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15.06.09

por Ariel Palacios, Seção: Cultura 04:00:33.

dni
Cortázar...antes de ser 'O Cortázar'

Este é um ano de efemérides cortazarianas. No dia 12 de fevereiro completaram-se 25 anos de da morte do escritor Julio Cortázar. Neste ano também comemoram-se os 60 anos da publicação de “Os Reis”, os 50 anos de “As armas secretas” e os 30 de “Um tal Lucas”. Se estivesse vivo, Cortázar completaria neste ano 95 anos. Mais especificamente, no dia 26 de agosto.
Neste contexto de celebrações sobre a vida e obra de Cortázar, há poucas semanas chegou às vitrines das livrarias portenhas o “Papéis Inesperados”, que reúne obras nunca publicadas antes, entre as quais onze contos, quatro autoentrevistas, treze poemas, anotações, além de capítulos – que nunca haviam sido incluídos – das obras “Livro de Manuel” e “Um tal Lucas”.

Por isso, achei interessante contar sobre um livro publicado na Argentina há 10 anos, por um dos brilhantes jovens jornalistas do país, Emilio Fernández Cicco. O livro é “El secreto de Cortázar” (O segredo de Cortázar), publicado pela Editorial de Belgrano. A obra está esgotadíssima. Quem o encontre em algum sebo, não duvide em comprá-lo.

“Inibido, sempre doente, e de cultura eurocêntrica...Quem poderia imaginar que essa descrição se encaixaria na exuberante personalidade de um dos mais famosos escritores argentinos deste século, Julio Cortázar?”, me explicou Fernández Cicco. E logo, arrematou: “esse era o Cortázar antes de ser Cortázar...”.

Na obra, Fernández Cicco resgatou poemas, canções de ninar e hinos que Cortázar escreveu nesse período, e que eram completamente desconhecidas ou que se imaginavam perdidas.

Fernández Cicco relata a trajetória do tímido professor de literatura que começa sua vida profissional nas cidadezinhas de Bolívar e Chivilcoy, no interior da província de Buenos Aires, passando por Mendoza, até sua volta à capital do país quase uma década depois.
A obra é fruto de dois anos de pesquisa, que esquadrinhou a desconhecida juventude do autor de “O jogo da Amarelinha”, “História de Cronópios e de Famas” e “Bestiário”, entrevistando centenas de ex-alunos, amores platônicos, amigos e parentes.
Cobrindo as mudanças fundamentais ocorridas na vida do jovem escritor entre 1937 e 1945, “o livro conta o desabrochar de Cortázar, tanto literário como da personalidade”, explica o autor.

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Julio, imberbe e tímido

O IMBERBE QUE VIROU BARBUDO
Entre as mudanças ocorridas estão as alterações físicas. Ou melhor, uma só, que chamou a atenção: deixar de ser um imberbe a exibir uma vistosa barba. “Não tinha barba. E subitamente lá na França não sei o que aconteceu. Nunca lhe perguntamos se fez um tratamento. Mamãe surpreendeu-se, porque antes ele somente tinha um bigodinho, e nada mais”, explicou Ofélia Cortázar, irmã do escritor.

Fernández Cicco especula que Cortázar começou a tomar hormônios com o mesmo médico que lhe tratava a asma.
A lenda indica que seu colossal desejo de ter barba o levou a ingerir hormônios.

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Julio, barbudo e exuberante

Fernández Cicco também esclarece a obscura história do pai de Cortázar, que em 1920, quando seu filho tinha 6 anos, desapareceu misteriosamente de casa e nunca mais foi visto. Com o dinheiro da avó, conseguiram sobreviver, além do trabalho da mãe em um Fundo de Aposentadorias.
Anos mais tarde, relata Fernández Cicco, surpreenderam-se a ter notícias do pai: havia falecido no interior do país. Maior foi a surpresa quando souberam que tinham direito aos bens que o pai havia deixado: fazendas e uma confortável pensão para a viúva.
Mesmo estando em dificuldades financeiras, Cortázar filho tomou uma atitude que deixava claro que nada queria do pai ausente: convenceu sua mãe a não aceitar um centavo sequer.

O fantasma do pai, também chamado Julio Cortázar, esteve presente durante anos. Por esse motivo, “Julio Denis” foi seu pseudônimo nas primeiras obras. Somente começou a assinar “Julio Cortázar” a partir de meados de 1945.

FANTASMA DA MORTE
Cortázar imaginava que morreria antes dos 30 anos. Francisco Menta, um colega seu, uma vez lhe ofereceu um cigarro. O futuro escritor, que viveria até os 70 anos, respondeu: “desculpe, mas tenho que cuidar o coração”.
Mais tarde Menta surpreendeu-se ao ver fotos de Cortázar fumando avidamente charutos cubanos.
Seus amigos tentaram animá-lo quando seu primeiro livro, “Presencia”, um punhado de poemas crípticos, teve pouca repercussão. “Vamos lá, é seu primeiro livro. Depois haverá mais”, lhe disseram. Com o apoio deles, dois meses depois Cortázar retomou sua produção. Além disso, eles orientaram o jovem poeta para um destino literário diferente: “porquê não volta a escrever aqueles contos tão bons?”, lhe disseram, afastando-o irremediavelmente da poesia.

Durante os anos de Chivilcoy, Cortázar participou como roteirista de um filme feito na própria cidade: “A sombra do passado”. O filme era um policial com traições, amor, drama e vinganças. O filme foi estreado em 1945, mas o público foi indiferente. Da obra, não resta uma só cópia. Só sabemos que Cortázar ao escrever o roteiro, dizia “quanto piores os diálogos, mais o público gosta”.

TIMIDEZ
Os depoimentos da época sustentam que Cortázar não falava sobre mulheres. Os amigos lhe falavam sobre elas, mas ele não respondia, o que causou boatos de que era afeminado. “Não queria saber de mulheres”, afirma categórica sua irmã Ofélia. Uma de suas ex-alunas, foi mais ferina: “em suas calças nem havia volume...”. As conversas com colegas restringiam-se à literatura e arte.

Em Chivilcoy estaria o primeiro amor de Cortázar: a estudante Nelly Martín. Cortázar tentou aproximar-se primeiro através de poemas, que enviava anônimamente.

“Não perguntes quem coloca en este canto / uma alma destinada ao sofrimento / e um pobre coração que te ama tanto; / se tu o adivinhas, nada te espante; / mas se não em encontras em teu sentimento / de nada serve que te dê meu nome” foi um dos poemas que Cortázar lhe enviou.

O “avanço” do jovem professor sobre a estudante é ilustrado saborosamente no livro: sabendo que Nelly iria ver uma peça de teatro do qual ele era o roteirista (uma história sobre gauchos - “O punhal dos trovadores”) Cortázar subornou o funcionário da bilheteria para que vendesse a ela a entrada da cadeira a seu lado.
Depois disso, teriam longos encontros na praça central da cidade, sempre às cinco das tarde. No entanto, nunca nada aconteceria. Mais de meio século depois, Nelly diria a Fernández Cicco: “eu e ele nunca nos beijamos na boca”.

Nelly também o inspiraria a escrever sua primeira novela, “Solilóquio”: a clara descrição de sua vida de professor e seu amor platônico por uma aluna não muito culta, mas “selvagemente sensual”. Anos depois, em Paris, Cortázar queimou o livro, junto com seus primeiros contos fantásticos. No entanto, sobreviveram três cópias que haviam ficado com seus amigos na Argentina. Sua primeira esposa, Aurora Bernández, publicaria “Solilóquio” após seu falecimento.

Chivilcoy o sufocava. Ali era visto como comunista, anarquista e nacionalista. Em 1944 partiu para dar aula de literatura francesa na Universidade de Mendoza. Os Aliados haviam liberado Paris e a universidade fervilhava de ideias políticas. Em 1945, Cortázar participou da ocupação da Universidade pelos alunos.

No fim da ocupação, Cortázar foi preso junto com os alunos. Farto de tudo e com o crescente poder do então coronel Juan Domingo Perón (futuro presidente), a quem ele encarava como um autoritário, Cortázar voltou à Buenos Aires. “Mãe, renunciei a tudo. Não tenho um centavo sequer”, disse ao entrar inesperadamente na casa. “Onde come um, comem dois”, respondeu a mãe.
Cortázar havia deixado suas inibições e seu jeito de menino. Cortázar já começava a ser Cortázar.

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SUA IRMÃ, SOBRE JÚLIO:
Sua irmã Ofélia disse a Fernández Cicco que Cortázar nunca lhe mostrou os contos para que os lessem antes de publicado. “Quando o livro saía ele nos dava de presente e pronto. Alguém compreende os livros de Julio? Você teve paciência para ler ‘O jogo da amarelinha’. Ufa ! Por favor...Eu não consegui ler esse livro jamais...”.

Outras frases de Ofélia sobre Júlio:

- “Meu irmão esperava ter uma hora livre para pegar um livro e pensar e imaginar. Essa foi sua vida”.

- “Quando era criança, tínhamos que chamá-lo vinte vezes para que largasse os livros e viesse almoçar’.

BRUXELENSE-PORTENHO
Filho de um casal argentino nascido em 1914 em Bruxelas, Bélgica (seu pai trabalhava na Embaixada argentina nessa cidade), viveu na Argentina durante sua infância, juventude e início da vida profissional, como professor de literatura.
Nos anos 50, perseguido pelo governo do general Juan Domingo Perón, exilou-se na França. Ali transformou-se em um sucesso literário.
Cortázar morreu de leucemia no dia 12 de fevereiro de 1984 em Paris. No dia em que saiu de sua casa para ir ao hospital para mais uma internação, disse, em alusão ao boxe, uma de suas paixões: “se esta luta fosse de sete rounds, eu ganharia. Mas, com doze rounds, acho que não haverá jeito...”.
Ele está enterrado no cemitério de Montparnasse, tal como era seu desejo, ao lado de sua esposa Carole Dunlop, falecida um ano antes dele.
Quem visita seu túmulo costuma deixar uma taça de vinho e o rabisco de uma "rayuela" (o jogo da amarelinha, em homenagem a seu mais famoso livro).

E, para encerrar, esta entrevista que Cortázar concedeu nos anos 70 à TV Espanhola. Ele explica como surgiram os "Cronópios" e as "Famas".
O link do Youtube:
http://www.youtube.com/watch?v=yS14T8ObSew&feature=related

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Bom início de semana a todos!!!

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Link permanente Permalink 22 comentários

Comentários:

Comentário de: Cristina [Visitante]
15.06.09 @ 08:14
Obrigada Ariel, há muito vinha aguardando por um post sobre Cortázar, de quem sou fã incondicional.

Abraços
Comentário de: SôRamires [Visitante] · http://www.cornetaacustica.blogspot.com
15.06.09 @ 09:26
...que los parió!!!como diria Mendieta a Don Inodoro Pereyra.
Café da manhã de uma feliz aposentada (yo misma) com uma biografia do Cortázar em seus verdes anos, baixa temperatura em Sampa e de brinde o vídeo sobre a origem dos cropópios, seria verdade ou mais uma história de cronópios e famas?
E o Julio tão vivo no vídeo.
Lembro de uma comemoração de um aniversário do Julio já morto, na placita Cortázar com grupos tocando jazz, as obras citadas no Rayuela e no gran finale a voz gravada do Júlio invade o crepúsculo portenho. Alegria pura!.
Comentário de: Ariel [Membro]
15.06.09 @ 09:43
Cara Cristina, e cara Sô,
Ouvir Cortázar é mesmo uma boa forma de começar a semana, não?
E, Sô, interessante seu blog!
Abraços,
Ariel
Comentário de: Luis Sales [Visitante]
15.06.09 @ 09:48
Excelente texto, primoroso em informações inéditas.
"História de Cronópios e de Famas” e “Bestiário" são simplesmente fantásticos livros. "Rayuela"é complexo, árido.
Sem dúvida alguma, Cortázar está no mesmo patamar de Borges!
Comentário de: Lito Porteño [Visitante] · http://visitante
15.06.09 @ 10:48
Y yo que pensaba que no me importaba...
Que una caricia haría olvidarme el color de mi ciudad...
ETERNA BUENOS AIRES
ETERNO CORTAZAR!!!
Comentário de: Gabriela [Visitante]
15.06.09 @ 16:02
Que interessante!!! Eu, uma argentina morando há 32 anos no Brasil (tenho 43 anos) nem sabia que Julio Cortázar era da terrinha e muito menos que ele viveu alguns anos en Chivilcoy, cidadezinha onde tenho parentes e costumava visitar.
Muito legal o seu blog, sempre tem algum assunto que me traz boas recordações.
Saludos
Comentário de: Marcelo Magalhães [Visitante]
15.06.09 @ 16:54
Nunca li nada deste cara. Ele era bom mesmo ou só porque era ateu, beberrão, comunista, ele foi considerado um bom escritor?
Comentário de: Ariel [Membro]
15.06.09 @ 17:18
Caro Luis, obrigado pelo comentário!!

Caro Lito, concordo, Cortázar está no Olimpo dos escritores sul-americanos! Um Olimpo vasto, com espaço para muitos gênios.

Cara Gabriella, sim, Cortázar nasceu em Bruxelas durante a invasão alemã da Primeira Guerra. E morou em Chivilcoy! Obrigado pelos elogios!!! Há 32 anos mora no Brasil? Em qual cidade?

Caro Marcelo, o Cortázar era bom mesmo. Não só em minha opinião, mas também na opinião das mais variadas pessoas.
Não foi um cara que fez sucesso com facilidade...sua carreira foi crescendo gradualmente. Isto é, não usou família, marketing ou governos para fazer sucesso.
Não era beberrão, pelo que consultei com alguns conhecidos dele, logo após ler tua pergunta.
Bebida não implica em sucesso automático na literatura, pois houve vários abstêmios que fizeram sucesso, entre eles, o Jorge Luis Borges.
Pelo visto, seu principal vício era o cigarro, algo que em sua geração era bem costumeiro.
"Comunista" tampouco era. Aliás, foi perseguido pelos Peronistas, e criticado por muitos comunistas. A Direita também o criticou.
Ele declarou apoio à Revolução Sandinista, no início desta revolução (quando ela contava com respaldo de muitos americanos, logo no início, quando a idéia era derrubar a ditadura Somoza).
E, achou interessante alguns aspectos da Revolução Cubana, mas também fez uma série de críticas a Castro, coisa que o líder cubano não gostou nem um pouco.
Diria que, no contexto de 1985, quando faleceu, Cortázar poderia ser considerado um homem simpatizante com setores da esquerda light. Por exemplo, com François Mitterrand, que governava a França na época de sua morte.
Sobre ser "ateu", há nuances.
Pelo visto Cortázar oscilava entre ser agnóstico (que vem de a-gnosis, isto é, não saber, ou melhor, pessoa que prefere não afirmar categoricamente a existência de Deus nem negá-la categoricamente...ou seja, na dúvida, adota a postura saudável da dúvida) e ser ateu, como vários grandes escritores, entre eles, o filósofo, físico, Nobel, pacifista, requintado - e nada beberrão - Lord Bertrand Russel.
Abraços a todos, bom fim de tarde!!!
Ariel
Comentário de: Camila Kintzel [Visitante]
15.06.09 @ 17:20
Nada melhor do que receber um link com indicação de "leia o texto, é bom" e me deparar com texto de amigo. Saudades. =)
Comentário de: Ariel [Membro]
15.06.09 @ 17:21
Camila!!!
Tudo bem?
Que honra ter tua visita neste blog!!
E, mais ainda, que veio até aqui com essa indicação!!!
Abraços,
Ariel
Comentário de: Carlos Alberto Roldán [Visitante] · http://www.groups.yahoo.com/group/utopoesia
15.06.09 @ 17:22
Parece que su problema hormonal era bastante serio, y es cierto el dato del tratamiento final, que lo hizo dejar de ser lampiño.
Más allá de eso, qué grande Julio, y hace que uno construya el mito de Buenos Aires con un Julio Cortázar caminando por Av Corrientes y Uruguay, en tanto que el gobierno de Alfonsín no lo recibía por hacer "buena letra" ante los militares disconformes que amenazaban con hacer otra vez imposible la vida democrática...
Cortázar como un turista solitario, rodeado por una multitud que lo quería, en un Buenos Aires que sólo lo vería, desde su partida original a principios del peronismo, dos veces.
Gracias por la nota, el recuerdo, y la bonhomía que rige estas cosas de darnos a comer felicidad...

Carlos
Comentário de: Ariel [Membro]
15.06.09 @ 17:29
Caro Carlos Alberto,
Pelo visto, em recentes informações, Alfonsín, que tinha tomado posse dias antes da visita de Cortázar, não recebeu o escritor por uma mera confusão, na correria daqueles dias enlouquecidos...
Há um artigo do La Nación que explica a confusão ocorrida.
Uma das versões, no meio da matéria, é da secretária de Alfonsín, Margarita Ronco.
Este é o link:
http://www.lanacion.com.ar/nota.asp?nota_id=571049




Comentário de: Luiz Bertotti [Visitante]
15.06.09 @ 19:03
Já doentes, Cortázar e Carol Dunlop realizaram uma viagem surrealista pela autopista Paris-Marselha. Ele já idoso (mas parecendo bem mais jovem), ela no início da meia-idade; ambos a bordo de uma kombi. Daí resultou o delicioso "Os Autonautas da Cosmopista", escrito a quatro mãos e ilustrado pelo filho adolescente de Carol. Tudo é alto-astral, descontração e paixão entre os esposos-amantes-autores. A esposa morreu um ano depois da viagem, e Cortázar, dois. O encerramento do livro, escrito só por Cortázar, me comove até hoje, sempre que o releio. É a mais linda despedida e declaração de amor que conheço em idioma espanhol.
Comentário de: Senen [Visitante] · http://www.blogger.com/profile/14947430721302737753
15.06.09 @ 19:17
Amigos
que placer la lectura de este breviario de la vida de Cortazar.
Les agradezco muchísimo y también poder verlo - un vidéo que ya conocía pero que es muy disfrutable - Espero, aunque ya estoy medio veterano, poder crecer literariamente para poder parecerme algo al Cronopio Mayor, esa es mi intención al menos.
Un abrazo para ustedes y mis deseos de éxitos siempre.
Senén
Comentário de: DrSallere [Visitante]
15.06.09 @ 21:20
Caro Ariel,

Isso foi um belo post para mais uma semana de vida conturbada! :)

Já tinha ouvido falar desse Cortazar e juro que pensei que fosse um espanhol e não um belga-argentino.

E que bela história da vida dele que simplesmente um dia chegou lá aos poucos.

E infelizmente ainda não tive oportunidade de ler alguma obra dele, mas quem sabe, se tiver oportunidade, ir atrás de algum livro na livraria!!! Sugere algum?

Faltou outra pergunta que ninguém ousou: foi mulherengo?rsrsrs

Abraços.
Comentário de: Yoko [Visitante]
15.06.09 @ 21:28
Delícia, Ariel!
Só havia lido Rayuela. Que não terminei, aliás. É um livro como Ulisses, que a gente lê, para, volta, sai para tomar um licor, retoma...
Vou procurar os seus poemas também.

Agora você precisa ir a Paris para nos fazer o guia Rayueliano de Paris...
Comentário de: Eduardo Venutti [Visitante]
16.06.09 @ 13:32
Caro Ariel,
É muito bom ler um post como este, principalmente pelo fato de obtermos informações riquíssimas sobre o Cortazar.
Eu particularmente que moro na capital de São Paulo, no bairro de São João Clímaco (zona sul), acabo não tendo muitas opções para conhecimento sobre algumas personalidades.
Adoro a Argentina e espero que você continue nos abastecendo de cultura sempre.
Comentário de: Euler Marchiolli Marques [Visitante]
16.06.09 @ 13:37
Ariel,
Fantástico este post sobre o Cortazar. Nós brasileiros poderíamos ter a pretensão de compará-lo ao Nelson Rodrigues?
Comentário de: Ariel [Membro]
16.06.09 @ 17:06
Caro Luiz, o 'Autonautas de la cosmopista' é mesmo muito bonito!

Caro Senen, obrigado pelo comentário!!

Caro Dr. Sallere, pelo visto, depois que perdeu a timidez, Cortázar foi homem sedutor, mas não 'mulherengo'. Sobre livros: sugiro "O perseguidor e outros contos". Acho que poderia começar por ali.

Cara Yoko, antes de retomar a leitura de O Jogo da Amarelinha, recomendo que leia "Contos de Cronópios e Famas". Aí, depois passe para a leitura de maio fôlego de 'O Jogo da Amarelinha'.

Caro Eduardo, obrigado pelo comentário. Sem dúvida, teremos mais postagens sobre cultura argentina, mas também do Uruguai, Paraguai e Chile!

Caro Euler, o Cortázar não tem pontos em comum com o emblemático Nelson Rodrigues. Ele poderia ser melhor enquadrado dentro do gênero do realismo fantástico.

Abraços,
Ariel
Comentário de: Cris Lasaitis [Visitante] · http://cristinalasaitis.wordpress.com
16.06.09 @ 17:22
Definitivamente, preciso ler!!
Comentário de: Stefano [Visitante]
17.06.09 @ 10:36
Parabéns pela postagem! Muito bom mesmo.
Abraços.
Comentário de: Fellipe Caetano [Visitante] · http://nossamaisena.blogspot.com
06.08.09 @ 09:58
Apesar da irmã dele não ter tido paciência para ler tudo, "O jogo da amarelinha" deve ser lido e relido, sempre.

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