Barack Hussein Obama Sr. com a primeira mulher, Auma conheceu o caçula quando ele lhe escreveu após a morte do pai, em 1982. Os dois se encontraram em Chicago e, mais tarde, ela o acompanhou à Kogelo, o vilarejo natal dos Obama, no Quênia, como conta Barack em seu livro Dreams from My Father (A Origem dos meus Sonhos, no Brasil). Auma participou intensamente da campanha do irmão e ouviu dele agradecimento especial no discurso da vitória. Auma mesmo evita falar no irmão.

Veja aqui a íntegra da entrevista:

O que você achou do Rio vencer Chicago para sediar as Olimpíadas 2016, apesar do lobby do presidente Barack Obama?
(Risos) É uma competição, então, só nos resta parabenizar o vencedor.

Alguns avaliam que o Rio e o Brasil não mereciam sediar a Copa do Mundo 2014 e as Olimpíadas por causa da violência e corrupção...
Aos críticos eu diria que, uma vez escolhido o Rio para sediar a Copa e os Jogos, eles devem agora canalizar sua energia para garantir que os dois eventos tragam benefícios de longo prazo para o Brasil. Sobre corrupção... Veja, as regras já existem e estão aí, só não são cumpridas, por isso se chama corrupção. Então, condicionar os investimentos a mais leis e regras não vai prevenir a corrupção e acho que tira o foco daquilo que importa, que é o esporte. O que o governo brasileiro tem de fazer agora é concentrar os esforços para provar ao mundo que está preparado para sediar um evento desse porte e aproveitar os investimentos para trazer benefícios de longo prazo ao País.

Como?
O Brasil é uma nação de amantes do esporte. Nos vemos o que acontece nos jogos de futebol, quando todos se juntam nos estádios e as desigualdades desaparecem. Quando se trata de esporte, o Brasil se torna uma só nação. E um evento internacional desse porte aumenta a auto-estima das pessoas, motiva crianças, jovens, adultos, comunidades inteiras. Agora, o que não podemos é criar uma grande expectativa e depois do evento tudo voltar ao normal. Se o governo for esperto, irá canalizar esses investimentos para reduzir as desigualdades. O esporte é isso: participação e inclusão. Entidades de base que trabalham diariamente com esportes e as crianças e jovens das comunidades carentes devem ser envolvidos na organização. Primeiro, porque eles vivem na pele a carência dos investimentos em esporte e sabem o valor que isso tem. Depois, podem encontrar soluções para que os milhões a serem investidos nos Jogos sejam destinados a infra-estrutura, que mais tarde poderá ser colocada à disposição das comunidades.

Por que trabalhar com esportes?
Porque nós precisamos atrair as crianças e garantir que eles continuem voltando e o esporte é uma excelente ferramenta para isso. O atrativo é a garantia de poder jogar e brincar, o que é um luxo para muitas crianças pobres, sem espaço nas comunidades. Com isso, conseguimos que passem os dias com a gente. A partir daí criamos um vínculo e eles próprios começam a se transformar. Passam a cuidar da própria saúde, por exemplo. Meninos de rua que atendemos largaram as drogas porque queriam melhorar sua performance no esporte. As famílias passam a vir aos jogos, então, é uma forma de engajar toda a comunidade e acabamos unindo esses eventos esportivos a palestras e campanhas sobre assuntos como HIV. Devagarinho vamos mudando a vida deles e não há nada com maior potencial de transformação economicamente tão eficaz quanto o esporte. Para música, você precisa de instrumentos. Para teaatro, de um espaço adequado e audiência. No esporte, principalmente o futebol, tudo o que você precisa é uma bola de plástico.

A parcela do orçamento público destinada aos esportes deve ser obrigatória, como são saúde e educação no Brasil?
Seria uma legislação difícil de seguir. Mas, acho que os governos devem acordar para o fato de que o esporte é uma ferramenta de educação e saúde.

Como é ser uma Obama hoje?
A minha vida mudou completamente. Vamos ser honestos, você não estaria aqui me entrevistando se eu não fosse uma Obama... Então, tento canalizar essa atenção toda e a visibilidade que passei a ter para o meu trabalho. Por outro lado, é uma responsabilidade muito grande porque onde quer que eu vá, as pessoas querem ouvir a minha opinião e eu acabo fazendo papel de porta-voz das organizações que represento. E isso é complicado, então, eu tento controlar o número de entrevistas.

Como foi para você ver Barack Obama chegar à presidência dos EUA?
Eu não gostaria de responder perguntas nessa linha. O que isso tem a ver com meu trabalho?

É o primeiro afro-descendente a assumir a presidência da nação mais poderosa do mundo. Isso tem a ver com direito de igualdade, oportunidade, desenvolvimento...
É, nesse sentido, eu concordo com você. O meu irmão é um exemplo de que, se você trabalhar duro e se preparar, pode ser o que quiser, até presidente dos EUA. Essa mensagem é muito poderosa, um estímulo grande para as crianças e jovens pobres do mundo inteiro.

Como é a sua relação com o presidente Obama?
Como a de quaisquer irmãos. Ele está lá, trabalhando, enquanto eu estou dando essa entrevista. Às vezes nos telefonamos. Outras nos visitamos. Somos irmãos.

Ele apoia o seu trabalho?
Claro. Muito. Assim como eu, Barack sabe que as crianças são o futuro de uma nação, coisa que muitos adultos se esquecem.

De onde vem essa inspiração dos Obama para mudar o mundo?
Meu pai era um homem de muitos princípios, que trabalhou para o governo no Quênia e viu muitas coisas erradas. Então, eu cresci acompanhando as frustrações dele, mas, ao mesmo, tempo vendo-o manter firmemente suas convicções e nos encourajando a fazer o mesmo. Era um homem de grande caráter, que tratava a todos de forma igual, fosse um governante ou morador de rua. Ele dizia: Não se deve avaliar um livro pela capa.

 

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Comentários:

Comentário de: jan z. volens [Visitante] · http://nao tenho
10.11.09 @ 20:11
Pelo mundo - certo: Aqui vem mais dos Obamas Mundiais: Mark Okota Obama Ndesandjo - otrou medio irmao do Presidente - filho da segunda mulher do pai com outra academica americana. Mark tambem tem educacao "MA" - e agora morra nach China com mulher da China. Mark tambem e proprietario de restaurantes na China. Proximanente o Presidente e o irmao Mark vao encontrar na China. O Mark tambem ira publicar o seu livro titulado "Nairobi to Shenzen". (Veja tudo na site da "China Daily" capitulo "China" - hoje mesmo!) Lembremos a irma do Presidente, filha da mae e pai da Indonesia, quem morra na Hawaii. Os Obama Mundiais! --Voce precida escritora deve escribir um livro acerca a mulher da raza africana na Europa - e um fenomeno interesante e novo: Jones e o nome da Embaixadora mundial do esporte da Alemanha, capitao do futebol feminio nacional da Alemanha, pai soldado African-American, mae alema. A ministra do desporte da Francia e do Senegal (Sarkozy quiz que fora diputada europea), a campeona mundial do "ice skating' fez ums anos - de mae da Ruanda, pai frances, ha muitas nos artes musicais - tambem na opera - a African-American mezzo soprano Jessye Norman recientemente na DW TV da Alemanha falando num programa intelectual em lingua alema pais perfeito do que a maioria dos alemaes. Seriamente - escreva o livro - primeiro em ingles - logo publicado em alema e frances.
Comentário de: Knock out [Visitante] · http://orientemedio1.wordpress.com/
11.11.09 @ 16:26
Carranca.


A dona Obama esta certa, se ela nao fosse irma do presidente passaria despercebida.
O que me deperta curiosidade e que todos falam em reduzir desigualdades mas todos estao pensando em reduzi-las ao estilo Obama, ou seja, fazendo pagar quem tem mais por quem tem menos.
Esse sistema na reduz igualdade alguma e cria apenas uma casta de dependentes do sucesso dos outros. Se nao ouver gente que ganha muito como e que iriam distribuir alguma coisa?.
A Algo a ser distribuido em Cuba a nao ser a miseria?.
Alguns meses atras li, no blog do Mordechai uma entrevista com uma negra que tambem mora na Alemanha e que era contra qualquer tipo de ajuda do mundo as nacoes africanas que, de acordo com ela, tinham se transformado em pedintes profisionais e nao desenvolviam os potenciais.
Voce conhece alguma forma melhor de reduzzir as desigualdades do que dar trabalho digno as pessoas? Entao, para reduzir as desigualdades ao inves de dar uma bola aos meninos porque nao damos uma melhor educacao, ao inves de bolsa familia porque eh que os governos nao estimulam a iniciativa privada para que mais empregos sejam criados?, porque eh que a solucao das desigualdades tem que pasar pelo esporte, pela doacao ou pelo assistencialismo do Estado?.
Comentário de: danilo [Visitante]
11.11.09 @ 16:44
Qualidades pessoais é que levou asta familia vencer em um mundo globalizado.
Comentário de: danilo [Visitante]
11.11.09 @ 16:45
Qualidades pessoais é que levou asta familia vencer em um mundo globalizado.
Comentário de: Bill Strange [Visitante]
11.11.09 @ 17:02
Parabens! Tremenda entrevista!

Gostei particularmente as palavras da Dra Auma Obama quando ela comentou, "as crianças são o futuro de uma nação, coisa que muitos adultos se esquecem".

Comentário de: PP [Visitante]
11.11.09 @ 17:19
Abraham Lincoln disse "Voce nao pode fazer o fraco forte por tornar o forte fraco".

Nivelar por baixo, como sugere a entrevistada e' uma tendencia neo-socialista, que, ao contrario do que se imagina nao eleva o nivel socio-economico do pais - so possibilita a criacao de uma casta de semi-educatos facilmente manipulados pelos governantes. Vejam o que acontece na Venezuela, Iran e Cuba como exemplo.

Alias, alguem ja pensou por que o Lula nao quer modificar a constituicao para permitir re-eleicao sem limites?
Comentário de: carranca [Membro]
11.11.09 @ 17:42
PP, em que parte da entrevista Auma Obama sugere "nivelar por baixo"?
Comentário de: carranca [Membro]
11.11.09 @ 17:51
Knock out, meu caro, mas é exatamente o que Auma Obama sugere: usar o esporte como ferramente para melhorar a educação e a saúde de crianças e jovens. Ela explica que o esporte é uma forma de atrair as crianças pobres e dar a elas perspectiva. Com isso, "elas mesmas passam a se preocupar mais com a saúde", ela diz na entrevista. Também encontram no esporte uma maneira de se incluir de uma forma positiva na sociedade, têm a oportunidade de ocupar o tempo em uma atividade saudável ao invés de permanecer nas ruas quando a escola fecha e os pais estão trabalhando. Lembre-se, mesmo no Brasil, não temos escola integral. Mães e pais têm que trabalhar mas, muitos, não recebem o suficiente para ter uma babá ou deixar os filhos em uma escola particular de período intergral. Ninguém está falando em ajuda em dinheiro. A África, o Brasil precisam de educação para "desenvolver seus potenciais", acesso à saúde e trabalho digno, é claro.
Comentário de: Knock out [Visitante]
11.11.09 @ 20:12
Carranca


eu entendo o principio mas sou cetico enquanto aos resultados. Obviamente e melhor ter as criancas jogando bola do que soltas na rua, mas estamos a falar do mal menor.
Porque temos que aceitar que nao ha outras alternativas?, porque os governos, ao inves de por impostos encima de impostos nao as estimulam as empresas a gerar empregos e e a pagar salarios dignos?. Tem paises onde o governo, ao inves de cobar impostos tem, paga de volta , as empresas, parte dos salrios que pagam, assim estas podem continuar a gerar empregos de qualidade e os pais dessas criancas terao as condicoes de criar os filhos sem que estes tenham que estar ou na rua ou jogando bola, afinal jogar bola eh uma solucao temporaria e, um dia, essas criancas terao que fazer alguma coisa a mais do que jogar bola. Essa solucao eh de curtissimo prazo.
Comentário de: carranca [Membro]
11.11.09 @ 20:37
Tem razão. E isso se chama governança, em que o papel do Estado passa a ser muito mais o de articulador do que o de provedor de recursos. Com poucos recursos disponíveis, agregar parceiros, entre os quais atores sociais, empresas, cidadãos, organizações civis, outras esferas do governo etc., e criar cenários favoráveis para que esses outros atores participem das políticas públicas mais ativamente torna-se fundamental. Há várias formas de atuação: incentivos fiscais, as tais parcerias público-privadas, a privatização, porém, com o Estado ainda como agente regulador e fiscalizador, como temos em setores diversos no Brasil (telefonia, por exemplo) etc. Agora, o combate à corrupção é fundamental porque, além de ser um crime, a corrupção mina a credibilidade do governo e isso afasta potenciais parceiros, em especial do setor privado. Outro pilar da governança é melhorar a gestão, ou seja, o uso do dinheiro público de forma mais eficiente. Acho que o mundo caminha para isso. Mas, no meio desse caminho, ações como as de Auma Obama, ainda que temporárias, são bem vindas para reduzir um pouco o abismo entre pobres e ricos criado justamente pela corrupção, ineficiência do Estado, falta de credibilidade do País, políticas equivocadas de distribuição de renda etc. Veja, no Brasil, a expectativa de vida das regiões mais pobres é duas décadas menor do que nas regiões mais ricas. Duas décadas! Isso significa que, dependendo de onde você nascer, você viverá vinte anos mais ou menos. A pobreza, falta de acesso à clínicas e hospitais, à educação e às oportunidades mata. E o que as ONGs sérias fazem é evitar que isso aconteça enquanto não temos uma sociedade mais equilibrada. Abraços, Adriana
Comentário de: Knock out [Visitante]
12.11.09 @ 14:27
Carranca

concordo em quase tudo no que voce disse, mas na minha opiniao e coisa e mais facil de ser resolvida porque ate juntar todos os intervenientes que voce propoe se passarao algumas geracoes e, duvido que consigamos fazer tantas aliancas no combate a desigualdade.
o que toca ao desequilibrio regional. Vamos ao Governo de hoje e me diga o que eh que o Lula, que vem de uma regiao pobre fez para levar a essas regiones o desenvolvimento. Nada, absolutamente nada.
O que eh que o governo do PT em 8 anos fez para acabar com o ciclo de secas no nordestes?,. Li que nessa regiao existe mais agua subterranea do que ha na Bahia da Guanabara. Entao, quantos pocos artesianos foram perfurados, quantas maquinas agricolas para irrigacao foram la postas para funcionar?, qual eh o programa que o governo desenvolveu em 8 anos para melhorar a agricultura na regiao e evitar o exodo para as grandes cidades que nada faz alem de perpetuar o ciclo da desigualdade?.
Nada, nada foi feito. Essas obras nao dao votos, nao elegem governos, eh mais " produtivo" dar a bolsa familia e alardear que esta se distribuindo a riqueza, que na realidade sai de quem trabalha duramente e paga impostos, nao do governo.
Porque eh que o governo nao declara essas regioes " livres de impostos" para as empresas que la se instalarem?. Porque nao fazem uma zona franca, por exemplo. Amiga, a solucoes de montao que nao envolvem a caridade nem a colaboracao caridosa de ninguem.
Se os Israelenses conseguem fazer crecer flores ( que exportam)e todo tipo de hortifrutigranmjeiro no deserto de Neguev, porque eh que o Brasil nao consegue fazer a mesma coisa no Nordeste?. Porque Israel com condicoes climaticas piores exporta sucos de frutas e no nordesede as pessoas vivem, menos 20 anos , essencialmente opr falta de alimentacao adequada?.
Voce tem razao, isso e governar, governar para o povo e nao para ser releito ou para eleger o candidato de um partido. E eh claro, tem ainda a corrupcao, mas o Brasil e tao imensamente rico que, mesmo com toda a corrupcao, mesmo deixando todos roubarem, sobraria ainda muita riqueza para ser aproveitada dando ao individuo a dignidade do trabalho ao inves da vergonhosa caridade.

Por favor...nao vote na Dilma!!!
Comentário de: Luciano Rorato [Visitante]
12.11.09 @ 16:02
Adriana, sou leitor assíduo de seus textos e observo o quanto você tem teclado sobre a recepção das Olimpíadas de 2016. Bah, creio que sua preocupação é a mesma minha e de muitos brasileiros.
Onde questiono o seguinte:
Como nosso país vai se preparar para tal evento? Em sete anos conseguirá ele se abastecer de infra-estrutura? O governo, tendo um papel tanto de execução, licitando construtoras, quanto de fiscalização conseguirá realizar tudo em tempo hábil?
E a violência, como será combatida para não interferir nos jogos? Se dependesse desse tópico, violência, o Rio de Janeiro estaria desclassificado. Uma cidade que pode ser comparada a Cabul, dominada pelo narcotráfico e carente de segurança, nos coloca em xeque sobre a capacidade de recebermos tal evento. Como já comentei em outro texto, é necessária uma reengenharia na capital carioca. E isso leva muito tempo.
Importantíssima é a colocação de Auma Obama: “... Veja, as regras já existem e estão aí, só não são cumpridas, por isso se chama corrupção. Então, condicionar os investimentos a mais leis e regras não vai prevenir a corrupção e acho que tira o foco daquilo que importa, que é o esporte. O que o governo brasileiro tem de fazer agora é concentrar os esforços para provar ao mundo que está preparado para sediar um evento desse porte e aproveitar os investimentos para trazer benefícios de longo prazo ao País".
Ela já profetiza sobre o descaso que o nosso país tem sobre os fatos, ou seja, arrumamos a casa para as Olimpíadas e depois que continue como sempre esteve.
Além de ser necessário um trabalho sério para 2016, tem-se que pensar no pós 2016. Um trabalho de gestão sobre os frutos colhidos, pois de nada adiantará a nós, recebermos os jogos e posteriormente a isso, os índices sociais piorarem.
Temos que ficar todos atentos para que essa conta não venha bem mais cara num futuro não muito distante.
Comentário de: carranca [Membro]
12.11.09 @ 16:11
É isso aí, Luciano! O Brasil receberá muita atenção e investimentos para sediar tanto a Copa 2014 quanto as Olimpíadas 2016. O risco é que o dinheiro não tenha o destino certo ou seja desviado no caminho. Veja, o Brasil já está entre as dez maiores economias do mundo. Há muito tempo não pode ser chamado de país pobre. Pobre é a maior parcela da população a quem o dinheiro não chega. E não estou falando de "dar" dinheiro, como alguns leitores aqui costumam entender, mas de escolas, hospitais, clínicas, centros de cultura e esportes etc. etc. etc. Abraços e obrigada pela leitura assídua. Adriana

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Adriana Carranca é jornalista e mestre em políticas sociais pela London School of Economics





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